domingo, 2 de maio de 2010

Hegemonia rubronegra

O Vitória entrou em campo com uma enorme vantagem conquistada no primeiro BaVi. Ao Bahia, que não perdia no Barradão desde 2006, restava vencer por dois gols de diferença. Em jogo, para o Vitória não apenas mais um estadual, mas o segundo tetracampeonato da sua história e mais, a hegemonia em território baiano. Em caso de título, o rubronegro chegaria a seu oitavo em dez anos. O Vitória de Ricardo Silva entrou como favorito e diante de um valente Bahia, a escrita não se quebrou. Após os 90 minutos, a hegemonia se manteve, o Bahia saiu do Barradão mais uma vez sem perder e o Vitória novamente como campeão baiano, conquistando o seu segundo tetra estadual.

Mas, se o triunfo rubronegro no primeiro BaVi deu ao Vitória o favoritismo para a grande final, o que se viu foi uma Bahia determinado a quebrar a escrita e sem se entregar. O jogo foi equilibrado e superior tecnicamente ao BaVi de Pituaçu. A primeira chance foi do Vitória com Uellinton batendo falta e obrigando Fernando a fazer uma bela defesa. O Vitória continuou no comando do jogo nos minutos iniciais com boas jogadas de Ramon, o Bahia só começou a chegar com perigo nos ataques de Ávine pela lateral esquerda. No entanto, aos 20 minutos, quando o Bahia já tinha equilibrado a partida, o Vitória abriu o placar com Elkeson, que após cobrança de escanteio de Ramon, aproveitou o rebote e encheu o pé para aumentar ainda mais a vantagem rubronegra. Precisando do placar, o Bahia foi pra cima e o Vitória se defendia muito bem. Apesar do resultado favorável, alguns jogadores do Vitória demonstravam um desnecessário nervosismo. A chuva apertou castigando os 27.582 presentes, e assim os times foram para o intervalo, com o placar em vantagem para o rubronegro.

Na etapa final, Renato Gaúcho colocou o Bahia todo no ataque. O tricolor terminou a partida com quatro atacantes em campo. Mas já no primeiro minuto, Rodrigo Gral empatou o jogo e encheu de esperança os corações tricolores e o Bahia foi pra cima. O Vitória atacava apenas em contragolpes rápidos ou na bola parada. E após cobrança de falta, Uelliton quase coloca o Vitória novamente na frente. Aos 27 do segundo tempo, Vanderson foi expulso e deixou com o Vitória com 10 homens. Renato Gaúcho colocou o Bahia ainda mais avançado, mas somente aos 45, o tricolor chegou aos segundo gol, com Lima, após rebote de Viáfara. O placar manteve a escrita de triunfos do Bahia no Barradão, porém não foi suficiente para quebrar outra escrita, a do jejum tricolor que desde 2001 não conquista o estadual. Após o apito final de Heber Roberto Lopes, o torcedor do Vitória pode comemorar o seu 25º estadual acompanhado de uma hegemonia de causar inveja. O Brasil tem um campeão da década e ele é baiano, mais precisamente rubronegro.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reflexões do Barradão

Por Lédio Carmona

Antes de mais nada, o bom resultado do Vitória foi justíssimo. O atual tricampeão baiano (e muito perto do tetra) jogou melhor no primeiro tempo, fez o primeiro gol (Renato) e, mesmo com uma pálida melhora do adversário no segundo tempo, soube se segurar e resolver a partida num contra-ataque, com Neto Berola. Bom registrar que os dois gols foram frutos de falhas individuais (como sempre) da defesa do Vasco.

junior
Mais sobre o Vitória. Jogou sem quatro (repito, quatro) titulares e assim mesmo se impôs. Não entraram em campo Nino Paraíba, lateral-direito, Wallace, melhor dos zagueiros, Fernando, apoiador, e Ramon, o eterno, o melhor do homens de criação.

E Junior, o centroavante de 33 anos, autor de 16 gols até agora em 2010, é muito bom jogador mesmo. Não fez gols, mas se deu bem no duelo contra a zaga do Vasco. É alto, mas tem rapidez, explosão, boa técnica e excelente posicionamento. Esse centroavante tem tudo para explodir no Brasileirão.

Enfim, a vitória do Vitória (desculpe aí) foi justa.

E o Vasco? Mereceu perder. O time corre muito, mas corre errado. Não tem organização tática. Os laterais atacam, mas sem coordenação e de forma precipitada. A bola raramente chega à frente. O meio de campo, com três volantes, depende demais de Phillippe Coutinho, que não vive bom momento. E, mais complicado diante desse quadro problemático, o treinador não é o ideal. Com todo respeito a Gaúcho e aos serviços prestados ao clube, o Vasco precisa de um técnico que faça a diferença. Como Dorival Junior, em 2009.

O time não é grande coisa, concordo. Mas não é tão fraco assim. Dá para exigir mais. Porém, as falhas da defesa (continua ruim), a insegurança de Elder Granja, o excesso de burocracia no meio e a passividade de Gaúcho não ajudam. Poderia ser melhor. Dorival Junior conseguiu que fosse melhor. E, no papel, o elenco do ano passado era pior do que o atual. E não me venham dizer que os resultados só aconteceram porque era Série B. Com todo respeito, e com exceção dos clássicos, a Série B é muito mais forte do que qualquer Estadual.

E, meu caro Gáucho, não cabe a um clube do tamanho do Vasco achar conveniente uma derrota por 1 a 0 para decidir na volta, em São Januário. No segundo tempo, Gaúcho tirou Phillippe Coutinho para pôr Robinho. Errou. Depois, sacou Elton para optar por Dodô. E só quando levou o castigo do segundo gol, lembrou de tirar um volante para a entrada de Magno. Para que três cabeças-de-área num momento de derrota?

A Copa do Brasil ficou incerta e improvável. E, do jeito que a coisa vai, o ano promete emoções indesejáveis. E aí, Bob Dinamite?

domingo, 25 de abril de 2010

Pintou o tetra!


Um velho clichê futebolístico avisa: “um detalhe pode fazer a diferença. Pois foi assim no primeiro BaVi decisivo do Baianão 2009. Jogo equilibrado, tenso, com poucas chances de gol, mas quem teve e soube aproveitar saiu de campo com os três pontos e no caso, com um tetracampeonato encaminhado. Uma chance clara de gol para o Bahia, Ávine chutou e Viáfara fez uma bela defesa. Chance de gol para o Vitória, com Júnior, resultado: bola na rede. Vitória 1x0. O detalhe é que se a chance de gol tricolor não caiu nos pés de um dos seus artilheiros, no caso do Leão, a bola caiu justamente no pé quem conhece bem o caminho, Júnior, o atacante que chegou no começo do ano para um período de testes, colocou Swhenck no banco e se tornou um dos principais nomes do elenco rubronegro na temporada.

O primeiro tempo do clássico foi abaixo do esperado, poucas chances de gol e poucas jogadas de qualidade. Ramon e Fernando não conseguiam abastecer a Júnior e o Vitória não levava tanto perigo ao gol tricolor, assim como o Edilson e Mendes não assustavam Viáfara. As únicas chances apareceram na bola parada. Fernando cobrando falta obrigou o Fernando goleiro tricolor a fazer uma bela defesa, enquanto Rogerinho também cobrando falta levou perigo ao gol de Viáfara.

No segundo tempo, o Vitória começou melhor, mas o domínio não foi necessário para colocar o time do treinador Ricardo Silva em vantagem. O Bahia teve uma grande chance com Ávine, o lateral que completou hoje 150 jogos com a camisa tricolor, recebeu na entrada área, driblou o zagueiro e bateu forte, Viáfara fez uma grande defesa e salvou o Vitória. No entanto, quando o placar parecia caminhar para um 0 a 0, Júnior recebeu de Elkson na entrada da área, fez o giro e soltou a bomba sem chances para Fernando. Alegria para os mais de quatro mil rubronegros que foram à Pituaçu empurrar o Leão, que manteve o resultado apesar da pressão final do tricolor e joga no próximo domingo podendo perder até por um gol de diferença para garantir o segundo tetracampeonato de sua história. O Bahia que não perde no Barradão desde 2006 ainda chega vivo à decisão, no entanto o retrospecto do Vitória em 2010, dentro de casa, é digno de deixar o mais pessimista torcedor rubronegro com um sorriso no rosto. Um outro clichê futebolístico diz que “clássico é clássico”, mas quando o assunto é decisão, a hegemonia rubronegra na Bahia parece não ter fim.

domingo, 18 de abril de 2010

Apesar do sufoco, deu a lógica

Após empatarem no domingo passado jogando fora de casa, Bahia e Vitória chegaram neste domingo como francos favoritos diante do Bahia de Feira e do Camaçari, respectivamente, nas semifinais do campeonato baiano. No entanto, a anunciada superioridade não apareceu em Pituaçu e muito menos no Barradão. Bahia e Vitória conseguiram a classificação para as finais sem que vencessem nenhuma das duas partidas da semifinal.

O Bahia de Renato Gaúcho novamente não fez uma boa apresentação, ainda assim já são 15 jogos de invencibilidade no estadual. O time do interior também não repetiu as boas atuações que chegaram a creditá-lo com candidato ao título. O Bahia da capital criou algumas oportunidades com Mendes e Edilson, mas foi o zagueiro Vagner que aos 30 do primeiro tempo marcou o gol. Precisando da vitória, o time do interior se lançou ao ataque e o goleiro Fernando apareceu em algumas oportunidades salvando o Bahia, diante dos 12.120 torcedores que foram ao estádio de Pituaçu. No segundo tempo, pouco mudou, no entanto o Bahia de Feira conseguiu um pênalti aos 47, último minuto do jogo. João Neto, com categoria, empatou. O gol sofrido terminou sendo sentido minutos depois, após o fim do jogo do Vitória, que também empatou a sua partida. Caso o Bahia tivesse conquistado os três pontos jogaria com a vantagem de dois resultados iguais nas finais.

Já o Vitória, que na quinta-feira goleou o Goiás por 4 a 0, pela Copa do Brasil, surpreendentemente passou muito sufoco diante do Camaçari no Barradão. O time que foi a campo neste domingo, pouco lembrou o Vitória vibrante e que soube imprimir o seu ritmo durante o segundo tempo arrasador contra o Goiás. Nervoso em muitos momentos, o rubronegro assistiu a um Camaçari que veio a Salvador disposto a fazer história. O Camaçari criou boas chances com Jarbas e Sylvestre, mas quando o Vitória pareceu ter acordado para o jogo e passou a levar perigo ao gol do experiente Marcelo, sofreu o gol. Após cruzamento na área, Murilo desviou para as redes colocando o Camaçari em vantagem.

No segundo tempo, o Vitória voltou disposto a empatar logo nos primeiros minutos, mas começou a esbarrar na boa atuação do goleiro Marcelo. Júnior, Ramon e Neto Berola criaram grandes chances, mas pararam no veterano goleiro. O jogo entrava na reta final e o drama do Vitória deixava incrédulos os 11.710 rubronegros presentes no Barradão, até que Renato Ribeiro chutou de longe e Marcelo rebateu para o meio da área, na sua única, porém crucial falha. O artilheiro Júnior só teve o trabalho de empurrar para as redes, empatando o jogo e fazendo o Barradão explodir de alegria e alívio.

Assim, no sufoco a dupla BaVi chega a mais uma decisão. O Vitória, que venceu sete dos últimos oito estaduais, parte para a conquista do segundo tetracampeonato de sua história comandado pelo Rei do Barradão, Ramon Menezes e pelo treinador Ricardo Silva que tenta aproveitar a grande chance da carreira. Já o Bahia, de Renato e Gaúcho e Edilson, que desde 2001 não vence o estadual, tenta fazer da conquista um novo pacto com sua apaixonada torcida para chegar fortalecido à disputa da série B. A primeira batalha é no próximo domingo em Pituaçu. Muita história e rivalidade em disputa. Agora sim, vai começar a emoção.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A força do fator Barradão

Após o adiamento do jogo por 24 horas, devido às fortes chuvas que castigam Salvador, Vitória e Goiás foram a campo nesta quinta no Barradão. A chuva deu uma trégua, ainda assim, devido aos problemas enfrentados pela cidade, é necessário destacar a presenças de 10.039 rubronegros nas arquibancadas.

Com a bola rolando, um primeiro tempo fraco tecnicamente. O Vitória não conseguiu colocar seu ritmo de jogo em prática e Goiás, também não parecia nos seus melhores dias e não fez uma boa apresentação, porém levou certo perigo ao gol de Viáfara. Já no segundo tempo o time comandando por Jorginho, pagou o preço por priorizar o estadual. O ataque titular do Esmeraldino, formado por Fernandão e Felipe, não foi a campo e defesa, que até foi bem no primeiro tempo, caiu em desgraça.

O time goiano até teve uma boa chance nos minutos iniciais da segunda etapa, mas o goleiro Viáfara fez sua parte. A partir daí o Vitória, do treinador Ricardo Silva, saiu para o jogo. Ramon Menezes, como sempre, distribuindo bem a bola comandava as ações baianas, que hoje também teve o reforço do meia Fernando, que brilhou no Barradao no ano de 99 e após uma longa passagem no futebol japonês fez a sua reestréia. Mas foi mesmo, o Reizinho do Barradão que abiu o placar, aos 23, aproveitando um rebote Harlei, Ramon fez Vitória 1 a 0. O gol parece ter descontrolado o time do Goiás, que seis minutos depois levou o segundo com Júnior, já na sequência, aos 32 minutos, Bida, comemorando seu jogo de número 200 pelo Vitória, marcou um belo gol de falta.

Ainda sobrou tempo para nos acréscimos, Schwenk marcar o quarto. Com isso, o Vitória vai o Serra Dourado com uma enorme vantagem, que praticamente o garante na próxima fase. Mais uma vez, o Barradão foi um diferencial. O time que ainda não sofreu gols jogando em casa, venceu todos os jogos disputados pela Copa do Brasil, como mandante, por goleada, 5 a 0 no Náutico e 4 a 0 no Corinthians-AL. Mas o rubronegro conhece as dificuldades da Copa do Brasil e tem como exemplo um passado recente, em 2009, após golear o Atlético Mineiro no mesmo Barradão por 3 a 0, terminou perdendo no Mineirão pelo mesmo placar e só conseguiu a vaga, após o sofrimento dos pênaltis, por isso, atenção redobrada na próxima quarta não fará mal, no entanto não se pode negar que o fator Barradão deixou a coisa muito bem encaminhada.

domingo, 11 de abril de 2010

Ficou tudo pra capital

A bola rolou nas semifinais do Baianão 2010 começaram a ser disputadas neste domingo. Em Camaçari, região metropolitana de Salvador, Camaçari e Vitória e em Feira de Santana, Bahia de Feira e Bahia.

Em Camaçari, jogo movimentado. O Vitória como era de se esperar começou dominando a partida. O time da capital tomava conta do jogo, enquanto o Camaçari apenas se defendia, jogando nos contra-ataques. No entanto, mesmo melhor na partida, o Vitória acabou sofrendo o gol. Aos 37 minutos, após cobrança de escanteio, Dos Santos apareceu de surpresa e marcou o de cabeça, o primeiro do jogo. No segundo tempo, o Camaçari voltou melhor e aos 9 minutos, o artilheiro Sylvestre aproveitando um erro de Nino Paraíba, fez o segundo do time da Região Metropolitana. O Vitória acordou pro jogo e com Ramon Menezes cobrando falta, com perfeição, marcou o primeiro gol. Na sequência, o rubronegro iniciou uma verdadeira blitz. Tentando de todas as formas, o empate. A recompensa veio aos 39 minutos, após cobrança de falta de Ramon Menezes, o zagueiro Wallace marcou o gol do empate e deu números finais ao jogo.

Já em Feira de Santana, os dois Bahias fizeram um jogo até movimentado, porém não conseguiram tirar o zero do placar. O Bahia chegou com perigo logo no começo do jogo com Edilson, que desperdiçou uma grande oportunidade. Aos poucos, o Bahia de Feira foi saindo para o jogo e quase abriu o placar com João Neto, que obrigou o goleiro Fernando a fazer uma boa defesa. Aos 23 do primeiro tempo, o lance mais polêmico do jogo, o atacante Mendes caiu na área e pediu pênalti, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação não marcou nada para revolta de Renato Gaúcho. No segundo tempo, o Bahia ainda criou novas oportunidades com Rogerinho, Mendes e Ananias, mas o goleiro Jair segurou o resultado.

Agora os dois times da capital decidem as vagas em casa, no próximo final de semana, e com a vantagem do empate. O Bahia recebe o Bahia de Feira em Pituaçu e o Vitória, que antes, no dia 14, tem um compromisso pela Copa do Brasil contra o Góias, enfrenta o Camaçari no Barradão.

Foto: Jornal A Tarde

sábado, 10 de abril de 2010

O Nordestão voltou!

Do Correio da Bahia

Campeonato do Nordeste começa dias antes da Copa do Mundo

Previsto para voltar a ser disputado apenas em 2011, o Campeonato do Nordeste tem seu retorno confirmado para junho deste ano. O torneio acontecerá entre o dia 9 de junho (dois dias antes no início do Mundial na África) e 28 de novembro.

16 equipes estão confirmadas na disputa. Bahia, Vitória e Fluminense de Feira representam o futebol baiano. O estados do Maranhão e Piauí não participam este ano. A fórmula de disputa é assim: os quatro melhores na primeira fase avançam às semifinais, que serão decididas em apenas um jogo, o primeiro pega o quarto, enquanto o segundo encara o terceiro.

A final também terá apenas uma partida. O clube de melhor campanha ganha o direito ao mando de campo. “A volta da Copa do Nordeste garante uma folga financeira aos nossos clubes, que poderão se qualificar, voltarão a ter pujança no cenário nacional”, disse o presidente da Liga Nordeste, Eduardo Rocha, em entrevista ao blog Futebol Nordestino, do GloboEsporte.com.

Confira os jogos da primeira rodada

Botafogo-PB X Náutico
Sergipe X Vitória
CSA X Fortaleza
Fluminense/BA x Sport
ABC X Treze
América-RN X Bahia
Ceará x Confiança
Santa Cruz x CRB

Escrito nas estrelas

Conforme era esperado - ainda que com uma ponta de esperança de que o o roteiro não fosse seguido - Bahia e Vitória não se enfrentam antes da final no estadual 2010. Se havia uma torcida por uma final diferente da "mesma de sempre" ela agora é representada pelo Camaçari que enfrenta o Vitória e pelo Bahia de Feira que enfrenta o Bahia. No papel, os times do interior parecem sem muitas chances de impedir um BaVi na grande final. No entanto, #vamosacompanhar.

PS: Pelo Torneio da Morte, o Madre de Deus derrotou o Itabuna por 1 a 0, confirmando o rebaixamento de ambos. Em Senhor do Bonfim, o Ipitanga se salvou ao vencer o Colo-Colo por 3 a 1.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A corja que enoja: Triste Bahia

Assembléia é encerrada sem votar itens relevantes
José Carlos Júnior
Do site Galáticos On Line:

"Nenhuma mudança! A Assembléia Geral do Esporte Clube Bahia seguiu o mesmo ritual de sempre e a direção conseguiu aprovar a reforma dos estatutos de forma vergonhosa e antidemocrática. Segundo Leandro Fernandes, do grupo Revolução Tricolor, revoltado com a atitude do presidente Marcelo Guimarães Filho, “o livro de presença sumiu e mais de 40 pessoas assinaram a lista que tinha 108 nomes, passando a 148 sem que ninguém percebesse”.

Já Ivan Carvalho, da Associação Bahia Livre, considera a reunião como “uma vergonha”, chegando ao ponto de anunciar antes do término que a tendência é uma ação na justiça para invalidar atos considerados irregulares na Assembléia Geral.

Por volta das 21 horas a Assembléia Geral foi encerrada pelo presidente Marcelo Guimarães Filho, deixando na ata a aprovação de pontos considerados irrelevantes nos estatutos do Bahia, devendo ser convocada uma nova assembléia geral para votação dos pontos polêmicos dos estatutos, como a eleição direta e sem filtro para presidente do clube".


domingo, 4 de abril de 2010

Nada de novo

Líder com o pé nas costas, o Bahia foi a Feira de Santana e venceu o Fluminense por 2 a 1, chegando a 13 jogos sem perder. O tricolor marcou com Rafael e Edilson cobrando penalti. O Capetinha ainda cavou um outra penalidade na etapa final e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso. O Fluminense diminuiu com Jó e ainda teve um penalti perdido por Itacaré que cobrou mal e o goleiro tricolor Omar, estreante do dia, pegou. O destaque negativo do jogo ficou por conta do confronto entre torcidas organizadas do Bahia e do Fluminense. Cena que se repete a cada jogo em Feira de Santana sem que Federação, clube e órgãos responsáveis pela segurança tomem medidas mais drásticas. No mais, o grupo em que o Bahia lidera com folga segue beirando o que há de mais tosco. O Bahia tem 13 pontos, enquanto os outros três concorrentes Camaçari, Feirense e Fluminense, se matam com 5, 5 e 4 pontos. E pensar que um destes ainda pode ser o campeão da versão 2010 do Baianão.
Já o Vitória fez um jogo ruim e decepcionou a torcida, já que vinha de uma goleada história diante do Naútico na última quarta, pela Copa do Brasil. O rubronegro ficou no empate com o Atlético de Alagoinhas, 1 a 1, no entanto o resultado foi suficiente para levar o tricampeão baiano à liderança do seu grupo. O Vitória decide agora em casa contra o Bahia de Feira na próxima quarta a liderança, jogando por um empate. Em caso de derrota, o clássico BaVi esperado para a final será antecipado para as semifinais, já que o Bahia já tem a liderança do seu grupo assegurada.

segunda-feira, 29 de março de 2010

50 anos de eternidade!

Meu avô sempre me contava com brilho nos olhos daquele grupo de jogadores que foi pentacampeão baiano (1958, 1959, 1960, 1961 e 1962), três vezes campeão do Norte-Nordeste (1959, 1961 e 1963) e Campeão da Taça da Amizade (Uruguai – 1959). Sempre com a mesma empolgação de quem viu por várias vezes Pelé desfilar pela Fonte Nova e dizia nunca ter visto outro igual. E sempre com o mesmo brilho e empolgação contava da façanha de 59, justamente contra o time de Pelé. O poderoso Santos.

Há exatos 50 anos, no dia 29 de março de 1960, o Bahia de Nadinho, Nenzinho, Henrique e Beto; Flávio e Vicente; Marito, Alencar, Léo, Mário e Biriba entrou em campo no Maracã e venceu por 3 a 2 o time que já tinha a base da mais vitoriosa geração santista de todos os tempos.

Treinados por Geninho durante todo o campeonato, mas não partida decisiva, tarefa que coube ao argentino Carlos Volante, o grupo de herois baianos entrou de uma vez por todas para a história do nosso futebol, fazendo do Bahia, o primeiro campeão nacional do Brasil. De quebra entrou para o coração de cada apaixonado torcedor tricolor, aquele que onde quer que esteja, sente orgulho das cores que carrega, das estrelas no peito e traz sempre na garganta, com uma inconfundível alegria, o seu "Bora Baêa!"

Naquele 29 de março, a capital baiana recebeu de presente de aniversário uma vitória para a posteridade. Uma vitória do povo da Bahia. Uma vitória que 50 anos depois ainda dá brilho nos olhos e nos enche de orgulho. Obrigado Bahia!

Fotos: Jornal A Tarde

Mais do mesmo pouco!

Bahia e vitória, mesmo não apresentando um futebol digno de suas torcidas, seguem sem adversários a altura no Baianão 2010. Neste fim de semana, os dois times fizeram apresentações dignas de deixar preocupado o mais otimista dos torcedores, ainda assim, não tiveram prejuízos na competição.

Renato Gaúcho escalou nove titulares e o Bahia foi a campo precisando vencer para garantir a classificação antecipada para as semifinais. Depois de estar vencendo por três a um, gols de Mateus, Rodrigo Gral e Marins (contra), o tricolor cedeu o empate para o Camaçari. O time do Pólo, lanterna do grupo, tinha um homem a menos quando começou a reação. Renato Gaúcho disse que o resultado era injustificável e criticou o time que não conseguiu manter a vantagem no placar. Apesar do resultado o tricolor segue muito próximo de garantir a classificação para as semifinais, já que restam apenas mais duas rodadas e a diferença do tricolor para o segundo colocado Feirense é de 5 pontos.


Já o vitória garantiu a classificação antecipada ao vencer o Vitória da Conquista por 1 a 0 no Barradão. O único gol do jogo foi marcado por Wallace em um belo chute de fora da área. No entanto, o time rubronegro não fez uma boa apresentação, chegou a ser pressionado boa parte do jogo pelo time do interior, contando com os milagres de Viafara e a trave que impediu uma melhor sorte do eliminado Vitória da Conquista. O grupo do Leão já tem o outro representante garantido nas seminifinais. É o Bahia de Feira. O Tremendão venceu mais uma no sábado, quando derrotou o Atlético de Alagoinhas por 2 a 0.

O time do interior é o único time além das fronteiras da capital com alguma chance real de impedir o óbvio neste estadual, uma final entre Bahia e Vitória. O tricolor feirense que já havia vencido o Bahia na primeira fase do estadual, em Pituaçu, também venceu o Vitória na abertura desta segunda fase e é líder isolado do grupo.

A expectativa é de que a liderança seja decidida no dia 7 de abril, quarta-feira, no Barradão, quando o Vitória recebe o Bahia de Feira, no entanto, caso o time do interior conquiste mais uma vitória no próximo domingo jogando em casa contra o eliminado Vitória da Conquista e o Vitória não consiga derrotar o também eliminado Atlético em Alagoinhas, o Tremendão garante a liderança antecipada, em caso de triunfo dos dois concorrentes, o time de Feira de Santana vem a Salvador jogando por um empate para se manter líder. Nesta situação o time do interior dá um passo importante para a decisão do campeonato, uma vez que escapa do confronto com o Bahia, praticamente garantido como líder do outro grupo, jogando o rival Vitória para o embate, fazendo com que o esperado BaVi da final do campeonato ocorra na fase semifinal. No grupo do Bahia, os outros três times disputam a vaga, no momento a vantagem é do Feirense, que com cinco pontos assumiu a segunda colocação.

Diante do marasmo da federação e da incompetência dos demais times do interior, a surpreendente campanha do Tremendão é vista com bom olhos para quem espera, ainda que tardia, alguma emoção no Baianão 2010, caso contrário teremos mais do mesmo, do pouco e medíocre mesmo.

domingo, 21 de março de 2010

Júnior, muito prazer!


O clima era tenso no Barradão, após as especulações sobre a chegada de Paulo Cesar Carpegianni. Na coletiva de sexta, Ricardo Silva, que segundo as informações deixaria o cargo de treinador, se disse surpreso, porém tranquilo e consciente de que era preciso matar um leão a cada dia. Por isso, os desfalques dos suspensos Neto Berola e Egídio, além de Ramon entregue ao departamento médico, já eram motivos suficientes para preocupar o treinador, no entanto os atletas entraram em campo dispostos a como se diz no mundo do futebol, "jogar pelo treinador."

E quem melhor fez isso foi o atacante Júnior, que ganhou a confiança de Ricardo, que preferiu deixar Schwenck no banco. O atacante de 32 anos, que chegou no Barradão em fevereiro, para um período de testes e foi aprovado, ainda é desconhecido por boa parte da torcida, mas tratou de mostrar serviço e marcou quatro vezes no jogo deste domingo diante do Atlético de Alagoinhas.

O Vitória embalado pelo triunfo de quarta-feira contra o Náutico, pela Copa do Brasil, partiu para definir o jogo desde os primeiro minutos, além disso, como foi derrotado na primeira rodada desta segunda fase do estadual, o time tinha obrigação de vencer para entrar na zona de classificação. A primeira grande oportunidade apareceu logo aos sete minutos, com o garoto Elkeson, que teve boa atuação.

Mas, era dia de Júnior, que em apenas sete minutos tratou de definir a partida. O primeiro gol da partida saiu aos 19 do primeiro tempo, depois de uma jogada de Elkeson, Júnior limpou a marcação, driblou o goleiro Vinícius e abriu o placar. Em seguida aos 23, após jogada de linha de fundo de Renato, Júnior fez mais um e antes que o Atlético tivesse tempo para reagir, o atacante marcou o terceiro, ao 26,desta vez de cabeça, depois de um belo cruzamento de Elkeson.

Após o terceiro gol, o jogo ficou menos movimentado. No segundo tempo, o Atlético melhorou, mas o Vitória continuava a dominar as ações do jogo. E marcou mais um, novamente, com Júnior. O camisa 9 chutou de fora da área e marcou um belo gol, seu oitavo no estadual. O Vitória ainda marcou mais um com Bida, mas a arbitragem apontou irregularidade e anulou o gol. No final, Schwenk que entrou bem no jogo, ainda mandou uma bomba na trave. Com o resultado, o Vitória agora é o segundo colocado no seu grupo, atrás do líder Bahia de Feira.

Já o Bahia de Renato Gaúcho, apesar de ser o mandante, jogou no estádio Armando Oliveira em Camaçari, uma vez que Pituaçu segue com o gramado reforma. O tricolor venceu por 3 a 2 o Fluminense de Feira, que atuou maior parte do tempo com 10 jogadores.O time do interior saiu na frente, logo aos 2 minutos, mas o Bahia virou com gols de Rodrigo Gral, duas vezes e Avine. O Touro do Sertão ainda fez mais um, diminuindo o placar. O Bahia é o líder do seu grupo, com 100% de aproveitamento nesta segunda fase.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vantagens e complicações

Os jogos de ida da segunda fase da Copa do Brasil tiveram resultados antagônicos para a dupla BaVi. Enquanto o Vitória conseguiu um excelente triunfo em Recife, diante do Náutico, o Bahia se complicou em Goiânia e perdeu por 2 a 0 para o Atlético de Goiás.

El Paredón em ação
Nos Aflitos, o que se viu foi um show, de gols perdidos por parte do Náutico, mas também de grandes defesas do goleiro Viáfara, grande destaque da partida. O atacante Bruno Meneghel do Náutico perdeu gols incríveis e deixou os pouco mais de 3 mil torcedores do alvirubro pernambucano irritados. Apesar dos vacilos na marcação, o Vitória também criava algumas oportunidades. No segundo tempo, o time melhorou a marcação, ainda assim, Viáfara voltou a fazer milagres. No entanto, aos 39, após boa jogada, Bida acertou um belo chute, marcando o gol da vitória rubronegra.

Com o resultado desta quarta, 17, ao Vitória bastará o empate contra o Náutico, às 21h50, do dia 31, no Barradão, para assegurar passagem à terceira fase da Copa do Brasil. Para perder a vaga, só o rubro-negro perdendo por diferença de dois gols. Derrota com um gol de diferença leva aos pênaltis. Se o Vitória passar à terceira fase enfrentará o vencedor Goiás x São José - AP. O Vitória volta a campo no domingo, onde encara o Atlético de Alagoinhas às 17 horas de domingo, no Barradão, pela segunda rodada da segunda fase.

Retranca não funciona e Bahia se complica

Renato Gaúcho armou o time com três volantes e apenas Rodrigo Gral no ataque tricolor, para enfrentar o Atlético-GO, no entanto não obteve êxito. Apesar de ter feito um primeiro tempo razoável, o time tricolor saiu de campo com uma derrota que complicou sua situação na Copa do Brasil. A derrota tricolor começou a ser construída já nos primeiros minutos, com Rodrigo Tiuí, marcando aos 6 da etapa inicial. O Bahia ainda conseguiu equilibrar o jogo, porém levar perigo ao gol do ex-tricolor Márcio. Já na segunda etapa, o Atlético dominou o jogo e foi recompensado com um gol de Marcão, aos 40, definindo o placar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Afeto de rival

Brincadeiras a parte, o beijo de Williams, após uma entrada dura em Philippe Coutinho, mostrou o quanto o futebol é bacana e independente da vontade de vencer de cada um, deixa de lados opostos rivais e jamais inimigos. O afeto de rival na mesma semana em que um torcedor foi assassinado no confronto entre vascaínos e flamenguistas serve de exemplo. Futebol é alegria, diversão, paixão e paz.

Só deu Bahia!

Foi um fim de semana em que um dos cantos mais famoso dos estádios baianos dominou as arquibancas. Tanto no sábado quanto no domingo, só deu Bahia e o "só da Bahêêa" foi o hit mais ouvido no Jóia da Princesa. No sábado o Bahia da capital aplicou um 5 a 1 sem piedade pra cima do Feirense. E poderia ter sido muito mais. Teve até gol de Edilson que desde de 2007 não fazia gol em partida oficial. Uma festa. Rodrigo Gral, Bruno Silva, Rogerinho e Ananias anotaram os outros gols da equipe de Renato Gaúcho. Gil descontou para os mandantes. Com o resultado, o Bahia divide a liderança do grupo 4 com Fluminense de Feira, justamente seu próximo adversário e que derrotou o Camaçari por 4 a 2, na última quinta-feira.





Já no domingo, o melhor time do campeonato, o Vitória esteve em campo, mas o baile foi do outro Bahia, o de Feira de Santana. O Tremendão não tomou conhecimento do atual tri-campeão baiano e venceu por 2 a 0. no Estádio Joia da Princesa. Com o jogo rápido do tricolor e boa atuação do goleiro Jair, o rubro-negro não conseguiu se impor em campo. Com o resultado, o Bahia de Feira assume a liderança do Grupo 1 - e o Vitória fica na lanterna, por enquanto.

Os dois gols do tricolor de Feira saíram no primeiro tempo. Logo aos 17, Egídio foi expulso depois de um lance imprudente, em que acabou chutando o rosto de um jogador adversário. Com um a menos, o Leão não conseguiu conter a rapidez das jogadas do Bahia de Feira.

Aos 23, um chute perigoso do Bahia de Feira se revelou perigoso, com bola quiacndo no chão e Viáfara defendendo com o peito. A zaga conseguiu afastar depois. Logo depois, aos 28, Jacson invadiu a área e chutou cruzado, tirando o goleiro da jogada e abrindo o placar.

Dez minutos depois, foi a vez de João Neto receber um belo passe, dominar e mandar um chute forte no ângulo direito de Viáfara: 2 a 0 para o Bahia de Feira. Depois disso, o tricolor administrou a bola pelo final do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Bahia de Feira começou mais ofensivo: antes do primeiro minuto, João Neto finalizou na cara do gol. No reflexo, Viáfara defendeu e a zaga afastou o rebote. Logo depois, o Vitória tentou pressionar mais e buscar chegar no placar, com lances de perigo de Neto Berola, que entrou no intervalo e mandou na trave aos 6 minutos, e de Junior, aos 8, com boa defesa de Jair.

Só que depois de 20 minutos em campo, Neto Berola foi expulso. Ele recebeu um amarelo aos 17, por aparar a bola na mão, e outros aos 20, depois de dar uma cotovelada em um jogador tricolor. Com dois a menos e menor ritmo de jogo, o Vitória assistiu ao Bahia de Feira administrar o resultado mesmo 10 minutos antes do fim da partida.

Texto do Bahia-FS x Vitória: Correio*

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Barradão voltou!


Vitória 4 x 0 Corinthians-AL. Classificação garantida para o próxima fase da Copa do Brasil e o melhor, 19 mil pessoas no retorno do Leão ao Barradão. Festa bonita e merecida para o santuário rubronegro. Foi dado o aviso: O Barradão voltou!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Afunilando!

Chegou ao fim neste domingo a primeira fase do Baianão 2009, sem emoção e como era de se esperar com Bahia e Vitória liderando. O ponto negativo ficou por conta do já bastante criticado regulamento. Graças a ele, o Madre de Deus fez 13 pontos e ficou em 5º no grupo 1, no entanto oFeirense que fez 12, conseguiu a vaga no grupo 2.

Nesta nova fase, os integrantes de cada grupo jogam entre si, diferente da primeira onde os do grupo 1 enfrentavam os do grupo 2. Serão jogos de ida e volta, totalizando seis rodadas, ao final delas, os dois melhores de cada grupo partem para as semifinais. Com vantagens para os primeiros colocados que enfrentam os segundos jogando por dois resultados iguais e decidindo em casa.

O grupo 1 é o do Vitória e também o mais equilibrado. O rubronegro fez 28 pontos e é o favorito, mas não deve vacilar diante dos rivais. O Vitória da Conquista fez apenas 4 pontos a menos do que o rubronegro da capital e é candidato forte a uma das vagas. No entanto, o Atlético deAlagoinhas cresceu na reta final emendando cinco vitórias seguidas, e o Bahia de Feira tem umtime jovem, porém arrumado e que já aprontou pra cima do primo "rico"(?!) o Bahia da capital.

Já o grupo 2, é uma mamata para o time de Renato Gaúcho. O Bahia tem a faca o queijo e tudo mais que preciso para ser primeiro do grupo. A outra vaga deve ficar com o Camaçari, que se classificou em segundo, vive uma crise interna e Sapatão deixou o comando técnico do time, que tem o artilheiro do estadual, Silvestre. O terceiro colocado foi o inconstante Fluminense de Feira, que com vaga já garantida na série D, e que muitas vezes parece muito mais preocupado com a competição nacional. O time fez boas partidas no Baianão no entanto, fez outras ainda piores, chegando a amargar três derrotas seguidas. Por fim a quarta vaga ficou com o Feirense, que durante maior parte da primeira fase foi lanterna do grupo e na última rodada superou oIpitanga em número de pontos.

O grupo da morte terá Ipitanga e Madre de Deus que vacilaram nas últimas rodadas, perdendo a vaga no instante final e os sofríveis Itabuna e Colo-Colo, que pelo conjunto da obra já deveriam ser rebaixados, no entanto ganham uma sobrevida com tudo zerado. Os dois primeiros escapam da degola, os outros dois disputarão a série B do Baianão em 2011.

A segunda fase e o quadrangular da morte começa no próximo final de semana. O Vitória joga contra o Bahia de Feira, no domingo às 16:00, no Jóia da Princesa. Já o Bahia, teve o seu jogo antecipado para o sábado, no mesmo local, também às 16:00 contra o Feirense.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cumprindo a Obrigação Futebol Clube

A dupla BaVi entrou em campo no interior do estado nesta quarta feira - primeira vez no campeonato que os dois atuam na mesma rodada fora da capital. Já classificados, os "grandes" não tomaram conhecimento dos primos pobres, que venderam caro a derrota, conquista nos dois jogos pelo escore mínimo. Em Conquista, o Bahia venceu o Vitória da Conquista por 2 a 1. Enquanto o Vitória venceu por 1 a 0 o time do Itabuna, jogando em Alagoinhas, já que o Barradão segue em reforma e agora o estádio de Pituaçu, onde o time mandou os últimos jogos, também passa por reparos.

O Bahia abriu o placar pouco depois de ter levado uma bola na trave em chute de Valdo.Lima aproveitou cruzamento de Apodi para colocar o tricolor da capital em vantagem, aos 8 da primeira etapa. Já no segundo tempo, o mesmo Lima recebeu um bom cruzamento de Ávine, e emendou para as redes. O Bode ainda descontou no placar com gol de Roni.

Com o resultado, o Bahia de Renato Gaúcho disparou na liderança do grupo 2, agora com 21 pontos, enquanto o Vitória da Conquista também já tem vaga garantida na próxima fase, pois é o segundo colocado do grupo 1, que tem o Vitória na liderança. Outro feito significativo é que o Bahia chegou ao sexto jogo sem perder no estadual e sétimo contando com a partida pela Copa do Brasil, contra o Vitória-ES. Ainda assim, o time segue sem apresentar um futebol convincente.

O Vitória também não fez uma das suas melhores apresentações e só chegou ao gol no segundo tempo, após o árbitro assinalar um pênalti. Ramon efetuou a cobrança e como de praxe marcou.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Enfim, Bahia no BaVi de Pituaçu

Mesmo com a polêmica das pragas que infestaram o gramado de Pituaçu, Bahia e Vitória foram a campo hoje para mais um BaVi. Apesar da liderança da dupla em seus respectivos grupos, a expectativa de público não era das melhores, uma vez que o Bahia não vem de boas atuações e o Vitória perdeu no meio de semana para o Corinthians de Alagoas, por 3 a 1 pela Copa do Brasil. Porém, clássico é clássico e o torcedor baiano fez sua parte, comparecendo em bom número. 19.601 torcedores foram a Pituaçu e assistiram a primeira vitória do Bahia no estádio, após a reinauguração em 2009.

O Bahia começou melhor e não deu espaços para o rival. Já aos 18 minutos do primeiro tempo, Ávine cobrou falta, Marcone desviou para o meio da área e o zagueiro Alison completou para as redes. Bahia 1 a 0. Apesar do gol tricolor, o Vitória se manteve vivo no jogo e chegou ao empate aos 27, com Schwenck, que recebeu na área e empatou. Jogadores do Bahia reclamaram de uma falta em Edilson no lance que originou o gol. O árbitro do jogo foi Arilson Bispo da Anunciação, o mesmo do polêmico Corinthians 3 x 3 Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro de 2009.

Logo em seguida ao gol de empate, o Vitória perdeu Uéllinton, expulso após entrada violenta em Ananias, o que praticamente jogou por terra a reação rubronegra. Porém no final do primeiro tempo, Schwenck foi seguro dentro da área e Arilson Bispo da Anunciação não marcou pênalti, para ira dos jogadores e torcedores do Vitória.

Com um homem a mais, o Bahia voltou para o segundo tempo melhor, disposto a decidir o jogo e logo aos 10 chegou ao gol. Edilson, que teve atuação apagada, recebeu de Leandro e deu um bom passe para Abedi colocar o Bahia na frente.

Após o segundo gol, o Bahia se acomodou em campo, e mesmo com a vantagem numérica, poucas vezes chegou ao gol de Viáfara. A chance mais perigosa foi desperdiçada por Lima aos 40. Por parte do Vitória, muita disposição e entrega, vendendo caro a derrota para o rival, mas as chances de gol também foram poucas. Ao fim do jogo, reclamações do lado rubronegro sobre a arbitragem de Arilson Bispo da Anunciação e muita festa por parte da torcida tricolor comemorando o fim da tabu de não vencer o rival na nova casa. O estádio de Pituaçu agora será fechado para o tratamento do gramado, infestado por pragas. Segundo a Sudesb, em 20 dias o estádio já terá condições de jogo. Enquanto isso, o Bahia mandará seus jogos no estádio Antônio Carneiro, na cidade Alagoinhas, a 119 km de Salvador. Com o resultado, o Bahia garantiu a classificação antecipada para a próxima fase do Baianão 2010, o Vitória já havia conquistado a vaga na rodada anterior.

Fotos: A Tarde & Correio*

É tudo nosso!

Com a bola rolando estamos de lados opostos, após o apito final, um sorriso e um abraço, independente do resultado, esclarecem as coisas. É assim que deve ser. É dia da maior festa do futebol baiano. É dia de BaVi. Com paz, respeito, emoção e alegria. E o melhor, é tudo nosso!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O gol

A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.
Ferreira Gullar

Quase tudo como antes, no Quartel de Abrantes

Só mesmo com um dos mais queridos ditados baianos pra voltar à ativa. Após 22 dias, o Receptáculo volta a acompanhar os quiproquós esportivos, com destaque para o Baianão 2010, que segue da mesma forma. O Vitória lidera seu grupo com folga e joga o suficiente para manter-se com sobras na ponta. Já o Bahia, segue sem convencer, jogando pouco, mas liderando, o que mostra o nível sonolento do Baianão 2010.

Domingo tem Bavi, logo a semana é especial e o Receptáculo volta a cena para acompanhar tudo bem de perto. De quebra, a "nova volta" marca também um nova era no blog. A partir desta postagem, o amigo leitor encontrará por aqui textos futebolísticos literários. Alguns tirados do divertido livro "Os donos da Bola" organizado por Eduardo Coelho e outros encontrados no mundão da web. Além textos que vão dialogar com o prototipo de livro que apresentarei como trabalho de conclusão de curso em julho na universidade, sobre a violência praticada pelas torcidas organizadas de futebol na Bahia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dia de Feira

O Bahia conseguiu neste domingo escrever mais um capítulo inacreditável na sua história de recentes desgraças. Perdeu em casa por 5 a 3, para o recém regresso a primeira divisão do estadual, Bahia de Feira. Deve-se louvar a boa partida do time do interior, mas certas coisas não dá pra aceitar. Não dá pra aceitar o Bahia agonizando nas mãos de um presidente que entende bulhufas de futebol e só tem o cargo, porque junto a seus pares decidiu não entregar o já roído osso.

Não dá pra aceitar a mesma falta de planejamento se repetindo ano após ano. Podem achar que ainda é muito cedo e que o time ainda vai crescer na competição, mas não vencer há três rodadas no estadual com times de nível técnico muito baixo é no mínimo muito preocupante.

Neste domingo, apenas 4.742 torcedores foram a Pituaçu para a alardeada estreia de Edilson que começou no banco. Um público pífio para uma torcida que não precisa provar sua paixão, mas os números representam muito bem a atual situação do clube. As promessas não são cumpridas, o planejamento nunca é colocado em prática e o Bahia segue em um poço sem fim.

A imprensa (como sempre) já começa a culpar Renato Gaúcho. Creio que Renato tem sua parcela de culpa neste time ridículo montado para o estadual, afinal o péssimo Rafael, Abedi e Matheus por exemplo, são indicações do próprio Renato, seus homens de confiança e que em poucos dias já mostraram que se depender deles, o futuro tricolor será tenebroso. Isso sem falar que em campo, a falta de tática é visível, o time joga como um bando. A expectativa é que cheguem mais reforços (e de qualidade!), uma vez que este elenco analisado individualmente, peça por peça, é minha opinião, um dos piores já montados nos últimos anos da recente história de insucessos do Bahia.

O superintendente de futebol Elizeu Godoy anunciou uma reunião para esta segunda no Fazendão e disse que "vai mudar tudo." Elizeu é um ídolo, uma grande figura, muito querida pela torcida, e também um dos maiores críticos da gestão que se diz atual, mas é uma continuação das outras, tão ruins quanto. No entanto, desde que aceitou a proposta de trabalhar no clube do coração soube que estaria colocando a cara para bater. Admiro como ídolo e exemplo fora do campo que sempre foi, mas não posso admitir que não exista algo de muito errado, para que após cinco rodadas do estadual, um superintendente de futebol declare que vai mudar tudo - obviamente que cumprindo ordens de seu superior, o presidente. O que vai mudar? E porque cinco rodadas após o começo do campeonato? Não poderia ter sido feito antes? E o planejamento - se é que isso existe no Fazendão - feito antes da temporada? As respostas teremos na segunda pós feira e quem sabe algumas laranjas podres já podem começar a ficar pelo caminho. A maior delas, recebeu um recado durante o jogo, numa faixa levada por torcedores. Que ela sirva de inspiração neste ano. Não custa lembrar que outubro é logo ali.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

É tempo de Ramon, o senhor BaVi



O primeiro BaVi de 2010 teve um dos piores 45 minutos iniciais da história do clássico. Dois times medíocres, gramado em péssimas condições. No entanto no segundo tempo, o Vitória precisou de cinco minutos para mostrar sua superioridade. Wallace fez o primeiro aos 4 minutos e na sequência quase Schweck ampliava, mas Fernando salvou.

O Bahia só equilibrou ao jogo na metade final do segundo tempo com a entrada do jovem Wilson Júnior. No entanto,nos minutos finais, o sempre decisivo Ramon Menezes, matou o jogo. Após uma falha de Ananias, Neto Coruja soltou Índio que cruzou nos pés do Reizinho, ou Senhor Bavi, como queiram. Vitória 2 a 0.

Se Bahia e Vitória pretendem algo em 2010, precisam melhorar bastante. O time de Renato Gaúcho é individualmente muito pior do que o de Gallo e Paulo Carneiro em 2009. O Vitória mantém a base, mas precisa melhorar muito, o atual futebol pode ser suficiente para ganhar o Baiano, mas até ai nenhuma novidade. No entanto para a Copa do Brasil e Série A, será preciso muito mais. Vamos acompanhar!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Tua história não esqueço jamais..."

O Vasco estreou no Campeonato Carioca no último sábado, vencendo o Tigres por 1 a 0. E a torcida "inaugurou" um novo canto para a temporada 2010, chamado "Eu nasci amando o Vasco demais." A letra é belíssima e relembras os ídolos eternizados em São Januário. Veja o vídeo e acompanhe a letra.



Eu nasci amando o Vasco demais

Eu nasci Amando o Vasco demais (Eu nasci amando o Vasco)
Tua glória, Vasco, tua história não esqueço jamais
Eu vi o Dener com seus dribles de moleque
O Edmundo brilhar em 97
E o Sorato de cabeça, o gol do Bi, Em pleno Morumbi (eu vi)
Vi o Cocada acabar com a mulambada
Carlos Germano nossa eterna muralha
E a torcida vascaína, sempre unida,
Construiu a nossa casa! (eu vi)
Vi o Quiñonez balançando a cabeleira
O Pai Santana beijando nossa bandeira
E a virada mais bonita da história O Juninho incendeia
Eu nasci…

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As areias da vergonha

Um dos mais novos estádio do país, o mais moderno da Bahia, gramado excelente até 40 dias atrás e é assim que se encontra Pituaçu? Um gramado sofrível, isso sem falar na sujeira no interior do estádio, inclusive com os assentos imundos. Se depender da Sudesb o patrimônio público deve ter um tempo de uso muito menor do que o esperado. Lamentável. Quarta o Bahia vai a campo no mesmo Pituaçu, que domingo recebe o maior clássico do norte nordeste, o BaVi. Que a bola role, ou tente rolar, no gramado que é o retrato do descaso com que os dirigentes de clubes, federação e entidade gestora, tratam o nosso futebol.




Com emoção ou sem emoção?

O Baianão 2009 começou neste final de semana, com uma rodada completa. Com uma das formulas mais esdrúxulas de todos os tempos, o Baianão é como a maioria dos estaduais pelo país, um grande "me engane que eu gosto" patrocinado pela CBF. Por outro lado é a única chance do ano de ver o maior clássico do norte nordeste, o BaVi. Mas convenhamos, que fora o clássico, não temos muito pra ver no Baianão.

O Vitória estreou em Pituaçu, com um gramado vergonhoso, cheio de areia, contra o Camaçari. O time do Pólo Petroquímico deu até um trabalho inesperado e só levou o gol que deu números finais ao jogo, já nos minutos finais. Neto Berola fez o primeiro do Vitória na competição e o garoto Edson, marcou a gol da vitória.

Já o Bahia, foi responsável por nos apresentar o saco de pancadas da competição, o Colo-Colo de Ilhéus, justamente único time a vencer o estadual, além do Vitória nos últimos nove anos. O time da terra de Jorge Amado venceu em 2006, o próprio Vitória.

Entre 2002 e 2009, esta foi a única vez que não ficou no Barradão. Caso tivesse vencido aquele ano, o Leão teria a marca do inédito octacampeão baianão. A maior marca é do Bahia, que na década de 70, foi hepta. Pois o tricolor não tomou conhecimento do Colo-Colo e aplicou uma senhora goleada. 5 a 1.

Além dos BaVis não espero muito do Baianão, mas que com a bola rolando, o interior consiga mostrar que emoção não vai faltar e que toda a minha falta de empolgação com a competição é apenas sono, ressaca do BR-09, ou qualquer outra explicação estratosférica.