domingo, 25 de maio de 2008

O primeiro triunfo e o Barradão começa a fazer efeito

Pouco mais de 12 mil pagantes estiverem ontem no Barradão para assistir o passeio rubro negro sobre o Figueirense. O Vitória dominou o jogo e perdeu inúmeras chances de fazer uma goleada monumental. Não que o 4 a 0 não tenha sido, mas pelo que criou o time rubro negro, cabia bem mais. Os gol foram marcados por Jackson, Dinei duas vezes e Ricardinho que ao lado de Marcelo Cordeiro foi um dos destaques do time. Com o triunfo o Vitória fica provisóriamente na 5ª colocação.

Dinei - estréia com dois gols

O time do Vitória aos poucos vai se acertando, e reforçando mais a defesa com certeza estará ao menos entre 10 primeiros. E o Barradão pode fazer diferença. Ontem foram apenas 12 mil pessoas, mas a tendência é que com o time fazendo uma boa campanha, o torcedor passe a frequentar mais o Manoel Barradas e ai o Leão terá um poderoso incentivo para rugir ainda mais forte pelas bandas baianas.

Confira os gols!


Mônaco: Hamilton vence e embola o campeonato


Mônaco e com chuva. Que corrida! Uma das melhores dos últimos anos. Massa manteve a ponta no começo da corrida e começou a abrir em relação à Hamilton que havia ultrapassado Raikkonem na largada. Por sinal coube ao "Ice Man" o título de barbeiro do fim de semana. Mas Felipe Massa fez uma boa corrida, não conseguiu a vitória graças ao talento de Hamilton e às trapalhadas da Ferrari, a mudança de estratategia no meio da corrida, enchendo o tanque do Felipe para tentar uma única parada foi de extremo mau gosto. E tirou Felipe da briga. O terceiro lugar ficou de bom tamanho e a distância para o Kimi agora é de apenas 1 ponto. Ou seja do Canadá em diante teremos um novo campeonato.


Ou seja no final Mônaco foi muito bom para Hamilton, que agora é líder com 38 pontos. E foi bom para Felipe, com a sensação de que poderia ter sido melhor, ele agora tem 34 pontos. Assim como foi muito bom para Robert Kubica que fez uma bela corrida a bordo da sua BMW e chegou aos 32 pontos, apenas 6 atrás do líder. Um campeonato fantástico do polônes. E foi bom também para Rubens Barrichello, que enfim marcou seus primeiros pontos em dois anos. Parabéns Rubinho!

Mônaco só não foi bom para Kimi Raikkonem que fez uma corrida pífia sem marcar pontos e abandonando-a, além de deixar o principado sem a liderança do campeonato e com Felipe Massa na cola. Apenas um ponto separa o atual campeão mundial do companheiro de equipe. Se for pra acreditar, essa é a hora. Pé na tábua Felipe! E que venha o Canadá!


A classificação da corrida:

E o campeonato ficou assim:

Maio de 2008: Senna venceu em Mônaco

Não estranhe. Não é daquele Senna que falo. É do outro. Do mais novo. De Bruno Senna, sobrinho de Ayrton. Bruno venceu na sexta-feira a prova da GP2 e levou o sobrenome Senna de volta ao pódio monegasco depois de exatos 15 anos. Foi justamente em 23 de maio, de 1993, que Ayrton venceu seu último GP de Mônaco, com a McLaren. Como é belo o destino. Com a vitória, o brasileiro assumiu a vice-liderança do campeonato.



Não gosto de comparações. Bruno nunca será Ayrton. Mas escolheu carregar o sobrenome e isso vai abrir portas é bem verdade, mas também vai pesar em muitos momentos. Bruno tem talento e já mostrou isso. Não é apenas um "Senna", é um bom piloto, tanto quanto Nico Rosberg, filho do lendário Keke, ou Damon, filho de Graham Hill, que assim como o pai, se tornou campeão na Fórmula 1. Jacques e Gilles Villeneuve e outros tantos são exemplos de que ser um herdeiro direto de um grande piloto não é impecilho.


Mas a conbrança virá. E para Bruno creio que maior. Ele pode chegar a F1 para representar um país orfão de títulos - quiça que Massa termine com esse jejum nesta temporada. Bruno representará um povo que aprendeu a gostar de F1 e aprendeu a ser campeão, mas que pouco a pouco foi ficando como coadjuvante. Sorte ao pequeno Senna, e que o capacete verde e amarelo como o do "Grande" possa trazer bons ventos, e que a comemoração que por muitos anos nos emocionou possa estar de volta logo logo ao mundo do F1 para alegria de todos os brasileiros e de todos os amantes da velocidade.

Na frente em Mônaco

O fim de semana começou com vitória de Bruno Senna na GP2, honrando a tradição da família no circuito do Principado. E neste sábado Felipe Massa foi brilhante e ficou com a pole. Caso ele saia da primeira curva com a liderança será um bom sinal. Tema da vitória em Mônaco? Não se ouve desde 93! Pé na tábua garoto!

* Amanhã tudo sobre a vitória de Bruno Senna na GP2 e tudo o que rolar na GP da categoria principal, além de um post especial sobre o "Pé Na Tábua". Até lá!


Confira o grid (clique para ampliar):

sábado, 24 de maio de 2008

Felicidade...

Desde que Washington marcou aquele gol aos 48 do segundo tempo e o Maracanã veio abaixo de emoção, que eu procurava palavras pra descrever aquele momento. O choro de Washington Coração Valente, o olhar no vazio de Renato Portaluppi Gaúcho e a felicidade que contagiou todos os amantes do futebol neste país - exceto os São Paulinos é verdade.


Mas hoje li no blog do Lédio um post fantástico escrito pelo jornalista Cal Gomes, chamado "Felicidade..." que era justamente o que eu gostaria de ter dito. Por que futebol não é guerra, violência, não é desejar mal ao outro. Futebol é compartilhar sentimentos. Iguais quando se trata do mesmo time. Diferentes se na noite anterior tivessemos sido adversários. Futebol se faz de paixão e de felicidade...

Reproduzo aqui o texto na íntegra. E no final, meu comentário no blog do Lédio sobre o texto.
Confiram depois o blog do Lédio e o do próprio Cal.


Felicidade…
por Lédio Carmona

Cal Gomes
http://www.mensagemnagarrafa.com.br/

Os ecos da heróica vitória do Fluminense acordaram esse vascaíno, que vos escreve, na manhã ensolarada do feriado de quinta-feira. O golpe da derrota do Vasco, também na noite anterior, já tinha sido assimilado…e já não me incomodava mais. Acordei feliz nessa bonita manhã de outono. Banho longo. Barba rápida… feita só de cima para baixo. Tomei em poucos goles um café puro, quente…e com muito açúcar. Tudo ao som da trilha sonora de ” O Gladiador”. 10 minutos depois já estava sentado no meu recanto predileto de Ipanema: Quiosque da Vieira Souto com a Teixeira de Mello. O relógio velho e desbotado no meu pulso ainda não marcava 9 horas…e a orla já estava colorida com dezenas, centenas, de camisas tricolores.

O sol preguiçoso caminhando de lado, me atingia o rosto e esquentava o frio agradável que essa estação nos oferece nessa parte do dia. Água de côco e um misto quente completaram meu café da manhã. Zuenir Ventura passou direto e reto pela pista em minha frente. Viu meu aceno e sorriu com o meu “Parabéns, Mestre!”. E continuou seu “trotar” com o rosto iluminado. Carlos Augusto Montenegro parou por alguns minutos…e também sorriu quando eu disse que ano que vem seria a vez do Botafogo na Libertadores, mas preferiu ser modesto e dizer que o Vasco ainda tinha chances…e que a partida com o Corinthians seria complicada. Coisas de botafoguense…

Aos poucos meus amigos começaram a chegar…um à um: Tonico, vestindo uma discreta camisa polo branca, estampando um pequeno escudo do Flu, foi logo me dizendo sorrindo: ” Cal…você acredita que meus três netos botafoguenses, vestidos com a camisa do Botafogo, assistiram o jogo do meu lado…e torceram muito pro meu tricolor?”. Em seguida chegaram Hélio Cipriano, o gáucho e colorado ,Léo Kielling, e o também gaúcho, Alexandre Garcia, que veio de Brasilia para gravar o Bom Dia Brasil. Durante quase duas horas, a conversa se desenrolou em cima da histórica vitória do Fluminense sobre o São Paulo. Todos estavam encantados. Quase não participei dela. Apenas ouvia e ficava acompanhando o desfile de pessoas sorridentes vestidas com os diversos modelos das camisas do clube de Álvaro Chaves: Laranjas, brancas, grenás, verdes…e a tradicional tricolor.

Um verdadeiro arco-íris pela orla ipanemense.
Nesse momento, comecei a pôr em prática minha mania de desenvolver filosofias simples e baratas. Aquelas que sempre nascem do nada nesses butecos das esquinas do Rio. Resolvi então, escrever o que pensei e mostrar para vocês…torcedores dos mais variados clubes do Brasil: Como é bom dividir a felicidade…e como é bom usufruir da felicidade alheia. Como nossa vida seria mais leve e bonita se todos pudessemos entender que tão importante que ser feliz, é permitir que os outros também sejam.

E que mesmo com nossas importantes rivalidades futebolísticas, devemos fazer força para respeitar e aplaudir a felicidade das conquistas dos adversários.
Só de imaginar a alegria que deve ter preenchido as almas e os corações de alguns amigos tricolores que tenho aqui no Jogo Aberto, como Ricardo Nunes, André Luiz, Luis Antonio, Olavo, Ant, Mundy, RG, Cid, Flucoelho …e dezenas de outros, também fiquei feliz. Fui “contaminado”. happy.jpgO torcedor são paulino deve entender que nenhum clube brasileiro sorriu e foi mais feliz no nosso futebol, nos últmos anos, do que o tricolor paulista.

Agora, deve aceitar, com fidalguia e respeito, que a felicidade devia mesmo seguir um pouco mais para outras bandas fora do Morumbi….para outros rostos e lábios.
Lá pelas 11:30 meu celular tocou. Atendi eufórico: - ” Fala, tricolor!”. A voz de meu amigo Alexandre, que tenho há 36 anos, carioca, mas residente em São Paulo, estava rouca e por isso ele simplificou: - ” Cal…jogo rápido…aonde vc está? Tadeu, também, veio de São Paulo para assistir aquele jogaço de ontem…está triste…vou pegar o cara no hotel e dar uma volta para mostrar nossa cidade bonita pra ele: Vamos nessa? Te pego aí no quiosque?”

Aceitei…e durante o resto da tarde, Alexandre dividiu sua felicidade comigo, com o meu irmão flamenguista Marcoz, com o são paulino Tadeu, e com a mulher dele…a corinthiana Viviane. Brindamos com chopp e caipirinha a nossa saúde, ao Rio…e a passagem do Fluminense para a semifinal da Libertadores da América.

Estou muito feliz em receber um pouco da felicidade dos tricolores…mas espero que em breve, como vascaíno, volte a dividir a minha própria com todos os outros torcedores.


Eric Luis Carvalho diz:

Perfeito Cal!
Como vascaino que tb sou, só tenho que assinar em baixo!
Lindo texto, lindo o maracanã daquela histórica quarta feira. Lindo o choro do Coração Valente e o olhar no vazio de Portaluppi…
Espero que a divisão da alegria dos vascainos possa aparecer logo e espero um dia poder reunir todos os meus amigos jornalistas pra bate papos tão bons quanto esse.
Por isso que as vezes chego a conclusão, o jornalismo é que nem o futebol….apaixonante!

abraços Lédio!



quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quem se atreve a me dizer de que é feito o futebol?! Manchester Campeão da Europa!




Que seria um grande jogo ningúem tinha dúvidas, mas não dava pra imaginar que seria da forma que foi. Um jogo e tanto. No primeiro tempo o Manchester dominou, Cristiano Ronaldo, não foi 100% mas mostrou porque é o melhor do mundo. Na primeira boa chance que teve marcou, belo toque de cabeça no fundo das redes de Cech. E ai os Diabos Vermelhos abusaram de perder gols. O Manchester foi infinitamente superior, mas não matou o jogo. Peter Cech fez duas brilhantes defesas, segurando os Reds, que foram duramente castigados. Após um bate rebate, Lampard apareceu na cara de Van der Sar e empatou. Uma injustiça tremenda diante do que foi a primeira etapa.

Mas ai veio o segundo tempo. Outro jogo. O Chelsea jogou e muito, enquanto o Manchester assistia. Lampard deu um show de bola. Makelele brilhante até ser substituido. O Chelsea mereceu a vitória pelo segundo tempo que fez. Foram duas bolas na trave e muita pressão. Mas o gol que parecia cada vez mais maduro, não veio.

Vale dizer também que o jogo foi bastante nervoso. Violento até demais para uma final de Champeons League.

Impossível era também escolher um dos times e dizer pelos 90 minutos esse merece o título. Foi um jogo de dois gigantes. Empolgante e apreesivo de se ver. Na prorrogação já se tinha em campo Giggs pelo Manchester e Anelka pelos Blues. Drogba após um tapa mo rosto de um adversário foi expulso. E Anderson e Beletti sairam da reserva, do time de Manchester e do de Londres, respectivamente para cobrar penalidades.

E assim elas vieram. Após 90 minutos de um angustiante 1 a 1 e mais 30 de prorrogação, os pênaltis decidiriam tudo. Pelo nível dos jogadores era impossível prever o que aconteceria, mas quando Cristiano Ronaldo pegou na bola, a mística do grande craque mas que falha na hora H, se materializou. Foi Zico em 86, foi Baggio em 94. Cech foi buscar, um pênalti batido com muita "pirotecnia".O melhor do mundo seria o causador do caos. Que injusto é o futebol!

Mas, quis o destino que o último pênalti do Chelsea, o do título fosse cobrado por Jonh Terry, que jogou brilhantemente bem, anulando os ataques vermelhos quase sempre. Mas que o destino também, que a chuva e o gramado molhado se aliassem à pressão e Terry escorregou na hora do chute. A bola beijou caprichosamente a trave e saiu.Que injusto é o futebol!

Coube ao francês Anelka ser o algoz. Batendo o segundo pênalti da série de cobranças alternadas, para a defesa de Van der Sar. Pronto. A Europa é vermelha! E o futebol apesar de injusto e surpeendente é muito mais do que apaixonante!

domingo, 18 de maio de 2008

Longe de casa mas sem derrota

Bahia e Vitória não perderam na segunda rodada do Brasileirão pelas séries B e A, respectivamente. Essa já um boa afirmação, mas melhor ainda é saber que uma dessas "não derrotas", veio com uma vitória, bem verdade que conquistada no sacrifício. O Bahia jogou bem no primeiro tempo e marcou com Fausto. No segundo tempo o América cresceu no jogo e por pouco não conseguiu o empate. Na derrocada safra de atacantes, mais ridícula dos últimos tempos o Bahia segue. E Comelli insistindo em por Reinaldo Aleluia pra jogar. Juca e Pantico começaram jogando.

A coisa tá feia de atacantes. Que os Brunos (Cazarine e Meneghel) resolvam, porque caso contrário...
Solução mesmo seria Alex Dias, que confirmou ter feito contato com a direção do Bahia, mas disse esperar ainda por propostas vindas da séria A.
Aqui pra nós, pagar 60 mil a Alex não seria nada demais, e ainda mandando embora Aleluia e companhia limitada, grana é o que não vai faltar.
Confira o gol tricolor:


E na Ilha do Retiro, o Vitória segurou o Leão Pernambucano. O a O. Na lógica de vencer em casa e arrancar uns pontinhos fora, não foi nada mal para o Vitória, que ainda teve um gol - ao que me parece - mal anulado.

Confira o lance entre outros do jogo entre os Leões nordestinos:


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Mudando de assusto...
"Jorge Amado hoje no céu era só alegria, foi rever Zélia e comer acarajé da Dinha!"
Um homenagem do Receptáculo a Dinha, que por vezes recebeu seus clientes nas mais diversas comemorações em Salvador, da vitória de Wagner aos triunfos de Bahia e Vitória, a praça da Dinha virou referência.
E a Zélia que hoje partiu para o encontro com Jorge. Um exemplo bem vivido de uma grande "anarquista, graças a deus!"

domingo, 11 de maio de 2008

O Rei da Turquia

Prost foi o rei do Rio, Senna e Schumacher foram os reis de Mônaco, e agora Felipe Massa entra para o hall desses grandes nomes, como o rei da Turquia. Em três anos, são três poles e três vitórias. O local da primeira vitória de Felipe na F1 vai se tornando sagrado, especial para o brasileiro.

Neste domingo de Dia das Mães, Felipe mostrou acima de tudo que os erros e desacertos do início da temporada não foram em vão. Hoje na Turquia, lhe sobrou maturidade.


Ele largou na frente e manteve a posição sempre com Hamilton vindo no embalo, até a primeira parada nos boxes, depois na 24ª volta com um rendimento melhor após o pit, e com um carro mais leve, Hamilton fez uma bonita ultrapassagem sobre Felipe, que na eminência de um choque, recolheu o carro.


Mas Felipe foi competente o suficiente para esperar as outras paradas, ele voltou mais uma vez aos boxes, e Hamilton mais duas, a última dela quando faltavam apenas 15 voltas, e Felipe reassumiu a ponta. Hamilton ainda voltou na frente de Raikkonem, tirando dois preciosos pontos do finlandês na disputa direta com Felipe.


E assim terminou o GP da Turquia, o vermelho da bandeira turca predominou com a Ferrari e o verde e amarelo brilhou no alto do pódio. Agora é Mônaco, e que a majestade de Senna inspire Massa, agora mais do que nunca na briga pelo campeonato. Algo que me diz que desta vez dá!





Cenas do Fim de Semana: Rubinho quebra o recorde de maior número de GPs disputados, 257. Parabéns Barrichello! Por tudo que já fez ao automobilismo mundial, ele merece.




Fisichella voa pra cima de Nakajima logo após a largada. Que foto! Pena que a AP não divulgou o nome do autor da obra-prima!

Começou de novo

17 dias após minha última aparaição pelo Receptáculo, voltei!
O que falatou foi tempo. Nesse longo perído muita coisa aconteceu. Libertadores, Liga dos Campeões, Copa do Brasil, Final dos Estaduais, começo do Brasileirão, F1 e por ai vai.

Fiz no útimo domingo a cobertura oficial de meu primeiro jogo como "repórter". Foi divertido. Escrevi até um textinho falando do que rolou. Eis ai:



Campeões no campo e na vida

Um título decidido em número de gols marcados e no caráter

Ontem, 5 de maio de 2008, no estádio Armando Oliveira em Camaçari, fiz minha primeira cobertura jornalística esportiva. Lá embaixo no campo, ao lado de toda imprensa esportiva baiana. Foi estranho, desde a tragédia da Fonte Nova eu não voltava a um estádio. Há 16 anos freqüentando estádios sempre estive na arquibancada, vibrando, gritando, desta vez eu estava lá, no gramado. Consegui agir imparcialmente até os 45 do segundo tempo, com o quinto gol do Bahia, o instinto foi mais forte, pulei, como se na arquibancada. Espero no futuro adquirir a necessária isenção jornalística para cobrir futebol. A mesma que falta a boa parte da imprensa baiana. O certo é que o quinto gol não veio e o taça ficou no Barradão com o Vitória Campeão.





- Matéria sobre a conquista rubro negra, por João Eça, do Itapoan Online:

O Vitória conquistou o Campeonato Baiano 2008 após vencer o time do Itabuna, pelo placar de 5 x 1, na tarde deste domingo (04/05), no Estádio Barradão. O rubro-negro baiano se sagrou campeão por levar vantagem no critério de gols pró, pois terminou a competição empatado com o Bahia no número de pontos, no número de vitórias e também no saldo de gols.

Até o apito final dos dois jogos, permaneceu a indefinição sobre quem levaria a taça do Baianão. Os atletas do Vitória somente comemoraram o bi-campeonato após a confirmação do fim do jogo entre Bahia x Vitória da Conquista. O Bahia vencia por 5 x 0 e caso marcasse mais um gol levantaria o caneco.



Fotos de minha autoria.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Edmundo no talento...



Vasco empata com o Criciúma e avança na Copa do Brasil, o próximo adversário sai di confronto Juventude e Corinthians de Alagoas. O gol de Edmundo deixa alegre qualquer vascaino, alegre em ver que o moleque craque de bola que ganhou o Brasileiro de 97 continua vivo na Animal. Que bom!

domingo, 20 de abril de 2008

Um domingo e muito futebol

Um “BA” sem “VI” com chocolate tricolor no Barradão


O Bahia venceu pela terceira vez o Vitória em 2008, desta vez com um tremendo chocolate pra cima do rival e pela segunda vez no ano, dentro do Barradão. Foi um humilhante 4 a 1, e uma festa imensa nas arquibancadas do estádio Manoel Barradas. Alysson marcou o primeiro, o gol cem em Bavis no Barradão, Elias marcou o segundo, em uma jogada linda de Marcone com Avne, que tocou na medida para o artilheiro tricolor e Rogério, o terceiro e o quarto. Com a vitória o tricolor vai a sete pontos e se isola na liderança do quadrangular final. O Conquista vem em seguida com cinco pontos, o Vitória com a derrota fica em terceiro com quatro e o Itabuna em último com nenhum ponto marcado. A próxima rodada é decisiva, em caso de triunfo rubro negro em Feira de Santana e triunfo do Conquista em Itabuna, a dupla BaVi fica com sete e o Conquista assume a ponta com oito, já em caso de vitória tricolor a decisão deverá ficar entre o Bahia e o Conquista. Pode ainda ocorrer uma vitória tricolor e um tropeço do Conquista e ai o Bahia põe a mão na taça. É esperar o próximo e decisivo domingo. Na história dos Bavis, o 20 de abril será sempre lembrado como a data em que Paulo Comelli deu um nó tático no desarrumado time do Vitória e levou o Bahia a uma goleada sobre o rival em pleno Barradão.

No Rio deu Botafogo, vi pouca coisa do jogo, vi quando a bola de Washington bateu caprichosamente na trave em um pênalti que se tivesse entrado, teria sido muito bem batido. E vi entre outros lances “normais”, o gol. E o espetáculo de narração de Luis Roberto, que naqueles segundos de narração do gol fez toda a retrospectiva da via cruzes vivida pelo hoje herói Renato Silva. Arrepiante. Assim como o show das torcidas no Maracanã, no final foi a do Fogão quem cantou vitória.

Em São Paulo, acertei na previsão, deu Luxemburgo. E ainda dizem que técnico não ganha jogo. Luxa vai ganhar um campeonato. Claro que ainda tem a Ponte Preta no caminho, mas minha previsão indicava Palmeiras na final, e agora ela indica o time verde campeão. O jogo apimentado pelas provocações, terminou 2 a 0 Palmeiras. Um de Léo Lima – um chute forte e com curva de longe, mas que pra mim, era totalmente defensável. Falha de Rogério Ceni – e outro de Valdívia, em um contra ataque rápido no fim do segundo tempo. Ao São Paulo resta a Libertadores.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Ele disse adeus! Valeu Romário!




Romário de Souza Farias. Herói de um povo. Ídolo de gerações. Romário foi o maior jogador que vi jogar nesses vinte anos de vida.

Genial. Frio. Preciso. Assim foi Romário e assim sempre será lembrado. Hoje, 15 de abril de 2008, aos 42 anos, Romário anunciou a aposentadoria no lançamento dos dvd com 911 gols de sua carreira.

O Receptáculo já ouviu falar muito sobre Romário; para mim ficarão momentos eternos, como Galvão Bueno profetizando contra a Rússia em 94, "tá na hora do gol...tá na hora do gol..."; ou o "segura o Baixinho que eu quero ver!" contra Camarões na mesma Copa.

Ainda os inesquecíveis dois gols que ele marcou na Fonte Nova contra o Bahia, jogando pelo Vasco no emocionante 3 a 3 pelas oitavas de final do Brasileiro de 2000. Ou ainda a antológica virada frente ao Palmeiras pela Mercosul de 2000.

Será difícl olhar a pequena área e lembrar que o seu rei não estará mais ali. Romário foi Rei na sua era, na era em que eu descobri o futebol. Obrigado Baixinho! Valeu Romário!






Confira o Especial "O Adeus do Baixinho" da Globo.com
Desde já saudades...

domingo, 13 de abril de 2008

E o Baianão pega fogo!

O Bahia venceu o Itabuna jogando em Camaçari, seu atual mando de campo, por 2 a 1, depois de começar perdendo para o Dragão do Sul. Com a vitória o tricolor assume a ponta do campeonato ao lado do Vitória, com 4 pontos. Os gols foram marcados por Ananias e Elias - sempre ele.


Já no Barradão, o clássico ViVi pegou fogo. O primeiro tempo terminou 4 a 3 para o Leão, mas foi só o segundo tempo começar que Tatu marcou para o time de Conquista. Depois o Vitória deu mostras de que venceria o jogo, fez 5 a 4 aos 39 do segundo tempo, mas aos 43 com um chute do meio da rua e a colaboração do goleiro Ney, o zagueiro Arthur marcou o seu segundo no jogo e o time conquistense empatou a partida. Final 5 a 5.

O Vitória se mantém na liderança, agora com 4 pontos e ao lado do Bahia que também tem 4. Já o Vitória da Conquista chegou aos 2 pontos, ficando na terceira posição, e agora joga tudo nas duas partidas contra o Itabuna, ficando de olho nos dois Bavis. Promessa de muita disputa e sem favoritismo. O Vitória com Ramón, Jackson e principalmente Rodrigão, mostrou hoje que tem um brilhante poderio ofensivo, mas uma defesa de dar dor de cabeça. O Conquista mostrou que é preciso muito mais do que a denominação “time grande” para derrota-lo, e jogou como muita personalidade dentro do Barradão. Já o Bahia, segue aos trancos e barrancos ganhando – e queimando minha língua – é a velha mística da camisa que joga. Espero que para o bem da enorme torcida, continue assim. Já o Itabuna, como eu já tinha dito, não tem muitas chances, cumpre tabela. Mas a briga promete ser boa entre os três melhores times da competição.

Fotos: FutebolBaiano.net

A mão do Imperador - São Paulo vence e sai na frente


O São Paulo saiu na frente na disputa por uma vaga na final do Campeonato Paulista de 2008 ao vencer o Palmeiras por 2 a 1. Os gols do Tricolor foram marcados por Adriano. O segundo um golaço, no melhor estilo Imperador, vencendo com uma trombada -legal por sinal - o defensor palmeirense, e tocando na saída de Marcos, um gol de craque. Já o primeiro foi polêmico. Aloísio desviou uma bola jogada na áerea por Jorge Wagner - como joga esse garoto! - e Adriano completou para o fundo das redes. O detalhe é que o Imperador jogou a bola pra dentro de mão. Tão descaradamente quanto Maradona com a mão de Deus e Túlio com a mão de Maria, o Imperador colocou o São Paulo na frente. Alex Mineiro, de penâlti, marcou o gol palmeirense. Gol importante porque por ter feito melhor campanha, o Palmeiras se classifica com uma vitória simples no próximo jogo no Palestra Itália.


Na outra semifinal, a Ponte saiu na frente, 1 a 0 no Guará. Mas o time vermelho decide em casa a vaga e a cidade de Guaratinguetá vai parar para empurrar o time. Jogo difícil. Domingo conheceremos os melhores de São Paulo.

Os Vovôs decidem a Taça Rio

O Botafogo foi sublime, maiúsculo e não deu chance para o Flamengo. Demonstrou vontade de vencer e fez 3 a 0 em um Maracanã lotado - 43 mil pessoas - e belissímo. Wellington Paulistafez 1 a 0. Alessandro o segundo e Lúcio Flávio, de penâlti, fez o terceiro. O chororô hoje foi do lado rubro-negro. O Bota vai com um certo favoritismo para o jogo de domingo. E o Rio terá um lindo clássico Vovô, decidindo a Taça Rio. Confiram os gols da vitória do time da "Estrela Solitária":




Nos penâltis deu Flu

O Vasco até fez um clássico equilibrado, e pra quem achava - como eu - que perderia "fácil", mostrou que a coisa não é tão ruim assim. Não vi o jogo, mas segundo o Lédio, o Vasco fez com o Flu, um clássico equilibrado, muito bem jogado. Até saiu na frente com Jean, mas cedeu o empate logo depois com Thiago Silva marcando. E ao fim dos 90 minutos, vieram os penâltis. E a sina vascaina continuou, nas últimas três decisões por penâltis pelo carioca, o Vasco perdeu. Domingo tem Flu e muito pó de arroz nas arquibancadas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Futebol Rio São Paulo

No Paulista, Palmeiras e São Paulo honraram a tradição e se classificaram. O líder Guaratiguentá é ao menos nominalmente a surpresa entre os quatro classificados – mas que fique bem claro, mesmo pra quem assistiu o mínimo de jogos possível, o Guará não é surpresa alguma. A outra vaga ficou com a Ponte Preta. E o Corinthians ficou pelo caminho.

Nas semifinais, Palmeiras x São Paulo, e Guará x Ponte. Meus palpites são de que após dois jogos duríssimos, Luxemburgo leva essa parada.



Porco na final. E entre Lobo Guará e Macaca, acho que líder faz valer o posto. Na minha opinião, no dia 27/04, Palmeiras e Guará começam a decidir o campeonato.

No Rio, enfim acabou a maresia que foi a participação dos pequenos. E os quatro grandes decidem mais uma vez o turno, desta vez os confrontos são Vasco x Fluminense, e Botafogo x Flamengo. O Vasco não consegue vencer o expressinho do Flamengo, logo só passa pelo Fluminense se os tricolores se entalarem com pó de arroz. Flu na certa.



No outro jogo, a onça vai beber água e a cobra vai fumar. Vai ser uma guerra, mas espero que só dentro de campo e limpa, com futebol e não com violência, mas por toda a história que cerca o confronto em 2008, tem tudo pra ser um jogão. Daqueles que o Maracá não esquece.


E um parágrafo especial, porém triste para falar sobre o rebaixamento do querido América do Rio, para a segunda divisão do estadual. O “Mequinha” é o segundo time de todo torcedor carioca, e mesmo quem não nasceu no Rio, aprende a ter carinho pelo rubro mais querido da Guanabara. O hino mais bonito do Brasil, sem dúvida seria entoando hoje em tom melancólico por um ilustre torcedor. Tim Maia. Aqui duas homenagens ao América, o excelente e emocionante texto de Lédio Carmona sobre o Clube e uma matéria exibida no Globo Esporte desta segunda-feira (08/04) sobre o rebaixamento. Que seja breve a passagem do glorioso pela segundona. Estadual no Rio já é não lá muita coisa, e ainda sem o América, não dá.

E o América caiu

Por Lédio Carmona

O América caiu. Ganhou, mas não conseguiu evitar o pior. Junto com o Cardoso Moreira, o mais simpático dos cariocas terá que jogar a segunda divisão em 2009. Quem tem mais de 30, sente muito. Acompanhamos o América forte. Não tão poderoso quanto aquele acompanhado por quem hoje tem mais de 60. Mas era um América que todos respeitavam. Gostavam. Curtiam. E torciam. Só mudava quando o adversário era o clube de coração. Aí, o América ficava um pouco de lado, mas ninguém gostava de goleada. Contra o América, era bom evitar.Sempre adorei o América. Quando comecei a viver o futebol, tinha dois americanos na minha família. Meu primo-irmão Ricardo, vulgo Russo, e seu pai, Franco, mais conhecido por Garotinho. Eram América mesmo. Como Alex Escobar. Como Dona Norma. Como Tia Ruth.

Os anos se passaram. O Mecão virou Mequinha. Russo não tem mais time. Talvez nem lembre que foi América. E Tio Franco agora é vascaíno. Pois é.Meu pai (saudade) me levou pela primeira vez ao Maracanã num Vasco x América, pela Taça Guanabara de 1974. O Vasco acabara de ser campeão brasileiro. Tinha 9 anos e fomos ver a abertura do Estadual e a entrega das faixas. O América venceu por 4 a 1. Inapelável. Luisinho fez três gols. Era um timaço: Rogério, Orlando, Alex, Geraldo e Álvaro; Ivo Bráulio e Edu; Flexa, Luisinho e Gilson Nunes. Foi um vareio. Aquele time era melhor que o Vasco. Meu pai, meio sem graça, só dizia que botaram água no chope do Vasco. Quanto desapontamento...O América seguiu forte.

Na minha adolescência, o América jogava muito no Caio Martins. Não perdia uma. Nem o time nem eu. Em 1986, virei estagiário do Jornal do Brasil. Minha missão: setorista do América. Todos os dias, ia ao Andaraí acompanhar os treinamentos. Régis, Polaco, Bene, Denílson e Paulo Cesar; Muller, Serginho, Renato e Pedro Paulo; Ramon (Cesar Saladinha) e Luisinho. O técnico era Pinheiro. Que insistia em me chamar de Lênio ao invés de Lédio. Aquele América foi semifinalista do Campeonato Brasileiro. O América me deu uma ajuda e tanto na carreira. Pôs meu desconhecido nome em várias e várias matérias. Minha primeira reportagem assinada foi sobre o América, um perfil de Maurício, que, três anos depois, virou herói do Botafogo. Os setoristas dividiam um pão doce, comprado numa padaria da Rua Wolney Braune. Um refrigerante (não havia diet). O café era servido por Seu Walter Davies, um simpaticísismo velhinho, diretor de futebol.

Depois, eu e o América ficamos distantes. O clube seguiu a sua vida. Eu, também. Mas sempre acompanhei. Tinha saudade. Sempre tive um pouco de americano. Hoje estou triste. Temo que o América custe a voltar. Dá medo. Não tenho mais o meu pai. Não sou mais estagiário. O América ficou ainda mais remoto. O tempo é cruel. Mas a esperança alimenta. Se é para ter Campeonato Carioca, tem que ter América. Lágrimas de sangue. Um dia ele volta.




Lédio Carmona é jornalista e escreve no Jogo Aberto, um dos melhores blogs sobre futebol do país. Jogo Aberto.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Reflexões sobre o GP do Barhein


Faltou tempo para escrever sobre tudo o que aconteceu no GP do Barhein do último domingo, mas enfim, antes tarde do que nunca faço aqui algumas reflexões sobre a corrida.

Um Massa Brilhante
Felipe agrediu bem as curvas como fazia Mansel, (que por sinal era como vinha sendo chamado o brasileiro nas últimas semanas – “Nigel Massa”). Foi milimétrico como Schumacher e ainda soube ser frio como Kimi, seu companheiro de equipe.


Durante o GP do Barhein, Felipe não pareceu ter o sangue latino, que tanto agrada aos Ferrarista. Foi um campeão de sangue frio. Brilhante. Por alguns milésimos não marcou a pole no sábado, que por sinal ficou em boas mãos com Kubica. Na corrida, de ponta a ponta, Felipe demonstrou personalidade e com a vitória, voltou ao campeonato. Pode parecer precoce, mas sem dúvida qualquer outro resultado além da vitória, deixaria Felipe longe da briga. Afinal quem errar menos é quem vai sorrir mais no final.

Kimi – O campeão coadjuvante



Kimi foi apenas coadjuvante no Barhein, soube jogar em equipe. Felipe voava desde os treinos livres, restava a Kimi, ficar ali atrás, esperando uma onda de azar daquelas bem sortudas – pra ele! – foi só passar Kubica, manter a segunda posição e no final levar a criança vermelha de volta pra casa. Com o segundo lugar, o Homem de Gelo assume a ponta no campeonato, com 19 pontos.

Como a BMW virou time grande


No futebol se diz que é necessários títulos para considerar um time “grande”, mas na F1 não é preciso tanto e assim a BMW Sauber cresceu, e sem precisar ganhar títulos tornou-se grande. As vitórias provavelmente virão e pra logo. Kubica marcou a pole no Barhein e terminou na terceira posição, somando agora 14 pontos no campeonato e dividindo a terceira posição no campeonato com Hamilton e Kovalaine. Já o regular Heidfeld ficou na quarta posição e assumiu a vice-liderança no campeonato com 16 pontos, atrás apenas do atual campeão mundial. O feito dos meninos da BMW Sauber levou a escuderia a terminar a terceira etapa do campeonato como líder do mundial de construtores, superando as poderosas Ferrari e Mclaren.

O porque de Hamilton ainda não ser um craque
Com a bola rolando, craque é aquele que decide, que chama o jogo pra si e mostra personalidade. Pelé, Zico, Careca, Romário, Ronaldo. Esses não tinham vergonha, colocavam a bola embaixo do braço e diziam, deixa comigo. No solitário mundo da F1 não há espaço pra dividir a responsabilidade. Óbvio que o piloto não põe o carro sozinho na pista, mas quando entra nela, é só ele e o carro, e então se conhece os verdadeiros craques do automobilismo. Assim foi com Prost, Senna, Schumacher, Fittipaldi e outros. Ano passado ouvi e li muito sobre Lewis Hamilton, e concordei com boa parte do que diziam. Como pilota esse rapaz! Mas faltava alguma coisa, e isso ficou claro na reta final do mundial de 2007, quando Lewis teve o campeonato nas mãos e deixou escapar. Maturidade é só o que falta ao primeiro negro a dirigir um F1. Talento e estrela ele tem, mas ainda não é craque. É um Alexandre Pato, joga muito, conhece, mas não é craque - ainda. Peca nos pequenos detalhes. Se Pato perde gols bobos em campo, Lewis comete barbeiragens inimagináveis nas pistas. Mas vão aprender e serão grandes craques.


O cochilo na largada do GP do Barhein, que resultou na perda de três posições e o atropelo dado no carro de Fernando Alonso foram mostras de que o menino ainda tem muito a aprender. Creio que a questão não é falar de pressão. Mas quando Felipe errou o mundo quase desabou sobre sua cabeça, logo, deixa desabar um pouquinho sobre o Lewis. Até chegar na Espanha, no dia 27 ele terá aprendido um pouco mais.

Rubinho e Nelsinho
Com esses, tudo como dantes no quartel de Abrantes. Mas Rubinho ao menos completou a corrida, foi 11º. Já Nelson Ângelo Piquet, abandonou a 17 voltas do final.

A Fórmula 1 volta no dia 27 de abril, em Barcelona, para o GP da Espanha. As Ferraris devem continuar voando e espero que Felipe ainda mais, para repetir o resultado do ano passado. Vitória no Barhein e vitória na Espanha. E pensar que depois é mais um circuito de boas lembranças, Turquia. Esse calendário parece até obra de dirigente da Federação Carioca. Mas desse eu acho que vou gostar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Baianão 2008 - As quatro faces da Bahia

Após 22 rodadas e 132 jogos, oito times ficaram para trás. Quatro avançaram, e um deles vai erguer no dia 04 de maio o troféu de Campeão Baiano de 2008. Confira matérias especiais sobre os finalistas do Baianão.






Bahia - Uma camisa que joga

Forte mesmo longe de casa. Assim foi o Bahia nessa primeira fase do Campeonato Baiano. E quando se diz longe de casa, entenda por longe de sua torcida. O time que mais levou torcedores ao estádio no segundo semestre de 2007, começou 2008 sem uma casa definida. Escolheu o Armando Oliveira em Camaçari, depois mudou-se para o Alberto Oliveira, em Feira de Santana e antes do fim da primeira fase decidiu voltar a Camaçari, porém ainda voltará a Feira para a disputa de um dos Bavis da fase final. O Bahia foi o time mais regular da competição alcançando a marca de 50 pontos e tendo o trunfo de não ter perdido para nenhum dos outros três classificados. O tricolor venceu duas vezes tanto Conquista quanto Vitória, porém não conseguiu vencer o Itabuna. Foram dois empates. O time comandado por Paulo Comelli tem como principais destaques o goleiro Darci e o meia Elias.



Vitória da Conquista - A força do oeste

Um time grande. Assim foi o Vitória da Conquista durante a primeira fase. O time fez uma campanha irretecável, chegando aos 48 pontos, seis a frente do Vitória e apenas dois a menos que o líder Bahia. O time de Conquista conta com o apoio da torcida que vem lotando o estádio Lomanto Júnior, além da dupla de ataque Diogo e Tatu, que juntos marcaram 21 gols. O time conta com outros destaques como o meia Kléber e o lateral Rafael. Os comandados de Elias Borges, fizeram do Lomanto Júnior um verdadeiro caldeirão durante a primeira fase, lá venceu Vitória e Itabuna, adversários do quadrangular, apenas o Bahia conseguiu vencer o time verde e branco em seus domínios. Na minha opinião é o time mais preparado para ficar com a taça.





Vitória - Um Leão ferido mas não morto

O Vitória terminou 2007 da melhor forma possível, de bem com a torcida e garantido na série A do Campeonato Brasileiro, mas foi só começar 2008 para a coisa desandar. A campanha irregular custou a cabeça de Oswaldo Alvarez, o Vadão, que comandou o time no retorno à série A. O time somou 42 pontos e foi apenas terceiro na fase de classificação. A torcida não se mostra satisfeita e caberá a Wagner Mancini acertar o time na fase final. Contando com o talento de jogadores como Ramón, Jackson e Rodrigão, o time rubro negro promete embalar nesta fase final visando o Campeonato Brasileiro. Com o apoio da torcida e um time experiente, o Vitória promete lutar forte pelo bi-campeonato.


Itabuna - Um azarão azulino

Pouca gente confiava que a quarta vaga ficaria com o time de Itabuna. Porém os favoritos à vaga Atlético de Alagoinhas e Colo-Colo ficaram para trás e o time comandado por Ferreira, surgiu como um azarão e ficou com a vaga. Agora com tudo zerado, não há quem diga que o time itabunense é algum tipo de zebra, é sim uma realidade e com chances reais de conquistar o título. Contando com os gols de Jucá e Lei, o time tem como principal destaque o treinador Ferreira, que em 2006 conseguiu a façanha de se tornar campeão baiano dirigindo o Colo-Colo de Ilhéus. Outro importante fator deve ser o estádio Luiz Viana Filho. A apaixonada torcida itabunense promete lotar o estádio e empurrar o time.

Liga dos Campeões - A invasão turca comandada pelo Samurai

Na terça-feira, a Roma não resistiu ao poderoso Manchester e perdeu dentro de casa por 2 a 0. Com isso a vaca foi pro brejo, sem chance. Manchester na próxima fase. Já no outro confronto o Barça não precisou fazer muita força para vencer o Schalke, 1 a 0, em Gelsenkirchen. Outro garantido.
Já no dia seguinte um clássico inglês, Arsenal e Liverpool em Londres. Final 1 a 1. Fica tudo para o jogo de volta em Londres. Já no estádio Sükrü Saraçoglu, na Turquia, um jogão. O Chelsea saiu na frente com um gol contra de Deivid, e por pouco não levaram mais. Porém veio o segundo tempo e os turcos conseguiram o empate, próximo do fim do jogo, Deivid acertou um chute lindo de fora da área. Golaço. O time comandado por Zico mostra que raça não vai faltar e que não vai entregar de mão beijada a passagem para a próxima fase. O comandante samurai deu uma cara ao time turco e eles vão longe. Minha torcida na Liga é pelo time amarelo e preto.

Da importância de se ter um imperador

O São Paulo tem o péssimo hábito de fazer o torcedor de outro time - isso não vale para os times paulistas - torcerem pelo time em jogos de Libertadores. Na última quarta-feira o time de Morumbi venceu o Sportivo Luqueño, por 1 a 0. Com um gol aos 48 do segundo tempo, marcado por Adriano. Matador, competente, boleiro, diferenciado. Gosto de ver o Imperador em campo. Ele é uma mostra de raça e vontade de vencer. Com Jorge Wagner, Rogério Ceni e Adriano, o São Paulo é favorito até em jogo de botão. O Fluminense venceu por 2 a 0 o Libertad, gols de Cícero e Thiago Silva. Os brasileiros seguem bem.



Na terça, o Santos já havia vencido seu jogo pelo torneio continental, só que com mais tranquilidade. 7 a 0. Um chocolate sobre o San José. Com quatro gols de Molina.

Ontem o Cruzeiro venceu o San Lorenzo, por 3 a 1, no Ipatingão, e garantiu o primeiro lugarseu grupo. Gols de Wagner e Marcelo Boliviano, duas vezes. Tudo leva a crer que todos os brasileiros estarão na próxima fase.

Lopes mais uma vez


Nesse meio tempo sem postagem, Lopes chegou pela sexta vez para assumir o Vasco. No primeiro jogo o delegado venceu o Bragantino por 2 a 1. Lopes é responsável pelo começo de uma era dourada do Vasco. Com ele o time da Colina conquistou o Brasileiro de 97, o carioca e o Rio-São Paulo de 98, e a inesquecível Libertadores de 98. Não sei se o velho almirante conseguirá muito com o elenco mediano que compõe o time de São Januário. Sorte ao delegado. Sorte ao Gigante da Colina.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Recuo de bola - Relembrando o que já foi notícia

Após longos onze dias sem postar, retorno relembrando os principais fatos esportivos desse período.

No dia 26 de março, jogando em Londres, contra a Suécia, em um jogo comemorativo pelos 50 anos do primeiro título mundial, o Brasil derrotou a Suécia, por 1 x 0, o gol foi marcado por Alexandre Pato. A jovem promessa brasileira marcou pela primeira vez com a camisa da seleção principal.





Pelo Baianão 2008, ficaram definidos os quatro finalistas. Bahia, Vitória da Conquista, Vitória e Itabuna, nesta ordem. O Bahia time de melhor campanha chega com ligeiro favoritismo, mas é bom ficar de olho no excelente Vitória da Conquista. Pelo carioca, os quatro grandes se classificaram e jogam neste fim de semana uma rodada "amistosa" apenas para cumprir tabela. Destaque para o clássico dos milhões, Vasco e Flamengo no Maracanã. E o Paulistão chega na última rodada com dois times já classificados, o líder Palmeiras e o Guaratinguetá. Outros quatro disputam duas vagas. São Paulo, Ponte, Corinthians e Barueri.