quarta-feira, 13 de maio de 2009

110 anos: "Vitória, tu tens grande história"

Desde de pequenos aprendemos que o 13 de maio representa o dia em que a Princesa Isabel assinou em 1888 a Lei Aúrea, terminando (oficialmente) com a escravidão no país. Mas na Bahia, também ainda bem pequenos aprendemos que o 13 de maio é uma data especial para uma grande instituição e que ao longo dos anos tornou-se um dos grandes clubes do futebol brasileiro. O Esporte Clube Vitória. Há exatos 110 anos, era fundado por iniciativa dos irmãos Artur e Artêmio Valente, o Club de Cricket Victória. A principio o cricket era o único esporte praticado, mas já nos anos seguintes o clube foi abrindo espaço para os demais esportes praticados pelo mundo. Remo (1902), futebol (1903), atletismo (1905), tênis (1906) e tiro esportivo (1908). Mais tarde, em 1920, a natação, o pólo aquático, o basquete, o vôlei e o tênis de mesa.

"O teu pavilhão tem feitos de glória"
O clube que nasceu alvi-negro, mudou de cor apenas em outubro de 1901, quando por sugestão de César Godinho Espínola, ex-remador do Flamengo, adotou o rubro negro em seus uniformes. Nessa mesma época, passou a se chamar Sport Club Victoria, já que o cricket não era mais sua única atividade. Em 1905, com a compra de uma sede na Barra, que o Vitória passou a ser chamado de "Leão da Barra". O Leão foi em homenagem aos leões que ainda hoje podem ser vistos na entrada da mansão dos Valente, no Corredor da Vitória, onde o time foi fundado.

Em 13 de setembro de 1903, o rubronegro fez sua estreia no futebol, derrotando o São Paulo-Bahia, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2-0. De lá pra cá muita coisa mudou e muitas outras histórias passaram a fazer parte da bela tragetória do Leão. Muitos foram os rivais Galícia, Ypiranga e o principal deles, o Bahia, nascido em 1931. Até o começo dos anos 70 eram apenas 8 títulos estaduais (mais 10 torneios Ínicio e mais 2 Taças Brasil Nordeste), uma torcida fiel que dividia espaço com a do Bahia, à época já em maior número e dos outros rivais, que até aquele momento tinham torcidas consideravéis. Mas nem por isso as conquistas daquela época podem ou devem ser menosprezadas. Pergunte a qualquer rubronegro com pouco mais de 40 anos sobre o Baiano de 72. Você verá brilho nos olhos e a certeza de que é impossível esquecer a gloriosa conquista de Osni, Mário Sérgio e André Catimba, três dos maiores ídolos da história do Leão.

Veio a década de 80, momento de começar a construir um novo Vitória. Em 9 de novembro de 1986, é inaugurado o estádio que muda a história do futebol baiano, o Manoel Barradas, a partida é Vitória 1 a 1 Santos, o estádio é reinaugurado em 25 de agosto de 1991, com o jogo Vitória 1 a 1 Olímpia do Paraguai. Motivo de orgulho da nação rubronegra, o imponente santuário do Barradão passa a representar a força do novo Vitória que toma pela primeira vez na sua história, a hegemonia estadual. Desde a reinuaguração em 91, o Vitória ganhou 13* estaduais, contra 6* do Bahia e 1 do Colo-Colo.

Um querido rival
A década de 90 foi decisiva para que o Vitória entrasse para o hall dos grandes do país do país. O ponta pé inicial foi dado em 92 com o vice campeonato brasileiro da Série B. No ano seguinte o grande salto. Quem esteve na saudosa Fonte Nova na tarde daquele 12 de dezembro de 93, jamais esqueceu. O rubronegro baiano estava na sua primeira final de campeonato brasileiro, e quis o destino que contra a máquina do Palmeiras de Edilson, Edmundo, Evair, Luxembrugo e comapanhia. Apesar da derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, nunca esqueci daquela festa, passei a ver o time que via como "o grande rival" com outros olhos.

A música que tomou Salvador naquele período jamais saiu de minha cabeça: " A festa já começa na ladeira, o corre-corre, corre-corre sem parar, a torcida rubronegra está chegando, Vitória! Vitória! Faz mai um gol pra me alegrar". E assim o time apelidade de "Brinquedo Assassino" mostrou ao mundo um dos principais trabalhos de divisão de base deste país. O time dos meninos da Toca, tinha Dida, Rodrigo, Vampeta, Paulo Isidoro, Alex Alves e tantos outros garotos que tiveram a responsabilidade de mostrar a nova cara do Leão ao mundo.

Nos anos seguintes vieram mais resultados significativos, o 3º lugar no Brasileirão de 99 eliminando o Vasco nos playoffs e eliminação nas semifinais da Copa do Brasil de 2004 deixavam claro, o Vitória já era sim, um dos grandes do futebol nacional. Os grandes tropeços também vieram e no mesmo 2004, após o "quase" na Copa do Brasil e do tricampeonato baiano, o time que chegou a liderar o Brasileiro daquela temporada, foi rebaixado para Série B e no ano seguinte para a C.

A reconstrução começou e dois após o fundo do poço, o Leão já estava de volta a elite do futebol nacional. O Vitória de tantas histórias tem neste 13 de maio muito o que comemorar e os admiradores deste grande clube, muito o que aplaudir.

domingo, 10 de maio de 2009

Começamos bem!

Chovia muito em Salvador neste sábado (09/05), mas no caminho para Pituaçu já era possível perceber que o time não estaria sozinho. Ônibus lotado, a chuva dá uma parada até às 15h30, daí em diante o que se viu foi um dilúvio em Pituaçu e que dilúvio. Devidamente protegidos com suas capas, mais de 6 mil tricolores não paravam de se manifestar nas arquibancadas. Era dia da arrancada.

Quando a bola rolou o Bahia atendeu aos pedidos de "vai pra cima deles Esquadrão" e foi pra cima do Paraná. Paulo Roberto endiabrado fez boa jogada e tocou em Reinaldo Alagoano, a bola terminou sobrando para o próprio Paulo e o menino da Ribeira jogou no fundo. Bahia 1 a 0. Paulinho seguiu comendo a bola e fez a jogada para o segundo, o camisa 9 tricolor provou que a fase é boa e marcou o seu terceiro gol nas últimas três partidas. Bahia 2 a 0.

O Bahia teve chances de aumentar ainda no primeiro tempo, principalmente depois que o Paraná perdeu zagueiro expulso após entrada violenta em Paulo Roberto. O jovem atacante tricolor ainda seria responsável pela expulsão de mais um atleta do Paraná, ainda assim o tricolor não soube converter em gols a superioridade númerica. O tricolor abusou de perder gols, entre eles um incrivelmente perdido pelo estreiante Lima, que matou no peito e dentro da pequena área conseguiu isolar a bola. Inacreditável. Por fim a chuva permanceu, só dando uma trégua nos últimos minutos. Para uma estreia foi uma boa, pelas condições o torcedor merecia mais, enfim, valeram os três pontos. E que venha o São Caetano!

Já na Arena da Baixada, em um jogo muito equilibrado envolvendo os campeões estaduais da Bahia e do Paraná, apareceram boas chances para os dois lados, mas foi o tricampeão baiano quem soube aproveitar as chances e saiu de campo com os três pontos. O primeiro do Leão foi marcado por Wallace. O zagueirão
aproveitou um cruzamento batido por Jackson e jogou no fundo as redes de Gallato aos 15minutos do primeiro tempo. O jogo continuou equilibrado e sem maiores chances para os dois lados. Já no segundo tempo o jogo ficou mais aberto com o Atlético saindo pro jogo em busca do empate. Viafara fez boas defesas no duelo particular com o atacante Rafael Moura.

Carpegiani mudou o time que era muito pressionado e colocou Adriano e Leandro Domingues em campo, e foram justamente eles quem construíram a jogada que matou o jogo. Leandro abriu para Adriano que puxou o contra golpe e serviu o próprio Leandro que escolheu o canto e jogou no fundo das redes de Gallato. Vitória 2 a 0.

O rubro negro dorme nesta primeira rodada ao lado do Cruzeiro na liderança da série A. Apesar do excelente começo de Brasileirão, o Vitória vai deixar a competição de lado nos próximos dias, já que na quarta-feira (13/05) o time entra em campo para pegar o Vasco pela Copa do Brasil. O jogo será às 19h30 em São Januário. No mesmo dia, o Leão completa 110 anos de fundação.

sábado, 9 de maio de 2009

Vai começar! De A a D!

No sofrimento, mas e daí?

O Vitória passou pelo Galo, depois de perder por 3 a 0 no tempo normal e vencer nos pênaltis por 5 a 4. O leão agora pega o Vasco.  A primeira partida será em São Januário nesta quarta, 13 de maio, data do aniversário de 110 anos do time baiano. A volta no Barradão no dia 20. Confira uma análise tardia do jogo de quarta. 


"Mesmo com a vantagem de poder perder por até dois gols de diferença, o Vitória passou sufoco no tempo regulamentar e precisou das cobranças de pênaltis para eliminar o Atlético-MG nesta quarta-feira (06/05), no Mineirão. No tempo normal, o Galo venceu o Leão por 3 a 0.
Os gols da partida foram marcados por Renan, aos 26 min do 1º tempo; Welton Felipe, aos 18 e Alessandro aos 40 da etapa complementar. Na disputa dos pênaltis, o Rubro-Negro converteu todas as cobranças com Neto Baiano, Bida, Carlos Alberto, Luciano Almeida e Washington. Já o clube mineiro marcou com Diego Tardelli, Alessandro, Élder Granja e Tchô. O zagueiro Leandro Almeida desperdiçou a última cobrança, defendida pelo goleiro Viáfara.

Com a vitória, o rubro-negro avança para as quartas-de-final e enfrenta o Clube de Regatas Vasco da Gama, que eliminou o Icasa/CE por 4x1, em Juazeiro do Norte/CE, nos próximos dias 13 e 20. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteará amanha (8) quem jogará a primeira partida em casa. Se for no Barradão, o Leão poderá fazer uma bonito espetáculo e festejar junto à sua torcida seus 110 anos de existência, comemorado em 13 de maio." Do Itapoan Online.com

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rei da Bahia



Pela disposição com que Bahia e Vitória entraram em campo, o Ba-Vi deste domingo, sem dúvida, entrou para o livro dos clássicos inesquecíveis – até o apito final. Depois disso, virou por alguns minutos algo para jamais ser lembrado.

A chuva que caiu durante todo o dia em Salvador impediu que o público
comparecesse em massa ao Barradão. Porém, mais de 26 mil apaixonados estiveram presentes. A torcida do Vitória ocupou mais de 80% do estádio, mas diante das adversidades, incluindo a vantagem do Vitória, a torcida tricolor marcou presença em grande número.

Gallo resolveu apostar e mudou o time. Colocou o xodó da torcida, Beto, no banco e começou com Paulo Roberto no ataque. Quando a bola rolou, o jogo se mostrou equilibrado. O Bahia, com um meio campo mais reforçado em relação ao jogo anterior, marcava bem, e Léo Medeiros e Elton distribuíam bem as bolas para o ataque.

Mas foi o Vitória quem teve uma grande chance. Apodi venceu Avine na corrida, passou pelo desesperado goleiro Marcelo e tocou pro gol. A bola bateu caprichosamente na trave. A jogada incendiou o Barradão. Porém, foi o Bahia quem abriu o placar após uma excelente jogada de Paulo Roberto, que lançou Reinaldo Alagoano. O camisa 9 tricolor saiu na cara de Viafara e soltou a bomba. Bahia 1 a 0. A pequena, mas barulhenta torcida tricolor foi a loucura.

O Bahia cresceu no jogo, mas o Vitória era valente e a partida ficou ainda mais aberta, com chances para os dois lados. Bida batendo de longe quase empatou o placar, mas foi novamente o Bahia quem marcou. Desta vez, aos 45 do primeiro tempo. Paulo Roberto começou mais uma boa jogada e serviu Reinaldo Alagoano, que fez um bonito corta luz deixando para Rogério, que cruzou nos pés de Avine. Bahia 2 a 0 e explosão da massa tricolor no Barradão. O Bahia foi para os vestiários como campeão baiano de 2009.



Na segunda etapa, os times voltaram com as mesmas formações. O cenário não mudou. A chuva não deu trégua, porém o que mudou foi a situação em campo. O Bahia com o resultado nas mãos recuou, e o Vitória era empurrado pelo torcida rubronegra, que mesmo com o placar adverso gritava uma a uma as letras do clube - “V-I-T-Ó-R-I-A” -, fazendo um espetáculo arrepiante nas arquibancadas do Barradão. A torcida do Bahia também fazia a sua parte e continuava cantando o “eu acredito”, trilha tricolor durante toda a semana.

A primeira grande chance da etapa final foi de Reinaldo Alagoano. O artilheiro tricolor entrou na área e deixou Carlos Alberto no chão antes de bater pro gol. Viáfara fez uma defesa sensacional. A vibração do goleiro rubronegro após a defesa representava bem o momento. O Leão estava vivo no jogo. E não demorou muito para voltar a colocar a mão na taça. Aos 19, Apodi cruzou, Evaldo não alcançou e Neto Baiano, artilheiro do Brasil, dominou e bateu forte, fazendo o primeiro do Vitória, e alegrando a massa rubronegra.

No minuto seguinte, Gallo tirou de campo Reinaldo Alagoano, que sentia dores, e colou Cadu. O atacante sequer tocou na bola. No seu primeiro lance deu um pontapé no meio-de-campo Wellington e foi expulso, jogando por água abaixo qualquer chance de reação do Bahia, que naquele momento era acuado em campo pelo rival. Gallo, ao fim do jogo, justificou a jogada do atacante como “excesso de adrenalina”. Eu chamaria de “falta de responsabilidade”. O Bahia sentiu a expulsão e o Vitória foi pra cima.

Jackson e Ramón criavam boas jogadas e levavam perigo ao gol de Marcelo. O jogo parecia que terminaria com mais uma vitória tricolor no Barradão, ainda que dando o título ao rival. Porém, aos 44, Neto Baiano recebeu em posição discutível e foi derrubado por Marcelo na área. Pênalti cobrado com categoria por Ramon Menezes. Vitória 2 x 2 Bahia. A torcida rubro negra que já comemorava o tri foi a loucura.

Vitória tricampeão baiano de forma justa. O time, que ao longo da competição foi comandado por Vagner Mancini, Mauro Fernandes, e pelo fundamental Ricardo Silva, que entregou o comando a Carpegiani na fase final, foi o de melhor campanha e mais equilibrado durante toda a competição. Crescendo ainda mais na reta final. O Vitória teve o ataque mais positivo, a melhor defesa e o artilheiro da competição: Neto Baiano, com 21 gols. Nas finais o time foi superior em três dos quatro tempos disputados e fez a merecida festa dentro do seu estádio.

O fato negativo ficou por parte de uma violenta briga entre jogadores no final da partida (foto). Atletas de Bahia e Vitória trocaram socos e pontapés dando um péssimo exemplo ao torcedor, que na grande maioria se comportou de forma digna nas arquibancadas. A briga só terminou após ação da polícia que jogou gás de pimenta no gramado, atingindo atletas e membros da imprensa. No lamentável saldo, o maqueiro do Vitória deixou o gramado sangrando. Um triste episódio em uma disputa que era até então grandiosa. Após a confusão, os atletas do Vitória puderam ainda que debaixo de muita chuva comemorar com a torcida que permaneceu no Barradão fazendo a festa.

Vitória: Viafara; Apodi, Wallace, Victor Ramos e Luciano Almeida (Adriano); Vanderson, Carlos Alberto (Uelliton), Bida, Jackson (Marco Aurélio) e Ramon; Neto Baiano. Técnico: Paulo César Carpegiani.

Bahia: Marcelo; Marcone (Beto), Evaldo, Nen e Ávine; Rogério, Leandro, Élton (Ananias) e Léo Medeiros; Paulo Roberto e Reinaldo Alagoano (Cadu). Técnico: Alexandre Gallo.

Também no Blog do Lédio na Globo.com: http://colunas.sportv.globo.com/lediocarmona/2009/05/04/rei-da-bahia/

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Só saudade


O Dia 1º de maio é para todo brasileiro um dia de saudades. Para mim maiores ainda. Não que me considere o maior fã de Senna, mas o 1º de maio sempre foi pra mim um dia de festas. Era dia do aniversário do homem que foi meu maior ídolo, meu avô. E quis o destino que fosse justamente em um dia de festa, no dia da festa do homem que me ensinou a gostar do esporte em que os pilotos arriscam a vida a mais de 200km por hora, que o grande herói do país se fosse. Senna se foi, fazem 15 anos, meu vô também, fazem 5. O dia 1º deixou de ser um dia festa, virou um dia de saudade e só. Saudade de gente que me fez feliz. De gente que acordou nas manhãs de domingo pra ver gente levando a bandeira do Brasil ao alto do pódio. Era mesmo engraçada essa relação dos homens do 1º de maio na minha vida. Meu grande ídolo e meu grande incentivador a gostar deste esporte. Em certo GP da Aústria, já no século 21, um piloto brasileiro venceria pilotando uma Ferrari, mas a equipe mandou que ele tirasse o pé e abrisse para a ultrapassagem do alemão companheiro de equipe. Neste dia meu avô se levantou e disse "nunca mais assisto a uma corrida. Nunca mais vejo Fórmula 1". Ele se foi três anos depois, com a promessa cumprida. Nunca mais assistiu a uma corrida. A F1 não era a mesma, talvez nunca mais tenha sido depois daquele 1º de maio de 15 anos atrás. Mas a paixão prossegue, pelos que se foram e pelas corridas nas manhãs de domingo. Afinal as coisas mudam, mas o amor permanece.

Vamos ser TRI Negô

O porque de acreditar que o campeão baiano de 2009 será o Vitória - Por Jader Marcel

A nação RUBRO-NEGRA vem ampliando intensamente a confiança no time, Paulo Cesar Carpegiani deu um padrão de jogo, uma cara ao elenco, temos a melhor defesa, ataque, campanha, O MAIOR ARTILHEIRO DO BRASIL, enfim, o melhor time do baiano.

A hegemonia do nosso LEÃO na Bahia no século XXI também nos da estima suficiente para confiar no nosso clube que certamente sairá vitorioso do santuário sagrado. Na primeira partida conta o Galo, pelas oitavas da Copa do Brasil, o time mostrou-se superior durante os 90 min e mais uma vez comprovou que estamos mais do que credenciados a levantar a taça neste domingo.

Por isso nação rubro-negra vamos descer em massa neste domingo colorindo Salvador de vermelho e preto, contagiando toda a cidade, fazendo uma festa linda dentro de campo e nas arquibancadas, rumo á conquista do TRICAMPEONATO rubro-negro, Pegaaaaaaaaaa Leão.

Jader Marcel tem 21 anos, é estudante de administração, Vitória de carteirinha e fã do Reizinho do Barradão. Há mais de dez anos é um dos amigos rubro negros mais queridos deste blogueiro.

Fé no Tricolor

O porque de acreditar que o campeão baiano de 2009 será o Bahia - Por Fernanda Varela

Nós, torcedores do Bahia, acreditamos na conquista do título domingo, não apenas pelo retrospecto dos últimos BaxVis no Barradão ou por ser um resultado perfeitamente alcançável, mas por uma "força" que cada tricolor carrega na alma.

É difícil explicar; alguns chamam essa "força" de paixão, outros de fanatismo, mas a verdade é que a maioria de nós não consegue definí-la com palavras.

Temos garra, fé, coragem e o principal: temos AMOR, levamos nosso time no peito, as cores vermelho, azul e branco correm nas nossas veias.

Não vamos abandonar nosso time em hipótese alguma, a torcida está ao lado do Bahia pra, no apito final, soltar esse grito de campeão preso na garganta. "Vai pra cima deles esquadrão!", a nação apóia, torce e acredita em você.

Fernanda Varela tem 20 anos, é estudante de publicidade e torcedora do Bahia desde que veio ao mundo. Apaixonada pelo tricolor é uma amada amiga e confidente deste blogueiro.

domingo, 26 de abril de 2009

Ramon Menezes, um erro e o Tri encaminhado

O primeiro BaVi decisivo do Baianão 2009 foi como todo grande clássico e com aquele roteiro bem conhecido, vence quem errar menos. Pituaçu esteve lindo para uma grande festa. Apesar do anúncio de que todos os ingressos foram vendidos, o estádio que tem capacidade para 32.400 espectadores, recebeu nesta tarde, 30.015 torcedores.

A festa nas arquibancadas, como sempre, foi perfeita. O estádio é lindo, e colorido de branco, azul, vermelho e preto ainda mais. Quando a bola rolou, o Vitória de Carpegiani foi quem deu as caras. O começo de jogo foi todo rubro negro. Neto Baiano em uma chance clara fez o goleiro tricolor Fernando fazer uma grande defesa.

Mas, não demorou muito e o esforço rubro negro foi recompensado. Carlos Alberto lançou Apodi que cruzou na cabeça de Ramon. O Reizinho do Barradão já não tem o mesmo pique de antigamente, mas tem a estrela de um grande ídolo e sabe ser decisivo, principalmente em Bavis. Vitória 1 a 0. A torcida vermelha e preta mesmo em menor número fez a festa. E que festa.

O gol do Vitória terminou acordando o Bahia que foi pra cima, apoiado pela torcida, que no velho estilo argentino ou dos ‘loucos’ corinthianos de torcer, incentivou ainda mais o time depois do gol do rival. E aos 18 minutos, Patrício achou Rubens Cardoso livre de marcação dentro da área, o lateral bateu forte e Viáfara espalmou, no rebote Reinaldo Alagoano colocou para dentro. 1 a 1. A festa mudou de lado e foi tão bonita quanto a primeira.

A partir de então o jogo ficou ainda mais com cara de BaVi, tenso, nervoso, truncado e equilibrado. O time do Bahia mostrava em certos momentos um descontrole emocional difícil de entender. Veio o segundo tempo e os times mantiveram as posturas da primeira etapa, porém o Vitória mostrava uma ligeira superioridade e o Bahia que hoje sentiu falta de Léo Medeiros, tinha um grande problema, o time de Gallo não chutava em gol.

E após um escanteio para o Bahia, logo aos sete minutos do segundo tempo, a bola sobrou para o meia tricolor Ananias, que tinha todas as condições de recolocar a bola em jogo de volta no ataque ou até mesmo arriscar no gol, porém com um toque displicente na bola, Ananias errou. E como diz o velho roteiro, em clássico não se erra. O Vitória ficou com a bola e saiu em contra ataque. A bola caiu nos pés de Ramon Menezes. O mesmo Ramón que saiu do Vitória no final da temporada passada, brigado com o então treinador Vagner Mancini e chegou e negociar sua ida para Bahia e quando as coisas pareciam acertadas, uma voz de prepotência vinda do Fazendão declarou que Ramon era velho demais para o Bahia. O mesmo Ramon lançou Apodi, o lateral com sua característica velocidade entrou na área tricolor e foi derrubado por Rubens Cardoso. Pênalti. E foi Ramon, o camisa 10 e capitão rubro-negro quem com categoria fez Vitória 2 a 1.

Pituaçu voltou a ser vermelho e preto. O Bahia sentiu o gol e Gallo mudou, porém de forma equivocada. O treinador tirou o atacante Reinaldo Alagoano e colocou em campo o lateral esquerdo Avine. Ao fim do jogo o treinador disse que a intenção era dar mais movimentação ao time. Mas não foi isso que se viu em campo. O Bahia perdeu o meio campo e o ataque era pífio. Outras duas substituições foram feitas e nenhuma fez efeito. O time de Carpegiani até lembrava aquela bela retranca paraguaia montada pelo próprio na Copa do Mundo da França em 98, e segura tudo.

Com o passar do tempo, o Bahia entrou em desespero, mas era o Vitória quem levava mais perigo ao gol adversário, com contra golpes rápidos puxados por Ramon, Apodi e companhia. Patrício ainda foi expulso por agredir Neto Baiano aos 40, antes Alex Maranhão, quase empatou ao cobrar uma falta que explodiu na trave. Aos 49 minutos, Sálvio Spínola terminou o primeiro BaVi decisivo e a torcida do Vitória vibrou com o grande resultado.

O time de Carpegiani quebrou a invencibilidade do Bahia, que ainda não havia perdido no novo estádio de Pituaçu e de quebra viu aumentar consideravelmente a vantagem que tinha. O Bahia terá que vencer o jogo do Barradão por dois de diferença.

O Baianão ainda está aberto, afinal nos últimos anos a casa rubro negra foi palco de grandes triunfos tricolores, mas que o Vitória que deu um enorme passo para o tri-campeonato, isso é inegável. Que venha o próximo domingo, com o grito de campeão e mais festas e paz nas arquibancas.

domingo, 19 de abril de 2009

Como já era de esperar...

O Bahia foi até Feira de Santana e como já tinha havia feito na fase de classificação, venceu o Fluminense, jogando no Jóia da Princesa. O tricolor dominou a partida desde o começo e abriu o placar com Reinaldo Alagoano, aos 29 do primeiro tempo. O segundo gol tricolo foi marcado depois de uma saída errada da zaga feirense. O capitão Tácio falhou e Beto chutou de fora da área fazendo o segundo tricolor.

O time de Gallo se manteve superior e quase ampliou na bola na trave de Ananias que havia entrado no lugar do machucado Rogério. No segundo tempo o Bahia continuou melhor, porém aos 16, Brazão diminuiu e colocou o Flu de volta no jogo.O Touro do Sertão cresceu na partida e por pouco não conseguiu o empate em uma bola na trave do artilheiro Brazão.

O Bahia ainda teve chances de ampliar o marcador porém manteve o resultado e agora pode até perder por um gol de diferença na partida de volta que estará classificado para a final, ao Flu, para conquistar a vaga, resta vencer em Pituaçu, onde o Bahia está invicto, por dois gols de diferença. Na próxima quarta-feira (22/04) será a vez do Bahia receber o Fluminense. A partida começa às 21h no estádio de Pituaçu.

No outro duelo...
O Vitória começou bem a penúltima etapa rumo ao título de Campeão Baiano 2009. O Rubro-Negro de Salvador venceu o Atlético de Alagoinhas, em Alagoinhas, por 2 a 1. O Atlético não resistiu à pressão do Vitória e caiu em casa.Os três gols do jogo foram feitos ainda no 1º tempo, em um intervalo de 11 minutos. Ramom marcou o primeiro do Vitória aos 16 minutos, após uma cobrança de falta e um frango do goleiro do carcará. Jackson marcou o segundo do Leão, aos 19 minutos, e Roberto marcou o único do Atlético, aos 25 minutos.

O 2º tempo da partida foi equilibrado, mas o Atlético não conseguiu arrancar um empate, muito menos ameaçar o domínio Rubro-Negro no jogo. Agora, Vitória e Atlético se enfrentam no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, às 20h10, na próxima quarta-feira (22/04).O Leão vai tentar manter o bom resultado na partida para chegar à final. Ao Atlético, resta ir para Salvador e tentar reverter a situação, vencendo o Vitória por dois gols de diferença. O problema agora será vencer o Leão na sua toca.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um campeão inocente


Nunca fui muito fã de Fórmula Indy, tenho problemas com os circuitos ovais, mas sempre que posso vejo as corridas. Tanto pra ouvir Do Valle ou Téo José narrando, quanto pra ver a bela Danica Patrick ou o baiano e conterterrâneo Kanaan. Porém foi com Hélio Castroneves que passei a olhar com mais carinho a categoria. A cada vitória aquela escalada fantástica nos alambrados, era o Homem Aranha, que sempre me lembrava Senna e a sua última vitória em Interlagos, comemorada no meio do povo. O processo contra Castroneves trouxe tanto tristeza quanto decepção. E numa sexta-feira em que a Justiça brasileira deu mais um grande passo para que não se acredite nela, vide a decisão sobre o Maranhão, a dos EUA mostra que o homem e ídolo era inocente. Decisão que lá no fundo devolveu o orgulho e a satisfação a cada brasileiro, de ter no Spider Man um heroi, um ídolo e também um exemplo de homem honesto.

Da série: Eu tenho mais o que fazer....

Continuo me recuperando da cirurgia, por isso apenas reproduzirei aqui uma notícia do excelente Portal Futebol Baiano, publicada nesta sexta-feira. Meu comentário principal vai no título. O pior é que sei de outro embate lamentável entre as duas diretorias. Cenas para os próximos capítulos, coisa que ainda não posso revelar para que cabeças não rolem. E disso a diretoria do Vitória entende, mas esperem e comprovem. Por hora o texto do PFB, assinado pelo repórter Elton Serra:

"A briga nos bastidores do futebol da Bahia continua tomando proporções gigantescas. Após ser acusado pelo presidente do Vitória, Alexi Portela Filho, de ser o principal responsável pela dívida de mais de R$ 2 milhões e a consequente penhora do valor relativo ao 'Clube dos 13' , o atual gestor de futebol do Bahia, Paulo Carneiro, rebateu as declarações do dirigente Rubro-negro.

Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Carneiro não poupou críticas à Alexi Portela. "Quase quatro anos que eu saí do Vitória e ele [Alexi] joga sobre mim sua irresponsabilidade e sua incompetência", disparou o 'cartola' Tricolor. "Deixei quase R$ 15 milhões de crédito, com venda de jogadores e da sede, mas ele tem dificuldade em reconhecer meus méritos", completou.

Paulo Carneiro também justificou a transação envolvendo o jogador Maurício, pivô da ação impetrada contra o Vitória em 2004 através de seu representante, Fábio Mardui Neto. "Compramos 50% do passe de Maurício na mão dos empresários André Cury [irmão de Fábio Mardui] e Juliano Bertolluci, e demos uma promissória de R$ 600 mil. O Vitória deve ao banco, mas a dívida com o jogador já foi saldada", rebateu o dirigente à Rádio Sociedade da Bahia."

André Cury esteve no Bahia há cerca de um mês cobrando uma dívida de R$ 1 milhão. Mas na verdade faltava pouco menos de R$ 200 mil para ser pago. É caso de polícia", finalizou Paulo Carneiro, dando o Tricolor como exemplo de um possível ato de má fé do empresário.

Argumentos Rubro-negros - Na mesma rádio, o presidente do Vitória, Alexi Portela, havia acusado Paulo Carneiro de ter acumulado dívidas trabalhistas durante os anos, quando o atual gestor de futebol do Bahia era presidente do Rubro-negro. "Quando chegamos ao clube encontramos o descaso e agora as dívidas do clube estão aparecendo. Não se pode fazer as coisas sem ter dinheiro, mas isso aconteceu e está estourando agora. São problemas da gestão anterior", disparou.

De acordo com Portela, o vice-presidente executivo de futebol do Vitória, Jorge Sampaio, está tentando resolver o 'caso Maurício' com o procurador do jogador. O valor total da dívida é de R$ 1.553.898,13."

Considerações tardias e outras que podem salvar

O Zé do Blog do Bahia na Globo.com comentou o seguinte sobre a partida Bahia 0x0 Coritiba da última quarta-feira que culminou com a eliminação do tricolor:

"Muita gente gostou do time, muita gente gostou da postura dos jogadores, muita gente comemorou as duas bolas na trave, muita gente ficou conformada com a eliminação precoce na Copa do Brasil. Eu não. Acho bizarro um time que quer ser grande de verdade, que quer reconquistar o respeito que tinha, se picar logo na segunda fase de um torneio nacional. Também, com uma zaga que não sabe marcar, um meio que não sabe criar e um ataque que não sabe fazer gol, que porra eu queria? Sendo um pouco mais bonzinho com o Bahia e sendo metafórico feito o presidente do nosso Brasil varonil, saímos da Copa, mas acho que a casa já tem uma base pronta para a disputa da Série B. Só falta o acabamento e uma decoração digna da Casa Cor."

Concordo em número e grau com o Zé, não escrevi sobre o jogo devido a problemas de saúde que tive na noite de quarta, mas o amigo João Eça, o Balão escreveu em tom de revolta, o seguinte sobre a partida: "Cheguei a uma conclusão! A torcida é o câncer do Bahia! um time medíocre que nao consegue ganhar do ridículo Coritiba. E o torcedor ainda vai pro rádio dizer que o time foi heroico. Pelo amor de deus....essa história se repete todo ano."

Também concordo, mas só em parte com o que diz Balão. Não creio que a torcida seja o cancêr do Bahia, o cancêr de verdade está lá dentro e sinceramente creio que só sairá quando quiser, ou quando medidas mais drásticas forem tomadas. Eu bobo que sou, cheguei a acreditar que sairiam antes de começar essa nova gestão, mas não, ai estão, mudaram algumas peças, mas a essência permanece. Quem acompanhou no noticiário o que falou sobre gestão o ex-craque Leonardo - vide comentários de Lédio Carmona, Décio Lopes e Emerson Gonçalves - deve ter ficado com água na boca, se foi torcedor do Bahia então...

É preciso mudar a forma de pensar, algumas coisas mudaram para melhor sim, mas ainda há muito a ser feito, o problema está em muito do que dizem Lédio e Décio, é preciso mudar, inovar, profissionalizar e isso é possível. Mas por aqui muitos caminho devem ser trilhados. Se a situação do glorioso Flamengo gera tanta preocupação, imaginem ao Bahia, clube de glórias que "eles" apequenaram. O assunto é delicado, gera reflexão, o atual panorama é triste e me faz ter dores, o que não é bom no procedimento pós operatório, é melhor dormir.


PS: Faltou dizer, que também não foi mil maravilhas, mas diferente do tricolor, o Vitória avançou na Copa do Brasil e agora espera o Guaratinguetá ou o Galo Mineiro nas oitavas.

domingo, 12 de abril de 2009

Com emoção ou sem emoção?

Se emoção era o que se esperava da última rodada do Baianão, esqueça. Ela não apareceu. Isso porque o Atlético tratou de mostrar que não perderia a vaga logo nos primeiros minutos do jogo contra o Vitória e foi para o intervalo com 2 a 0 no placar. Além do mais, o Conquista sequer vencia seu jogo diante do misto do Fluminense. Na parte de baixo da tabala, o Feirense tratou de abrir o placar contra o Madre de Deus, rebaixando o Poções, que não fez a miníma força para permancer na elite do Baiano e conseguiu perder em casa para o Camaçari por 1 a 0. Ah, o Madre de Deus até empatou, mas sem danos maiores, já que a raposa do oeste tratou de implorar pelo rebaixamento. Não fará falta alguma. E que seus dirigentes aprendem o significado da palavra planejamento.

Voltando a parte de cima, o Atlético mostrou que não é isso tudo e conseguiu levar dois gols do misto do Vitória, que só serviu para que Carpegiani que acompanhou o jogo das tribunas tirasse conclusões sobre atletas que sequer deveriam ter sido contratados. Porém, quando a emoção começava a chegar, uma vez que o Conquista abriu o placar diante do Flu, o Atlético marcou o terceiro e graças a incompetência dos reservas do Vitória - que perderam gol inacreditáveis - segurou o placar e vai pegar o próprio Vitória nas semifinais. Jogando com força máxima, o Vitória é mais do que favorito. Somente uma tragédia impede o time de Carpegiani de decidir o campeonato no dia 03 de maio no Barradão.

Em Pituaçu, que recebeu um público pífio, de pouco de mais de 2mil espectadores assistiram ao Bahia "principal" entrar em campo e não convencer diante do Itabuna. O torcedor além de sair de orelha em pé com o time de Gallo, percebeu que Pituaçu é também um estádio de verão, na chuva vai ser difícil encontrar um ponto no estádio que não receba água dos céus. O time venceu por 4 a 2, mas apresentou falhas que contra adversários de maior qualidade podem custar caro. A se destacar, as falhas do zagueiro Evaldo, que assustaram e irritaram, e o bom desempenho de Paulo Roberto, que já mostra futebol suficiente para permancer ao menos entre os 18 relacionados. O tricolor enfrenta nas semifinais, o Flu de Feira. O confronto promete mais equilíbrio do que Vitória e Atlético, porém decidindo a vaga em casa e com a vantagem de dois resultados iguais, o Bahia é o favorito.

Com isso, caso os times do interior não aprontem boas surpresas, Vitória e Bahia devem decidir (mais um vez!) o Campeonato Baiano. Antes das semifinais no próximo domingo, a dupla BaVi tem compromisso pela Copa do Brasil nesta quarta-feira.

sábado, 11 de abril de 2009

Um raio x da 1ª fase do Baianão - Esperando o Round Final

Até aqui a bola rolou em 21 rodadas para 126 jogos. A rede balançou 355 vezes, a média de gols é de 2,8 por jogo. Foram 65 vitórias dos mandantes, 38 dos visitantes e 23 empates. Doze times entraram na disputa pelas quatro vagas nas fase seguinte, três chegam na última rodada garantidos, outros dois disputam a última vaga. Outros três clubes lutam para não cair.

O Vitória chega na última rodada como líder do campeonato com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado. O time rubro negro teve durante a competição três treinadores, Vágner Mancini, Mauro Fernandes e Ricardo Silva, e na fase final terá um quarto comandante, Paulo Cesar Carpegiani. O time da Toca do Leão tem o ataque mais positivo do Campeonato com 54 gols marcados, uma média de 2,57 gols por jogo. Também é do Vitória, o artilheiro da competição, Neto Baiano, com 14 gols.

Com a primeira colocação garantida, o Vitória tem a vantagem de decidir a vaga na final contra o quarto colocado jogando por dois resultados iguais e com a segunda partida sendo realizada no Barradão, vantagem que o time também leva para a final, caso se classifique. O Leão tem ainda a zaga menos vazada, tendo sofrido apenas 11 gols, o que dá ao time de Ricardo Silva a impressionante marca de 43 gols de saldo.
O Bahia é o time de segunda melhor campanha, tendo marcado 41 e sofrido 18 gols, porém o time tricolor ainda não tem o segundo lugar garantido, uma vez que o Flu de Feira, dono de uma brilhante campanha nesse Baianão, ainda pode ultrapassar o tricolor. Para isso, basta que o Flu vença o seu jogo e o Bahia não vença o seu.
Porém, dependendo das suas próprias forças, jogando com o time titular e no estádio de Pituaçu onde ainda não perdeu, o Bahia que enfrenta o Itabuna, que não tem mais aspirações na competição, deve se garantir na segunda posição. Bahia e Fluminense é o primeiro confronto já definido para as semifinais do estadual. Caso seja mesmo o Bahia o time de melhor colocação, o tricolor joga contra o Touro por dois resultados iguais, sendo a primeira no Jóia, e a decisão da vaga em Pituaçu.

Abriga pela última vaga envolve Atlético de Alagoinhas e Vitória da Conquista. O Carcará que se manteve invicto da 7ª até a 19ª rodada tinha a vaga praticamente assegurada, porém perdeu as duas últimas partidas e viu o Bode de Conquista encostar na tabela.

A missão do time de Alagoinhas não é das mais fáceis, apesar de depender das próprias forças, o time terá que vencer o líder Vitória, que jogará com um time misto. O Atlético, que joga em casa, ainda terá a estreia do técnico Ferreira, depois da equívocada demissão de Moisés Alves, responsável direto pela subida de produção do time de Alagoinhas.

Já o Conquista, de quem muito se esperava depois do Baianão do ano passado, não fez um bom começo de campeonato e terminou vacilando em momentos cruciais, porém com os tropeços do Atlético nas últimas rodadas, voltou a ter chances de classificação. Para isto o Bode jogará tudo contra o já classificado Fluminense e ficará na torcida por um tropeço do Atlético diante do Vitória. O dono da quarta vaga será também o adversário do time do Barradão nas semifinais.

Itabuna, Ipitanga, Madre de Deus e Colo Colo apenas cumprem tabela nesta última rodada. Já os outros três times vão entrar em campo com a faca entre os dentes, jogando tudo para continuar na elite do Baianão em 2010.

A missão mais complicada é a do Feirense, que apesar de jogar em casa, vai a campo carregando o peso da lanterna e tendo a obrigação de vencer o Madre de Deus para escapar da Segundona. Já o caçula do Baianão que vem de uma heroica vitória sobre o Bahia, não corre mais risco de cair, já que mesmo que perca seu jogo, não poderá ser alcançado por todos os adversários da parte de baixo da tabela.

Também correm risco, Poções e Camaçari que se enfrentam no Waldomiro Borges, em Jequié. Em caso de vitória do Feirense no Jóia, o rebaixado sairá desta partida, já que Poções e Camaçari são respectivamente, penultimo e antepenultimo colocados.

O Colo Colo apesar da pífia pontução não tem mais chances de rebaixamento pelo mesmo motivo que o Madre de Deus, ainda que perca seu jogo só poderá ser alcançado por dois dos três adversários que lutam para não cair.
Com isso a última rodada será daquelas cheia de emoçãos. Decisão de posições, briga pela última vaga no G4 e luta pelo rebaixamento. Após o apito final, quatro torcidas estarão de olho nas semifinais, uma frustrada com a não classificação. Duas aliviadas e uma outra chorando o rebaixamento. Que venham as cenas do derradeiro capítulo da primeira fase do Baianão 2009.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Sexta-feira Santa do Madre de Deus ou a Via Crucis Tricolor

Maria não teve nada a ver com a história, mas sabe como é, o jogo foi tão ruim que só deve ter servido mesmo para que Gallo observa-se quais os "craques" que vão deixar o Fazendão na lista de dispensa. Foi literalmente, e com todo respeito, uma via crucis. Enfim, na sexta da paixão, quem brilhou foi a mãe do crucificado, afinal é ela a homenageado no time azul e amarelo. O Madre de Deus. O Bahia vencia por 2 a 0, gols de Paulo Roberto, mas o Madre, com um a menos, empatou e virou a partida. 3 a 2.

Prefiro não comentar sobre o jogo, a não ser que se os titulares do Bahia já não são lá isso tudo, imaginem os reservas, e o pior, os reservas dos reservas. Quem é Cadu? Thiago Carpini? Juninho?. Vale lembrar também que o único titular em campo, o goleiro Marcelo, falhou duas vezes. Além de Gallo que teima em inventar nas suas substituições. Será que o Bahia não tem um zagueiro reserva? Gallo preferiu tirar um e colocar um volnate, recuando outro volante para a zaga. Mas vou parar por aqui, por que quem melhor definiu o time tricolor foi o narrado Expedito Magrini, do jeito que só ele sabe dizer: HORROROSO!

A se parabenizar a luta do time de Madre de Deus, que fez a partida da sua vida, já que luta pelo rebaixamento. A situação do time melhorou, mas ainda é complicada para a última rodada neste final de semana.

Algo a se lamentar foi a confusão no final do jogo, onde a Polícia Militar de Madre de Deus, mais uma vez neste campeonato - vide a imagem abaixo mostrando a confusão no jogo Madre de Deus x Fluminense - mostrou todo o despreparo do planeta ao agredir do gandula aos jogadores do Madre de Deus, sem necessidade alguma. Pior foi ouvir do comandante do policiamento que a violência (o uso de cacetetes e spray de pimenta) é um recurso necessário naquele momento.

Foto do torcedor: Fernando Vivas

Pense em um absurdo, na Bahia tem procedência

A famosa frase do ex-governador da Bahia, Octávio Mangabeira que dá título a este post, se refere a algo que de certa forma, é uma tendência do mundo do futebol. Após duas derrotas consecutivas, Moisés Alves foi demitido do comando técnico do Atlético de Alagoinhas, 4º colocado no Campeonato Baiano.

O absurdo em questão é o fato de ter sido justamente sobre o comando de Moisés que o Atlético chegou ao recorde de invencibilidade deste estadual. Foram 13 jogos consecutivos sem conhecer derrota. E o treinador do Carcará não vivia só de números, dentro de campo o time se mostrava aguerrido e com um belo padrão de jogo. Além disso, ele foi demitido na 21ª rodada, restando apenas uma para o fim da 1ª fase.

O péssimo começo de campeonato impediu que com a série invicta o time estivesse próximo de Bahia, Vitória e do terceiro colocado Fluminense. Bem verdade que as duas derrotas colocaram em risco a classificação que já parecia conquistada, porém demitir o treinador restando uma partida para o fim da primeira fase, é no mínimo muito amadorismo por parte da direção atléticana, que pro sinal vinha se mostrando um diretoria das mais profissionais. Apresentou um planejamento, buscou parcerias, e mesmo com o péssimo começo de campeonato, viu os investimentos darem certo e o time entrar no linha. Porém o vacilo nas últimas rodadas mais a equívocada demissão do treinador podem custar caro ao Carcará. Moisés Alves disputou 19 partidas, vencendo 10, empatando 5 e perdendo outras 4. Permaneceu 13 partidas invicto, entre a 7ª e a 19ª rodada. Agora, Moisés assume o cargo de coordenador técnico.

Quem já assumiu o time foi Ferreira, velho conhecido do futebol baiano, campeão em 2006 pelo Colo Colo e que em seguida chegou a treinar o Vitória. A missão do Atlético é vencer o Vitória, que vai a campo cheio de reservas, jogando em Alagoinhas, diante de sua apaixonada torcida, para garantir a vaga na próxima fase. Caso empate ou perca a partida, terá que torcer por um empate ou derrota do Vitória da Conquista contra o Fluminense, no Estádio Lomanto Junior.

Vale lembrar também, que o Atlético só poderá no máximo se manter quarta colocação, logo seu próximo adversário será mais uma vez o Vitória, desta feita valendo vaga na grande final.

Na falta de confiança, restam os votos de sucesso

Na última quarta-feira, o Vitória teve o seu teste de fogo em Caxias do Sul, no estádio Alfredo Jaconi, onde não vencia há 15 anos, desde a vitória sobre o Inter e que valeu a conquista de nada menos do que a Copa da Uva.

Não vi o jogo, uma vez que estava em Pituaçu, porém todos os rubro negros que acompanharam a partida me passaram a impressão de que o time de Ricardo Silva fez uma grande partida. Mesmo com o gol dado de presente pelo goleiro Gatti, o time do Barradão mereceu o resultado. Tive a sorte de chegar em casa restando poucos minutos para o fim da partida. Exatamente nove. E três minutos depois, aos 39, vi Bida marcar um belo gol, dando números finais ao jogo.

O jogo foi um grande teste para Ricardo Silva, que mostrou potencial para seguir a frente do comando técnico do Leão. Vale lembrar que Ricardo já havia comandado o time em seis jogos pelo Baiano e ainda não sabe o que é perder. Ricardo que era auxiliar técnico tem um estilo que me agrada. É daqueles que fica na beira do campo, reclama, dá instrução aos jogadores, e o melhor de tudo isso, tem conhecimento sobre futebol. Quando jogador atuou ao lado de grandes ídolos do futebol baiano, entre eles Beijoca, com que disputou posição e fez dupla de ataque no Bahia.

Creio que faltou um pouco de confiança e amadurecimento para a diretoria rubro negra, que preferiu trazer Carpegiani, ídolo do futebol nacional, nome de peso, mas que não terá nas mãos, jogadores do mesmo naipe dos grandes atletas que comandou ao levantar títulos.

Particularmente, gosto do Carpegiani, foi craque com a bola nos pés. Como treinador foi campeão da Libertadores em 81 pelo Flamengo, depois disso o fato mais marcante da sua carreira como treinador me parece ter sido a Copa de 98, quando montou o excelente time do Paraguai, que parou nas oitavas de final diante da França.
Depois disso, ele passou pelo São Paulo, cuja passagem, acabou marcada por ele ter afastado o goleiro reserva Roger, por ter posado nu para uma revista. E após 6 anos cuidando do seu próprio clube, o RS Futebol CLube, entre 2001 e 2007, assumiu o Corinthians substituindo Emerson Leão e após vinte e quatro jogos no comando do clube paulista, dos quais obteve apenas seis vitórias, Carpeggiani foi demitido, deixando o Corinthians em 13º no Brasileiro, que culminaria com o rebaixamento do time do Parque São Jorge.
O treinador chega no Barradão na próxima segunda e comanda o time rubro negro pela primeiva vez diante do Juventude, no jogo de volta, no Barradão. Quem chega ao lado do treinador é seu filho, que será um espécie de auxiliar na área de tecnologia e Júlio Camargo que deixa o time juvenil do Grêmio para ser auxiliar de Carpegiani. Que o talento, garra e elegânica que o professor exibia em campo sejam marca do time rubro negro nesta temporada.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

É tudo o que temos a oferecer?

A partida desta quarta-feira diante do Coritiba, era de importância ímpar para o torcedor do Bahia. Obviamente que também para o time, mas para o tricolor das arquibancadas, este seria o teste de fogo para um elenco que começou muito bem o campeonato Baiano, mas não segurou o ritmo, sofrendo agora de "escassez futebolística".

O público presente, confesso que me surpreendeu. Não que eu não conheça a força da torcida tricolor, porém colocar 21 mil torcedores em Pituaçu depois de um vergonhoso 4 a 0 para um dos últimos colocados do estadual foi algo que me deixou felizmente surpreendido.

Dentro de campo, o time de Alexandre Gallo até começou jogando bem. Tinha mais domínio de bola, porém não conseguia traduzir isto em jogadas perigosas. Léo Medeiros retornando ao time, chamou pra si a responsabilidade, porém visivelmente sem ritmo de jogo (também me pareceu acima do peso, mas isso eu acho que é desde que chegou.). Mesmo mandando no jogo, o primeiro chute, só veio aos 19, com Beto jogando por cima do gol de Vanderlei.


Aos 27, erro na saída de bola entre Ananias (péssima partida!) e Léo Medeiros, os volantes mal posicionados, deixam Marcelinho Paraíba solto na entrada da área. Ele acerta um lindo chute no gol de Marcelo, colocando o Coxa em vantagem. A pequena torcida coxa-branca vibrou em Pituaçu. Falando em torcida, uma fato a se destacar foi a recepção dada à torcida paranaense pela torcida do Bahia, com direito a troca de cordialidades, com uma bandeira verde e branca na torcida do Bahia, e uma vermelha, azul e branca no do Coxa. Que seja sempre assim, com paz.

Voltando ao jogo, enfim o Bahia que jogava como um time capenga, apenas pelo lado esquerdo com Rubens Cardoso, enquanto Patrício se desesperava pedidindo bola do outro, entrou na partida. E justamente com Patrício, que apesar de não ter feito nenhuma partida excepcional foi responsável direto pelos tentos tricolores, o Bahia chegou com perigo ao gol do Coritiba. Aos 35, o lateral em cobrança de escanteio, jogou na área e Evaldo, de meia bicicleta, fez o primeiro do tricolor, deixando tudo igual. A torcida ainda cantava o tradicional "uh pula aê, deixa o caldeirão ferver", quando de novo Patrício, cruzou e Leandro, de cabeça, desempatou o jogo. Vibração nas arquibancadas do Monumental do Parque. O time se empolgou com o coro das mais de 20mil vozes e foi pra cima do Coxa. Em um jogada de ataque, Beto limpou bem dentro da área e bateu, Vanderlei fez um grande defesa com os pés. A blitz do tricolor deixou empolgou os torcedores do Bahia que aplaudiram o time no fim do primeiro tempo.

Já começou?Já foi gol?

Essa foi a sensação minha e de muitos ao meu redor. Após encontrar amigos em outra parte do estádio, eu retornava para minha cadeira de origem, quando a bola voltou a rolar para o segundo tempo, entre uma olhada para o campo e outra pra onde eu pisava, vi Marcelo fazer uma bela defesa, num chute de Marcelinho Paraíba, rebatendo para dentro da área, Rubens Cardoso não chegou na cobertura e Márcio Gabriel deixou tudo igual. Eram apenas 28 segundos da etapa final.

Depois disso, o jogo ficou ensebado, Gallo mudou mal, sacando Léo Medeiros - substituido de forma acertada, Patrício e Elton, para as entradas de Helton Luiz, Rogério e Paulo Roberto. O erro, em minha opinião foi o fato de tirar do jogo Patrício, que apesar de qualquer coisa é infinitamente superior a todas as outras tentativas frustadas do treinador na posição. Vide Ananias e o jogo de hoje, simplesmente horroso! Mas ai quem resolveu aparecer foi o arbitro Paulo Jorge Figueira, do Rio Grande do Norte. Arbitragem sofrível, lances cabais não marcados. Duas penalidades para o Bahia, no segundo, Paulo Roberto praticamente levou um ipon do adversário, assim como o atacante Ariel, que sofreu uma das faltas mais claras da minha vida e não marcada pela arbitragem, aliás duas, sendo que a primeira foi dentro da área. Penalidade clara, desta vez para o Coritiba. E que o senhor Paulo Jorge Figueira de péssimo domínio do apito, não marcou.

O Bahia não conseguiu se encontrar na etapa final e o Coxa levou perigos em alguns contra golpes. Por fim, vaias mais uma vez em Pituaçu e a sensação de que o time poderia ter saido do caldeirão com um melhor resultado. Além de um pergunta recheada de preocupação: "É tudo o que temos a oferecer?" Se a respota for sim, eu temo deste já pela Série B.

Com o resultado, o Coritiba se classifica para próxima fase da competição com um empate sem gols, com o placar de 1 a 1 e com uma vitória. O placar se repetindo no segundo jogo leva a decisão para os pênaltis. A partir daí, qualquer igualdade favorece o Tricolor, que também avança com um triunfo. O próximo jogo entre os dois times será na próxima quarta-feira, no estádio Couto Pereira, em Curitiba.

domingo, 5 de abril de 2009

Os reservas que assustam...

O sono não permitiu que eu estivesse na frente da tv para acompanhar Ipitanga e Bahia, por isso não vou comentar a partida, apenas demonstrar meu espanto com a incapacidade dos reservas do Bahia, que não conseguiram superar o frágil Ipitanga. O time nômade do Baianão, que em 2009 joga em Senhor do Bonfim, goleou os reservas tricolores por 4 a 0. O tricolor com isso mantém a fama de freguês do time laranja. Fica também a pergunta, esses reservas tem mesmo capacidade de vestir a camisa do Bahia? Pelos resultados, eu temo que não.

Eu também dormia enquanto o Vitória vencia o Vitória da Conquista no Barradão por 1 a 0. Gol do volante Carlos Alberto. O Leão abriu 7 pontos do Bahia, segundo colocado e restando seis em disputa assegurou a liderança e consequentemente as vantagens para a fase seguinte.

O destaque da rodada, além do Ipitanga, obviamente, vai para o Flu de Feira que venceu o Camaçari no estádio que leva o nome do saudoso cronista Armando Oliveira, por 1 a 0 e também se garantiu nas semifinais e de quebra na série D do Campeonato Brasileiro. Quem também merece os parabéns da rodada é o Itabuna que sem pretensão alguma no campeonato, goleou o Atlético de Alagoinhas por 4 a 1 no estádio Antônio Carneiro em Alagoinhas. O Carcará não perdia a 13 jogos e deixou escapar a chance de se garantir já nesta rodada na fase seguinte do estadual. Porém o Carcará deve mesmo ficar com a vaga, já que restando apenas seis pontos em disputa, o time tem cinco pontos de vantagem para o quinto colocado, Vitória da Conquista.

Bahia e Vitória voltam a campo nesta semana, porém pela Copa do Brasil. O rubro negro pega o Juventude em Caxias, na quarta-feira, enquanto o 'time principal" do tricolor pega o Coritiba em Pituaçu. Emoções a vista!

Em tempo: O atacante Joãozinho, ex Cruzeiro, Ipatinga, Vitória e Atlético-PR foi anunciado hoje como novo reforço tricolor. O jogador chega esta semana em Salvador. Se chegar para jogar tudo o que sabe, ótimo, vem somar e com certeza para ser titular. Pode formar com Beto ou Alex Terra (desde que esse mostre pra que veio) uma boa dupla de ataque, rápida e eficiente. E volto a dizer se for o Joãozinho que ajudou o Vitória na campanha do retorno à série A em 2007, o Bahia acaba de fazer uma das melhores aquisições do ano.

Entrou água....mas deu Brawn

Pra quem acabara de chegar de uma boa noitada soteropolitana às 4h da manhã, está de pé às 6h não era problema algum, logo assim estava eu, pronto para a largada do GP da Malásia. Luzes verdes acesas e a corrida começa.

Até então, com pista seca, mas com o circuito rodeado de nuvens dignas de causar inveja aos soteropolitanos que esperam desesperadamente por umas gotas de chuva. Já na saída, Nico Rosberg surpreendeu e pulou de quarto para primeiro enquanto Jenson Button, Jarno Trulli e Fernando Alonso brigavam pela segunda posição. Ainda na primeira volta, Button repassou Alonso rapidamente. Rubens Barrichello pulou para quinto na largada, e ficou preso atrás do espanhol bicampeão, que tinha um carro bastante pesado com o tanque cheio de combustível. Após a primeira rodada de pit stops, a dupla da Brawn colocou as asas de fora, o inglês assumiu a liderança e o brasileiro colou no italiano Jarno Trulli da Toyota.

Na volta 18, a Ferrari trocou prematuramente os pneus de Raikkonen, prejudicando o finlandês. Porém algumas voltou depois a chuva caiu com muita força e todos os pilotos tiveram de entrar nos boxes. Apenas Glock optou pelos pneus intermediários, e se deu bem, chegando a assumir a liderança quando Button parou para colocar os intermediários. O vencedor da primeira corrida parou e voltou na frente do alemão no retorno dos boxes.

Após os pilotos voltarem para os boxes com a intenção de voltarem com os pneus normais, a tempestade caiu de vez em Sepang. E assim, apesar do pouco tempo de corrida, tivemos novos pit stops, com todos os pilotos voltando para os pneus de chuva forte. Porém a chuva era tão forte que tornou a pista impraticável em Sepang. O safety car entrou na 31ª volta e a direção de prova interrompeu a corrida com a bandeira vermelha. Todos os carros ficaram parados na reta dos boxes, enquanto aguardavam uma decisão da direção. Após quase uma hora de paralisação, a corrida foi encerrada pelos comissários, principalmente pela falta de luz natural, porque a chuva já tinha diminuído sua intensidade.

Com a decisão o inglês da Brawn GP, Jason Button, assegurou a segunda vitória consecutiva na temporada, mas só levou cinco pontos, uma vez que o final da prova foi decretado antes de completar 75% do total de quilometragem, após 31 de 56 voltas. Nick Heidfeld, da BMW Sauber, terminou em segundo e Timo Glock, da Toyota, em terceiro. Trulli, também da Toyota, ganhou a quarta posição na última troca de pneus e superou o brasileiro Rubens Barrichello, da Brawn GP. Mark Webber, da RBR, terminou na sexta posição em Sepang. Lewis Hamilton, da McLaren, Nico Rosberg, da Williams, ficou em oitavo marcando apenas meio ponto. Felipe Massa, da Ferrari e Nelsinho Piquet, da Renault, ficaram fora da zona de pontuação.