segunda-feira, 24 de março de 2008

A hora da onça beber água - nos estaduais!

Pelo Baianão, o Bahia retomou a ponta, após vencer – até de forma surpreendente – o Colo-Colo em Ilhéus. O Bahia venceu por 2 a 1. Gols de Elias e Didi. Marcos Chaves anotou para o time da casa. O jogo foi conturbado com três expulsos pelo Colo-Colo e dois pelo Bahia. No final o resultado não foi nenhum desatino, mas para um time que ainda luta pela classificação o Colo-Colo jogou abaixo do esperado, já o Bahia garantido na próxima fase, e jogando como franco atirador fez seu papel, achou as chances e não desperdiçou.

No clássico ViVi disputado no Barradão, Vitória e Vitória da Conquista, empataram em 2 a 2. Com o resultado o time de Conquista perdeu a primeira posição para o Bahia, já o Vitória da capital se garantiu na próxima fase. Foi um jogo parelho, mas o time de Conquista mostrou que pode ser forte tanto em casa, quanto jogando fora de seus domínios. E esse time promete dar trabalho, e já fico de olho e na torcida pelo time conquistense na série C.

O rubro negro da série A, continua sendo muito cobrado pela sua torcida que hoje gritou em coro “Vaza Vadão” fazendo analogia a uma ‘canção’ da música baiana no naipe da ‘créu’. O time vai aos poucos se acertando, parece ter enfim encontrado o substituto de Joãozinho, Magrão. O atacante marcou dois hoje. Além dele o velho Ramon Menezes segue dando o ar da graça e mostra tem muito a ajudar. Sinceramente espero que pelo bem do Vitória, Vadão continue a frente. Mas a pressão já é forte e talvez a diretoria não aceite outro resultado que não o título, algo preocupante, mas que pode acontecer.

A rodada terminou com o Itabuna no G4, a briga pela última vaga deve ser grande, os rivais do time itabunense serão o Colo-Colo, o Atlético de Alagoinhas, e com poucas chances, mas ainda vivo, o Ipitanga. Uma coisa me parece certa, o título fica entre os três já classificados. Se não ficar na capital sem dúvida, o título irá para Conquista.

Pelo carioca, tudo como dantes, no quartel de Abrantes, os grandes seguem vencendo e o Vasco segue sem vencer um clássico. A derrota da vez foi para o Fluminense. 2 a 1 Flu, gols de Thiago Neves e Washington. O Vasco segue sendo o demolidor de pequenos mais fraco entre os grandes. Queira o seu presidente ou não. Ao final do jogo o sr. do charuto disse na coletiva que o Vasco vencerá a Taça Rio e o carioca, e que segue tudo dentro do esperado. É, ele não acorda. Eu passo a bola.

No meio da semana tem mais futebol. Os estaduais vão chegando a sua reta final, e a coisa vai ficando mais divertida.

Kimi vence na páscoa nórdica da Malásia


Sabe quando você prepara aquela noite especial? Jantar a luz de velas, feito por você mesmo. Todo aquele clima bom, a coisa começa fluindo e de repente um dos dois solta uma daquelas frases que nunca devem ser ditas nessas circunstâncias e pronto. Tudo perdido! É uma brochada e tanto e literalmente. Pois é mais ou menos assim que pode ser definida a corrida da Malásia para o torcedor brasileiro. Felipe Massa fez uma volta fantástica, daquelas de fazer qualquer um vibrar, ainda que solitário no sofá em plena madrugada. E ai veio a corrida.

Uma largada forte, o Homem de gelo mostrou o carro e parecia que já na primeira volta sairia na frente mas Felipe veio fechando a porta e segurou o campeão do mundo. Hamilton veio voando e de nono pulou para quinto.


A corrida ficou naquela entre Massa e Kimi disputando quem fazia a volta mais rápida. Massa chegou a abri 2.2 de vantagem, mas o Homem de gelo, com a experiência que o azar lhe deu soube tirar na hora certa. E ai vieram os pits. Massa fez o seu sem problemas, mas Kimi aproveitou o tempo que lhe restava na pista e deu um show, volta rápida atrás de volta rápida e foi para o seu pit. A Ferrari colocou meio segundo a menos de combustível no carro do finlandês, para desespero de Reginaldo Leme que criticou duramente a escudeira por ter "favorecido" o campeão. O certo é que Kimi voltou na frente de Felipe e abriu.

Em pouco tempo a distância já era de quase cinco segundos. E nisso veio o erro, precipitação ou seja lá como queiram chamar. Felipe Massa entrou forte na curva e na saída não conseguiu segurar o carro e foi embora. Perdeu o carro, prováveis oito pontos com uma segunda colocação e muito mais fora da pista. A partir de agora a cobrança vai ser forte e pesada. Será que "Nigel Massa" resistirá ao temporal?


Voltando a corrida o que se viu foi um campeão administrador. Raikonem sem ter com quem se preocupar administrou. Logo atrás – nem tão logo assim – veio o talentoso Robert Kubica. Se na Polônia não existia super herói agora eles terão. Depois do milagre de João Paulo II, onde sofreu um grave acidente e saiu ileso, Kubica parece ter voltado ainda melhor e mostrou que uma vitória da Sauber BMW nesta temporada é questão de tempo.

Logo em seguida veio o novo homem gelado. Heink Kovalaine, que esbanja simpatia e parece que vai mostrar a que veio. Jarno Trulli foi outra grata surpresa com sua Toyota chegando em quarto, na frente de Hamilton que travou tanto o pneu dianteiro direito que terminou tendo problemas no pit stop.


Nick Heidfeld, ficou na sexta posição e foi responsável pela mais bela ultrapassagem do fim de semana. O alemão vinha rápido e tentava ultrapassar Alonso, o espanhol experiente passou a forçar em cima de Coulthard que vinha logo a frente. Na meio da reta Alonso colocou o carro do lado direito para passar o piloto da Red Bull, Heidfeld veio no vácuo e mais rápido que os dois da frente se atirou do lado esquerdo de Coulthard. E assim de forma belíssima os três dividiram a pista e o talentoso alemão da BMW foi embora. Alonso terminou ficando, mas logo em seguida fez a ultrapassagem.


Completaram o time dos que pontuaram Webber e o próprio Alonso que nas palavras de Priscilla Bar, “segue tirando leite de pedra”. Rubens Barrichelo não repetiu o bom desempenho da primeira etapa, além deter sido mais uma vez penalizado, desta vez por excesso de velocidade nos boxes. Rubinho terminou na 13ª colocação. E Nelson Piquet terminou sua primeira corrida na F1 sem erros e adquirindo a experiência que futuramente lhe será válida, na 11ª posição.


A Fórmula 1 volta no dia 06 de abril no Barhein. Até lá, Felipe (ou Nigel ) Massa, terá tempo suficiente para esfriar a cabeça e tentar começar no campeonato. Errar da forma iniciante com que Felipe erra não parece ser normal. Se o peso de representar um país historicamente vencedor começa a pesar em suas costas, só o futuro dirá. A torcida continua grande, porém já demonstra sinais de tensão.


Só pra que se registre como a corrida foi disputada em um domingo de Páscoa, lembrei de uma corrida há uns dois ou três anos atrás, também disputada em domingo pascal. No final, vitorioso, Fernando Alonso, colocou as mãos sobre a cabeça, como se imitasse um coelho. Foi a primeira vez que senti na Fórmula 1 a importância do sangue latino. Desta vez não houve comemorações neste sentido, afinal na Finlândia coelho não é sinal de fertilidade alguma. Lá existe controle de natalidade, e a mim, só resta adimitir: se lhes falta a alegria latina, o que sobra é competência.

sábado, 22 de março de 2008

F1 - Saudades e pole para o Brasil

Ontem 21 de março, Ayrton Senna completaria 48 anos de vida. E quase 14 anos após a sua morte, ele permanece vivo no coração de quem fazia questão de acordar bem cedo nas manhãs de domingo para o ver correr, e que ainda hoje se emociona com seus feitos. Ele foi o melhor, e nunca existiu ninguém como ele.



E já na madrugada deste dia 22, Felipe Massa cravou a pole no GP da Malásia.Como dormir mais do que assisti ao treino, recomendo ver o blog do Rafa, que tem o resumo bem bacana do que foi o treino, confira aqui no Voando Baixo.

A corrida é às 4h com transmissão da Rede Globo. Amanhã tem a cobertura completa de tudo o que rolou nas pistas e nos gramados. Abraços e sorte ao Felipe!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Um resumo do mundo da bola

Após quase uma semana sem postagens de futebol, coloquemos os pontos nos "is".

Pelo Carioca, segue tudo como de praxe, o regulamento S.O.S Grandes segue ajud
ando Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo que só jogam em casa, e os pequenos sequer se ajudam logo. Tudo segue na mesma. Domingo tem clássico entre Vasco e Fluminense. Acompanhe as notícias do carioca na página da competição no GloboEsporte.com - Carioca 2008

Pelo Paulista depois da surra aplicada pelo Palmeiras sobre o São Paulo na semana passada. Os times voltam a campo neste fim de semana. Confira também no GloboEsporte.com tudo sobre o Paulistão 2008

Pelo Baiano, o Vitória da Conquista assumiu a liderança depois de vencer o Camaçari por 5 a 0, com direito a três golaços. O time do interior assumiu a ponta ajudado pelo Bahia que empatou com o Feirense. Domingo tem clássico ViVi, com os Vitórias, o da capital e o do interior se enfrentando. Saiba mais sobre o Baianão 2008 na página da competição no Itapoan Online.

Pela Liga dos Campeões, aconteceu na última sexta o sorteio dos confrontos para a próxima fase. E são os seguintes: Arsenal X Liverpool; Fenerbahçe X Chelsea; Roma X Manchester United; Schalke X Barcelona. Depois com mais calma analiso cada um e solto meus pitacos.

Pela Libertadores, dos brasileiros, apenas o Santos foi derrotado neste meio de semana. Acompanhe as notícias na página da copa no GloboEsporte.com

A bola volta a rolar no fim de semana. Boa páscoa e bons jogos!

domingo, 16 de março de 2008

A Fórmula 1 como nos bons tempos


Que começo! A volta de emoção!

Fantástica! Assim definiria o GP da Austrália. Acordar em plena madrugada de um quente domingo pra ver carros correndo, só mesmo com muita paixão. A corrida foi emocionante, com surpresas a cada volta. Já na largada Massa forçou pra cima de Kovalainen e antes do que seria um toque entre os dois, rodou na pista e foi parar nos boxes para trocar o bico e voltando no final do grid. Hamilton disparou como era de se esperar. Kubica seguiu atrás, Kovalainen se manteve em terceiro. Enquanto isso os campeões mundiais Kimi Raikonem e Fernando Alondo ganhavam posições.

Alonso parou em oitavo logo atrás de Rubens Barrichello, que voltou a andar como nos bons tempos e foi o destaque brasileiro na corrida. Sem o controle de tração, o piloto mais do que nunca tinha que mostrar talento, e nisso Fernando Alonso deu show, a cada ultrapassagem do espanhol e a cada segurada do carro no braço, o princípe das Astúrias mostrava porque é bicampeão mundial. Apesar de um carro que não passa muita confiança Alonso chegou em quarto depois de protagonizar uma belissíma disputa com Kova. O piloto da Mclaren vinha mais veloz, porém a experiência do espanhol o segurava, porém chegou o momento em que Kova colocou o carro do lado e foi embora pra alegria de Ron Dennis, que vibrou muito com a ultrapassagem. Porém no começo da reta o carro do finlandês ficou lento e Alonso não bobeou voltou a passar na frente. O comentário do espanhol depois da corrida foi hilário, confira no Guard Rail.


Enquanto isso os carros iam ficando pelo meio do caminho, o que resultou em um final com apenas seis carros na pista. Hamilton foi embora e não deu sopa para o azar, esteve perfeito. Kubica vinha muito bem até ter problemas e ver seu BMW parar, o fazendo abandonar. Heidfeld assumiu o segundo lugar e se manteve até o fim. O terceiro lugar no pódio com certeza seria de Rubens Barrichello que fez uma corrida perfeita, mas contou com uma infelicidade da Honda. Rubens por sinal merece um paragráfo especial. Mas o pódio foi completado por Nico Rosberg e sua Williams, para a alegria do velho Frank Williams e do pai coruja e ex-campeão mundial, Keke Rosberg. Por sinal a imagem do abraço entre Nico e Hamilton foi uma das mais belas do fim de semana. (Confira no vídeo)

Um brilhante Barrichello

Rubens esteve como nos melhores momentos da carreira, com a diferença que agora conta com uma maturidade adquirida ao longo dos anos. Segurou Fernando Alonso no começo da prova e depois fez o mesmo com Kimi, mas sempre limpo, defendendo quando podia e abrindo passagem quando não era mais possível segurar os campeões. Rubens teria com certeza chegado ao pódio se não fosse um erro crucial da Honda. Após um rodada forte de Timo Glock, o Safety Car voltou a pista, quase no mesmo instante em que Rubinho foi chamado para os boxes - segundo a Honda ele havia sido chamado antes do SC entrar - o que se sabe é que ele reabasteceu quando não havia permissão e ainda saiu dos boxes com luz vermelha - isso sem falar no erro do mecânico que segura o pirulito (a placa que fica na frente do piloto indicando quando ele deve sair), que levantou antecipadamente o instrumento, com a bomba ainda acoplada ao carro do brasileiro, o que causou um leve - porém perigoso - acidente com alguns mecânicos. Rubinho pagou uma punição com um pit stop de 10 segundos e voltou na sexta posição, porém foi desclassificado depois da corrida. Não sei se por ter sido uma corrida atípica, mas que Rubens foi muito bem isso foi, e o rendimento do Honda além do esperado também. Espero que possa repetir essa atuação ao longo da temporada. Por tudo que fez ao automobilismo brasileiro e mundial ele merece.

Massa e Piquet

Piquet não conseguiu tirar nada do seu Renault e ficou pelo caminho com problemas, assim como Felipe Massa que após um princípio de recuperação voltou a ter problemas e abandonou. A outra Ferrari, a de Kimi também ficou pelo caminho, mas com a desclassificação de Rubinho, o azarado mais sortudo do mundo ficou com a oitava colocação e um pontinho. Outro destaque foi o francês Sebastian Bourdais, que fez uma bela corrida abandonando no final, mas ficando com a sétima colocação.


Acompahe abaixo o pódio, com narração de Galvão Bueno.


sábado, 15 de março de 2008

Fé em Deus e pé na tábua

Foram apenas cinco meses do término da temporada passada para o início desta, mas pra quem é apaixonado por Fórmula sabe que foi quase uma vida.

Saudades de acordar bem cedo aos domingos. Saudades de devorar as unhas esperando que o piloto tire da cartola aquela volta mais rápida. Saudade de ver o coração acelerar e pregar os olhos na tv, esperando a largada e de vibrar como um vencedor, ao ver a bandeira quadriculada. Saudade de cantar o hino italiano ou “Deus salve a rainha” na hora do pódio.

Fórmula 1 é mais que tudo uma amor eterno, um circo maravilhoso, um cenário onde pouco importa o salário milionário dos artistas, a paixão é bem maior. Talvez por tudo isso, esse seja o fim de semana, muito mais que especial.


Repleta de modificações, a temporada 2008 promete muita emoção:



E pra começar, o GP da Australia, no circuito de Melbourne, a corrida é amanhã, 1h30, com transmissão da Rede Globo. No primeiro treino oficial do ano, já com desentendimento entre Felipe Massa e Nelson Angêlo Piquet, quem se deu bem foi Lewis Hamilton, que larga na frente. Veja o vídeo:

O grid ficou assim:



Mais sobre Fórmula 1 você confere nos bons blogs do Rafael Lopes, do Globo.com e da já sócia do Receptáculo, Priscilla Bar.

A largada para o GP de Melbourne é às 1h30 da manhã, café no ponto e pé na tábua!

terça-feira, 11 de março de 2008

Liga dos Campeões - Milão fora da festa!

Pela Liga hoje a tarde, o Liverpool venceu a Inter em pleno San Siro, calando de vez a cidade da moda, que já havia perdido o Milan. Com isso o único representante italiano que segue na Liga é a Roma. Os Reds seguem e mostram que em Liga dos Campeões são muito mais que fortes. E a assim vai o melhor campeonato do mundo, com ares de final feliz para a terra da rainha.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dodôbeleza! O Brasil mostra força na Libertadores

Ah cena será concluida com um dos mais belos gols que já vi. Pintura. Golaço!E o Maraca lotado e com pó de arroz uma festa! O Flu atropelou o Arsenal - atual campeão da Copa Sulamericana - 6 a 0. O São Paulo também venceu com 2 gols de Adriano, confio no Imperador, ele será decisivo nessa Libertadores. Santos e Cruzeiro também venceram e que beleza é a Libertadores.

PS: Nesse momento o Flamengo perde por 3 a 0 para o Nacional no Uruguai. A derrota é normal, prevista. O placar nem um pouco.

Saudações!

E a ICASA caiu!

O Bahia está fora da Copa do Brasil, após uma eliminação precoce para o ICASA do Ceará.
O tricolor empatou em 2 a 2, no Jóia da Princesa, em Feira de Santana, no jogo de ida, havia perdido por 3 a 2. E ontem o Bahia voltou a jogar mal. A mostrar que é um time - como eu disse a dois posts atrás - de meio de tabela de série B. O Bahia voltou a mostrar mediocridade e que tem um time que dá pro gasto no Baiano, mas não tem condições de jogar uma segunda divisão de campeonato brasileiro. Um time que sente a falta de Elias como o Bahia sentiu, que não tem sequer um jogador do mesmo nível que o meia. O Bahia não tem grupo, mostrou isso ontem. Ananias me fez sentir vergonha ao vestir a camisa 10 de tantos e tantos gênios. Rivaldo me fez sentir saudades das atuações medíocres do Rivaldo original, quando em má fase pela seleção. O Bahia mereceu sim ser eliminado. Não merecia seguir a diante envergonhando sua torcida. Ao menos pode dormir após ouvir Galvão Bueno chamar no Jornal da Globo, os gols da eliminação do "Bahia, de tantas e tantas glórias!" ou ainda acordar com a chamada do Globo Esporte.com que dizia "Bahia é o único grande fora da segunda fase da Copa do Brasil". Só ai pra sentir uma pitada de orgulho.

Liga dos Campeões

Que prazer é acompanhar a Liga dos Campeões e a Libertadores! As principais competições de clubes do mundo toca no sentimento de pessoas em várias partes do planeta. Os oito confrontos pelas oitavas de finais da liga dos Campeões foram dignas do melhor futebol do mundo.

- Um lapso de genialidade e o Barça avança
Tudo bem que seria demais de minha parte dizer que o passe gênial de Ronaldinho Gaúcho, classificou o Barcelona, mas se pode dizer que com um lapso de genialidade o time catalão consegue ir longe. Passe gênial de Ronaldinho, cruzamento de Sylvinho e gol de Xavi. Barça nas quartas.
- Em Manchester deu a lógica. O time que mais gosto de ver jogar, o Manchester United, venceu o meu querido Lyon, de Juninho Pernambucano, por 1 a 0. O Lyon mais uma vez fica no caminho. Os Reds seguem, com pinta de que podem levar o caneco.

- A Invasão Turca - Zico tem estrela e ponto. O Sevilla era favorito? Em minha opinião sim. Luis Fabuloso, Daniel Alves, Kanouté e cia. limitada jogavam por um time que é atualmente a terceira maior força da Espanha e bicampeão da Copa da UEFA. O time precisava apenas de uma vitória simples jogando em casa. Mas o time de Zico, tinha a raça uruguaia de Lugano, o talento de Alex e o oportunismo de Deivid. E assim os turcos de sangue latino avançam. Já chegaram longe, mas é bom manter os olhos abertos para uma possível nova invasão turca.


- Os Gunners seguram a tradição rossonera - O Milan tinha a seu favor, sete ligas dos campeões conquistadas, mas um confronto duro o esperava. O líder do campeonato inglês, os jovens do Arsenal. Mas jogando em Milão, no Giuseppe Meazza e com Pato, Kaká e o lendário Inzaghi em campo, dava até pra considerava o Milan e sua tradição como favorito. Mas o show foi de Cesc Fabregas e Adebayor que comandando os novos invencíveis venceram e convenceram. Avançaram e deixaram a tradição milanesa pelo caminho.


- A força dos azuis - Não dava pra imaginar, o Chelsea fora das quartas. Mas depois do 0 a 0 na Grécia, não imaginava um 3 a 0 mesmo na Inglaterra. Enfim, um show azul. Os blues estão nas quartas.

- Pela honra italiana - Confronto difícil, o lendário Real Madrid, de nove titúlos da liga contra a querida Roma, que já colou na Inter pelo italiano. Robinho não jogou o que sabe. Raul não foi em momento algum o Raul goleador e conquistador da Liga. A Roma fez 1 a 0, com Taddei, sofreu o gol de empate marcado irregularmente por Raul, mas no final Vucinic marcou o gol da vitória. O Real assim como o Milan, fica no caminho. A Roma pela honra italiana avança. Contando com minha torcida.

- O Porto despediu-se esta quarta-feira da ao perder por 4 a 1, para o Schalke 04 nos penaltis. Alemanha na briga. Prometem dar trabalho, mas já foram longe, avançar ainda mais, é surpreender.

- Na semana que vem Liverpool e Inter, definem a última vaga para as quartas.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Futebol é Tropicália

Escrever sobre futebol direto de Salvador em um fim de semana tão musical quanto foi este, termina sendo um prazer.


No sábado no Porto da Barra, um dos cartões postais de Salvador, um show ao ar livre homenageou à Tropicália. No palco Galvão, Jorge Mautner, Tom Zé, Gal Costa e outros. Na praia um público maravilhado com tamanho espetáculo. E mesmo com uma demasiada empolgação, deu pra se sentir como em um estádio, fazendo coro, coreografias e vendo de longe, da areia da praia, os artistas ao mar.


Mas vamos ao futebol. Começou no Rio, o returno do Campeonato Carioca, a Taça Rio. Pelo Campeonato Paulista, o domingo foi dia de clássico, Corinthians e Palmeiras. No Campeonato Baiano foi a da 15ª rodada. E no Brasil afora não faltaram rodada pelos estaduais.

Acompanhei três jogos. Obviamente que com dois deles acontecendo no mesmo horário, tive que optar por uma avaliação mais superficial de um dos.
Pelo Carioca, dedicação quase integral a Vasco e Boavista. Pelo Paulista, o clássico Corinthians e Palmeiras, ainda que de forma superficial. E pelo Baianão, o BaVi genérico – Bahia e Vitória da Conquista.

Vasco e Boavista fizeram um jogo tanto quanto estranho. O Boavista mandava e desmandava, mas era o Vasco que marcava os gols. Edmundo inteiramente recuperado do pênalti perdido contra o Flamengo e marcou – de pênalti! – o primeiro do Vasco,no maior estilo Jorge Mautner: "eu não peço desculpas e nem peço perdão!". Afinal nem era preciso, a nação Vascaíno já cantava "Ah é Edmundo!", o Boavista com um time formado por jogadores de nomes conhecidos como Rodrigo, ex-Vasco e Atlético Mineiro, Roberto Lopes e Faiolli, ambos ex-Vasco, continuou dominando a partida até que Jean saiu do banco de reservas e entrou pra fazer a "Alegria, Alegria" da torcida cruzmaltina, fazendo o segundo do Vasco, já na etapa final.


Alex Teixeira numa pintura fez o terceiro e Jean mais uma vez, fechou a conta. Vasco 4 x 0 Boavista. A goleada rendeu ao time de São Januário, a liderança do grupo B. E sob o regulamento "pai dos grandes", os quatro principais times cariocas venceram na estréia da Taça Rio. Viva a Bossa! Viva a palhoça!

No grande clássico popular paulista, deu Palmeiras. Não acompanhei os 90 minutos da partida, justamente por acompanhar Vasco e Boavista, além do mais a quebra de um controle remoto pode causar mudanças significativas em nossas vidas. No meu caso, levantar do sofá a cada cinco minutos era quase uma ofensa, e tão grande quanto não cair no mar gelado da praia do Porto ao ouvir Gal cantar "Folhetim".

Mas voltando ao jogo, sempre que estive de olho na partida, a superioridade foi palmeirense, tanto que após uma das zapiadas feitas de forma manual, vi a modificação do placar – isso mesmo! Perdi o gol! – mas o replay tão fundamental para a vida quanto o controle remoto, não me deixou na mão. O detalhe foi a comemoração do autor do gol, el mago Valdívia.

Após uma bela defesa do goleiro corintiano Júlio César, o chileno empurrou pras redes, e saiu comemorando como se estivesse chorando. Uma resposta aos jogadores corintianos que passaram a semana dizendo que ele era um "jogador cai-cai, um chorão". Por fim Mano Menezes, técnico derrotado na tarde de Morumbi lotado, disse que a comemoração não representou nada para ele, já que a choradeira era coisa comum em outro estado. Se ele tinha alguma admiração de botafoguenses, perdeu com tal declaração.

Mas que fique bem clara a diferença entre a comemoração de Valdívia e a do irresponsável Souza. O palmeirense foi irônico, o flamenguista insensato. Mas são outros tempos, agora mais do que nunca "é proibido proibir" então deixem que todos comemorem. Os irônicos, os insensatos e até os adeptos da popular dança do creu.

Por fim o BaVi genérico. O jogo foi parelho, as duas equipes se comportaram devidamente com as líderes do campeonato, se estudaram em boa parte do jogo. Pelo Bahia, Darci voltou a se destacar, fazendo defesas importantíssimas. O Bahia por sinal, continua com cara de time de meio da tabela na série B. Não empolga, mas segue vencendo, então, reclamar de que? Elias marcou o primeiro de falta, e como não viu o show do sábado não tinha muita inspiração pra comemorar, logo foi de Creu pra torcida. Pensando bem não ficaria muito legal, alguém sair dançando Caetano, Gal, Mautner ou Boca de Cantor após um gol. O Vitória da Conquista empatou o jogo, resultado que o conservaria na liderança do campeonato, mas após um falta cobrada em um jogada ensaiada, o lateral Daniel marcou o gol da vitória fazendo o "coração ‘tricolor’ balançar ao som de um samba de tamborim".


Vencer um BaVi, ainda que genérico, é tão bom quanto ouvir "tarde em Itapuã" na beira-mar. O Bahia com a vitória, reassumiu a liderança, dois pontos a frente do time de Conquista e quatro do maior rival e terceiro colocado, o Vitória.

Assim foi o fim de semana futebolístico sobre o meu ponto de vista. Com muita tropicália, muitos gols, sem deixar de citar as obras primas feitas por Ronaldinho Gaúcho e Robinho na Espanha, e por Perea pelo Grêmio em Porto Alegre. Daquelas que "enchem de alegria (!) e preguiça" – (ficar trocando de canal pra rever o gols, cansa!), mas eu vou, com o peito cheiro de amores e no coração do Brasil, acompanhando e curtindo nosso mundo esportivo!Viva ao futebol! E viva a tropicália!

sábado, 1 de março de 2008

Esporte e só!

A partir de agora, o Receptáculo passa a falar exclusivamente de esporte.

O blog será neste semestre critério de avaliação da disciplina Oficina de Jornalismo Digital, do sexto semestre do curso de Jornalismo.

Com isso o blog deve ter um só tema. O escolhido por mim, foi o Esporte.

O Futebol terá o maior destaque como sempre, porém a temporada de Fórmula que se ínicia logo logo também terá presença marcantes por aqui.

Por hoje é só. Com chuvas e as águas de março chegando em Salvador.

Até já!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Clássicos e tabus

O Bahia venceu o segundo BaVi do ano, desta vez no estádio Alberto Oliveira, o Jóia da Princesa, em Feira de Santana, por 1 a 0. O gol foi marcado pelo polivalente Rogério aos 38 minutos do primeiro tempo.

Com o resultado o Bahia quebra de uma só vez dois tabus, um de oito anos, já que desde o ano 2000 o Bahia não vencia dois Bavis consecutivos e outro mais recente, desde de 2004 o Vitória não perdia como visitante. O público no Jóia da Princesa foi de 11.684 pessoas.


Com a vitória o tricolor chega aos 30 pontos e segue isolado na liderança do campeonato. Enquanto o Vitória permanece com 22 pontos, mas com a vitória do Atlético de Alagoinhas, cai para a quarta posição. O presidente do Vitória, Jorge Sampaio, falou ao final do jogo que Vadão segue no comando do time.

O Bahia folga pelo Baianão na próxima rodada, já que nesta quarta-feira(27/02) vai até o interior do Ceará, enfrentar o ICASA, campeão do turno do Campeonato Cearense. O jogo será realizado às 21h45. Já ao Vitória restará tentar a reabilitação contra o Colo-Colo, às 20h30, desta quarta, no Barradão.

Já no Rio, não teve jeito, deu Flamengo de novo. Desta vez prefiro não comentar. Mas é bom dar um olhada no blog do Lédio, sobre o que ele achou do jogo.


A menina e o pedinte

Numa dessas noites entre amigos, bebidas e bar, uma fato me chamou atenção. Um fato raro, curioso, engraçado, reflexivo.

A menina burguesa, cercada por todos os lados por uma semelhante burguesia sentiu dó de um homem. Um pedinte. Barba por fazer e palavras que lhe faltavam. Não as tinha. Era mudo.


A burguesia sentiu pena da sua insignificância . "Ninguém fala com ele". Derramou lágrimas por ele. Talvez, as mais verdadeiras já vistas por esse pessimista autor.


O choro burguês não era só de pena. Passsava a impressão de vergonha. Uma vergonha que era de todos. Vergonha por omissão. Por falta de palavras. Por vergonha.


Horas depois lá estava o homem. Com alguns trocados no bolso a espera de um ônibus que o levaria provavelmente para casa, naquele começo de madrugada. O choro não mudou sua vida. Talvez um pouco das nossas. O choro não trouxe a eles as palavras. Mas talvez nos faça encontrar as corretas.


E ele se vai rumo ao desconhecido. A menina já recuperada do momento, talvez ainda pense nele. Talvez ainda lembre por alguns dias. Por algum tempo. Por hora, ela pede mais uma cerveja.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Champions League - A volta da emoção!

Começou hoje a disputa das oitavas de final de Liga dos Campeões da Europa.

Na Alemanha na Arena AudSchalke, Kevin Kurany fez logo no começo do jogo o gol da vitória do Schalke04 sobre o Porto. Na volta o time português precisa vencer por dois gols de diferença. 1 a o leva o jogo para os penaltis. Qualquer outra vitória por diferença de um gol, classifica o time alemão.


Em Liverpool, no Anfield. O jogo parecia que se encaminharia pra um 0 a 0, mas eis que faltando cinco minutos para o fim do jogo, os Reds conseguem dois gols. O holandês Kuyt marca ao 40 e o craque inglês Gerrard marca aos 45. Um resultado até certo ponto surpreendente. Será que o melhor time da Itália fica nas oitavas? No jogo de volta no Giuseppe Meazza a Inter terá que vencer por três gols de diferença, ou por 2 a 0 para levar o jogo para os pênaltis.


Na Itália, a Roma venceu o Real Madrid, de virada por 2 a 1. Pizarro e Mancini marcaram para a Roma e Raúl marcou para os merengues. Na volta o Real se classifica com um simples 1 a 0 no Santiago Bernabéu.



Na Grécia, Olympicos e Chelsea ficaram no 0 a 0. Bom para o time inglês que agora joga em casa, no Stamford Bridge. Um novo 0 a 0 leva o jogo para o pênaltis, empate com gols classifica o time grego.


Amanhã mais quatro grandes jogos. Celtic X Barcelona, Manchester United X Lyon, Fenerbahçe X Sevilla e Arsenal X Milan - com transmissão, ao vivo pela Record 16h45.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O Maracanã em dia de festa e milhões

Alan Kardec, uma dupla de zagueiros, duas torcidas, Edmundo e a importância de ter ídolos.

O subtítulo desta pseudo-crônica ao citar apenas nomes de jogadores do Vasco já denuncia que é uma espécie de choro de perdedor, mas prometo que o mais isento choro de derrotado que poderia existir.

O campeonato carioca pode não ser o que reúne os melhores times ou jogadores do país, pode não ser o mais justo em termos de fórmula (essa vergonhosa no tratamento com os times pequenos), mas não se pode negar o charme e a emoção de um fim de semana de Maracanã lotado. Um espetáculo belíssimo foi proporcionado pelas torcidas de Botafogo e Fluminense no sábado. No final deu Fogão e o Fluminense do trio ternura, parou em um Botafogo muito bem armado e na arrogância de seu próprio treinador. Renato Gaúcho declarou há uma semana ao vencer o Fla-Flu amistoso da última rodada que faltavam menos de vinte dias para dar a volta olímpica. Renato aprendeu a ser treinador, fantástico, é um ídolo e continuará a ser no banco, mas, não perde a mania de soltar suas pérolas.
Vai assistir a final da Guanabara de casa ou no máximo da arquibancada.

Mas chegamos ao domingo. O Maracanã mais uma vez maravilhoso, estupendo. Quem cresceu aprendendo a cantar as músicas de incentivo ao time e pular dentro de um estádio, sente arrepio de ver a cena. Não importa qual o time, a divisão ou se ele nem tem mais estádio. O Flamengo entra em campo e é emocionante ouvir "Tu és time de tradição, raça força e paixão! Oh meu mengo!". Mas não demora da nação vascaína cantar em homenagem a um eterno ídolo, a um filho que a casa torna. O torcedor rival conhece bem o calibre do Animal e os milhares de cruzmaltinos cantam em uma só voz "Ah é Edmundo!". Impossível não cantar junto.



Mas vamos ao jogo. Não me recordo de em 2008 ter assistido sequer a um jogo durante 90 minutos. Sabe como é, o ano só começa mesmo depois do carnaval. Mas poucas vezes assisti a um jogo de um dos meus times do coração, com uma grande impressão de que a derrota era inadiável. As escalações mostram um Flamengo superior. Isso já era evidente, mas as mudanças feitas por Alfredo Sampaio parecem fazer do frágil Vasco ainda mais frágil. Ele saca Luisão da zaga e começa com Vilson, na minha opinião seu primeiro erro. Do meio campo pra frente, com as pessoas que tinha a disposição era quase impossível errar, mas Alfredo assim o fez. Escalou o sofrível Jonilson e o medíocre Amaral. Deixou Andrade e Xavier no banco. Deu até saudade do treinador Romário, que obviamente entende muito mais de futebol do que o atual técnico vascaíno. Ver em campo Edmundo, Morais, Alex Teixeira e Alan Kardec, poderia até empolgar, mas com a bola rolando algo parecia errado. Morais ficava muito atrás. Nunca dava pra saber se o companheiro de Alan Kardec (muito isolado) era Edmundo ou Alex Teixeira – na prática Edmundo, mas esse povoava muito mais o meio campo.


Pelo Flamengo, Joel não inventou, foi o Joel de sempre. Montou seu time pra vencer. Juan e Léo Moura não iam tão bem como costumam. O meio campo com Jônatas, Kleberson e Ibson, equilibravam muito bem as coisas.

As torcidas seguiam em um espetáculo brilhante, emocionante, os cantos, as provocações, a alegria da geral com vascaínos e flamenguistas juntos era contagiante. No campo Edmundo rouba uma bola, abre em Amaral que lança Alan Kardec. Era coincidência demais, era como se ídolos vascaínos tivessem baixado no gramado. O passe de Amaral era qualquer coisa de Ipojucan ou Juninho Pernambucano (sinto muito pela comparação, mas sabe como é torcedor…). Alan Kardec corre, corta o zagueiro com a frieza de craques como Romário ou Dinamite e chuta com a categoria de Bebeto ou Ademir de Menezes. Vasco 1 a 0. Vibração no Maraca, na comemoração Alan recebe um outro espírito, um de funkeiro e a nação vascaína dança o "créu"





O Vasco cresce no jogo, mas não marca. E clássico é sempre clássico. Um clássico dos milhões então…Falta para o Flamengo, bola na área e o zagueiro flamenguista Fábio Luciano, sobe sozinho e mostra que no lado rubro-negro ídolos é o que não faltam. 1 a 1. Sua comemoração vibrante faz um torcedor rival sentir saudades de um velho rubro-negro. Rondinelli, o deus da raça se materializa no capitão rubro-negro.


Joel percebe o momento bom. O Vasco sente, O Fla pressiona, mas pra sorte vascaína, o primeiro tempo termina. Ai é hora do lado jornalista parar tudo e aplaudir a transmissão global.

As torcidas já davam seu show, mas o especial "melhores momentos das torcidas" no show do intervalo dá um brilho ainda maior ao espetáculo.

O segundo tempo recomeça e logo no início, Juan derruba Morais. A lógica diz que ele, cobrador oficial do time deve bater. Um vascaíno doido pra eternizar o momento pediria o goleiro Thiago, mas qualquer em sã consciência faria como a multidão na arquibancada, pra bater "Ah é Edmundo!". No mesmo gol onde há oito anos atrás ele perdeu o pênalti que deu ao Corinthians o Mundial de Clubes, no mesmo gol onde em 97 contra o mesmo Flamengo ele foi brilhante e fez três na antológica goleada de 4 a 1. Edmundo telegrafou, bateu mal, recuou a bola e Bruno catou. Agora quem gritava "Ah é Edmundo" era a nação flamenguista em êxtase.




O Vasco sentiu o golpe, o time, a torcida, Alfredo Sampaio. O Flamengo cresceu como se tivesse feito um gol. A torcida passou a empurrar o time, Juan se soltou pela esquerda. O Vasco só assistia. O gol flamenguista era questão de tempo. Apesar de difícil de acreditar, Leandro Bonfim fazia falta. Alfredo põe Andrade, mas logo depois tira Alex Teixeira e coloca Xavier, a intenção segundo ele liberar Morais, pra mim, fechar o time numa retranca estilo Ancelotti (novamente com o perdão da comparação). O treinador vascaíno poderia aprender muito com Joel Santana, que como disse na última semana o jornalista Eric Faria, não é nem pretende ser o melhor técnico do Brasil, é apenas o Joel de sempre.


E Alfredo quis inventar, resultado, bola na área vascaína e Ronaldo Angelin, mostra que o nordestino acima de tudo um forte, ele que havia tomado o corte seco de Alan Kardec no gol vascaíno, ele que deixou o Fortaleza pra jogar no time de maior torcida do país, pede passagem para entrar na galeria de ídolos rubro-negros.


A cabeçada não foi precisa como as de Nunes ou Titã, mas contou com a mesma sorte desses grandes. Tocou na trave esquerda, passou por Thiago assustado e morreu no lado direito do gol vascaíno. Virada, festa, alegria no Maracanã. E o grito que se ouvia era de uma só nação apaixonada: "eu sempre te amarei, onde estiver estarei, oh meu Mengo!".

E ai já não havia mais tempo para reagir. O Flamengo ainda perdeu uma ou duas chances em contra-ataques rápidos, depois foi só prender a bola e esperar o apito final.



Para os vascaíno ficou a sensação de que não foi um domingo todo perdido. Foi bom voltar a gritar "Ah é Edmundo", ainda que lamentar logo em seguida o seu erro. Mas foi um domingo onde acordamos emocionados com a excelente matéria do Esporte Espetacular sobre um velho ídolo, Geovanne. Um craque vascaíno que enfrentou uma grave doença e agora luta para recuperar os movimentos. A força de vontade do ex-jogador de passes precisos e que comandou a geração do tetra na Olimpíada de Seul, é algo que serve de exemplo. As palavras de força ditas por Romário e Edmundo e a visita surpresa do maior de todos os vascaínos, Roberto Dinamite feita ao vivo para Geovanne, emocionou e fez relembrar o quanto é bom ter ídolos. Parabéns a eles, sejam vascaínos ou flamenguistas. E que no próximo domingo o Maracanã mais uma vez esteja lotado e que as torcidas novamente brilhem, e que no final a festa seja tão bonita como a feita pela torcida rubro-negra ontem, com muita paz e muito "creu".


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ronaldo - Homem, ídolo, iluminado

Durante a Copa de 94, me lembro de perder horas com revistas sobre futebol aprendendo sobre os grandes nomes das Copas passadas. Kemps, Puskas, Cruyff, Paulo Rossi, Pelé, Garrincha, Gordon Banks, Leônidas, os irmãos Charlton, Maradona e tantos outros. Só não imaginava que entre os reservas da seleção, estaria um mais um desses grandes nomes.

O menino de apenas 17 anos se tornaria em pouco tempo em um gigante, um ídolo, um fenômeno. Um torcedor do Bahia apaixonado, não esquece as glórias e muito menos as tragédias, e foi justamente contra o Bahia que vi pela primeira vez aquele menino brilhar. Jogando pelo Cruzeiro, Ronaldo fez cinco gols em uma partida no Mineirão com direito a um vacilo histórico do experiente goleiro Rodolpho Rodriguez em um dos gols. Ao ser entrevistado no fim do jogo, o franzino garoto perguntava “vocês viram aquilo lá? Tava filmando?”.

Ronaldo começa seu vôo. PSV, Barcelona e pronto, o fenômeno era uma realidade. Suas jogadas encantavam, faziam com que os meninos de terceira e quarta série ficassem fora da sala tentando imita-lo ou narrar seus gols. O menino de São Cristóvão aprendeu a ser ídolo, conquistou tudo que poderia ser conquistado, sentiu o peso da responsabilidade na final da Copa de 98.

Depois disso veio a primeira grande queda. O joelho direito não resistiu, foi incapaz de fazer tudo que o cérebro genial pedia. O mundo chorou com Ronaldo.
Como muitos achei que fosse o fim.



Lembro da sua volta contra a seleção da Iugoslávia, em um amistoso preparatório para a Copa de 2002. Visivelmente acima do peso, duvidei que aquele pudesse voltar a ser o Ronaldo Fenômeno. Diferentes desses muitos que duvidaram, Felipão confiou e assim ganhou a Copa.

Aquele gol de empate feito quase ao 40 do segundo tempo contra a Turquia, era o primeiro sinal de que o Fenômeno estava de volta. E assim ele foi durante toda a Copa, o Ronaldo que aprendemos a gostar, a gritar “ah moleque!”, a abrir os braços e comemorar no estilo aviãozinho, a acompanhar Galvão empolgar-se com o “Rrrrrrrrrrronaldinho!”.

Ele voltou, como que das cinzas ressurgiu. Foi brilhante, foi o Cascão da garotada, foi Ronaldo a la Romário pra nós levar a final da Copa. E lá derrubou o muro de Berlim. Oliver Kahn provou do veneno do fenômeno. E todo um país voltou a se render a um homem. E não havia no mundo alguém que melhor representasse o bordão “eu sou brasileiro e não desisto nunca”.

O tempo passou, Ronaldo voltou a ganhar peso, teve que lidar com novas, ainda que mais simples, contusões, porém ele chegou em 2006 pronto pra fazer história em mais uma Copa. Paramos no talento de Zinedine Zidade, mas Ronaldo não deixou de fazer a sua história. Chegou aos 15 gols em Copas. Ninguém balançou a rede tantas vezes quanto ele em mundiais.

Daí em diante as coisas não foram tão boas, Ronaldo voltou a Milão, dessa vez para defender o Milan. No começo deste ano quase veio ao Flamengo. Confesso que não me sentiria tão feliz em vê-lo jogar pelas cores do rival, mas Ronaldo, flamenguista declarado, sempre foi tão brilhante, que seu sucesso onde quer que fosse faria um vascaíno feliz.

Mas quis o destino que Ronaldo sofresse mais uma vez. Nessa semana meio sem graça, ele voltou a cair. Nova ruptura, desta vez no joelho esquerdo. Segundo especialistas menos 50 casos de ruptura dos tendões dos dois joelhos foram registrados no mundo, uma prova de que Ronaldo não é um ser comum, realmente é um diferenciado.


Em meio a tanta perplexidade e tristeza, noticias de que Ronaldo poderia desistir do futebol começam a encher o noticiário. Sinceramente, torço para que isso não aconteça. Ronaldo já provou uma vez que é capaz. Os céticos de ontem, hoje confiam, torcem – alguns celebram sua dor, esquecendo de quanto foram felizes graças a ele.

Ronaldo é um vitorioso, um guerreiro, um fênix, um vencedor. Já ganhou tudo na vida, mas merece continuar a fazer o que mais gosta. Dentro das quatro linhas e com uma bola nos pés, ele será sempre o bom e velho fenômeno.

Que 2009 não tarde a chegar e que em um ano e meio, dois anos voltemos a ver a milagre do fênix, mais uma vez estrelado por Ronaldo Luiz Nazário de Lima.