domingo, 21 de junho de 2009

Mais três pontos e mais G4

O rubro-negro baiano passou um sufoco na tarde deste sábado no estádio Manoel Barradas, no Barradão. Liderando a partida na maior parte do tempo, vencia o Botafogo por 3a1, quando deslizes da defesa permitiram facilmente o empate.

O Vitória vencia com diferença de dois gols marcados por Roger aos 12 e 22 minutos, quando Juninho diminuiu a diferença aos 29 minutos. Adriano abriu vantagem logo em seguida, aos 33 minutos do primeiro tempo para o Vitória, mas Batista marcou novamente para o time carioca, que também levou vantagem quando Victor Simões deixou tudo igual aos 27 minutos do segundo tempo, mas Apodi marcou aos 44 minutos, para o alívio dos torcedores que compareceram ao estádio, cerca de 10 mil - número considerado bom já que muitas pessoas viajaram em razão das festas juninas.

O sufoco foi desnecessário, porém o time parou para assistir o Botafogo, resultado, sofreu os gols que permitiram o avanço rubro negro. Mas a tarde do goleiro Renan não era das melhores, deu no que deu.

Com este resultado, o Leão assume a terceira posição com 13 pontos na tabela. Na próxima rodada, no dia 28 de junho, o rival do Vitória será o Santo André, também no Barradão.

domingo, 14 de junho de 2009

Deu pro gasto!




Vitória segura o líder e volta de Porto Alegre com um ponto

O Vitória foi ao Beira-Rio e encarou de igual pra igual os reservas do Internacional de Porto Alegre.O time de Carpegiani conquistou um importante ponto e se manteve no G4, caindo uma posição, terminando a rodada em qaurto. O jogo foi aberto, com boas chences criadas para os dois lados. Os goleiros Viafara e Michel Teles foram duas peças muito importantes, se destacando com excelentes defesas que garantiram o 0 a 0. O Leão agor atem duas partidas seguidas dentro de casa, no santuário do Manuel Barradas,contra Botafogo e Barueri. A primeira delas no próximo sábado (20/06) contra o time carioca às 16h10. O Inter caiu para a segunda posição, o novo líder é o Atlético Mineiro.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Uma derrota pra se comemorar

Tudo bem, pode até não existir a tal derrota pra se comemorar, ou no caso de existir não seria nem um pouco parecida com a sofrida pelo Bahia ontem. O time jogou um futebol pífio, sofrível e digno de deixar o torcedor com várias pulgas atrás da orelha, afinal qual é o Bahia que vai jogar a Série B, o que massacrou sem piedade o medíocre ABC ou o que assistiu ao menos medíocre Brasiliense jogar?

A partida foi tão ruim para o Bahia que a partir dos 30 minutos finais passei a procurar o lado bom dessa tragédia e por mais difícil que possa parecer, achei. Vamos aos fatos.

Gallo errou e errou feio na escalação. Com a indisposição do atacante Alex Terra, ele deveria ter entrado com outro atacante e não mais um volante. Percebendo o erro, ele corrigiu ainda no primeiro tempo. Obviamente que o erro não foi bom, mas ele gerou situações que podem ser fundamentais no futuro tricolor:

Marcos: Mais uma vez mostrou que é um talento e até que ele me prove o contrário continuarei a dizer que é um dos melhores jogadores deste time e com um grande futuro. Mostrou personalidade, pediu a bola, procurou jogo, mostrou que tem potencial pra se manter como titular desse time.

Evaldo: O drible que o experiente Fábio Júnior dá no zagueiro tricolor Evado, no primeiro gol candango foi qualquer coisa de muito fácil. A partida bizonha que vinha sendo feita pelo zagueiro - que todo mundo menos Gallo sabe que é o horroroso - era tão ruim, mas tão ruim que Gallo o tirou do time ainda no primeiro tempo. Sabe quando o treinador se irrita a tal ponto que você percebe na cara dele que o jogador tão cedo terá outra chance no time? Pois foi exatamente esta a cara de Alexandre Gallo. Alison só retorna em agosto ou setembro, até lá Menezes ou mesmo o improvisado Rogério podem dar conta do recado. Já Evaldo, por mim iria na primeira leva da barca.

Roberto: Pelo destaque dado ao garoto no jogo anterior é necessário que se fale sobre sua apresentação. Apesar de tentar em várias ocasiões, a falta de inspiração do time contribuiu para que o garoto não fizesse uma grande partida. No mais é preciso ter paciência. Eu disse no post sobre o jogo diante do ABC que não dá pra se empolgar. Talento ele tem, mas ainda tem muito a crescer.

Lima: Um erro. Quem contratou Lima para o Bahia sem dúvida não assistiu a um jogo completo em que ele esteve em campo. Mais uma vez perdeu chances claras e mostrou que não tem potencial para vestir a camisa tricolor. Seja lá o que tenha acontecido entre Gallo e Reinaldo Alagoano, não é o time nem o torcedor que deve ser punido. Gallo tem obrigação de comunicar o porque de barrar um dos artiheiros do time na temporada em detrimento de um atleta de nível técnico infinitamente inferior. Durante o segundo tempo, o treinador se mostrou tão irritado quanto ficou com Evaldo. Se assim com o zagueiro, o poste fantasiado de atacante ficar longe do time titular, o Bahia ganha muito.

Por fim, diante de tudo isso, dá pra dizer que a partida do Braziliense é sim, uma derrota a se comemorar. O placar poderia ter sido pior, mas as constatações foram as melhores possíveis.

domingo, 7 de junho de 2009

O futebol é (in)justo contra a falta de competência

O torcedor rubronegro com certeza não vai engolir tão cedo a derrota do Vitória neste domingo. O time do Barradão sofreu uma virada no final da partida, depois de perder inúmeras chances de ampliar o placar e matar a partida.

O Palmeiras que não vencia desde o dia 9 de maio, quando bateu o Coritiba pelo mesmo placar, derrotou o Vitória por 2 a 1, de virada, em um frio domingo paulista, no Palestra Itália, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.Com o resultado, o time paulista sobe para a sexta colocação, com oito pontos. Já o Vitória, que teve um gol legal não marcado pelo árbitro Heber Roberto Lopes, caiu para terceiro, com nove, perdendo a vice-liderança.


O Vitória foi superior na maior parte do jogo, dominando um Palmeiras pouco criativo e sem postura tática. O grande e polêmico lance do primeiro tempo aconteceu aos 40 minutos. Apodi fez o levantamento da direita, Roger subiu sem marcação e cabeceou para o chão. Marcos voou para o canto direito, fez linda defesa, mas a bola já havia ultrapassado a linha. Porém, o árbitro Heber Roberto Lopes e a assistente Márcia Bezerra Lopes Caetano, não deram o gol.

Logo na abertura do segundo tempo, em um contra-ataque rápido, Leandro Domingues recebeu em velocidade e chutou rasteiro, Marcos defendeu, mas a bola sobrou para Apodi, de pé esquerdo, empurrar para o gol vazio.O Palmeiras chegou ao empate, aos 20 minutos. Cleiton Xavier tocou a bola no meio da área, a defesa rubronegra parou pedindo impedimento e Ortgoza apareceu de frente para Viafara, tocando no canto direito e igualando o placar.

O Vitória se manteve perigoso nos contra-ataques e abusou de perder gols com Roger e Apodi. Leandro Domingues acertou o travessão de Marcos em um lindo chute de longe. Nos últimos minutos, o Palmeiras foi pra cima e mesmo desorganizado, foi em busca da vitória. Aos 46 minutos, veio o castigo para a incompetência, após cobrança de escanteio, Maurício Ramos cabeceou forte, no canto esquerdo de Viafara decretando a segunda derrota do Leão no Brasileirão.

PS: A postura do Vitória foi excelente, mas não dá pra perder tantos gols como os de hoje, principalmente contra times de tradição como é o caso do Palmeiras. Domingo, mesmo com os colorados reservas, a pedreira tende a ser grande no Beira-Rio, mas desde que jogando como hoje e sem perder as chances deste tarde o time pode sair de Porto Alegre com um bom resultado.

PS: O time do Palmeiras é muito, mas muito ruim. Nesse meio verde, Obina é craque. Que fase. Te cuida Luxemburgo!

"Meu tricolor voltou"

Quem lê o título deste post, cantado pela torcida em Pituaçu no jogo deste sábado com certeza verá um exagero. Mas diante da semana perfeita que teve o tricolor, ao menos até a próxima terça, quando o time volta a campo contra o Brasiliense, o exagero é permitido. A semana do anúncio da democracia tricolor foi coroada com uma goleada perfeita sob o ABC. Vamos ao jogo.

Depois de conferir a seleção brasileira passear sobre o Uruguai e jogar conversa fora, todos os caminhos levavam à Pituaçu. Só pra variar, cheguei com a bola já rolando e pra variar ainda mais, perdi o primeiro gol da partida. Esse foi o quarto em 3 partidas que eu fiz a proeza perder, mas desta vez nem fez falta, o Bahia tratou de tirar o atraso e fez mais 3, um chocolate.

A postura do time em campo me agradou bastante, mas uma coisa deve ser levada em conta, o ABC é horroroso e em dias em que nada dá certo então...Um bate papo de torcedores nas arquibancadas de Pituaçu reflete bem a partida Abcedista. "Quem jogou pior hoje, o Uruguai ou o ABC?". A resposta foi: Sem dúvida o ABC, além do mais, o Uruguai não tem Arturzinho no banco!

Pobre Artur, figura que tem com o Bahia uma relação estranha de importância na recente história tricolor. Quem viveu a série C de 2007, tão viva nos corações tricolores não ousou vaiar Arturzinho, mas se surpreendeu ao vê-lo treinando um time pior do que os Bahias do passado recente. Gallo mostrou que tinha razão com os treinos secretos e resolveu dar uma de Carpegianni, inventando o jovem lateral Roberto no meio campo e o garoto foi o nome do jogo.

O Bahia foi superior em todo o jogo e analisando individualmente cada peça em campo se perceber que o torcedor tem muito a comemorar.

Marcelo: Seguro e sempre que preciso eficiente. Vibra e faz a torcida vibrar a cada defesa. O coração do torcedor tricolor está com a vaga para ídolo em aberto e o último grande foi justamente um outro goleiro, Emerson. Neste elenco, Marcelo sai na frente como candidato a ídolo. Ele parece fazer bem ao Bahia e o Bahia faz muito bem a ele.

Marcos: Volto a afirmar que é o melhor lateral direito que vestiu a 2 do Bahia desde Daniel Alves, que brilhou neste sábado em Montividéu contra o Uruguail, fazendo os bares soteropolitanos gritarem "Bora Baea" a cada jogada do menino de Juazeiro. Marcos tem personalidade, conduz bem a bola e cruza com perfeição. É jovem e consegue fazer o velho "volta marcando" que Patrício já não conseguia.
Menezes: Foi uma grata surpresa, é muito mais técnico do que Evaldo e passa muito mais confiança. As falhas de posicionamento se devem à falta de entrosamento, mas no conjunto o novato foi muito bem, por mim continuaria no time.

Rogério: Não comprometeu, é o polivalente de sempre, pronto a ajudar. Daqueles que tanto nos irritam é o que tem mais créditos.

Rubens Cardoso: Parece que a braçadeira de capitão deixou Rubens mais eufórico, correu boa parte do jogo, marcou e avanço bem. Se jogar sempre assim ajuda bastante.

Leandro: Perfeito. Marcou muito bem e apesar do baixo nível técnico abecdista foi fundamental nos desarmes. Excelente partida.

Hernani: Fez uma boa partida taticamente, aparece pouco para o torcedor, mas parece ter se encaixado no esquema de Gallo. Cruzou bem a bola para o gol de Lima. Eu teimaria em Leo Medeiros, jogando como homem de marcação devido a seu passe mais qualificado, Hernani vai se mantendo bem.

Elton: É o jogador que mais representa a "Era Gallo". Essêncial para o time tricolor, marcou um dos gols e jogou muito.

Roberto: Foi a grande surpresa no time escondida a sete chaves por Gallo durante a semana. Entrou e mostrou que pode ser o procurado camisa 10. Ainda não dá pra se empolgar, mas o garoto tem personalidade e marcou dois logo na estreia mostrando que assim como o tricolor, tem estrela. Olho nele!
Lima: Fez um gol mas não convence ninguém. Perdeu chances claras de gol que em jogos mais complicados podem fazer muita falta. É infinitamente inferior a Reinaldo Alagoano. É a atual teimosia de Gallo, passo.

Alex Terra: Não fez uma grande apresentação individual, mas foi preciso taticamente, ajudou muito. No meu ataque jogariam Reinaldo e Joãozinho, mas Alex é uma opção sempre válida.

Helton Luiz: Entrou e foi muito bem, se não for titular, ao menos deve obrigatoriamente ficar no banco. É infinitamente superior a Ananias. Viu Gallo?

Joelson: Não fez muito no pouco tempo que esteve em campo, mas parece ter um bom toque de bola. Em uma competição longa como a série B deve ser necessário.

Joãozinho: Enfim estreiou, não fez muito, mas pelo pouco já deixou a certeza de que tem lugar nesse time. Na única chance real que teve, por pouco não marcou.

PS: Gostei muito da união do time, que a cada gol e defesa de Marcelo se abraçava e vibrava como deve ser. O grupo mereceu os aplausos e gritos de incentivo por parte da torcida que pela PRIMEIRA vez nesse campeonato cantou "volta Esquadrão pra primeira divisão". O mais emocionante de se ouvir em Pituaçu com quase 15 mil pagantes foi o "meu Tricolor voltou". Pode ainda não ter voltado aquele Bahia que dava medo nos adversários, mas ao menos uma coisa não se pode negar que está de volta, a confiança. Que nessa semana histórica para o tricolor, o resultado tenha sido apenas mais um degrau para a grande volta. Vai pra cima deles Esquadrão!

E pra não dizer que não falei das flores, reproduzo aqui na íntegra o texto do Blog Baêa Minha Porra sobre o "Dia Histórico" para o torcedor tricolor:

Um dia histórico

Por Nestor Mendes Jr.

Presidente do Bahia apresenta Estatuto com eleição direta e cria Conselho Consultivo com personalidades e nomes da oposição

O presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães Filho, anunciou ontem a criação do Conselho Consultivo do Esporte Clube Bahia e o envio do novo estatuto do clube, com a cláusula de eleição direta, para o Conselho Deliberativo, em reunião marcada para a próxima segunda-feira, dia 8 de junho. De acordo com o presidente, a mudança no Bahia é imperiosa e não tem volta.

O Conselho Consultivo do Esporte Clube Bahia, que será um órgão auxiliar da gestão da Presidência, formado por pessoas convidadas exclusivamente pelo presidente Marcelo Guimarães Filho, é composto de personalidades da vida baiana, como os músicos Carlinhos Brown e Ricardo Chaves, a primeira dama da Bahia, Fátima Mendonça, os secretários estaduais Carlos Martins e Fernando Schmidt, o ex-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dultra Cintra, os deputados Lídice da Mata e Nelson Pelegrino, os senadores César Borges e ACM Jr., o presidente da Ebal, Reub Celestino, o jornalista Samuel Celestino, o radialista Mário Kértesz, o diretor da CBF, Virgílio Elísio da Costa Neto, além de nomes que faziam parte da oposição no ECB, como Fernando Jorge Carneiro, Fernando Passos, Nestor Mendes Jr. e Ivan Carvalho, entre outros.

Fernando Jorge Carneiro, falando em nome do ex-bloco oposicionista, disse que o objetivo de toda uma história de luta estava sendo alcançado naquele momento, simbolizado no apoio à gestão de Marcelo Guimarães Filho e somente uma contrapartida exigida: a modernização dos estatutos do clube, com a inclusão da cláusula que garante eleições diretas para a presidência.
Abaixo, a íntegra do discurso de Fernando Jorge Carneiro, falando em nome do ex-grupo oposicionista.

Meus amigos e amigas tricolores,

Falo aqui em nome dos nossos companheiros de luta e de milhares de torcedores que não só protestaram ou criticaram, mas protestando e criticando, muito fizeram, nos últimos anos, pela reconstrução do Esporte Clube Bahia.

Nunca almejamos o poder pelo poder. Só queremos que o Bahia volte a ser grande, gigante, do tamanho dessa sua imensa e apaixonada torcida.

O nosso propósito, sempre, mesmo nos momentos mais renhidos dessa nossa luta, onde as palavras às vezes machucam e ferem, foi o de acender luzes na escuridão.

Portanto, estamos hoje aqui, de pé, de cabeça erguida, entrando pela porta da frente, para, simbolicamente, neste 4 de junho, assinar um pacto com a gestão do presidente Marcelo Guimarães Filho.

As nossas exigências? Apenas duas: a modernização do Estatuto do Esporte Clube Bahia, com a disposição de eleições diretas para presidente do clube; e a abertura ampla, geral e irrestrita para que a nossa torcida possa se associar a esse projeto de reconstrução.

Somente com a torcida do Bahia, meu caro presidente, meus amigos tricolores, emergiremos da crise, fazendo retornar a nossa grande paixão ao seu caminho de glórias.

O presidente Marcelo Guimarães Filho foi mais além: estendeu a sua mão e disse que gostaria que participássemos, assim como grandes personalidades dessa nossa Bahia, da gestão direta do clube, com a implantação do Conselho Consultivo da Presidência do Esporte Clube Bahia.

E aqui estamos, senhor presidente, atendendo ao seu convite. Não para lamentar nem para olhar o passado: estamos aqui reunidos - pessoas de partidos diferentes, credos diversos, idéias não necessariamente iguais - para construir, para criar, para, humildemente, contribuir para a grandeza do nosso Esporte Clube Bahia.

Para nós, o Bahia é assunto de primeira ordem e não de interesses menores ou mesquinhos. O nosso compromisso é com o porvir, porque o Bahia, com certeza, é o amor que vai nos acompanhar até o último dia de nossas vidas.

A terceira maior capital do país, um dos maiores estados brasieliros, com um dos maiores clubes do Brasil, não pode ter o Esporte Clube Bahia apequenado pela mesmice, pela mediocridade.
É o próprio simbolismo deste ato que mostra que a nova gestão do Esporte Clube Bahia está deixando de lado querelas pessoais, interesses próprios, fogueiras de vaidades, para exprimir, num gesto magnânimo de união, um novo momento da nossa saga vitoriosa, iniciada em 1931.

Caro presidente Marcelo Guimarães Filho: estamos aqui, sobretudo, para ouvir. E também, sem reservas ou sem peias, falar, discutir, participar, apresentar soluções e novas idéias. Estamos prontos a lhe ajudar, de forma intensa, a reconstruir o Bahia que nasceu para vencer.

Por fim, gostaria de dedicar este instante à memória de Luiz Osório Vilas Boas e seu imenso coração generoso, companheiro de primeira hora na luta pela reconstrução do Bahia, mas que sempre defendeu o caminho do entendimento e da conciliação. Acho, Luiz, que você celebra, aí do céu, este momento.

Vamos, avante, Esquadrão! Com todos, juntos, serás, de novo, um vencedor!
Muito obrigado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma punição por boas maneiras

No jogo de volta pelas quartas de finais da Copa do Brasil, há 15 dias, no Barradão. Ramon, lateral-esquerdo do Vasco, recebeu uma cusparada de Neto Baiano, atacante do Vitória, flagrada pelo auxiliar, que relatou ao árbitro, que corretamente expulsou de campo o atacante artilheiro do Baianão. Neto foi julgado nesta terça-feira e suspenso por oito jogos. Punição bastante justa.

Vale lembrar que a decisão é passível de efeito suspensivo, porém bem disse Lédio Carmona: "É o mínimo. Que ele aprenda com o castigo e não repita ato tão infame". Não sou fã do futebol de Neto, que a mim não precisa mostrar nada, mas vem mostrando ao país que gols, sabe fazer, porém o seu evidente descontrole naquela partida, ao peitar o árbrito, chutar equipamentos de imprensa e tentar agredir funcionários do anti dopping, mostrou que talvez não esteja preparado para certas situações.

Se ele realmente cuspiu, já que alega que não fez, só a vítima, Ramon e o bandeira podem confirmar, e foi o que fizeram, por isso acho extremamente justa a punição. O STJD erra e não é e hoje, ao tratar as coisas com dois pesos e duas medidas, sim, isto é fato, afinal Ronaldo, Fred, Diego Souza e afins mereciam punições mais justas nos julgamentos mais recentes após práticas anti desportivas em campo.

Porém, isso não quer dizer que a agressão de gente mal educada como a feita por Neto merecesse uma dessas penas brandas pra boi dormir. Acertou o STJD e que Neto pense duas vezes antes de trazer hábitos imundos para o gramado.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Com a proteção dos Tribunais de Conta, que venha 2014

Após a confirmação das 12 cidades sede, o presidente da CFB, Ricardo Teixeira declarou: "Acabamos de passar no vestibular, temos quatro anos para recebermos o diploma". Não sou fã do senhor Ricardo Teixeira, mas creio que desta vez ele tem razão. Serão anos difíceis, onde estarão a prova a competência, honestidade, dedicação e muito algo mais de todos os envolvidos.

Em relação às cidades escolhidas, a minha única surpresa ficou por conta de Floripa não ser uma das escolhidas, a cidade até onde eu sei é um dos grandes expoentes do país no quesito turismo, com um forte rede hoteleira.

Em minha opinião, Natal foi a grande surpresa (que já nem foi tão surpresa assim). A bonita cidade nordestina venceu justamente Floripa, conta-se que o lobby político foi grande. O apaixonado povo de lá sem dúvida merece a Copa, mas a cidade deverá provar o porque da escolha. O projeto é audacioso. É esperar pra ver.

Li muita coisa sobre as escolhas da Fifa em relação às cidades. Algumas tão boas que acho necessárias serem reproduzidas aqui. Com os devidos comentários deste blogueiro.

Carlos Cereto: Não sou daqueles que acham que em um país onde há gente que ainda morre de fome e que ainda há os que não sabem ler nem escrever, não deveria haver uma Copa do Mundo, Olimpíada, ou grandes eventos esportivos, tendo em vista que há outras prioridades na área social. Respeito muito os que pensam o contrário e nem acho que estejam errados, mas entendo que uma coisa não exclui a outra. É perfeitamente possível, ou pelo menos deveria ser, realizar em nosso país uma Copa do Mundo sem deixar de lado os problemas mais latentes da nação.

A Copa 2014 deve ser o instrumento para o avanço do Brasil, e não do progresso de apenas alguns em detrimento do país. É claro que em um país onde a corrupção é cotidiana e já não gera mais indignação posto que virou “carne de vaca” é natural desconfiar-se de como o dinheiro público será administrado, tendo em vista que o governo arcará com a infra-estrutura. Cabem aos homens de bem e a
quem de direito fiscalizar e assim deve ser sempre. É a grande chance de o país provar que uma Copa do Mundo, ao contrário do que foi o Pan, pode deixar um legado esportivo, estrutural e econômico nas doze cidades escolhidas para a Copa.

Há muito que se fazer em termos de estádios, arenas, hospedagem, hotelaria, transporte, energia, etc. Tudo pode ser melhorado e a realização da Copa no Brasil deve incentivar para que isso aconteça inclusive gerando empregos temporários, imediatos e efetivos. Não vivemos em um país dos sonhos, mas podemos sonha
r e lutar sempre por um Brasil melhor para nossos filhos e netos.

Como Jornalista esportivo, adoro o fato da Copa de 2014 ser no Brasil. Será ótimo para minha atividade. Sobretudo, será ótimo para quem gosta de futebol, e excelente para o país se souber aproveitar a oportunidade de crescer com
o potência futebolística e como Nação. [Concordo exatamente com o que disse o Cereto, todos sabemos das dificuldades do nosso país, da miséria, da corrupção, mas nada disso pode impedir-nos de avançar. Se for mesmo um mal, como pensam muitos, é um mal necessário. Que venha 2014. Estaremos de olho.]

Lédio Carmona: Agora, é viabilizar o projeto do Mundial. Criar estádios, com responsabilidade fiscal e social, para abrigar a maior competição de futebol do mundo, melhorar o sistema de transportes, criar áreas de estacionamento, avançar o setor hoteleiro e remediar a violência nas ruas. Há tempo para isso. Mãos à obra. [Dom Carmona, como sempre claro e objetivo disse o que é preciso ser feito e sinceramente creio que deixadas de lado picuinhas político eleitoreiras somos sim capazes. Mãs à obra!]

Juca Kfouri : O PRESIDENTE da CBF acredita que vive num país de néscios, razão pela qual passou meses repetindo que a Fifa é quem escolhe as cidades-sede da Copa do Mundo. Verdade que há ex-jornalista em atividade que repete a falácia na TV, apesar de saber que o formal não existe no futebol, só existe o informal e a politicagem.

Mas vale saudar a escolha de quatro cidades do Nordeste, região que mais tem a ganhar com a Copa. E lamentar a escolha de Cuiabá, no Mato Grosso do governador "motosserra de ouro", título dado a Blairo Maggi pelo Greenpeace, em homenagem ao maior produtor de soja do mundo e um dos maiores desmatadores do país. Para uma Copa que se pretende ecológica, nada menos apropriado, embora Maggi tenha bem mais de um milhão de razões para influenciar decisões no mundo do futebol.

Tão natural como a escolha de Manaus para representar a espoliada Amazônia, apesar de Belém ter mais tradição futebolística, teria sido a de Campo Grande para mostrar as belezas do Pantanal. Mas, de tudo, o que mais salta aos olhos é a indefinição sobre quem fará a abertura da Copa.

Claro está que Ricardo Teixeira esperará quanto tempo puder para se definir entre São Paulo e Minas Gerais, ou melhor, entre José Serra e Aécio Neves, além de guardar Brasília como uma terceira hipótese, mais para constar e disfarçar o que está, de fato, em jogo.

Não fosse a dúvida sobre qual dos dois será o candidato tucano à sucessão de Lula e o cartola já teria se resolvido pelo ungido, embora seu coração penda claramente para Neves, seu amigo e mais parecido com o yuppie Fernando Collor -até pelo silêncio que impõe à imprensa mineira, como se fosse a alagoana-, a quem o ex-genro de João Havelange chamava de "meu presidente". [Juca é do tipo de opinião sempre necessária de ouvir. É crítico e cético em relação a Ricardo Teixeira, como a grande maioria de jornalistas sérios deste país, a diferença é que tem a liberdade de por o dedo na ferida sem que o incomodem. Traz a cada dia revelações sobre os bastidores da Copa e se surpreende com a escolha de Cuiabá em vez de Campo Grande. Nas palavras de Juca fica claro que lobby político foi decisivo na escolha das cidades. A romaria até a CBF foi das maiores nos últimos meses.

Décio Lopes: Por ora, com aqueles videozinhos, aquelas animações gráficas dos escritórios de arquitetura, é tudo lindo, maravilhoso e facílimo. Basta um clique e pronto… As estruturas se erguem, os entornos se embelezam, o mundo fica perfeito e acabado. Ilusão. A realidade é muito mais complicada - e cara - do que clicar uma animaçãozinha de Mac.

Vai ser barra pesada! Vai dar trabalho à bessa! Vai levar dinheiro pra caramba - e esperamos que este seja muito bem gasto. Vamos precisar em todas as áreas de gente qualificada, séria, competente, HONESTA e profissional. Não me venham, por favor, com políticos, amigos de políticos, amigo do amigo, indicados, curiosos, etc… De boa vontade o inferno está cheio! De má intenção então…Waaal! [O post do Décio é um dignos daqueles "onde é que eu assino?" Vale a pena ser lido integralmente.]

PVC: A escolha teve critério técnico, evidente. Não é certo dizer que a Copa deveria acontecer apenas nas cidades que têm clubes de Série A ou representatividade no futebol. É importante levar o Mundial a cidades turísticas, ao Pantanal, à Amazônia, e tentar recuperar o futebol bem jogado nessas regiões.
Não é no que a CBF pensa, fundamentalmente.
A Copa precisa ser um meio, não o fim, para que o futebol brasileiro possa ser jogado em todas as regiões do país. Para que o Brasil seja de fato o país do futebol, coisa que hoje não é.
Não é no que a CBF pensa, fundamentalmente.
Quando se dizia neste blog que Cuiabá levava vantagem, sempre se deixou claro que a questão política tinha peso decisivo. Que o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, não havia entrado na conversa para perder. Era informação.
Curitiba esteve perto de ficar fora do Mundial, por desavenças políticas entre o governador Roberto Requião e a CBF. Quando as arestas foram aparadas, este blog também informou.
As 12 sedes são exatamente como a ESPN Brasil noticiou nos últimos meses.
Não é hora de festejá-las, como muita gente por aí está fazendo.
Assim como se acertou aqui a maior parte das informações sobre as 12 sedes, o compromisso é seguir atento às informações que tenham a ver com a construção das arenas, com o legado que possivelmente não virá, e com atenção redobrada com qualquer perspectiva de corrupção. É informação. As que diziam respeito à escolha foram praticamente todas acertadas. As que dizem respeito à sequência da Copa, a atenção aqui não faltará. [Paulo Vinicius Coelho dá uma aula do que é jornalismo. É informação, sempre coerente e imparcial e deixando o recado, estamos de olho.]

Meu grande temor é em relação aos elefantes brancos, estádios que irão nascer de milhões provenientes de recursos públicos (e claro também privado!). Estes devem ter algum uso depois da Copa e ai cabe às cidades sem maiores tradição no futebol a façanha. Que o legado traga crescimento e menos desigualdade a este país.

Nas imagens, a festa feita emSalvador após o anúncio das cidades sede. O governador Wagner e o ministro Geddel, pais da criança soteropolitana, acompanharam o anúncio juntos no Pelourinho, mas podem não estar em 2014. No Barradão, Ivete Sangalo comandou a festa. Por fim, uma projeção da nova Fonte Nova, templo maior do futebol baiano que será reformado para a Copa - com direito a bandeiras tricolores numa futura Fonte lotada!

domingo, 31 de maio de 2009

O prêmio pela disposição

Por Raimundo Gomes Júnior

Um domingo de festa no Barradão. Além da confirmação de que a capital baiana vai receber jogos da Copa de 2014, Leandro Domingues fez um gol tão bonito que merece ser o da rodada. Mas voltando à festa que abriu os trabalhos na tarde história do futebol, mais uma vez Ivete Sangalo, uma estrela diferenciada na história do clube, fez sua parte e agitou a galera rubronegra ao lado de Tatau. Exibindo a barriga, Ivete mostrou que mesmo grávida continua com o sex appeal capaz de deixar qualquer marmanjo (tricolor ou rubronegro) de queixo caído.

Mas falando do jogo, cujo pontapé inicial foi dado pela musa rubro-negra, terminou sendo muito bem jogado pelas duas equipes, mas com o Vitória claramente procurando mais o gol adversário, isso desde o começo da partida, com um Grêmio táticamente bem posicionado e explorando os contra-ataques. Porém, sem muitas emoções o 1° tempo ficou mesmo no 0x0.

Assim como na etapa inicial, o 2° tempo começou com o Vitoria procurando o gol e o Grêmio oferecendo perigos em contra-ataques perigosos, mas sempre anulados quando chegavam frente ao Paredão do Leão, o goleiro Viafra - que vive uma excelente fase. O lateral Apodi expulsou mais um jogador e desse jeito vai contar aos netos que quando era jogador umas das principais funções no time era expulsar os rivais.


O Vitória com uma equipe aguerrida em momento algum desistiu e foi recompensado já nos acréscimo. Leandro Domingues acertou uma pintura, que lembrou o gol de Iniesta do Barcelona contra o Chelsea nas semifinais da Liga dos Campeões deste ano. Um gol feito nos acréscimos que não só pela beleza, mas principalmente pela demostraçao de entrega do time, mostrando disposição até o momento do apito final. Ao fim os atletas do Grêmio elogiaram o time rubronegro, que poderia ter vencido até por um maior placar se não fosse o excelente goleiro Vítor. O público total foi de 14.526 torcedores e o Vitória dorme na segunda posição da tabela - atrás apenas do 100% Internacional.


Raimundo Gomes Júnior é estudante de publicidade e rubronegro por hereditariedade. Faz sua estreia no Receptaculo e deve voltar outras vezes. É amigo irmão deste blogueiro há 21 anos, que é igual ao seu tempo de vida.

Aplausos esperançosos

No final de 2008, com o fim do mandato do presidente Petrônio Barradas criou-se a expectativa de que enfim o Bahia estaria livre do grupo que por anos comandou e arruinou um dos mais respeitados e queridos clubes deste país.

A eleição para presidente do Bahia passou a ser encarada como algo de grande importância para o estado, com o envolvimento inclusive do governador da Bahia, Jaques Wagner, tricolor declarado. O governo abriria mão de um dos seus principais nomes, o economista Reub Celestino, em pró da reestruturação do Bahia. O nome de Reub ganhou força para presidir o primeiro campeão nacional e os atuais mandatários com a imagem arranhada ao longo dos anos, pareciam que enfim deixariam o clube, mas veio a cartada final. Colocaram em jogo o nome do jovem deputado federal Marcelo Guimarães Filho, filho do ex-presidente do clube Marcelo Guimarães, preso em novembro de 2008, sob a acusação de fraudes em licitações públicas.

O deputado, que também é ligado ao ex e eterno presidente Paulo Maracajá, não contou com a aprovação da grande maioria dos torcedores. No dia 29 de novembro do ano passado, milhares de tricolores foram às ruas em uma das mais bonitas e pacificas demonstrações de amor a um clube de futebol, era a passeata contra o continuísmo, e o continuísmo atendia pelo nome de Marcelo Guimarães Filho.

A opinião da massa tricolor não foi o bastante para convencer os corações dos eternos dirigentes e no fatídico 11 de dezembro de 2008, Marcelo Guimarães Filho foi eleito com 193 votos, enquanto o candidato de oposição Fernando Jorge, recebeu sete.O presidente chegou ao poder anunciando que não representava o continuísmo e sim o “novo”, uma vez que não pensava da mesma forma que os antigos dirigentes, que praticamente o criaram dentro do Bahia.

Marcelo fez promessas, entre elas a sonhada reforma do estatuto, com a instituição de eleições diretas a partir do próximo pleito para presidente, em 2011. Surpreendeu ao anunciar a nova diretoria, colocando para gerir o futebol do clube o ex-presidente do Vitória, Paulo Carneiro - um dos maiores responsáveis pela atual estruturação do Vitória. E foi Carneiro quem trouxe ao Fazendão, Alexandre Gallo, treinador jovem e de potencial.

Ao longo dos seis primeiros meses de mandato, Marcelo deu mostras de boas intenções. Convocou grupos da oposição para sentar à mesa e recebeu propostas, começou uma reestruturação física com o intuito de modernizar o Fazendão e apresentou um plano de marketing – algo esquecido pelas gestões anteriores.

Porém, não só de flores foi construído o caminho. O clube lançou duas campanhas de vendas de pacote de ingressos, o Bôra Baêa e o Bahia Vip, porém nenhum dos dois dá direito ao torcedor de se tornar sócio – como ocorre, por exemplo, no programa “O Vasco é meu”. Pelo planejamento apresentado no plano de marketing, o novo portal, a loja física e a tv já deveriam estar funcionando, mas até agora nada.

Dentro de campo, o time que começou o ano muito bem, começa a afastar o torcedor. Se na largada do campeonato baiano, o estádio de Pituaçu chegou a comportar 20 mil tricolores por jogo, na série B, em duas partidas o time ainda não levou sequer 15mil, ainda que se leve em contas as fortes chuvas que caem em Salvador.


Os jogadores de “nome”, apostas da diretoria parecem jogar mais com os “nomes” do que com as pernas, que já não respondem tão bem. Caso de Rubens Cardoso e Patrício, que inclusive já deixou o time. Quem chegou com o status de ser o maestro do time, Leo Medeiros, hoje é contestado pela lentidão e falta de criatividade. Quem chega como solução, o boliviano Jhasmani, só poderá atuar em agosto.

O time que joga em apenas um tempo, dá mostrar de ser muito mal preparado fisicamente e não passa ao torcedor a mínima confiança de que estará em 2010 na série A. Torcedor que mesmo nos momentos adversos não abandonou o time. Quando o diretor de futebol, Paulo Carneiro anunciou que Pituaçu lotado pagaria a folha dos jogadores, a torcida prontamente fez seu papel e entregou por mais de uma vez ao Bahia em 2009, rendas próximas de R$ 1 milhão.

O mesmo torcedor que apesar de maltratado pela diretoria, que o obriga a pagar R$ 30 (!!) reais para assistir a um jogo de Campeonato Baiano (!!), lota o estádio e canta antes, durante e depois – sem falar na absurda cobrança dos mesmos R$ 30 para crianças durante o estadual. O mesmo torcedor que aplaude um time de futebol medíocre que acabara de vencer por 1 a 0, o Ceará jogando dentro de casa e levando pressão desde os minutos iniciais. Torcedor é mesmo passional, o do Bahia então.

Jogadores com o zagueiro Nem, os volantes Elton e Leandro e o goleiro Marcelo compõem a pequena lista dos acertos dentro de campo deste novo Bahia. O torcedor continua desconfiado. Mas nesta semana de clima confuso na Bahia, com sol e chuva se revezando, o torcedor recebeu uma boa nova. O presidente tricolor convocou os conselheiros e convidados – infelizmente não os sócios – para apresentar “novidades institucionais”, entre elas a criação do Conselho Consultivo e o esperado balanço do início da gestão da atual diretoria, balanço este que foi uma das bandeiras propostas por Marcelo Filho antes de assumir a presidência.

Ainda há muito a ser mudado, porém não se pode cobrar em seis meses a completa reestruturação de algo destruído ao longo de anos. Sem hipocrisia, com uma justa desconfiança e de olhos bem abertos, o sensato torcedor tricolor nesse momento deve aplaudir a iniciativa do presidente e não vê-la com um favor ou enganação.

Sim, é uma obrigação, mas ao mesmo tempo, o presidente cumpre a sua palavra, que pode não ser o marco de uma nova era, mas ao menos é o de um momento novo, que dá ao torcedor a boa expectativa de que uma ampla reforma no estatuto vem por ai. O coração tricolor, ao menos nestes dias, baterá mais esperançoso.

sábado, 30 de maio de 2009

Um futebol que cabe em 140 caracteres

O futebol mostrado pelo Bahia foi tão pequeno que facilmente caberia em 140 caracteres. O time baiano não jogou uma partida das mais horrososas do ano, a prova é que não perdeu, mas também não dá pra dizer que foi uma boa apresentação. O time foi enfrentar uma adversário direto na luta pelo acesso, a Lusa e que em minha opinião venceria o jogo, até com certa facilidade. Porém foi o Bahia quem dominou a partida. Mas diantes das circunstâncias - desde os 25 do 1ºtempo atuando com um jogador a mais - para o tricolor, foram muito mais dois pontos perdidos do que um ganho.

Ao fim Gallo falou em falta de capacidade. Concordo, falta muita capacidade a este time, aliás capacidade, jogadores, talento, criatividade...falta muita coisa. Usei o twitter durante todo o jogo, quase concorrendo com o Minuto Minuto do Itapoan Online, muito bem feito nesta tarde pela querida jornalista tricolor, Arysa Souza, por isso, reproduzirei aqui as twittadas durante o jogo, que explicam muito bem a partida. Destaques (negativos) para as atuações sofríveis de Avine e Rubens Cardoso, de bom a atuação do lateral Marcos, que me arrisco a dizer, é o melhor que já passou pelo Fazendão desde Daniel Alves.


O jogo via twitter:
E o tricolor entra em campo. Hj é um daqueles jogos complicados, mas lá vamos nós. Lusa e Bahia, fui pra tv, a bola vai rolar...

Eu tenho medo das mudanças de Gallo...muito medo....


O que é Avine com a camisa 11 do Baêa. Deprimente. Mas a presença da torcida tricolor em massa no Canindé, só confirma, que torcida é essa!?

Pra um time que adora tomar gol de Birigudi e afins, ver Piraju no ataque da Lusa me preocupa...

Jesusmariajosé! O que é o ataque do Bahia com Avine, Lima e Alex Terra! Vá matar o diabo viu Gallo!

Que zagueiro ruinzinho esse da Lusa, acaba de tomar cartao e faz uma falta dessa. Agora com um a mais é bom que Gallo solte o time!BBMP!


No dia que Avine acertar dois cruzamentos seguidos, eu mando rezar 2 missas na igreja do Bonfim. Juro.

Rubens Cardoso é uma piada. O Bahia pode ate ganhar, mas joga com 4bombas. Contudo, o lateral direito Marcos é o melhor desde Daniel Alves

Avine é um erro e Alex Terra como homem de ligação é uma prova que a diretoria do Bahia contratou bem viu, me deixe!

Paulo Roberto em campo e Avine vai terminar esse jogo é? Jesusmariajosé...que Baêa ruim viu...

Quem disse a Avine que ele era jogador de futebol meudeus?

Obrigado Gallo! Avine, meu filho veja do banco como deve proceder um lateral Roberto mostre a Avine que com 17 anos vc é 10mil vezes melhor!

Eu ainda tenho q ir sabado q vem 9 da noite ver Bahia e ABC, sábado que vem...desse jeito, acho q n vou mesmo...

Na única hora q Lima faz uma coisa q presta, o goleiro da Lusa faz uma defesa dessas! Ps:O que fazia Roberto no banco?! Avine, aprenda viu..

Pronto Bahia, ta ai o que vc queria. Evaldo expulso. Agora reze pra segurar o 0a0. E Rubens Cardoso hein...que piada...ridiculo

Promessa do ano: Nunca mais reclamo de Gallo. Pode trazer Felipão Guss Hidink Luxemburgo quem for, mas com esse time, a serie A é sonho


Acabou o sofrimento,quase que ainda deu Lusa. "Faltou capacidade" disse Galo e q ainda disse q Rubens Cardoso jogou bem.Menos Gallo, menos..

Prometi q n ia reclamar de Gallo, mas falar bem do presidente Tirulipa Junior já é demais né Gallo? Agradeça por esses otimos reforços!

Foi assim, se faltou algo, a culpa não foi dos 140 caracteres do twitter e sim do time do Bahia. Faltou acima de tudo, futebol.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os nocautes de Taison e um Maraca arrepiante





Reis da bola

O cenário não poderia ser melhor, Roma. O mundo parou pra ver um grande jogo entre os dois maiores monstros do futebol atual. O papa tudo inglês contra o papa tudo espanhol e de quebra os dois melhores jogadores do mundo. Quem assistiu viu a história do futebol sendo escrita.

Em campo apesar de um começo melhor do time inglês, o Barça de Xavi, Iniesta, Eto'o e Messi foram superiores. 2 a 0 e Barça campeão. Um dia história para o futebol que poderia premiar qualquer um dos dois grandes times com o lindo troféu de Rei da Europa, mas falamos de futebol, todos podem merecer, mas no fim das contas, apenas um solta o grito de campeão. Pode parecer injusto, mas de uma coisa tenho certeza, é muito, mais muito apaixonante. Como mendingo do bom futebol, só tenho a dizer: obrigado Manchester, obrigado e parabéns Barça.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

As possibilidades de felicidade, são egoístas...

Assim como eu, diversos rubronegros pensam como o título deste post em relação ao seu time na Série A do Brasileirão. As duas primeiras rodadas trouxeram excelentes resultados , mas não enganaram ninguém. Caso o Vitória tenha algum anseio neste campeonato, que não seja cair para a Série B, é preciso muito mais. O time tem um treinador de ponta, porém que não parece acostumado a dirigir equipes onde o "baixo nível técnico fica evidente" - palavras do próprio em relação ao grupo.

Gosto de Carpegiani e acredito que não é necessário que ele prove nada a ninguém como treinador, porém seus metódos de invenção/escalação são no minímo questionavéis. Ninguém em sã consciência escala um jogador como titular em um jogo de tamanha importância como o da última quarta-feira, diante do Vasco e o dispensa dois dias depois. Não se discute aqui a dispensa de André Luiz, jogador sem a miníma qualidade de vestir a camisa rubronegra, mas sim a sua equivocada escalação diante do Vasco na partida de despedida do Vitória da Copa do Brasil. Obviamente que a crítica a Carpegiani não se resume a isso, mas a escalação de um jogador esquecido no elenco e prestes a ser dispensado, de certa forma representa bem as invenções que vem sendo feitas pelo professor Carpegiani.

Vale lembrar que o treinador já escalou o lateral Apodi de meia armador, o volante Bida e o dispensado atacante André Luiz, na lateral esquerda, além da invenção do último sábado diante do Cruzeiro, na derrota por 2 a 0 no Mineirão, quando Vanderson atuou com "liberdade para criar" ou seja, de meia armador.





O grupo do Vitória, precisa de reforços, depende demais de Ramon, que já não aguenta jogar 90 minutos, Leandro Domingues pode ser uma solução. A chegada do lateral Leandrinho também deve impedir que Carpegiani invente por aquele lado, dando mais confiança e criatividade ao time.

Outra coisa que deve mudar no Barradão é a postura. É preciso que os jogadores encarem os adversários a altura e entendam que representam um grande time do futebol brasileiro. Se a intenção é perder sempre dos grandes com o excessivo respeito mostrado diante do Cruzeiro tudo bem. Caso contrário é preciso força de vontade, desejo de vencer. O grupo do Vitória tricampeão baiano conta com boas peças que se bem escaladas podem render, porém é preciso "o querer ganhar" e reforçar é claro, caso contrário, a Série B é logo ali. Do jeito que está, as possibilidades de felicidade, são egoístas meu amor.

sábado, 23 de maio de 2009

Torcida de 1ª, time de 2ª e diretoria e organização de 3ª

A torcida como sempre fez sua parte e foi em grande número a Pituaçu, mesmo debaixo do dilúvio que caia em Salvador. A diretoria do Bahia e a empresa Outplan, contratada pela Sudesb para confeccionar os ingresso não confiaram no torcedor e poucos ingressos foram impressos, resultado, muita confusão nas bilheterias.

Faltando pouco mais de 10 minutos para o começo do jogo, várias pessoas - inclusive eu - se aglomeravam nas bilheterias tentando comprar ingressos. A venda foi suspensa temporariamente para que novos ingressos fossem impressos, uma vez que a primeira leva havia terminado. Muita demora e reclamação, a bola rolou a nada do problema ser resolvido, até que o Bahia abriu o placar com Evaldo. A chuva havia dado uma trégua e o atabalhoado zagueiro subiu mais alto que a defesa do Ceará e abriu o placar em cobrança de escanteio de Leo Medeiros. O gol trouxe alegria, mas também revolta ao grande número de torcedores que perderam o grande momento do jogo. Só a caráter de informação, no meu caso, nos dois últimosjogos no estádio, perdi os três gols. Os dois de quarta entre Vitória e Vasco e o deste sábado. Que fase.

Passavas dos 15 minutos, quando chegaram os ingressos, que pela demora, devem ter sido impressos no Fazendão, sede do Bahia, na Federação Baiana ou na Sudesb. As três entidades (ir)responsáveis pelo acontecimento de hoje. Pouco tempo depois da retomada das vendas, os ingressos voltaram a acabar e para piorar a impressora da Outplan quebrou, resultando em mais confusão. A Federação Baiana ordenou a abertura dos portões e quem ainda estava sem ingresso adentrou ao estádio. Eram 40 minutos do primeiro tempo. Um verdadeiro absurdo. O senhor Marcelo Guimarães Filho anunciou que a culpa era da Outplan e que o clube cobrará o ressarcimento do dinheiro perdido com a não venda de ingressos à empresa.
 
Deixando a falta de organização de lado e indo pro jogo, o fato é que os quase 2 mil tricolores que perderam boa parte do primeiro tempo não perderam muita gol - além do principal, o gol. O Bahia voltou a mostrar um futebol de segunda divisão, no caso de segunda sem intenção alguma de chegar à primeira. O time criou pouco e levou sustos desnecessários do fraco Ceará. No segundo tempo a coisa piorou (como sempre!). São Pedro desandou a mandar chuva e o Bahia mais uma vez mostrou-se um time de um tempo só. Fez uma apresentação lamentável e contou com a sorte e com o goleiro Marcelo, salvando sempre que preciso. 

O time segue mostrando um despreparo físico que assusta. Gallo precisa intervir o mais rápido possível. Por sinal, as substituições do treinador são outros fatores a se questionar. Avine entra em todas as partidas substituindo Rubens Cardoso, que não resiste jogar dois tempos. Levando em conta que nenhum dos dois rende muita coisa é preferível entrar em campo com Avine, ao menos o time ganha uma substituição. Outro reserva-titular de Gallo é Alex Maranhão que a cada partida faz questão de mostrar que não é jogador para um time da grandeza do Bahia

Em relação aos titulares, os destaques negativos ficaram com Leo Medeiros, que apesar de ter feito bons passes, segue lento no meio campo e não fornece ao ataque como deveria. Quem também não faz sua sua função é Ananias, que insiste em jogar no lixo as inúmeras chances dadas por Alexandre Gallo. O jogador teve uma péssima atuação e seria substituido debaixo de vaias, porém Leo Medeiros pediu para ser ele o substituido, as vaias apesar de em menor intensidade, continuaram. 


No fim o time comemorou muito os três pontos. Nada mais justo, afinal em um campeonato de pontos corridos cada partida é uma final, porém diante do futebol apresentado a situação parece ser muito mais preocupante. O time não consegue passar ao torcedor a confiança de que é um dos candidatos (e favoritos!) a uma das quatro vagas para subir de divisão. A se destacar, a boa atuação do garoto Marcos na lateral direita, o jogador mostrou personalidade e deu a imprenssão de que sempre que for preciso, Dedé terá um substituto a altura. 

Na próxima rodada, no sábado 30 de maio, o tricolor pega a Portuguesa no Canindé. A Lusa, que hoje venceu o Figueirense em Floripa, é uma das candidatas ao acesso e será um adversário de peso, ideal para que o Bahia comece a mostrar para que veio nesta Série B. Voltando ao torcedor que deu um verdadeiro show mesmo debaixo de chuva, o público pagante foi superior a 8 mil pessoas, contando os cerca de 2 mil que entraram sem pagar (o número exato de não pagantes não foi divulgado), pouco mais de 10 mil torcedores estiveram em Pituaçu. A lamentar, a falta de educação e do que fazer de integrantes da principal torcida organizada do Bahia, que receberam os integrantes da organizada do Ceará com bombas caseiras. Atitude imbecil e que merece ser punida pela polícia e pela Justiça.


domingo, 17 de maio de 2009

100% Vitória

Após a segunda rodada, apenas dois time seguem com 100% de aproveitamento no Brasileirão, o líder Internacional e o segundo colocado Vitória. O triunfo rubronegro de hoje no Barradão foi suado, conseguido ainda no primeiro tempo, graças a um gol de Neto Baiano, diante do Sport que fez um primeiro tempo apático e um segundo tempo "melhorzinho". Bom para o Leão do Barra, que somou mais três pontos e agora é vice-líder.

O Vitória dominou todo o primeiro tempo. O tricampeão baiano abriu o placar aos 34 minutos, após Ramon servir Bosco, que cruzou na segunda trave. Neto Baiano aproveitou e de carrinho desviou para o gol. A bola entrou entre as pernas de Magrão. Vitória 1 a 0. Foi o 21º gol do atacante nesta temporada. Neto Baiano empatou com Diego Tardelli, do Atlético-MG, na liderança do Prêmio Friedenreich. No segundo tempo o time de Nelsinho veio modificado e quase empatou o jogo. No final o Vitória ainda teve o volante Magal, que fez seu jogo de estreia, expulso, mas conseguiu segurar a vantagem.E para que se registre, Carpegiani decidiu não inventar no jogo de hoje e todo mundo fez seu papel normal, resultado Vitória vencedor. O torcedor rubronegro agradece.

Na próxima rodada, o Vitória encara o Cruzeiro, no sábado, às 18h30m, no Mineirão. Mas antes disso, o time entra em campo na quarta-feira para enfrentar o Vasco, pela Copa do Brasil, com a missão dificílima de vencer por 5 gols de diferença para avançar às semifinais da Copa do Brasil.

A primeira queda

Do apito inicial até aos 10 minutos do primeiro tempo o Bahia foi um time, neste sábado, diante do São Caetano no Anacleto Campanella, depois disso, foi outro e bem abaixo do que se espera de um time que pretende voltar à série A. O jogo começou com o tricolor pressionando e o lateral Dedé fazendo uma boa partida, demonstrando personalidade, porém o jogador recebeu uma violenta entrada de um defensor do Azulão e foi obrigado a deixar o gramado. A falta por sinal, gerou o gol tricolor aos 8 minutos, na cobrança de Alex Maranhão. A partir de então o Bahia recuou, passando a utilizar apenas os contra ataques.

Com uma apagada partida de Rubens Cardoso, Dedé passou a fazer falta já que Marcone quando subiu não acertava um cruzamento ou jogada de perigo, enquanto isso, Marcelo fazia milagres e segurava o São Caetano que foi para o intervalo já merecendo o empate. Veio o segundo tempo e antes dos dois minutos, Leandro tentou cortar um escanteio e terminou jogando pra dentro do próprio gol, empatando a partida. A virada veio logo depois com Ademir Sopa livre, aproveitando um erro de passe e uma falha na marcação. São Caetano 2 a 1.

O Bahia mesmo com as modificaçõe feitas por Gallo não esboçou nenhuma reação e parece mesmo fadado ao estigma de time de um tempo só. O despreparo físico do tricolor no segundo tempo dos últimos jogos se mostra evidente. Próximo sábado, o time de Gallo recebe o Ceará em Pituaçu, jogo importante para somar pontos na corrida pelo acesso que pelo que se pode ver em São Caetano será das mais sofridas.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Chocolate e Bacalhau: Um presente de português

Era uma dia de festa para o torcedor rubronegro. Aniversário de 110 anos, anúncio de parceira com o governo do estado que representará grandes melhorias estruturais para o clube e sua torcida, novo patrocinador, camisa comemorativa, mas ai veio o jogo. Nem o mais otimista vascaíno e muito menos o mais pessimista torcedor do Vitória imaginavam um placar tão deletado. Entre um conceito e outro na aula de jornalismo móvel, eu me teletransportava para o caldeirão de São Januário via rádio.

O time do Vasco não é nada medíocre como fez questão de dizer a maior parte da imprensa baiana, antes e até depois do jogo. O time não é imbatível e com exceção de Carlos Alberto e Léo Lima é composto por caras pouco conhecidas, porém que já demonstram desde o ínicio do ano o seu devido valor. O mais importante trunfo vascaíno está no banco de reservas. Sereno, competente, crítico e decisivo. Este é Dorival Júnior. Mas vamos ao jogo.

O Vitória entrou em campo cheio de invenções de Carpegiani, que colocou o lateral velocista Apodi de meia de ligação, promovendo Bida a lateral. O time pouco criou, apesar de manter a partida equilibrada por boa parte do jogo. O Vasco também não fazia nenhum grande jogo e mostrava em certos momentos um nervosismo desnecessário, errando passes bobos.

Até que aos 27 minutos do 1º tempo, após uma falta cobrada por Nilton, a bola sobra para o zagueiro/lateral Luciano Almeida, que dá uma pixotada. A tentativa de chute ou passe dado por Luciano Almeida cai nos pés de Carlos Alberto que carrega e marca. Vasco 1 a 0. O Leão aniversariante da noite, sentiu o gol e o Vasco percebendo o bom momento foi pra cima. Aos 44 Elton aproveitando uma confusão na área empurrou pro fundo após passe de Léo Lima. Vasco 2 a 0. O som vindo das arquibancadas de São Januário arrepiava e as palavras dos atletas do Vitória após o fim do primeiro tempo preocupavam. "Se não correr, se não der o algo mais vai levar mais gol. Assim não dá" setenciou o zagueiro Wallace, melhor jogador do Vitória em campo.

Veio o segundo tempo, Carpegiani mudou mas sem resultados. Um gol era fundamental para as pretenções rubronegras, mas o time do Barradão foi quem levou mais dois. Duas faltas, uma de Paulo Sérgio e outra uma bomba de Nilson em cima de Viáfara que montou mal a barreira. Vasco 4 a 0 e uma vantagem enorme para a decisão em Salvador.

Sinceramente acho muito complicado que o Vitória consiga reverter, mas futebol é feito da impoderabilidade, da falta de lógica. O time de Dorival Júnior não vem ao Barradão apenas se defender e um gol vascaíno pode decidir a parada - o Vitória precisaria fazer 6 - por isso, considero que o Vasco tem a faca o queijo e dois pés nas semifinais. Os rubronegros mais confiantes relembram que ano passado o time aplicou 5 a 0 no Vasco no mesmo Barradão. Confiança sempre é bem vinda, mas não podemos deixar de lembrar que aquele Vasco rídiculo já não existe e para piorar o time do Vitória deste ano é infinitamente inferior ao bem montado time de Mancini com Marcelo Cordeiro, Renam, Marquinhos, William e companhia.

É esperar pra ver. Estarei no Barradão assisintindo seja a confirmação ou a surpreendente redenção. O Vitória pega o Sport no domingo no Barradão, pela Série A, já o Vasco pega o Ceará no Castelão pela B, ambos os jogos pela segunda rodada das respectivas divisões. Bons aperitivos para o round final de quarta-feira.