








Em determinado momento bate aquele vento de razão que me questiona o porquê de tanto nervosismo se até outro dia eu simpatizava muita mais com o Grêmio do que com o Inter? O Grêmio de Felipão, Dinho, Paulo Nunese Darnlei foi o que eu aprendi a admirar. O Imortal. Mas depois como “estudioso” do esporte passei a pesquisar sobre certos clubes e jogadores e me encantei pela história do clube que tem como um dos grandes ídolos um tal de Valdomiro, que sabia marcar gols como ninguém. Ainda Figueroa e Falcão. E o melhor uma torcida que se orgulha de ser a do “Planeta dos Macacos” e um mascote que é a cara do Brasil. Era por este time que a mais de 3mil km de distância que eu torcia.
Localizada em um ponto central da capital baiana, ele permanece ali, impassível, no meio do roteiro diário de tantos baianos, inclusive o meu. Passar nas noites de quarta ou nos finais de semana pela Ladeira da Fonte e vê-la deserta é de partir o coração. No lugar onde aprendi a cultuar o futebol. O meu templo. O templo da Bahia. Onde mais de 110mil torcedores empurraram um time formado nas divisões de base contra os poderosos Fluminense e Internacional, para comandados pela elegância sutil de Bôbo conquistar o Brasileiro de 88.
Local onde assisti a minha primeira final de campeonato Brasileiro, no auge dos meus 6 anos. O surpreendente Vitória de Fito Neves contra a máquina palmeirense de Vanderlei Luxemburgo, em 93. Fonte que é da saudade, onde meu saudoso me contava das estripulias feitas por Garrincha em solo baiano ou do "quase-gol-mil" de Pelé em 69, gol este salvo pelo recém falecido Nildo Birro Doido, em cima da linha, para desespero da diretoria do Bahia.
O certo é que um ano após a tragédia as marcas ainda doem. Hoje a Fonte adormece silenciosa, triste, a espera do retorno triunfal, que espero que seja breve. Hoje ela é a Fonte das recordações, é a Fonte da saudade.
De quebra praticamente assegurou o título do São Paulo. O segundo tempo de jogo foi o que o torcedor rubro negro que foi ao Barradão sonhou ver durante todo o campeonato. Agora é cumprir tabela e começar a pensar em 2009.

Foi um chocolate comandado pelo Fabuloso, a noite de reinaguração do Bezerrão. Luis Fabiano foi o destaque na vitória brasileira por 6 a 2 sobre Portugal. Luis Fabuloso marcou três vezes e ainda deu o passe para outro, marcado por Maicon. Elano marcou o quinto e Adriano, que entrou no lugar do artilheiro da noite, garantiu a festa e a permanência de Dunga, já que se falava em uma posível queda do capitão do tetra em caso de derrota.
Danny, de letra, e Simão fizeram os gols dos portugueses.
Foi a maior vitória do Brasil nos confrontos contra e rival e, pela primeira, um jogador fez três gols em uma só partida. Cristiano Ronaldo esteve apagado. Kaká, Robinho e Elano foram companheiros de gala para o goleador do Sevilla. Uma noite de fábulas no Bezerrão. Um noite de Luis, O Fabuloso


Já no G4 do mal, o Naútico passa a fazer parte nesta rodada. O Timbu tem 37, assim como Vasco e Fluminense que dormirão fora da zona da degola. O Atlético do Paraná com 38 também. Fazem companhia ao Naútico, a Portuguesa com 36, o Figueirense com 35 e o Ipatinga com 31.

Após três derrotas consecutivas, o time que desacostumou o torcedor a comemorar vitórias, venceu e espantou de uma vez por todas o fantasma do rebaixamento - as chances matemáticas ainda existem, mas bem pequenas.
Lá vem o São Paulo. Com o tropeço do Grêmio jogando em casa, o Tricolor goleou o Inter e asumiu a ponta. O Palmeiras venceu o Santos e agora é segundo. O Grêmio caiu para terceiro com o empate em casa com o Figueirense. O Cruzeiro foi goleado pelo Góias e agora é quarto, já o Flamengo que não conseguiu vencer a Portuguesa no Maracanã. Um loucura. O São Paulo assumiu a ponta e não enfrenta mais nenhum dos concorrentes diretos. Será o primeiro tri consecutivo da história do Brasileirão? Mas muita água ainda vai rolar. Na parte de baixo, todo mundo venceu, menos o Flu que perdeu para o Vasco. Tudo embolado, só a última rodada trará certezas, até lá é lutar e lutar.







O Cruzeiro venceu o líder Grêmio, o São Paulo venceu fora de casa e agora tem os mesmos 59 pontos do líder gaúcho. O Palmeiras venceu e voltou ao G4. O empate fora de casa manteve o Flamengo na briga. Na parte de baixo só os jogos de amanhã podem apontar algo de novo. E restam apenas seis jogos! Mais do que nunca temos cinco times e um destino. Haja coração! Que loucura! Que campeonato!


Diego Armando Maradona é o novo técnico da Argentina. Confesso que não esperava, e não sei por onde começar. Creio que o país do futebol guerreiro e encantador teria nomes mais experientes para assumirem tal tarefa. Mas Diego foi o escolhido. Sem conhecimentos de treinador, com o lobby de ter sido o maior jogador depois de Pelé que o mundo viu. Nem sei se pode ser considerada uma loucura ou uma grande jogada de marketing. 

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto Eu to voltando... Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama Eu to voltando... Leva o chinelo pra sala de jantar Que é lá mesmo que a mala eu vou largar Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu to voltando! Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor Que eu to voltando... Pega uma praia, aproveita, ta calor, vai pegando uma cor Que eu to voltando... Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu só quero mesmo é despentear Quero te agarrar, pode se preparar porque eu to voltando Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola Eu to voltando... Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó Que eu to voltando... Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar Telefone não deixa nem tocar Quero lá lá lá ia, lá iá lá lá iá la ia, Porque eu to voltando!!!!
