segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
“Jornalismo, poder e sedução ou A Mídia e o Feijão”
E no último domingo de janeiro, que teoricamente seria de folga, lá estava eu escalado. A missão não era das piores, cobrir a “tradicional” feijoada da Dada, e lá vamos nós.
Nome na lista, pulseira amarela com letras garrafais escrito IMPRENSA e eu, e meu colega de site – o responsável pelas fotos, a mim caberia o texto sobre o evento – estávamos dentro do espaço reservado aos nobres que desembolsaram R$ 220 para comer o feijão da pista e R$ 440 para comê-lo do alto, quer dizer do camarote.
É engraçado como tem gente que vive reclamando da vida, mas não tem pena de coçar o bolso pra comer um feijão. Tudo bem que cada um faz o que quer com seu dinheiro, mas eu nunca, nunquinha que estaria ali se não fosse por livre e espontânea pressão.
O evento contava com vários ambientes, o primeiro, um enorme salão ao ar livre, com várias mesas, onde a nata soteropolitana – genuinamente formada por brancos e muitos, mas muitos negros (isso é parte bastante relevante se levarmos em conta o valor do ingresso e divisão econômica soteropolitana – mas eu juro que tento não falar mais nisso).
Em um outro ambiente, rolava os shows, o primeiro da Voa Dois, e como neste verão já foram tantos os encontros, que é capaz de Fredd e Katê acharem que eu sou fã de carteirinha, ou então daqui a pouco eu vou estar aqui elogiando a duplinha de duas músicas, mas enfim, eles se esforçam, e hoje ganharam até uns sorriso cínicos de minha parte enquanto os fotografava (também tive meu momento Magnum 60 anos =]).
Depois de uns 10 churrasquinhos dos mais variados sabores, a equipe do Itapoan Online se dirigiu ao camarote. E ai prepara a câmera fubenga porque lá vem celebridades.
O primeiro “famoso” que vi foi Giacómo Mancini, mas ele não conta, é jornalista e ainda por cima da concorrente! (e caso se lembrasse de mim, pior ainda, barrei ele no Compoli 2006, quando queria entrevistar Heloisa Helena) Nada de fotos!
Em seguida um gordinho, calvo e que só era visto com um copo na mão, faz pose de político e me lembra que é ninguém menos do que o ex-senador e ex-ministro das minas e energias, Rodolpho Tourinho, agora eu entendo o lado da energia, fã de um Red Label, o tio Rodolpho. Falando em Red Label, no camarote ele chovia, zilhões de garrafas extremamente tentadoras enfeitavam o buffet e os copos. Mas em serviço jornalista não bebe, – isso porque o jornalista autor não consome álcool a exatos 15 dias, não que eu queira manter por muito tempo o recesso, mas promessa é promessa (recado entendido?!) – mas de lembrança, trouxe o copo vermelho com a logo do Walking.
Patrícia Nobre, sempre simpática era outra jornalista famosa e concorrente, por sinal, voltando ao Giácomo, a criança trabalha certo. Chegou e foi logo comer. Certo ele. Mas em poucos instantes o camarote virou passarela e lá estavam Luiz Sallem e sua trupe de gazelas, eram tantas que davam até pra puxar o trenó do velho Noel. Neuza Borges, a lindíssima Solange Couto, Bruno Gagliasso, a namorada Camila Rodrigues - que vai ter papel importante na história que conto já – e o seu irmão Thiago Gagliasso.
Nisso tudo Netinho já estava no palco, e o ex-secretário Albérico Mascarenhas, o deputado Grampinho Neto, e o genial (e hilário) Nizan Guanaes desfilavam pelo camarote (dizem as más línguas que se Nizan é gênio, Duda é Deus! Mas em terra de PFL o bom é o Guanaes e sem mala!), enquanto isso, o ex-prefeito Imbassahy comia na área dos mortais com a sensação de que “se fosse naquele tempo, eu também estaria lá em cima”.
Entre outras tantas ilustres presenças, uma chamava atenção dos futuros jornalistas, um senhora de baixa estatura fumando excessivamente, Lêda Nagle, jornalista e há anos apresentadora do Sem Censura na TV Cultura, e que se derreteu em sorrisos ao ouvir um “fã aspirante a jornalista pode tirar foto?” – Pode sim meu bem. Então que se registre.
Dadá chegou um pouco antes trazido por dois negões “todos completos” como diria um velho amigo, e de sunga, por que diabos eu não sei, mas enfim a anfitriã vestia um modelito “Aquático” - aquele do He-Man lembra?! Talvez explique a sunga! – e chorava de emoção – como em todo ano.
Vale lembrar também que foram feitas fotos do pobres mortais também, logo logo estarão no site, incluindo freteiras que achavam que éramos repórteres importantes, ah o poder da mídia, o poder seduz…falando em seduzir, sabe aquele sorvete que o Bompreço vende de 25 conto a caixinha minúscula?! Então tinha em fartura, e se o Bompreço não permite Dada permite, e um só não, vários, até que é bom, mas não vale os $25, tem gosto de sorvete e só!
Por fim a história mais cabeluda do dia – e olha que Cláudia Ohana nem foi vista – meu amigo fotógrafo – as vezes por demais precipitado e diríamos que estressado com aquilo que deram o nome de máquina (vale lembrar que a 01 estava em Camaçari sendo usada no jogo do Bahia, sobrou a reserva, nem de longe a altura) – foi bater uma foto da namorada do Gagliasso, que no momento comia, a moça chegou a pedir um tempinho, mas o apressado puf! Tirou.
Ela não se importou, mas um fotógrafo “profissional” ao lado não gostou, o moço que carregava o nome estampado na camisa “Fred Pontes – Fotográfo” chiou, dizendo que não se tira foto da pessoas comendo e blábláblá e ai começou a discussão, o hilário era ver que a atriz fazia o papel da turma do deixa disso, por fim o “profissional” deu um tapinha nas costas do “amador” como quem diz “vá aprender vá criança” e como resposta ouviu um “vc é viado!”. Eita, no maior estilo Vera Verão, o rapaz(?!) gritou “não me chame de viado não”. Eu já até imaginava as manchetes das colunas de fofoca no dia seguinte “Jornalistas trocam farpas no camarote da Dadá!”. Ofendido o moço veio pra cima do nosso fotógrafo que por sorte já subias as escadas. Depois o “amador” fotógrafo foi se desculpar com o “moço”, alegando estar nervoso com a má qualidade da câmera, e tomou até umas aulas de como tratar os artistas.
Pra mim foi só mais uma mostra clara de que não esse tipo de jornalismo que eu curto. Nunquinha da Silva que eu importunaria o ser humano que fosse pra dizer “oh tira uma foto aqui pro nosso site, jornal, sei lá o que!”. É estranho, mas eles são de carne e osso, e merecem seu momento de intimidade. É, descobri que é isso que eu não quero.
Lembro-me do meu longo fim de semana de 2001 em Maceió no mesmo hotel dos Titãs, tendo que tomar café com os carinhas e no máximo dizer “bom dia”, nada de tietagem. Mas enfim assim foi o valioso Feijão Vip da Dada.
Ah vale ressaltar que eu não fui solidário a Imbassahy e comi o meu prato de feijão, na ala dos R$ 440, dividindo a mesa com Ed Bala – nem tudo é perfeito né?! – Estava muito bom admito. Mas enchi mesmo foi em casa, a noite, comendo o feijão mais vip que eu conheço, o de Vó.
A propósito, ano que vem o CFC vai lançar o primeiro feijão vip do Conspiração, com o tempero da minha vó, ingressos a 500 reais e um infinidade de gente disposta a pagar caro por um prato de feijão, vai ser melhor do que ganhar na mega sena. O CFC vai pra Grécia! E de Cruzeiro! E comendo…Feijão!
Ps: Antes que a noite chegue ao fim, acabo de ser informado que Clarindo Silva voltou a ser o Rei Momo do carnaval de Salvador, por ordem judicial. No maior estilo Marreco de Cidade de Deus, eu diria: Que putaria é essa?! Nunca se viu tanta para se escolher um Rei Momo, e olha que Dadá gritou bem alto pra todo mundo ouvir na feijoada “Viva a putaria!”. Então viva! E bem que Clarindo podia ter sido convidado, com certeza ganharia uns quilinhos a mais, e quem sabe acabava com esse imbróglio. Semana de carnaval, e que venha a bendita escala!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
A loira do Tchan
Antes da chegada da artista de mais de duas capas da Playboy, sendo que a última delas (aquela do Papai Noel, lembra?! Ah eu também!) encontra-se nesse momento na prateleira das revistas, no meu quarto, com um autógrafo da mesma na foto da página central, conversei com o seu assessor de imprensa, usando mais uma vez o professor Brito, não sei se pra minha sorte ou azar, meu vizinho.
Cerca de duas horas depois, Carla e sua Blazer preta desembarcaram na emissora. Em pouco tempo lá estava o repórter autor, com câmera e gravador em mãos, seguindo ela e o assessor até o camarim. O “vizinho” pediu-me alguns minutos para que ele se trocasse e etc e tal, minutos que viraram uma eternidade.
Enquanto eu revia as perguntas pela 478ª vez, os dançarinos da cantora (?!) e apresentadora – assim fui informado na pauta (além de atriz! Mas isso eu que descobri!) – chegavam ao camarim, alguns vestidos de tartaruga, dentro daquelas roupas enormes que faz qualquer um morrer de calor só por olhar.
Uma eternidade depois, fui convidado pela querida maquiadora – e uma das pessoas mais divertidas dali – a entrar no camarim, Carla pediu alguns “minutinhos” e já trajada de paquita, - ou seria da própria Xuxa?! – enfim me recebeu, vale informar a censura feita pelo “vizinho” antes de irmos aos finalmentes (“isso não pode! Isso também não!” - O que é que pode meu filho?!)
A figura foi uma simpatia que só, respondeu a todas as perguntas – vale lembrar que apesar da primeira pergunta já ter sido feita diretamente para Carla, o “vizinho” é que tratou de responder. Mas ai a gente conta até dez, faz cara de maníaco psicopata e toca o barco.
Por fim, algumas fotos e ela bastante atenciosa se despede, correndo para se posicionar atrás do palco, onde encontra o amigo e apresentador daquela casa, recém contratado. Ambos participam juntos da gravação do programa. Mais uma foto com os dois juntos nos bastidores, e o nome da loira é anunciado. Ela é arrancada das mãos do comunicador por um produtor, e entra no palco.
A criançada vai ao delírio, canta e pula o tempo inteiro. E o repórter aniversariante até se pergunta, não é que ela leva jeito?!
Confira a entrevista em primeira mão:
*O Algodão Doce se tornou ao longo dos anos um dos principais blocos infantis do Carnaval. E em 2008, o que você promete trazer de novidade para o bloco?
-Esse ano teremos alguns convidados especiais. Tem a Kelly Key que vem fazer uma dobradinha com a gente. Tem Toni Garrido, Pitoco, Xandy que é o padrinho do bloco. Tem a Thaeme Mariôto, do Ídolos. E esse ano tem uma novidade para as crianças. Quando elas forem pegar a mochilinha, com o abadá, com a mamãe sacode, com o suquinho, o biscoitinho, tudo isso que a gente manda, ela vai ter direito também a tirar uma foto com o nosso fotógrafo no estúdio e ai vai ser feita uma montagem, juntando a foto deles com a minha foto. E ai a criança vai ter uma lembrança do Algodão Doce.
*Ainda sobre o carnaval, existe alguma coisa preparada para o Passeio Público?
-Ah tem sim. Eu estarei sendo homenageada no Passeio Público esse ano. A gente vai fazer um show especial pra eles, levando os convidados do bloco pra lá também., pra continuar a festa lá. Eu diria que o bloco se estende ao Passeio Público. Porque a galerinha toda continua lá com a gente. E ai eu vou me apresentar lá
*Como é que funciona a escolha do repertório para o carnaval?
-Assim eu tenho três cds infantis, e ai a gente faz uma seleção do que vai tocar dentro da Avenida. E fora eu vou sentindo o público e as coisas vão acontecendo.
*Como é que foi o 2007 de Carla Perez?
-Pra mim foi um ano em que eu estudei muito, então eu estava pirando. Olha que as vezes eu não estava agüentando mais. Eu falei gente. Por que você estudar...Eu estou fazendo curso de teatro. Estou pra acabar. Filhos, marido, trabalho, casa pra cuidar, tudo, ai deixa a gente doido, pira mesmo. E esse ano teve apresentação tanto no final do segundo termo, quanto no final do terceiro. Agora depois de carnaval eu vou começar o quarto.
*No final do ano passado você liderou a campanha Mercado Infantil Solidário, que arrecadou roupas para crianças de instituições hospitalares. Como é que surgiu a idéia e como é que foi o resultado?
-Eu fiz a um tempo atrás, foi uma das primeiras vezes que fiz algo para as crianças, isso tem uns seis, cinco anos no máximo, que eu fiz a campanha. E no fim do ano passado eu reencontrei a dona, e ela pediu que eu participasse da campanha que nesse ano ajudaria o hospital de Irmã Dulce e o NACCI. E do NACCI eu sou filha, sou mãe, sou tudo. E na mesma hora, quando ela falou que ajudaria o NACCI eu não pensei duas vezes, e ainda convidei o Xandy para fazer junto comigo. Por eles queriam um padrinho e um madrinha. E ai tivemos a maior arrecadação que a gente teve. E fizemos a entrega já agora em 2008.
*E os projetos para o decorrer de 2008?
-Olha, pós carnaval eu vou estar com um piloto pra ser apresentado através da Cinema Music, pra ver se a gente faz um trabalho bacana para as crianças na televisão. Ai se rolar benção pura, se não paciência.
Feliz aniversário, envelheço na cibercidade
É sempre engraçado aniversariar, é verdade que não é tão engraçado acordar cedinho com o celular tocando, mas as mensagens de pessoas que você não vê faz tempo, pagam pelo transtorno. Até mesmo um bonitinho “aproveite o dia especial de hoje” do Itaucard, que dessa vez não falou em dívidas.
O carinho dado pela família antes mesmo de você por o pé pra fora da cama, faz com que se deseje que todo dia seja aniversário. Café da manhã especial e tudo.
Mas o que pode parecer uma repetição dos anos anteriores se mostra diferente em pequenos, mas significativos momentos.
De uns anos pra cá, com o advento tecnológico orkutiano, as coisas ficaram…diríamos que bem mais divertidas.
Você recebe parabéns de gente que nunca viu na vida. E que no máximo trocou cinco palavras com você nos longos meses de “amizade”. Mas recebe parabéns de gente que esteve presente na sua vida desde o tempo em que aprendiam a ler, e que há muito tempo não se encontram, não se abraçam, mas que faz questão de deixar nas palavras todo o carinho e admiração que são recíprocos.
Ou ainda de gente que você conheceu a pouco tempo, e que o pouco já virou muito e com um pouco mais de atenção se percebe é que falta pouco, e que pouco a pouco os amigos de faculdade se transformam em muito na sua vida. Seja escrevendo de Paris, Bilbao, Santiago ou do computador do seu lado.

De gente que entrou em sua vida por uma informação, e que o coração faz questão de informar todo dia, que jamais sairá.
De “amigos” e amigos do país inteiro, gente que você tem um carinho todo especial sem sequer ter dado um abraço.
Homens de barba na cara e mulheres já comprometidas que dizem com todo carinho “eu te amo”.
De pessoas que tinham tudo pra não fazer parte da sua vida, mas que lhe fizeram voltar a ser calouro, e amar cada momento ao lado delas.
De pessoas que a sete dias atrás você nem conhecia e que hoje você morre de saudades do miojo feito por elas.
De gente que foi tão importante na sua vida, por um tempo deixou de achar que fosse, e hoje volta a te escrever pra desejar todo sucesso do mundo.
Aniversário é mesmo algo bem estranho, mas engraçado também. Compartilhar um bolo gigante com colegas de redação, “amigos” de longos dois meses é diferente, mas divertido.
Passar mais uma etapa é tempo de olhar pra trás e agradecer aos responsáveis. Os que tiveram a obrigação e os que foram escolhidos (a dedo).
É tempo de relembrar os que já não fazem parte do convívio diário em corpo, mas que nos observam a todo momento. É hora agradecer e só.
Pelos poderes do ciberespaço, eu tenho a força.
A força são os outros. Afinal “sem você sou pá furada”.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O Oscar 2008 e os moleques da Academia
Mas vi "O ano em que meus pais saíram de férias". Filme brasileiro dirigido por Karl Hamburger, o filme se passa no ano de 1970. Ano do tri-campeonato mundial de futebol. Momento em que a ditadura nos apresentava o fenômeno do crescimento e da repressão. "O ano…" foi um dos poucos filmes brasileiros que vi no cinema. Um filme que todo brasileiro deveria ver. Mas que não estará concorrendo ao Oscar.
Desta vez não vejo culpa nos velhinhos da Academia, "O ano…" é um filme que mexe com o sentimento de quem é brasileiro, de quem conhece de perto a história das perseguições, de quem ouviu dos pais e avós sobre os anos de chumbo. É um filme que fala de nós para nós.
Só quem é brasileiro, sabe o valor da imagem do jogador tchecoslovaco que faz um gol na seleção brasileira, e mesmo sendo de um país comunista, se ajoelha e faz o sinal da cruz na comemoração. Uma das imagens mais belas da história do futebol, mas que só quem é de um país apaixonado por esse esporte pode entender. Assim como o passe no vazio de Pelé para Carlos Alberto. Gol do Brasil. Tri campeão mundial.
A Academia não é boa o bastante para ver em "O Ano…" coisas especiais que notamos com um simples olhar desatento. Foi o filme de despedida de Paulo Autran, um dos maiores mestres da interpretação e da humildade que já se ouviu falar.

Pensando bem foi até bom não nos representar no Oscar, o maior prêmio que podia ganhar, dele ninguém tira, é o reconhecimento. Aliás, talvez só os Homens de Preto seriam páreos para a Academia. Seria engraçado depois da recusa ouvir Capitão Nascimento dizendo aos senhores do cinema: Não vai subir ninguém! E tirem essa roupa preta porque vocês são moleques! Moleques ouviu bem!
Olha que coisa mais linda mais cheia de Graça
Um dos metros quadrados mais caros de Salvador, o bairro da Graça, guarda particularidades que chamam atenção de qualquer intruso observador.
Um morador do bairro mais populoso da cidade, acostumado com a falta de espaço nos passeios lotados, se constrange ao andar pelo meio da rua. Tirando uma banca de revistas aqui, uma obra ali, espaço é o que não falta, a calçada está vazia.
Os cães parecem ser diferentes, não latem desesperadamente, estranho, não parecem cães. Alguns usam roupas e chinelos. Quem disse que não existe a elite canina?!
A Graça nos no ínicio do século passado
Os edifícios levam nomes de ingleses, franceses, possivelmente heróis da história européia, que pobres mortais jamais ouviram falar. E possivelmente nem os próprios moradores.
Mas pelas ruas tranqüilas e de sombras convidativas, se vê a mesma coisa que em qualquer outro ponto da cidade, seja na Liberdade, ou em Plataforma. Esperança. A arte de viver da fé, que só não se sabe em que, também existe por lá.
As senhoras que fazem seu cooper de todo dia, e abrem a bolsa para ajudar um pedinte, não só dão a esmola, conversam, aconselham, parecem acreditar num futuro menos cruel, mais igualitário.
Difícil para esse protótipo de escritor cada vez mais jornalista adorniano, ou seja, pessimista, ver algo nesse futuro.
Mas o menino de não mais que quatro anos, que passa pelo largo, olha no fundo dos olhos de uma mulher com uma criança de colo, provavelmente moradoras de rua, e em seguida olha os pais, aponta a cena e ri com uma expressão de sinceridade tão verdadeira, que parece óbvio traduzir o "olha o bebezinho mãe". Sua mãe sorri e lhe estende a mão, ele ainda se vira para novamente observar a cena.
Num futuro próximo, eles podem até estar em lado opostos, mas o sorriso sincero me deixa com a ligeira impressão de que estarão juntos, independente de qualquer coisa lutando por algo melhor, para todos.
A cena mesmo vista a distância, foi sem dúvida, uma das coisas que vi ali de mais lindo, mais cheio de Graça.
O Bahia e o Barradão – Aqui não violão!
Quase dois meses após o trágico acontecimento, o Bahia começa a sentir no bolso a falta da Fonte Nova.
O time que teve em 2007 a maior média de público do país, levando ao estádio mais de 38 mil pessoas por jogo, passou a levar 2 mil pessoas ao estádio Armando Oliveira, na cidade de Camaçari. O borderô trouxe problemas. Petrônio chiou. E agora se fala em alugar o Barradão. As diretorias de Bahia e Vitória prometem ouvir as torcidas antes de qualquer decisão, o rubro-negro faz hoje antes do jogo pelo Baianão uma pesquisa de opinião com seus torcedores.
Como torcedor do Bahia, sou contra. E não por um orgulho besta, simplesmente por achar que o Manoel Barradas é um patrimônio do Vitória e que este tem o direito de alugar ou não. E sendo rubro-negro eu não alugaria, por coerência.
Cresci ouvindo e também fazendo brincadeiras sobre o que chamávamos de "lixão", mas sempre tive a plena convicção da magnitude do empreendimento pertencente a Leão da Barra. Fui ao Barradão inúmeras vezes e na maioria delas o Bahia sequer estava em campo. É um patrimônio digno de um clube da elite do futebol brasileiro.
Agora o porquê de não ceder ao Bahia o Barradão:
Em menos de dois anos, o E.C. Bahia sofreu duas punições por invasão de campo. Uma em 2006, num jogo contra o Ipatinga, em que a torcida protestava contra a derrota do time e invadiu o gramado, transformando a Fonte Nova numa praça de guerra. E outra no mesmo dia do desabamento da arquibancada, no fim do ano passado, dessa vez em comemoração à ascensão à série B.
Conheço exceções que teriam prazer em ir ao Barradão apenas degrada-lo. O que me garante que não arrancarão a grama e subirão no carrinho da maca comemorando o título do Baiano enfrentando um time do interior, e depois darão a mais ridícula das desculpas. Precisávamos extravagar a alegria! Assim não dá.
Antes de ser torcedor do Bahia, sou torcedor do futebol. E os números jogam contra o Bahia, é triste, mas não dá pra confiar. É triste ver que a corja que administra o Bahia hoje é a mesma de anos e anos atrás, a mesma que teve por diversas vezes oportunidades para erguer o estádio tricolor, mas não o fez. Agora chiam. Os culpados são os mesmos. O presidente do Vitória diz que a vontade da torcida será respeitada. Espero bom senso da nação rubro-negra e que a dignidade tricolor não seja enganada pelos verdadeiros responsáveis pelas eternas derrotas, dentro e fora de campo, daquele que nasceu pra vencer.
O que amanhã uma manchete estampe os jornais: O Bahia de Barradas é barrado no Barradão.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Copa dos Sonhos


Por PAULO CALÇADE
Os Brasis se enfrentaram em campo chutando os mesmos contrastes que outros tantos Brasis exibem diariamente nos cenários político, econômico e social.
É surpreendente como maneiras diferentes de jogar, de saborear a vida, puderam esconder histórias tão congruentes.
A geração de 1970 praticamente deu as últimas pinceladas num dos mais belos momentos da história da arte.
É como se fosse possível empacotar o movimento impressionista e dar a ele uma única dimensão, uma fatia do tempo.
Em 12 anos, a seleção brasileira ganhou três Copas. Os vira-latas da bola se transformaram nos maiorais sob a batuta de João Havelange e seu projeto de poder absoluto.
Precisamos de 24 anos para voltar a colocar as mãos na taça. Com Havelange na Fifa coube a Ricardo Teixeira, o genro, tocar o plano. As coisas começaram a se encaixar.
Em campo, o elemento principal dessa química que uniu os times de 1970 e 1994 foi a organização.
Com Zagallo, os tricampeões do mundo treinaram três meses antes da Copa, mataram seus adversários no segundo tempo e tiveram uma moderníssima postura tática.
Sim, o time de 1970 foi também resultado de uma excepcional estrutura de jogo e de recomposição da marcação no meio-de-campo. Além, é claro, de ter sabedoria para acomodar Gérson, Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino sob o mesmo manto sagrado, aquela tal de amarelinha que Zagallo tanto fala.
Zagallo? Em 1994, o homem da amarelinha foi parceiro de Carlos Alberto Parreira, um dos preparadores físicos da Copa de 70.
Se a história une as duas trajetórias, o talento afasta.
Comparações entre gerações são terríveis.
É como se confrontássemos, na pista, a Lotus de Jochen Rindt, campeão mundial de Fórmula 1, em 1970, e a Benetton de 1994, com ninguém menos do que Michael Schumacher ao volante.
Quem venceria essa parada? Sabemos a resposta...
Mas graças a Deus que no mundo da bola as coisas são mais abstratas, como devem ser a arte e o futebol. E o futebol-arte.
A vitória do time de 1994 sobre o de 1970, numa daquelas máquinas do tempo, poderia mudar definitivamente a história do futebol.
Mas a terra teria que ser dominada pelos terríveis Incas Venusianos, os assustadores vilões das aventuras de Nacional Kid.
No campo dos sonhos e da razão - e para o bem do futebol -, o Brasil de 1970 derrotou o Brasil de 1994 por 3 a 1.
Rivelino, com uma bomba em cobrança de falta, fez 1 a 0. Romário empatou num lançamento de Dunga – que jogou mais do que se imagina por aí. O Baixinho aproveitou o contra-ataque e tocou por cima, na saída de Félix.
Essa, aliás, foi uma característica do time, que trocou, em média, 2,5 passes entre a recuperação da bola e a marcação dos seus gols na Copa de 1994.
Outro fator importante foi a velocidade. O time de Parreira precisou de 9,5 segundos, em média, para retomar a posse de bola e marcar um gol.
A decisão ficou para o segundo tempo, período em que as duas equipes fizeram o maior número de gols em suas Copas.
O problema era deter o time de Zagallo. Rivelino preocupava Jorginho, Branco perseguia Jairzinho. A movimentação de Pelé e Tostão prendia a atenção de Aldair, Márcio Santos e Mauro Silva.
Dunga acompanhava Gérson enquanto Zinho ficava de olho nas descidas de Carlos Alberto; Mazinho controlava Clodoaldo.
Com Gérson bem marcado, sem o espaço e a lentidão da Copa de 70, coube a Clodoaldo superar Mazinho e detonar a implosão da marcação de Parreira. O volante santista tocou para Pelé, na entrada da área. O Rei do Futebol balançou o corpo e bateu forte no canto esquerdo de Taffarel.
A seleção de 94 se abriu e tomou o terceiro, num lançamento de Gérson para Jairzinho, que bateu cruzado: 3 a 1.
Houve ainda um quarto gol, marcado por Tostão, que chamou o árbitro inglês num canto e avisou: foi com a mão.
Sim, na máquina do tempo, foi Tostão que inventou o Fair Play.
Público e renda não foram divulgados.
*Paulo Calçade é comentarista da ESPN-Brasil. Sabe o que é um jornalista completo? Ele é!
Copa dos Sonhos II
Parece covardia, mas não é. O duelo entre um time campeão e outro que caiu nas quartas-de-final.
Ou o duelo entre uma seleção de craques consagrados contra outra, a campeã, que nunca foi reconhecida como deve.
Não se esqueça que o time de 2002 é o único na história das Copas a vencer sete partidas para levantar a taça.
O hipotético jogo entre dois times de ataques avassaladores teria, necessariamente, muitos gols. Vamos a ele.
Começa o jogo e taticamente a partida fica desenhada.
Zico e Sócrates têm marcação de Kléberson e Gilberto Silva.
Convenhamos, os marcadores poderiam ser melhores.
A força dos laterais de 2002, Cafu e Roberto Carlos, também se dilui, por causa da preocupação em marcar os avanços de Leandro e Júnior.
Mas sobra espaço no meio para o time de 1982.
O duelo básico está ali.

No meio de-campo, entre os talentosíssimos meias ofensivos do Brasil 2002, Ronaldinho e Rivaldo, e os fantásticos volantes do Brasil de Telê, Falcão e Cerezo.
Ronaldinho domina e Falcão pára à sua frente. O gremista finge o drible, o colorado não entra. Toma-lhe a bola e sai jogando. Conduz a bola e olha Leandro, marcado por Roberto Carlos. Não toca. De lado, ajeita para Cerezo jogar.
A bola chega a Sócrates e o toque de calcanhar faz Zico entrar em profundidade. Passa por Kléberson e chuta de longe. Gol do Brasil, de 1982.
Tá certo, tá certo... Na Copa da Espanha, quem marcou de longe foi Éder, foi Sócrates. Mas aqui foi Zico. Ele merece.
Mas o Brasil de Felipão era forte no ataque.
Kléberson vai ao ataque e Zico não acompanha. Vai pedir para o Galinho marcar? Claro que não. E Kléberson caminha, olha, toca para Rivaldo, observado por Cerezo.
Este, dá espaço e Rivaldo dribla e entra em diagonal, para a esquerda. Dali, de onde tantas vezes bateu com sua canhota precisa, sem ninguém dar importãncia. Chutou de novo: 1 x 1.

Mas o Brasil de Telê tinha tanto talento, que voava do meio para o ataque. Júnior entra em diagonal e tabela com Zico. Entra em diagonal, como no gol contra a Argentina, no Sarriá. O toque preciso entra por baixo de Marcos.
Volta o Brasil de Rivaldo e Ronaldinho. Falta na entrada da área, pelo lado direito, ali de onde o gaúcho marcou contra Seaman, da Inglaterra. Ele finge o cruzamento, mas bate por cima. Valdir Peres erra. E Felipão empata com seu Brasil.
O empate é tudo de que Felipão mais gosta.
Na Espanha, valia a vaga para o Brasil de Telê, que levou o terceiro, de Paolo Rossi.
Mas na Copa do Juca, o empate leva aos pênaltis.
O Brasil de Felipão espera. O de Telê vai ao ataque.
Dizem que isso é um risco num time que joga em contra-ataque.
Mas Telê manda Leandro, Júnior, Falcão, Cerezo... Pura arte! Leandro finge que vai ao fundo, Roberto Carlos segue... E Leandro corta para dentro. Em diagonal, como gostava de fazer, tenta o tiro. Marcos rebate para a frente, como Fillol no Sarriá -- lembre, o Brasil também ganhou lá, da Argentina. Na sobra, é Zico quem coloca o bico na bola para marcar.
O Brasil de Telê vence: 3 x 2 contra Felipão. Com gol de Zico, o futebol-arte está na frente.
Com gol de bico.
*Paulo Vinícius Coelho é colunista do diário "Lance!" e comentarista da ESPN-Brasil. E que colunista! E que comentarista!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Controle
Dentre os vários mistérios deste mundo, um tem me intrigado especialmente (pelo menos desde que voltei do 95, onde fui discutir com a dona Marlene uns pormenores à respeito das vagas na garagem): por que diabos algumas pessoas enrolam o controle remoto com magipac?
Quem, como a dona Marlene, embrulha o controle como se fosse uma sardinha a ser congelada, deve acreditar que o está protegendo. Mas protegendo-o de que, meu Deus? De nossas mãos imundas? Se é assim, se com o simples toque macularemos a suposta pureza do objeto, teremos de enrolar tudo em folhas de plástico: do teclado do computador ao papa. Não seria mais fácil, de uma vez, usarmos luvas cirúrgicas?
Talvez não sejam de nossas mãos, no entanto, que as zelosas donas Marlenes desse mundo protejam o controle, mas de algo pior. Quem sabe um tornado passe sobre o bairro justamente quando minha vizinha do 95 foi comprar peito de peru na padaria e deixou as janelas abertas? A sala é inundada: perde-se o sofá, o abajur, a tv, o tapete de sisal, anos e anos de economia, mas o controle remoto, oh!, santa precaução, o controle remoto sobreviverá, incólume, em meio aos destroços. E agarrada ao pequeno e lustroso sobrevivente, chorando, descabelada, a boa Marlene se ajoelhará entre os destroços e agradecerá aos céus por ter tomado seus cuidados impermeabilizantes.
Tento evitar o preconceito, tenho terror à discriminação, mas devo confessar que jamais seria capaz de uma relação mais íntima com uma pessoa que fosse adepta de tais exageros, digamos – ou suponhamos --, assépticos. Desconfio que quem embrulha um controle remoto é capaz de coisas muito piores. Flores de plástico, por exemplo.
O terror que representa uma flor de plástico é facilmente compreendido por qualquer sujeito que já tenha visto uma flor de verdade, dessas que abrem, cheiram bem, depois morrem – e só por isso, oras bolas!, são belas. Uma flor de plástico é como uma mulher de plástico, um bife de plástico, um pôr do sol de plástico.
A essas pessoas que, se pudessem, faziam-se todas poliuretano, pergunto: se as flores são de plástico, porque não também uma boneca inflável no lugar da esposa, umas Barbies no lugar dos filhos e uma dessas amostras de vitrine de restaurante japonês para o jantar? Sim, eis o caminho inexorável: primeiro o magipac no controle, depois as flores de plástico e, quando vamos ver, George Orwell dominou geral.
Sei que é preconceito. Sei que depois de publicada essa crônica virão cartas e e-mails furibundos. Pessoas idôneas e acima de qualquer suspeita surgirão, brandindo seus reluzentes e protegidos controles e promovendo abaixo assinados, onde constarão políticos de passado ilibado, artistas de cinema e esportistas olímpicos, um ou outro santo até, quem sabe (por procuração de um descendente), dizendo que nunca deixaram seus controles ao alcance do orvalho, da gordura, dos tufões ou do sereno. E que isso não é da minha conta. E que eu deveria me preocupar com as crianças abandonadas, o desmatamento da Amazônia, a alta dos juros ou com meus próprios assuntos.
Vocês têm toda razão. Eu é que estou errado, anacrônico, impuro e besta. O mundo, como a vaga de frente para a rampa, sempre será das donas Marlenes. Quando, no ocaso de meus dias, eu tiver que apertar com todas as forças o já gasto botão on/off do controle da televisão, cercado por flores murchas e crianças barulhentas, olharei no fundo dos olhos cansados de minha esposa e murmurarei, arrependido: “magipac”. “O que foi que você disse, meu amor?”. “Nada, querida, nada. Já é tarde e acho que vou dormir”.
Matando as saudades do Pratinha! Gênial e ponto!
sábado, 22 de dezembro de 2007
Niemeyer e a Nova Fonte
Jaques Wagner ressaltou que já manteve contatos telefônicos com Niemeyer e, em breve, vai agendar um encontro para discutir o assunto. O agora centenário Oscar Niemeyer, completou 100 anos no último dia 15.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Pitacos Vascainos
Leandro Amaral ganhou uma liminar na justiça do trabalho e não é mais jogador do Vasco. O time carioca recorreu e ontem ocorreu a primeira audiência. Acho que Leandro Amaral tem razão sim, em pedir liberação. O Vasco pode ter lhe aberto as portas quando estava desempregado, mas ele sempre foi uma realidade, só precisava se reencontrar e isso aconteceu no Vasco.
Lembro-me da torcida vascaina chamando Alex Dias de traíra anos atrás, quando foi para o Fluminense, mas não o culpei, assim como não culpo Leandro, eles são profissionais, tem direitos, o que não se pode é aceitar que um dirigente ultrapassado e ditador que se acha dono de um time com uma história como a do Vasco, humilhe e se ache dono das pessoas. Com Eurico não dá. Foi assim com Pedrinho, com Alex Dias, com tantos outros e agora com Leandro. Se ele deseja sair, deve ir. Ele merece ser feliz. E o Vasco também.
Depois dos títulos de 2000, só conquistou o carioca de 2003 e mais nada. Se acostumou a ser mediano, com jogadores medianos, com preparação mediana. Eurico e sua diretoria parecem querer fazer com que a imensa nação vascaina se acostume a ter um time mediano. O Vasco é grande e muito maior do que Eurico e sua corja. Assim não dá mais. Euriquinho, pede pra sair!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Ele voltou
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Crônica de uma saudade
Ao apito final do árbitro, o Bahia se livrou de um dos piores momentos de sua história, a terceira divisão. Quando alguns torcedores pularam o fosso e começaram a entrar no gramado comemorando a conquista, a primeira coisa que pensei, ainda que feliz até aquele momento, foi: Quantos jogos de suspensão vamos pegar dessa vez? E pensei como torcedor sim, como torcedor que entende que lugar de torcida é na arquibancada, seja nos momentos ruins como na invasão de 2006 contra o Ipatinga, ou nos bons momentos como ocorreu desta vez. O Bahia pagará e caro pela falta de juízo dos seus torcedores. Seja lá onde for, o time jogará a Copa do Brasil e o início da Série B, de portões fechados.
Mas até o momento desse pensamento, eu não tinha conhecimento da tragédia maior que havia acontecido. O desabamento da arquibancada e a morte de sete torcedores, só chegaram a meu conhecimento após começar a receber inúmeras ligações de amigos e familiares que tentavam se certificar de que estava tudo bem comigo.
Sobre o desabamento da arquibancada num local muito próximo onde eu costumeiramente ficava no estádio, a morte de sete pessoas, entre elas uma com que convivi por mais de três anos, além da identificação dos possíveis responsáveis são pontos que eu não tocarei. Ainda dói.
E ainda nessa semana, a confirmação: A Fonte Nova vai ao chão. Será demolida para a construção de um novo estádio.
A primeira vez que fui ao estádio da Fonte Nova, apesar de não recordar especificadamente da data, foi para um Bahia e Camaçari, no ano de 1993. O Bahia venceu por 5 a 0. Ainda naquele ano, assisti ao primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro daquele ano, Vitória e Palmeiras.
A Fonte tornou-se uma espécie de segunda casa, de uma ponta a outra. Todos os bares, banheiros, tios da pipoca, tias da cana. Comecei a freqüentar o estádio no longícüo ano de 93 em companhia do meu avô, com o passar do tempo passei a freqüentar sozinho, a maior praça esportiva da Bahia.
Lembro de grandes jogos, como Bahia e Vasco pelas oitavas de final do Brasileiro de 2000. 3 a 3, com dois de Romário para o Vasco. Foi num Bahia e Vasco também, só que em 96 que vi pela primeira um gol olímpico no estádio. Ramón Menezes, ídolo pelo Bahia, pelo Vitória e na época do Vasco. Ali também vi gols dos mais bonitos da minha vida futebolística. Vi sentado na arquibancada que fica atrás do gol da Ladeira, o gol mais bonito da carreira de Nonato. O jogo foi Bahia 4, Atlético Mineiro 1, valido pelo campeonato Brasileiro de 2001. O Bahia de campanha brilhante – terminou em 8º - vencia mais um adversário na Fonte Nova. Nonato recebeu dentro da área, de um lençol no zagueiro atleticano, matou no peito e estufou as redes, um golaço. O mais bonito que vi ali. Contra o Galo mineiro, me lembro de outro jogo memorável, Bahia 4 a 3, pelas quartas de final da Copa do Brasil, porém por ter perdido em BH por 2 a 1, o Bahia terminou eliminado. Acompanhei de perto, outros momentos tristes, em 2004, depois de um campeonato brilhante, sob o comando de Vadão, o time chegou a última rodada da Série B, precisando vencer o já classificado Brasiliense e torcer por uma vitória do Fortaleza que jogava contra o Avaí. O time cearense fez sua parte, mas o Bahia não, e numa Fonte Nova lotada, deixou escapar a chance.
A Fonte vai, mas deixará saudades, quem vivenciou dezenas de BaVis de casa cheia, jamais esquecerá, seja o 1 a 1 de 2004, com gols de Obina e Galeano – de bicicleta – ou o antológico 6 a 5 desse ano.
Apesar de todas as decisões, a ficha parece ainda não ter caído. A Fonte Nova vai se tornar Nova Fonte, mas o eterna magia daquele lugar permanecerá, seja pra quem foi apenas uma vez, ou pra quem tem ali toda uma vida, o espírito é o mesmo. Muita saudade, pesar. Nenhum povo merecia isso, o povo baiano então…enfim como Garcia Márquez, parto com meu coração a salvo, e condenado a morrer de bom amor, só que por toneladas de aço e concreto. Boa partida velha amiga. Até a volta.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Tristeza e desde já saudade - A Fonte vai ao chão
Globo Esporte
E aqui uma pequena homenagem ao local onde por vezes o torcedor baiano foi o mais feliz do mundo:
A Fonte Nossa
Medida adotadas pós tragédia - A Fonte velha vai ao chão
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Sem muito pra comemorar - O Bahia sobe mas a tragédia impede a festa

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
"Êêêêêê vamos pra série B! êêêêê"

O Bahia pela primeira vez nesse campeonato da série C jogou como um time grande que é.
E foi completo, teve um goleiro que mostrou serviço quando necessário, uma zaga quase sempre segura, um meio campo copeiro, um ataque solidário. Foi enfim o time que o torcedor gostria de ver. Elias autor de dois gols, Fausto e Eduardo, além de Márcio com pelo menos 2 excelentes defesas foram os principais destaques. Isso dentro de campo, porque fora dele nas arquibancadas mais um show. Mais de 59 mil pessoas empurrando o tricolor. Domingo tem o último jogo da temporada na Fonte, promessa de espetáculo, casa cheia e se o Bahia jogar como ontem, d emuita alegria. E que se posso ouvir de todos os cantos da cidade: "eu tô na série b!!!".
Então que venha o Vila Nova, Túlio e o domingo!
Arte: Thamires Barbosa
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
O Brasil foi Luis e Júlio contra a Celeste Uruguaia
O time começou perdendo com um gol marcado por el loco Abreu no comecinho do jogo. O Uruguai foi superior todo o primeiro tempo e só não ampliou graças a Júlio César numa noite inspirada digna de um esqueçam Rogério Ceni, com defesas fantásticas a la Gordon Banks.
No fim do primeiro tempo o Brasil achou um gol, quase sem ângulo Luis Fabiano bateu cruzado entre as pernas de Carini. No segundo tempo o time voltou a jogar mal. Dunga tirou Ronaldinho Gaúcho, o melhor dos três tenores em campo e pôs Josué que entrou bem ajudando na marcação. E num ataque rápido Maicon cruzou na área, a bola passou por Kaká e sobrou pra Gilberto que tentou bater bizonhamente no gol, a bola terminou sobrando pra Luis Fabiano, que conhecedor de cada metro quadrado do Morumbi empurrou pro fundo. Brasil 2 a 1.
Os dois jogos, contra o Peru 1 a 1 em Lima, e o de ontem no Morumbi serviram pra Dunga ver que existem dezenas de atacantes melhores do que Wagner Love e principalmente Afonso. Luis Fabiano é um deles, e deve deter a 9 por um bom tempo a partir de agora.
Ainda pra que vejam que Gilberto é um lateral mediano em fim de carreia. E por fim se o quadrado mágico não deu certo, parece que o trio de tenores também não dará, ao menos contra equipes qualificadas Kaká, Robinho e Ronaldinho não rendem o suficiente e ai cadê a marcação?
Enfim no Morumbi com o fim do jogo não se viu muitas comemorações, também não havia porque. Os gritos de "Luis! Fabiano!" foram sim justíssimos pelo que fez o atacante do Sevilla, só faltou cantarem como em dias de jogo da Inter "Julio! Julio César! lálálálá!" mas o orgulho sãoapaulino não permitiria tanto.
Hoje tem Fonte Nova. Bahia e ABC disputam a liderança da série C. Uma vitória coloca o Bahia muito perto da série B. Os 60 mil ingressos já foram vendidos, promessa de espetáculo, ao menos nas arquibancadas.
abraço!
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
"Eu já subi negôôôôôôô.....ôôô....eu já subi negôôô"



terça-feira, 6 de novembro de 2007
Cultura e Futebol na Ufba

Entre os trabalhos selecionados, será apresentado, pelo jornalista esportivo e doutorando Paulo Leandro, "o futebol como manifestação cultural", programado para quinta-feira, dia 9, no prédio PAF-1, sala 213, do campus de Ondina, às 11h30min.
Orientado pelo doutor Maurício Tavares, o estudo tem como objetivo contextualizar o futebol como manifestação capaz de sintetizar e expressar identidades coletivas mesclando cultura popular e massiva.
Tido como uma expressão originária da cultura popular, na mesma categoria do Carnaval e de outras festas, o futebol foi apropriado como cultura massiva e vem deixando de ser um tema em total desacordo com as megateorias acadêmicas, antes identificadas exclusivamente com a chamada "alta cultura".
O trabalho visa ainda iniciar uma análise da percepção do fenômeno "torcida" e dos perfis dos dois maiores clubes baianos, como se convencionou chamar as agremiações Esporte Clube Vitória e Esporte Clube Bahia.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Noite de Gala - Nas arquibancadas
Não assisti à conquista tricolor, pois estava na Fonte Nova vendo outro tricolor, o baiano.Fonte Nova lotada. 60 mil pessoas. Linda mais uma vez.
No momento encontro-me no meio da produção de um Conspiração Fest, logo sem tempo para escrever muito. Deixo os links de tudo que melhor achei hoje no GloboEsporte.com.
Amanhã é dia de Finados, nunca entendi muito bem o porque do dia. Acho que todo dia é dia de lembramos dos nossos mortos, mas enfim.
Volto com uma crônica, que espero que fique engraçada, sobre não levar mulher (que não vai frequentemente) ao estádio quando não se é a companhia final dela. Tudo bem que o título ficou meio confuso, mas vocês vão entender. Além do mais tem a intenção de ser divertida mesmo. Foi bem a minha experiência ontem na Fonte Nova. Divertidissíma. Frustante. Hilária.
Um abraço e um bom feriadão!
São Paulo Campeão: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,EEI376-7170,00.html
A rodada de ontem - série A - pelo Lédio: http://sportv.globo.com/SporTV/Home/0,,GEN596-4933,00.html
A série C: http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/0,,9743,00.html
terça-feira, 30 de outubro de 2007
A Copa do Mundo é nossa - 2014 no Brasil

Após confirmar a Alemanha como sede do Mundial Feminino de 2011, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez o tão aguardado anúncio abrindo o envelope com o resultado da votação por volta de 12h36m (de Brasília). Todos os 20 membros do Comitê Executivo da Fifa votaram a favor da candidatura do Brasil.
Frequento estádios de futebol desde os 6 anos. Aprendi a gostar dos meus times do coração, mas acima disso a amar o futebol. Vi a felicidade que esse esporte pode proporcionar ao sofrido povo desse país.
E é justamente por esse povo que me preocupo, será que vai ser possível fazer uma copa do mundo com com responsabilidade social, financeira e fiscal? Nesse país de malas e cuecas?! Sinceramente não sei. E sinto por não saber, sou um apaixonado por futebol que nasceu no nordeste brasileiro numa familia apaixonada por futebol – horas antes de nascer, eu jogava bola na barriga da minha boleira mãe – divida na torcida por um time do meu estado o Bahia e um do Rio, o Vasco.
Poderia estar muito feliz em saber que a copa será realizada aqui. Como em 2010 já estarei formado penso em ir a da África, mas tudo ainda é uma grande icógnita. Ainda assim me sinto numa faca de dois gumes com essa confirmação da FIFA. Logo abaixo vinham possíveis as sedes e lá estava a minha querida Salvador, com a proposta de construção da Arena Bahia, ou Arena BaVi como esta sendo chamada por aqui. Investimento estrangeiro e privado que vai gerar mão de obra nacional, empregos na construção civil, muito bom. Mas ai eu olho e enxergo a Fonte Nova, monumental, linda, cansada estruturalmente após 50 anos de descaso mas que hoje a cada rodada da serie C do campeonato brasileiro faz qualquer um sentir um arrepio de felicidade.
Ou apodrecerá servindo de abrigo para os moradores de rua como já é hoje?
Eu que tenho hoje 20 anos e há 14 freqüento a Fonte não imagino outro destino pra ela a não ser o de levar meus filhos para ver o Bahia jogando, e sentar de frente para as cabines de imprensa, sob o refletor que balança.
E o Barradão? Fruto da luta de apaixonados rubro-negros será esquecido também? Como ficamos com um quarto estádio – já que o municipal Roberto Santos apesar de todas as suas qualidades de infra-estrutura, e mesmo não contando com um bom sistema de transporte, esta abandonado as traças - , o que fazemos com eles? Nossa Arena ficará de herança para quem? Para nossas crianças? Quantas delas poderiam ter sido salvas se em vez de arenas construíssemos hospitais e escolas. Enfim um dolorosa dúvida persiste.
Pode ser que sim, Dei sorrisos sem graça, acompanhado a cerimonia, vi um Lula muito feliz, emocionado, “mais uma conquista” pareci apensar, vi a alegria dos governadores-turistas em Zurique que pareciam cochicar “e os relógios onde achamos?!”. Vi um Romário pensativo talvez com a bola defendida por Diego Cavalieri no fim do jogo contra o Palmeiras. Assim como Dunga que tinha cara de “2014...será que eu duro até lá?”.
O Povo brasileiro fez festa, merece essa festa pra daqui a 7 anos, mas merece muito mais que um alto investimento governamental em Arenas esportivas. Li na Coluna de Tostão no domingo essa mesma preocupação por parte dele, é quase inconcebível imaginar que apenas a iniciativa privada fará a copa do mundo, o governo investirá e muito, como se viu no Pan, e que imposto terá que ser criado para que banquemos a copa? A CPMF muda de nome? Contribuição para manutenção do futebol? Não sei. No momento me sinto o ser mais dúbio do universo. Comemoro ou me preocupo. A Copa é nossa. E agora o que fazer com ela?
Saudações futebolísticas apaixonadas!
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Persepcçoes e perspectivas
Enfim durante essa semana. Na quarta Liga dos Campeões da Europa. Assisti ao segundo tempo de Real Madrid e Olympiakos. Show de Robinho, depois do zunzunzum provocado pela festa pós jogo da seleção no Rio de Janeiro, o menino prodígio voltou a campo com tudo só faltou fazer chover. Deu o passe pra Ruud Van Nilsterooy na jogada que originou o gol de Raul, o primeiro do Real. Ainda pro último de Balboa. Sofreu o penalti que Nilsterooy chutou por cima, numa jogada identica àquela que o deixou famoso mundialmente, entrou na área pedalando e foi derrubado. Por fim marcou dois gols. E foi fundamental para a virada madrilenha. O time grego chegou a estar vencendo por 2 a 1 com um gol do brasileiro Julio Ceas. O argentino Galleti marcou o primeiro dos gregos.

Os outros jogos da quarta:
Grupo A
* Besiktas 2 x 1 Liverpool - Hypia, contra (13´), Bobô (82´) e Gerrard (85´)
* Marseille 1 x 1 Porto – Niang (69´) e Lucho Gonzalez (79´)
Grupo B
* Rosemborg 2 x 0 Valencia – Kone (53´) e Rideth (61´)
* Chelsea 2 x 0 Schalke – Malouda (04´) e Drogba ((47´)
Grupo C
* Werder Bremen 2 x 1 Lazio – Sanogo (28´), Hugo Almeida (54´) e Manfredini (82´)
* Real Madrid 4 x 2 Olynpiakos – Raul (02´), Galletti (07´), Julio Cesar (47´), Robinho 68´e 83´) e Balboa (93´)
Grupo D
* Benfica 1 x 0 Celtic – Oscar Cardozo (87´)
* Milan 4 x 1 Shakhtar – Gilardino (06´e14´), Lucarelli (51´), Seedorf (62´e 69´)
Tivemos ainda por esse rodada na terça:
Grupo E
* Rangers 0 x Barcelona
* Stuttgart 0 x 2 Lyon – Fábio Santos (56´) e Benzema (79´)
Grupo F
* Dínamo Kiev 2 x 4 Manchester United – Ferdinand (10´), Rooney (18´), Diogo Rincón (34´), Cristiano Ronaldo (41´, 68´) e Bangoura (78´)
* Roma 2 x 1 Sporting – Juan (15´), Liedson (18´) e Vucinic (70´)
Grupo G
* PSV 0 x 0 Fenerbahce
* CSKA Moscou 1 x 2 Internazionale – Jô (31´), Crespo (51´) e Samuel (79´)
Grupo H
* Sevilla 2 x 1 1 Steua Bucareste – Kanouté (05´), Luis Fabiano (13´) e Petre (63´)
* Arsenal 7 x 0 Slavia Praga – Fabregas (05´, 58´), Hubacek, contra (24´), Walcott (41´e e 55´), Hleb (51´) e Bendtner (89´)
Falando de Brasil. Pelé comemorou no dia 23, 67 anos de vida. Nosso parabén atrasado
ao maior de todos.
Já na quarta dia 24 tivemos os jogos de volta pelas quartas de final da Copa Sulamericana. O Brasil de novo ficará d efora das finais. O Vasco com Romário de Tecnico venceu o América por apenas 1 a 0. Resultado insuficiente pra quem havia perdido por 2 a 0 no México.Mas Romário(ou a saída do Roth?)deu cara nova ao Vasco. Que só não passou de fas egraças ao goleiro mexicano Ochoa, que pegou tudo e mais um pouco. Agora já sei o porque dele estar entre os 50 melhores do ano para a revista France Football. Rogério Ceni também marca presença, e falando nele, o São Paulo perdeu por 2 a 0 para o Milinários da Colõmbia e também deu adeus a competição.
A cargo de informe, o Vasco anunciou ontem o nome de Valdir Espinoza como treinador até o fim do ano. Sorte a ele e ao Gigante da Colina.
Na Série C, mais um show da torcida do Bahia, que aumenta a média do time no Brasileirão a cada nova rodada.%0 mil pessoas na noite de quarta. O time porém decepcionou (mais uma vez!)o resultado de 2 a 2 manteve o Bahia no G4 mas a vitória teria dado a liderença e uma maior tranquilidade para o jogo desse domingo contra o líder Bragantino, Bragança Paulista.
Veja os gols de Bahia e Barras:
Amanhã tem Série B. No Barradão se espera mais de 35 mil pessoas incentivando o rubro negro baiano. O vitória joga contra o Criciuma. Como o Leão da Barra,4º tem 2 pontos a mais que o time catarinense que é 5º(50 contra 48)esse jogo é tido como de 6 pontos e crucial para a subida do time baiano.
Amanhã é dia de festa no Barradão e o Receptáculo espera que o "vamos subir negôôô" ecoe pelos 4 cantos da cidade e que o Vitória dê esse importante passo rumo a séria A.
Volto na segunda, contando tudo sobre o fim de semana de futebol, que pode sagrar o São Paulo, campeão brasileiro e primeiro penta sem asterisco da história do nosso futebol.

Um forte abraço e até lá!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Fórmula Ilógica - Raikkonem vence em Interlagos e é campeão mundial




A corrida
Logo na largada da corrida a zebra começou a se desenhar. Massa que havia feito a pole manteve a primeira posição inclusive fechando a porta para Raikkonem que já na saída ultrapassou Hamilton. Alonso que vinha em 4º também ultrapassou o inglês. Até ai tudo bem, Lewis tinha o campeonato nas mãos, logo não havia porque se desesperar. Mas o inglês mostrou mais uma vez que para ser um campeão do mundo lhe falta experiência. O menino prodígio reviveu as trapalhadas do GP da China e jogou o campeonato no lixo, ainda na primeira volta ele tentou seguir o vácuo de Fernando Alonso, e errou na freada saindo da pista. Naquele momento o inglês havia caído para a 8ª posição e o título estava com Alonso. Hamilton viu seu sonho de ser campeão ficar ainda mais longe quando seu carro ficou inexplicavelmente lento e o motor Mercedes começou a falhar, ele perdeu muitas posições, mas conseguiu fazer com que o carro voltasse a pegar, retornando na 18ª posição, ai se iniciou uma corrida de recuperação até a 7ª posição onde cruzou depois de 70 voltas, já que nem precisou completar a 71ª porque havia sido ultrapassado pelos líderes. Alonso se manteve desde a ultrapassagem em cima do companheiro na largada em 3º e no final cruzou 51 segundos após o segundo colocado, Felipe Massa na mesma posição.
>

As trapalhadas da Mclaren deram o título a Kimi
No fim da corrida, a impressão que se tinha era de que a própria Mclaren havia jogado fora a chance de um dos seus pilotos se tornar campeão. Hamilton começou a jogar fora o campeonato no GP da China, isso é consenso, porém não era esperado que ele voltasse a errar infantilmente no GP do Brasil, mas Lewis voltou a errar.

As Ferraris tinham um carro superior, mas a diferença entre as Mclarens era enorme. Hamilton mesmo com o erro e o problema no carro voava, disputando com as Ferrarias que andavam na frente, o melhor tempo de cada volta já Alonso não conseguia nem de longe tentar mudar algo no campeonato, assistiu as Ferraris e chegou 51 segundos depois de Felipe Massa cruzar a linha de chegada. Se a Mclaren deu preferência ao carro de Hamilton ou não dificilmente saberemos, mas a falta de controle na disputa interna foi crucial para os planos da equipe inglesa. A equipe se rachou pós-FerrariGate somente trabalhavam pró Alonso aqueles que mexiam diretamente em seu carro (talvez nem eles), Ron Dennis foi infeliz ao declarar publicamente que o maior adversário da EQUIPE Mclaren era Alonso.
Talvez por isso era possível ver no rosto do espanhol uma certa satisfação ao final da corrida no pódio. Alonso parecia pensar coisas do tipo,“ao menos não perdi pra ele (Hamilton)” ou ainda “não ganhei mas Ron Dennis também não”. Aos torcedores do espanhol ficará a sensação de que se tivesse tido um pouco mais de “reconhecimento” por parte da equipe inglesa com certeza teria sido Alonso o campeão.

Santo Felipe! Ferrari faz cabelo, barba e bigode
A Ferrari já era campeã do mundial de construtores, depois que a Mclaren foi punida após o FerrariGate, porém via de longe as chances de fazer também o campeão do mundial de pilotos, mas as trapalhadas da Mclaren deram essa chance e a equipe italiana não desperdiçou. Porém Raikkonem terá uma eterna dívida a pagar ao brasileiro. Felipe liderava a corrida com sobra, andando muito mais rápido do que o companheiro de equipe, mas com as circunstancias da prova Felipe tinha sim a obrigação de fazer o jogo de equipe, muito diferente da era Schumacher-Barrichello, Felipe fez algo que Raikkonem e a Ferrari sem dúvida fariam e podem fazer num futuro muito próximo por ele, tirou o pé no pit-stop de Kimi para que esse voltasse à pista na sua frente, consequentemente campeão do mundo.

Felipe foi brilhante, tem um contrato de mais três temporadas na equipe de Luca de Montezzello e tem tudo para se tornar campeão do mundo já no ano seguinte. A Ferrari chegará com moral, além do título de construtores e pilotos, fechou o ano com mais uma dobradinha para suas contas e a Mclaren que ainda não sabe como virá, isso após juntar os cacos da perda de um título que parecia certo.
A F1 volta no ano que vem. Até lá a Ferrari terá muito o que comemorar, a Mclaren a pensar e as outras equipes a se preparem. Esperamos um campeonato tão forte como nesse ano. Que a BMW continue potente e porque não venha disputar títulos com seus talentosos pilotos. Que a Honda enfim dê a Button e a Barrichello carros dignos da competência de ambos, que todas evoluam e que tenhamos uma temporada 2008 forte, sem espionagens e sem mesquinharias fora das pistas.
Assim a F1 se despede do Receptáculo nesse ano, mas continuaremos de olho nas mudanças e contratações das equipes.
E se o ano é vermelho, a despedida também tem que ser. Arrivederti!
Futebol
Sobre Futebol acompanhei ontem um pouco de Milan e Empoli, e sem Kaká o Milan não é nada. Perdeu por 1 a 0 em pleno San Siro.
Pelo Brasileiro da Serie A, o São Paulo mais campeão do que nunca venceu o Cruzeiro por 1 a 0 num Morumbi lotado com mais de 60 mil pessoas. Gol de Jorge Wagner o tricolor agora soma 67 pontos. Foi uma final antecipada, só para o São Paulo, óbvio, e agora pode já comemorar o título no próximo domingo.

Nos Aflitos um jogo que dividiu minha atenção com Atlético mineiro e Vasco, Náutico e Corinthians. Bom ver o excelente Geraldo em ação e foi dele o gol que deixou o Corinthians ainda mais perto da serie B e a 5 pontos de primeiro time fora da zona de rebaixamento. O gol foi marcado de pênalti aos 43 do segundo tempo. Sempre bom ver os Aflitos lotado e melhor ainda ver o Timbú vencer.
No Mineirão, um jogo de dois times medíocres e iguais até os 44 do segundo tempo quando Wilson de Souza Mendonça expulsou o lateral esquerdo do Vasco, que se já não era boa coisa com 11 imaginem com 10. Celso Roth ajudou na derrocada vascaína quando tirou Conca para colocar um lateral esquerdo deixando em campo o sofrível Enilton. Já no início do segundo tempo o Galo marcou o gol da Vitória e chegou aos mesmos 43 pontos do Vasco.
Na Arena da Baixada, o Furacão venceu o já rebaixado América de Natal por 1 a 0.
Tivemos ainda o Flamengo enfrentando e vencendo o Grêmio no Maracanã por 2 a 0 (lá vai o Flamengo!), o clássico gaúcho JuveNal, Juventude e Internacional, e o Inter ajudou a afundar o time conterrâneo, 2 a 0 Colorado. Por fim o Figueirense venceu por 1 a 0 o Santos de Luxemburgo, e mais uma vez ajudou o São Paulo na conquista do título (o Figueira já merece metade de uma ponta da estrela do penta campeonato tricolor).
No sábado o Botafogo voltou a vencer, 3 a 1 no Sport. O Goiás venceu o Flu, com 3 de Paulo Baier. 5 a 3. e o Palmeiras deu um show no Paraná 3 a 0.
Pela serie B no sábado, o Vitória perdeu para o Fortaleza fora de casa, mas segue entre os 4. E no sábado próximo enfrenta o Criciúma no Barradão, que deverá estar lotado, assim se espera. É jogo de 6 pontos e dentro de casa só se admite o triunfo. Estaremos na torcida.
Pela Serie C, o Bahia perdeu a primeira no octagonal final. O ABC venceu por 4 a 3. O Bahia sai na frente mas teve contra além do time de Natal uma péssima arbitragem do sergipano Horácio Hora Filho. Marcaram para o Bahia, Moré, Elias e Harley. O time que tem 6 pontos, caiu para o terceira posição em decorrência das vitórias de Bragantino que fora de casa venceu o Crac por 2 a 1 e chegou a 7 pontos, assim como o Atlético que venceu o Vila Nova no clássico goiano por 3 a 1, chegando aos mesmos 7 pontos. No outro jogo Barras e Nacional empataram em 0 a 0.
O Bahia enfrenta agora o Barras na próxima quarta-feira na Fonte Nova que deverá estar lotada em mais um jogo para se somar três pontos.
Boa semana!
sábado, 20 de outubro de 2007
Massa! O Brasil é pole no Brasil!
Para a alegria da torcida em Interlagos, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, fez o melhor tempo (1m11s931) no treino classificatório, neste sábado, e largará na pole position no GP do Brasil de Fórmula 1. O inglês Lewis Hamilton (1m12s082), líder do Mundial de Pilotos, dividirá a primeira fila.O bicampeão mundial Fernando Alonso, companheiro de Hamilton na McLaren e maior rival na disputa pelo título, fez apenas o quarto tempo (1m12s356), e largará atrás do finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari), que fez sua melhor volta em 1m12s322.

O piloto brasileiro comemorou muito o tempo de 1m11s931 que registrou na sua última tentativa. Empurrado pela torcida, ele agradece o apoio e espera repetir em 2007 o mesmo desempenho de 2006, quando também foi pole e depois venceu a corrida. A largada do Grande Prêmio do Brasil será as 14h deste domingo.
- É um dos grandes dias de glória da minha vida! É fantástico fazer a pole no Brasil - diz Felipe Massa.
Consciente de que a sua briga é particular, já que o título será disputado por Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, Massa quer vencer para os brasileiros. Enquanto os três largarão atrás pela conquista do Mundial, ele quer vencer para presentear a sua torcida. Claro que, caso Raikkonen precise de ajuda para ter chance de ser campeão, a Ferrari ordenará que Felipe faça jogo de equipe e dê preferência ao companheiro finlandês.
- A grande briga, dos três, vai ser atrás de mim.
Era esperado que, com as reformas no asfalto de Interlagos, os tempos diminuíssem. Porém, o tempo da pole position deste ano é maior que do ano passado. Em 2006, Massa largou em primeiro lugar ao registrar 1m10s842. - É muito bom voltar um ano depois a Interlagos e na mesma situação. Quero comemorar essa pole com o meu país. E posso dizer que tenho um ótimo carro para fazer uma grande corrida neste domingo. É excitante correr com a torcida apoiando - promete.

Barrichello em 11º :
Rubens Barrichello consegue, em Interlagos, sua segunda melhor posição no grid este ano, e largará em 11º. O brasileiro da Honda não passava da primeira fase nos treinos classificatórios desde o GP da Itália, em Monza, onde largou em 12º. Desde então, largou em 17º na Bélgica e no Japão. Na China, partiu em 16º, mas só porque ganhou um posto graças à punição ao alemão Sebastian Vettel. Em 2007, a melhor performance de Barrichello em treinos classificatórios foi em Mônaco, onde coneguiu largar em nono.
Amanhã todo o mundo de olho no Brasil! Até lá!
Informações emprestadas discaradamente do Globo.com
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Uma quinta de clássicos, no Maraca o dos milhões e em Goiania um BaVi genérico pela serie C
Os gols foram marcados por Toró e Ibson para o Fla, para o Vasco marcou Andrade.
Já em Goiania no Serra Dourada, num ainda que genérico BaVi, o Bahia enfrentou o Vila Nova de Túlio Maravilha.
E surpreendentemente venceu por 3 a 2. O surpreendentemente vem do fato de o Bahia ter feito pífias apresentaçoes nos últimos jogos.
O primeiro gol foi marcado por Moré, que aproveitou cruzamento de Elias, aos 25 minutos do primeiro tempo. Cinco minutos depois, Alisson fez pênalti em Alex Oliveira. O artilheiro Túlio Maravilha bateu e empatou. Na etapa complementar, aos 15 minutos, mais uma vez Moré aproveitou um contra-ataque para dominar e voltar a colocar o Bahia na frente. No finzinho, Túlio conseguiu novo empate, de cabeça, chegando ao 805º gol em sua carreira, segundo suas anotações 19º na serie C. Mas, no minuto seguinte, Dudu, de falta, marcou o gol da vitória.
O Atlético-GO estava vencendo a sua segunda partida seguida na fase final, quando Wallyson arrancou um empate aos 43 minutos do segundo tempo para o time do ABC, no Frasqueirão, em Natal. Com isso, o Rubro-negro goiano chega aos quarto pontos e fica em segundo lugar na classificação, graças ao saldo de gols superior ao do Bragantino (seis contra um). O gol atleticano foi marcado por Rivaldo, aos 35 do segundo tempo.
Graças a um gol de Paulinho Guerreiro marcado aos 44 minutos do segundo tempo, o Bragantino conseguiu escapar de uma derrota na segunda rodada do octogonal. O time paulista arrancou um empate com o Barras (PI) por 1 a 1, no Estádio Albertão, em Teresina, e chega aos quatro pontos, ficando em terceiro lugar. O piauiense abriu o placar aos 40 minutos da etapa final, com Leandro.
Em Itumbiara, no Estádio Juscelino Kubitschek, o Crac (GO) goleou o Nacional-PB por 4 a 1, somando os primeiros três pontos na fase final. Camilo (contra), Renato, Romildo e Danilo Santos marcaram para a equipe de Catalão. Paulinho Guerreiro descontou para o time paraibano, que segue sem marcar pontos.
| 21/10 - 17h - Barras x Nacional-PB - Albertão (Teresina) | |
| 21/10 - 17h - Crac x Bragantino - Juscelino Kubitschek (Itumbiara) | |
| 21/10 - 18h - ABC x Bahia - Frasqueirão (Natal) | |
| 21/10 - 18h - Vila Nova-GO x Atlético-GO - Serra Dourada (Goiânia) | |
Fonte: Globo.com
Fim de semana de GP do Brasil. Emoções a vista!

