domingo, 27 de fevereiro de 2011

A motivação Benazzi

Dois dias após ser anunciado como técnico do Bahia, Vágner Benazzi chegou a Salvador e apesar de não conhecer o grupo, decidiu comandar o time no BaVi do banco de reservas. Estava criada a motivação Benazzi. Uma conversa até às 2h com o auxiliar Chiquinho de Assis foi o suficiente para que o treinador promovesse algumas mudanças. E assim, sob a tutela do “Rei do acesso”, viu-se em campo um outro Bahia, mais agressivo, mais perigoso e acima de tudo mais motivado.

Vestindo uma camisa alusiva ao histórico título do estadual de 94, o Bahia se apresentou melhor do que nas últimas ocasiões. O meia Ramon, que fez sua estreia com a camisa tricolor distribuía bem a bola e fazia o tricolor chegar com perigo. Os três volantes tricolores faziam bem a contenção, ainda assim, pelo lado rubronegro, Rildo criou perigosas ações.

Nos minutos finais do primeiro tempo, a BaVi ganhou mais um ingrediente de grande clássico, a polêmica. Elkeson foi derrubado na área por Ramon. O árbitro Jailson Macedo Costa considerou o choque como lance normal. Minutos depois, no último lance de ataque do Bahia no primeiro tempo, o volante Marcone apareceu como homem surpresa em um contra golpe rápido e acertou um belo chute de fora da área para abrir o placar para o tricolor. Na comemoração um abraço e muita vibração com o boleiro Benazzi. Já os rubronegros reclamaram de uma falta na origem da jogada.

O segundo tempo foi joado com os nervos a flor da pele. O time de Antônio Lopes mostrava-se nervoso em campo. Muitas reclamações e discussões com o árbitro. Aos 20, Uelinton acertou uma cabeçada em Rafael Jataí e deixou o Vitória com um homem a menos. O golpe de misericórdia aconteceu três minutos depois. Marcone foi derrubado na área pelo lateral Ernani. Pênalti. Na cobrança Avine bateu com uma cavadinha displicente e Viáfara defendeu, no entanto, o goleiro se adiantou para a defesa. O auxiliar entregou e o árbitro mandou voltar a cobrança para revolta dos rubronegros. Avine bateu no mesmo canto, mas desta vez com seriedade. Bola forte e no alto. Bahia 2 a 0.

O Vitória perdeu a cabeça e a esportiva. Neto Baiano fez falta dura em Avine e foi expulso. Com o placar nas mãos, o Bahia passou a tocar a bola para alegria da maioria dos 14 mil torcedores presentes no estádio. Benazzi ainda terá muito trabalho para frente, a chegada dos colombianos Tressor Moreno e Mosquera devem ajudar. Que o resultado BaVi representante um renascimento para o tricolor. A situação ainda é complicada no estadual, apesar dos três pontos do clássico, o tricolor segue na vice-lanterna do seu grupo.

Pelo lado rubro-negro, Lopes sabe que precisar acertar o time. Praticamente classificado no estadual, o time perdeu a segunda partida consecutiva, uma vez que foi derrotado na última quarta-feira pelo Botafogo-PB pela Copa do Brasil. É momento de corrigir os erros, mas de forma rápida, esta quarta o time joga a primeira decisão do ano, precisando vencer e tirar a diferença de gols contra o time paraibano. É hora de por em prática, o sempre decisivo Fator Barradão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dupla chance

Vágner Benazzi é o novo técnico do Bahia. Seis dias após efetivar no cargo o auxiliar Chiquinho de Assis, a diretoria decidiu entregar o comando do time a um treinador com maior bagagem no futebol profissional e com um forte nome no mercado.

Benazzi foi demitido na última semana do comando do Avaí. Ele assumiu o comando do time catarinense no final do Campeonato Brasileiro de 2010, e salvou a equipe do rebaixamento para a Série B, além de levar o time às quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Porém após um começo ruim de campeonato estadual, mesmo problema que derrubou o então técnico tricolor Rogério Lourenço, Benazzi foi dispensado.

Aos 56 anos, Benazzi assume pela primeira vez o tricolor. Apesar disso, seu nome sempre era lembrado nas especulações para o comando do Bahia. Vagner Benazzi é paulista e antes de ser treinador foi lateral direito. Já como técnico trabalhou em diversas equipes do futebol brasileiro, principalmente no interior de São Paulo. Entre os principais clubes que comandou, estão Portuguesa-SP, Figueirense-SC, Avaí-SC, Naútico-PE e Vila Nova-GO.

Benazzi é considerado o rei do acesso, devido aos 12 que conquistou na carreira, entre competições estaduais e divisões do campeonato brasileiro, além de quatro estaduais e a Série B de 1998. Vagner Benazzi chega à capital baiana no próximo sábado e assistirá o clássico BaVi. A diretoria do Bahia agradeceu a Chiquinho de Assis e anunciou que ele volta para a função de auxiliar técnico.

Benazzi pode não ser unanimidade e é fato que terá muito trabalho para acertar o time do Bahia, mas como todo respeito a Chiquinho, diante do contexto da situação, foi uma escolha acertada. O erro, sem dúvida, foi a efetivação precoce de Chiquinho. Benazzi já é uma realidade no futebol brasileiro, mas pela primeira vez comanda um time campeão nacional. Ao que tudo indica é uma dupla chance. Tanto o Bahia, quanto Benazzi devem começar agora a traçar um 2011 mais feliz.

"Recordar é viver, Bobô acabou com você" 22 anos

19 de fevereiro. Há 22 anos, no Beira-Rio, diante de Internacional de Porto Alegre, o Bahia sagrava-se Bi Campeão Brasileiro.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A segunda aposta

Depois de um épico final de ano, o Bahia entrou em 2011 cheio de incertezas. Enquanto a base do time que conquistou o acesso à Série A era desmontada, a diretoria fez uma aposta de risco e contratou Rogério Lourenço. O treinador iniciou o trabalho e foi determinante na contratação de jogadores jovens, muitos que se destacaram nas seleções de base, mas estavam sem espaço em seus clubes. Porém, após cinco rodadas de estadual, o time não deu liga e Rogério caiu. Vadão, sempre lembrado pela torcida pelo bom trabalho em 2004, foi a primeira opção e disse não. Mesma resposta dada por Geninho. PC Gusmão passou a ser a bola da vez, mas sem evolução nas negociações, a diretoria resolveu efetivar o auxiliar Chiquinho de Assis. Uma segunda aposta (de risco) em menos de dois meses, e justamente no ano em que o tricolor volta a sonhar alto, figurando outra vez na elite do futebol brasileiro, após sete anos de ausência.

Chiquinho de Assis é um velho conhecido do futebol baiano, começou a carreira há mais de 20 anos e obteve sucesso comandando as categorias de base de Bahia e Vitória. Foi responsável por revelar jogadores como Dida, Úeslei, Marcelo Ramos e mais recentemente Hulk e David Luiz. A experiência com jogadores jovens foi um fator determinante para a “promoção” de Chiquinho. A média de idade do time tricolor é de 23 anos.

Entre 2006 e 2010, Chiquinho esteve no futebol norte-americano, onde comandou o Miami FC e chegou a trabalhar com os tetracampeões mundiais Romário e Zinho. Ainda assim, vale lembrar que apesar de ter comandado um time de profissionais, nos Estados Unidos, Chiquinho disputou a USL (United Soccer League), uma liga independente e alternativa à principal liga do país, a MLS (Major League Soccer). No ano passado, Chiquinho voltou ao Bahia como auxiliar técnico e comandou o time B, na disputa do Campeonato do Nordeste.

Carioca de Niterói, Chiquinho é uma figura querida e com inúmeros serviços prestados ao futebol baiano, no entanto, sua efetivação após algumas recusas somadas à falta de opção no mercado deixa sobre o treinador o estigma de interino, convivendo com sensação de que pode ser substituído a qualquer momento. Além disso, a falta de união do elenco é algo visível no Fazendão, o que leva ao questionamento de que se seria Chiquinho, já envolvido na situação, a pessoa mais apropriada para resolver o problema. A missão não é das mais fáceis. O rival Vitória passou por experiência parecida no ano passado, quando deu ao assim como Chiquinho, auxilar Ricardo Silva, a chance de comandar o time. Ricardo foi campeão estadual e vice da Copa do Brasil. Demitido após um começo ruim de campeonato, voltou como solução até perder o cargo outra vez. O final da história não foi das melhores para o rubronegro que terminou rebaixado.

A Chiquinho resta saber lidar com as críticas, que diante de todas as circunstâncias serão ainda mais pesadas em caso de erros. À direção, com sua nova aposta, cabe reforçar o time e dar autonomia ao treinador, sem nenhum tipo de ingerência em seu trabalho. Questionada ou não, a escolha já foi feita. Agora é preciso arrumar a casa. O momento pede paciência. Um novo erro pode custar caro ao ano da realização da sonhada volta à Série A.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O melhor mascote do mundo

Da série "Pode isso, Arnaldo?" : Cebolão, o mascote do Itabaiana, clube que leva o nome da cidade sergipana que é potência na produção de cebola. Como diria Fagner: "Teu amor é cebola cortada meu bem".

Descoberta rara de Edimario Duplat

E foi-se a aposta...


Durou pouco a aposta feita pela diretoria do Bahia para comandar o clube na temporada 2011. Anunciado no dia 7 de dezembro de 2010, Rogério deixa o cargo, exatamente dois meses depois. Depois comandar a pré-temporada, o treinador esteve a frente do tricolor nos cinco jogos disputados até o momento pelo Campeonato Baiano, e venceu apenas uma partida. O pífio começo de temporada, justamente no ano em que o Bahia volta a figurar entre os grandes no cenário nacional, rendeu a demissão do treinador.

Rogério comandou o Bahia no dia 16 de janeiro, na estreia do campeonato contra o Serrano e perdeu por 2 a 1. Na sequência, no dia 23, em Pituaçu, venceu o Feirense por 2 a 0. Três dias depois empatou com o Ipitanga em 3 a 3. No último dia 30 perdeu em casa para o Fluminense de Feira de Santana por 2 a 1, e neste domingo (6), voltou a ser derrotado, desta vez para o maior rival, Vitória no primeiro BaVi do ano.

Em nota, o treinador agradeceu ao clube: "Agradeço a toda diretoria do Bahia, ao Presidente Marcelo Guimarães Filho, ao Professor Paulo Angioni e aos funcionários do clube, que confiaram em mim e apoiraram nosso trabalho. Agradeço também aos profissionais de imprensa que cobriam o dia a dia dos treinamentos no Fazendão e puderam perceber que nosso trabalho sempre foi feito com empenho, dedicação e profissionalismo. Infelizmente, os resultados não vieram e todo torcedor do Bahia, que sempre me passava incentivo nas ruas, pode ter certeza que estarei torcendo pelo sucesso deste clube e também deste grupo de atletas que está se formando".


Brigas e grupo rachado

Sem a base de 2010 e com inúmeras contratações, Rogério Lourenço teve que lida com brigas e confusões. No dia 22 de janeiro, durante um treinamento, o atacante Bruno Paulo e o zagueiro Luisão se desentenderam. O atacante Souza entrou na confusão em defesa do colega de ataque e o treino terminou em confusão com os três jogadores sendo expulsos da atividade pelo treinador. Seis dias depois, o clima voltou a esquentar no Fazendão. O atacante Jael agrediu um diretor do clube e terminou dispensado. Além disso, de acordo com profissionais que cobrem o dia-a-dia do clube, era nítido o racha no grupo. As panelinhas são perceptíveis, diferente do grupo unido que levou o clube de volta à Série A em 2010.

A faca de dois gumes

Contratado sem a aprovação da torcida, Rogério Lourenço teve participação direta na contratação da maioria dos reforços tricolores para a temporada. Jogadores jovens, considerados revelações que não deram certo em seus clubes de origem, mas que passaram pelas mãos de Lourenço nas seleções de base do Brasil chegaram com a confiança do treinador. A saída de Lourenço representa também a queda de um planejamento feito a partir da sua chegada. O exemplo de 2009, quando Galo deixou o comando do clube depois de trazer um grande número de jogadores de sua confiança, fazendo com que o clube penasse na Série, não deve ser esquecido. No entanto, é bom lembrar que o responsável pelo sucesso tricolor em 2010, Márcio Araújo também chegou no meio do caminho.

Três nomes ganham força para assumir o tricolor

Com a queda de Rogério Lourenço, o auxiliar técnico Chiquinho de Assis assume provisoriamente o comando da equipe. Para substituir Lourenço três nomes ganharam força no Fazanedão. O mais forte deles parece ser o de PC Gusmão, demitido recentemente do Vasco e com um bom trabalho feito à frente do Ceará, quando conseguiu o acesso à Série A em 2009 e fez um excelente começo de Campeonato Brasileiro em 2010, figurando com o clube cearense nas primeiras colocações. Outro nome é o de Oswaldo Alvarez, o Vadão, que inclusive tem o aval da torcida. Vadão comandou o Bahia na temporada 2004 e deixou escapar o acesso à Série A, na última rodada do quadrangular final. E o terceiro nome é o de Geninho, demitido neste domingo, do Sport Recife. Os três são considerados treinadores com experiência, diferente de Lourenço. No entanto, não seria mais novidade, o anúncio de algum treinador-experiência, por parte de Paulo Angioni e Marcelo Guimarães Filho.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Trio Elétrico do Delegado



Antes mesmo da bola rolar, o primeiro BaVi de 2011 já estava condicionado a entrar para a história. O Bahia dependia do clássico para amenizar um crise que começou com um início ruim de campeonato. Um derrota poderia custar o emprego do técnico Rogério Lourenço e aumentar a crise que rompeu os gramados e terminou na dispensa do artilheiro do time, Jael, que na semana passada agrediu um diretor do clube. A instauração do caos dependia do resultado do jogo.

Já Vitória, ainda sob desconfiança do torcedor, entrou em campo disposto a fazer sua própria história. O clube não vencia o Bahia no Barradão desde 2006. De lá pra cá, nove jogos. Um tabu inconveniente, se levado em conta que graças ao santuário rubronegro, em duas décadas o Leão levantou mais taças de campeão do que tinha em noventa anos de vida. Além disso, o clássico deste domingo foi o primeiro em 19 anos, em que o Vitória, rebaixado no ano passado, entrou em campo um degrau abaixo do maior rival, que depois de sete anos voltou a Série A, no cenário nacional.

Então, se restava ao clássico a obrigação de ser histórico, nada mais justo do que um homem de muitas histórias, assumisse o posto de heroi, seu nome: Antônio Lopes. Quando assumiu o Vitória há poucas rodadas do final do Brasileiro do ano passado, Lopes fez respirar um time que agonizava, mas no fim, deu-se o pior. Apesar da queda, preferiu ficar e escrever a história à sua maneira.

No BaVi deste domingo, o primeiro tempo abaixo do esperado deixou os 14.835 pagantes sem muitas esperanças de ver um futebol que honrasse o clássico. Restou ao Delegado Lopes, o papel de alterar o rumo da coisa. Sem que fosse preciso trocar jogadores, o treinador rubronegro mudou o Vitória da segunda etapa. Da conversa de pé de ouvido no vestiário, saiu um Vitória disposto a vencer. Um Vitória onde o trio ofensivo Elkeson, Rildo e Neto Baiano pode mostrar que a confiança dada por Lopes não foi sem merecimento. Em dois minutos, Neto e Elkeson fizeram 2 a 0 e praticamente mataram o jogo.

O Bahia sentiu o golpe e foi um time perdido na maior parte do segundo tempo, com praticamente um único lampejo de reação em uma cabeçada de Pedro Beda defendida milagrosamente por Viáfara. A falta de rumo afetou até o técnico Rogério Lourenço, que tirou de campo o volante Boquita, que havia entrado no final do primeiro tempo e havia dado mais qualidade à saída de bola tricolor. No final, Rildo fez o terceiro e mostrou que o trio elétrico do Delegado pode dar o que falar. Apesar do triunfo, Lopes reconheceu que o time pecou em muitos pontos e prometeu melhorias. Ainda assim, avanços foram visíveis, como a boa atuação dos laterais recém-promovidos da base, Romário e Leo, que anularam as principais jogadas do Bahia pelos lados.

Ao Bahia, na quinta colocação e três pontos atrás do quarto colocado, resta juntar os cacos e refletir sobre a crise. Depois de perder a base do acesso, demitir Rogério Lourenço após a chegada do caminhão de contratações dos seus “garotos de confiança” pode ser um grave erro, no entanto mantê-lo diante do resultados ruins e do clima de insatisfação da torcida também é algo que pode custar caro no futuro. A faca de dois gumes está nas mãos da diretoria.

No lado rubronegro, o Delegado sorri de forma serena e segue o trabalho, apesar do trio elétrico, ele sabe muito bem que não há espaço para carnaval.

Também no blog do Lédio Carmona » O trio elétrico do delegado »

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pela hegemonia do Barradas

O Vitória tenta quebrar no próximo domingo, um incômodo tabu. Jogando em seu próprio estádio, o rubronegro não vence o maior rival há cinco anos. De lá pra cá, já foram disputados 10 jogos. Apesar de não levantar uma taça do campeonato baiano há 10 anos, o tricolor se acostumou a jogar nos domínios rivais. Nesse período sem vencer o Bahia, o Vitória chegou a cair por 4 a 1, em uma goleada histórica.

Considerado um verdadeiro divisor de águas do futebol baiano, o Barradão deu ao vitória a atual hegemonia estadual. Graças a ele, em duas décadas o Leão levantou mais taças de campeão do que tinha em noventa anos de vida.

E lá o Vitória chegou à incrível marca de mais de oito anos de invencibilidade em BaVis. Foram 18 jogos entre 5 de abril de 1998 a 21 de maio de 2006. De lá pra cá, foram nove jogos, com seis vitórias para o Esquadrão e três empates.

E o plano atual do tricolor é manter a escrita. Do atual elenco, o lateral-esquerdo Ávine, o zagueiro Nen, o volante Marcone, e os meias Ananias e Maurício, já disputaram o clássico. Pelas bandas rubronegras, o destaque fica por conta do zagueiro Alison, que marcou era defendendo o tricolor, inclusive marcando gols em BaVis.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Um demodé feito pra vender

Entre um canção e outra, a bola rola nos sonolentos estaduais. E entre uma peleja e outra, já temos crises instaladas em diversas partes do país. A maior delas, no Vasco da Gama. Mas nas bandas nordestinas, a tal crise já ganhou até contornos agressivos. E depois do soco do atacante Jael, o Cruel, no desconhecido diretor assistente de Paulo Angioni, a crise made in Bahêa pode ter contornos ainda piores para os dois lados. O clube estuda uma punição, que pode até ser uma rescisão contratual. No entanto, diante dos pífios resultados na estadualzzzzzzzzzz ficar sem o principal goleador pode ser uma punição ainda maior ao próprio clube.

Enquanto isso, rumores apontam para um grupo (já!!!) não muito unido, com as primeiras formações de panelas, diferente de 2010, quando Márcio Araújo conseguiu dar liga. Enfim, é muita informação. Muita crise pra pouco futebol. É muito "veja bem" para um clube que depois de tantos anos, enfim parecia ter entrado nos trilhos. Como dizia o Maluco Beleza: "É muita estrela pra pouca constelação". Continuo sonolento para os estaduais, mas sem deixar passar a grande campanha do Esquadrãozinho na Copa São Paulo Sub-18. A eles, minhas homenagens e nada maiszzzzzzzzzzz.



Aliás, depois disso, volto pra canção: "a mentira que acomoda é um demodê feito pra vender"



Voltei


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mundial de Clubes tem de ser logo ali! *

Por João Eça (@balaotex)

No início, não gostava muito da música “Vamos Subir, Esquadrão”, por achar importada das torcidas do sul do Brasil, quando temos na Bahia grandes hits de axé e pagode que combinam e muito com as arquibancadas. Mas, me rendi quando vi o grito de guerra ser cantado de forma enlouquecida em bares, ônibus, praias e aeroporto. No refrão “Vamos Subir, Esquadrão”, a fisionomia dos que cantam revela uma suplica desesperada pelo fim de uma era em que a massa tricolor sofreu como jamais tinha ocorrido nos 79 anos de história do Baêa.

Ainda lembro do choro do goleiro William Andem, no primeiro rebaixamento, em 1997. Iniciava-se o tormento. (Na verdade, a crise começou antes, mas foi anestesiada pelo gol de Raudinei, em 94.)

E os fracassos continuaram, tanto na Segundona quanto no Baiano. Tudo bem, tudo bem: o tricolor foi bicampeão do Nordeste. Mas só retornou à Série A pelo caminho vergonhoso da virada de mesa, e logo depois o castigo veio em dobro, no inferno da Terceira Divisão. Sem antes passar pelo purgatório de levar 7 a 0 do Cruzeiro e 6 a 2 do Vitória. Neste Ba-Vi, eu chorei no Barradão pela primeira vez com futebol, pensando que o Bahia fecharia as portas.

A torcida tricolor teve de engolir jejum de títulos no estadual e derrotas para Coruripe, Ananindeua, Ferroviário e outros. Sem falar em carrascos como Pantico, um dos muitos nomes diferentes que atormentaram as zagas tricolores.

Até quando o Baêa conseguiu um dos poucos momentos de glória, no retorno à Série B, o grito ficou entalado, pois a festa foi interrompida pela tragédia da Fonte Nova. E a mãe Fonte é matreira. Ela começará a ser reerguida no mesmo ano em que o filho mais chegado vai retornar ao posto dos melhores do país. Quando ficar pronta, a Nova Fonte vai querer receber no seu gramado aquele velho tricolor campeão dos campeões.

Portanto, vamos comemorar até segunda-feira e depois começar a exigir qual e quando será a próxima conquista. A massa tricolor está igual a um gordo que ficou um dia inteiro sem comer: sedenta e com uma multiplicada fome por títulos e glórias. Vencemos o Inter em 1988. Vinte e dois anos depois, parece que o Bahia parou no tempo, se compararmos com o time gaúcho bicampeão da Libertadores. Não há mais espaço para amadorismo. Com a força de uma nação como a massa tricolor, o Mundial de Clubes tem de ser logo ali. Os tricolores não aceitam menos do que isso. Né não, Marcelinho Guimarães?

* João Eça é jornalista. Este texto foi publicado primeiramente na edição do dia 14/11/2010, do jornal Massa!, do qual João Eça é repórter.

O Gigante voltou!!!!!!!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quando o Bahia subir

MARCELO BARRETO

Quando o Coritiba subir, terá sido com raça e competência para não se deixar abalar por um rebaixamento no ano do centenário. Quando o Figueirense subir, ninguém estranhará receber um time bem organizado como ele na Série A. Se o América-MG subir, será a volta de uma camisa tradicional que já conheceu até a segundona do Mineiro. Se o Sport subir, o fará com uma arrancada irresistível, para devolver ao convívio dos maiores quem há pouco venceu a Copa do Brasil e fez belo papel na Libertadores. Se a Portuguesa subir, será com uma reta final daquelas de aposentar os matemáticos. Cada acesso terá sua história, seu mérito, seu valor. Mas hoje – com a permissão dos torcedores de todos os candidatos – eu quero falar do Bahia.

Tenho uma simpatia pelo tricolor da Boa Terra que vem dos tempos de criança. Gostava do uniforme, dos Ba-Vis, do ponta-direita Osni. Nos Gols do Fantástico, as cores das imagens que vinham de Salvador pareciam mais vivas e a rede da Fonte Nova demorava mais tempo a estufar. O Bahia, para mim, sempre foi um grande. E eu o vi mostrar essa grandeza a todo o Brasil em 1988, com a elegância sutil de Bobô que inspirou o verso de Caetano Veloso. (Aliás, esse título tem uma história que merece parênteses. Um conhecido jornalista do Rio de Janeiro, cobrindo a semifinal em Salvador, dizia a todos os motoristas de táxi, imitando a forma local de pronunciar o nome do time: “A imprensa carioca está com o Baêa!” Foi uma estratégia bem-sucedida para atrair a simpatia dos soteropolitanos, até a corrida em que o taxista respondeu: “(Piiii)-se, eu sou Vitória.”)

Então, aproveito para dizer que gostar do “Baêa” não é desmerecer o Vitória. É que o rubro-negro está onde merece, entre os grandes. Enquanto isso, o tricolor sofre o mais longo afastamento da Série A entre os times mais tradicionais do Brasil. Há trajetórias mais dramáticas, como a do Santa Cruz, que despencou para a Série D e de lá não consegue sair. Mas desde 1997 – quando foi rebaixado, menos de uma década depois de ser campeão -, o Bahia passou apenas quatro anos na Série A (à qual voltou via Copa João Havelange) antes de cair de novo e conhecer a Série C.

Nessa acidentada trajetória, o tricolor perdeu jogos, perdeu a Fonte Nova (interditada por causa de um acidente num jogo em que conseguiu o acesso à Série B), perdeu credibilidade, mas não perdeu a torcida. Ao longo de uma década infeliz – em que não conseguiu se impor sequer no âmbito regional, conquistando apenas um Campeonato Baiano -, ficou claro que os torcedores eram seu maior patrimônio. Os gritos de “Baêa!” encheram estádios até na Série C. Uma vez escrevi que tamanho de torcida deveria ser contado no estádio, e por esse critério a do Bahia seria a maior do Brasil. (Era só uma licença poética, mas serviu para que eu fosse espancado em algumas comunidades na internet. Pois agora acrescento outra, mas dou o crédito para sermos linchados juntos: meu amigo Toninho Neves me disse que o Bahia é o time fora do eixo Rio-São Paulo que mais bota torcedores nos jogos fora de casa. Pronto, falei.)

Maior ou menor do que as outras, a torcida do Bahia já deu mostras da festa que fará quando seu time voltar à Série A. A recepção do time no aeroporto, depois da vitória sobre o Paraná, foi uma das imagens mais impressionantes do ano no futebol brasileiro. Não era o jogo da classificação. Era a trigésima segunda de 38 rodadas da Série B. E nem mesmo a liderança tinha sido conquistada. Mas o time chegou a Salvador nos braços do povo. Só faltou um caminhão do corpo de bombeiros – ou, sem medo de estereótipos, um trio elétrico – para o desfile triunfal. Era um anúncio, uma prévia das manifestações que estão por vir.

Porque o Bahia vai subir. A falta de lógica do Campeonato Brasileiro, seja ele de Série A ou B, se esmera em desmentir garantias como essa (até hoje Paulo Cesar Vasconcellos tem de ouvir minhas provocações pela frase que repetia no Troca de Passes em 2007: “O Corinthians não vai cair!”). Mas eu me arrisco. Porque não é só matemática, é a paixão que está traçando o caminho da volta. O Bahia, que já era grande em 1959, quando deixou para trás o Santos de Pelé e conquistou a Taça Brasil (da qual seria ainda vice-campeão em 1961 e 63, perdendo para o mesmo Santos, porque ganhar de novo do time do Pelé era brabo), vai reencontrar seu lugar entre os maiores. Eu adoraria completar: para não mais sair. Mas isso, na situação atual do futebol brasileiro, não é fácil para ninguém.

Por enquanto, só dá para dizer que quando o Bahia subir vai ser lindo.

E segue o drama

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia de Mito


GloboEsporte.com

O Liverpool conquistou uma vitória heróica em Anfield Road, nesta quinta-feira, pela Liga Europa. Com três gols de Steven Gerrard, que entrou na etapa final, os Reds venceram o Napoli 3 a 1 e se mantiveram na liderança do Grupo K da competição continental, com oito pontos.

Os italianos, que abriram o marcador com o argentino Lavezzi, permaneceram com três caíram para a terceira posição na chave.

Os Reds entraram em campo sem os seus principais jogadores. Enquanto o espanhol Fernando Torres sequer ficou no banco de reservas, Gerrard iniciou o confronto entre os suplentes e só entrou na etapa final para se tornar o principal destaque da partida.

Além dos dois, o brasileiro Lucas, que interessa ao Inter de Milão, também ficou como opção do técnico Roy Hodgson.

Ponto ganho!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dois grandes

coxa


Lédio Carmona

Bahia e Coritiba fizeram um jogo Classe A na Série B. Casa cheia (32 mil torcedores na Arena de Pituaçu), gramado impecável, dois times com camisa e jogando para frente. Não havia retranca, medo, recuo. A estratégia de ambos os lados era para vencer. Como se jogassem mesmo a final da segundona e que, já classificados (essa é a opinião desse blog) agora pretendessem o título (e fazem os dois muito bem). Mais ou menos no clássico da terça só o árbitro: confuso, vendo pênalti ou nada aconteceu, e travando demais a partida. Mas foi mesmo um partidaço.

Jogo bom, e que provou a força do Coritiba. O Coxa foi melhor. Tem um time mais ajeitado, mais entrosado e que não tem medo de jogar fora de casa. Mas ontem perdeu gol demais. E, diante de um Bahia, perigoso, confiante e inspirado, pode ser um pecado. Aos 39min do segundo tempo, já resignado com a fratura de Triguinho e com o provável 0 a 0, a defesa paranaense dormiu no ponto. Toque de cabeça de Rodrigo Gral, projeção de Ewerthon e gol do Bahia.

Acabou? Não. Jogo bom não termina nunca. Só quando não tem mais jeito. Mas Bill, no último minuto, achou o seu jeito: 1 a 1. Placar final para um jogo de gente grande. Para um duelo de campeões. E que, simbolicamente, só confirmou a volta de Coritiba e Bahia ã Série A. Por sinal, junto com o Figueirense. E agora só falta uma vaga: América Mineiro ou Sport. A distância passou a ser de apenas um ponto. Leão ou Coelho? Nesse momento, o rugido do leonino parece mais firme do que a hesitação preocupante do rival.


sábado, 30 de outubro de 2010

Obrigado outubro!

23.10: Pelé 70 anos

28.10: Garrincha 77 anos

30 de outubro: Maradona 50 anos

Barradão 500 - A força do caldeirão

Bastaram 45 minutos para o Vitória construir sua Vitória sobre o Vasco e deixar a zona de rebaixamento. O Leão começou com tudo e apenas na etapa inicial fez 3 a 0. No segundo tempo, o Vasco descontou e fez dois, mas o rubro-negro fez mais um. Adaílton, Elkeson, Neto Coruja e Junior marcaram para o Vitória, enquanto Nunes e Fumagalli descontaram para o Vasco.

Mais de 34 mil rubro-negros apoiaram o time durante todo o jogo no jogo que foi o de número 500 o Barradão. Logo aos 2 minutos, Adailton fez uma arrancada espetacular pelo lado direito, entrou na área e de bico abriu o placar. O gol incendiou o Barradão, enquanto o Vasco sequer tinha de fato, entrado na partida. Depois disso, a equipe carioca começou a se soltar em campo, mas o Vitória manteve as rédeas do jogo e chegou ao seu segundo gol após uma falha do goleiro Fernando Prass. Elkeson chutou de longe o goleiro vascaíno aceitou. E antes que o primeiro tempo terminasse Neto Coruja ainda marcou o terceiro.

No segundo tempo, o Vasco voltou melhor e logo no começo, Nunes que havia acabo de entrar, diminuiu, mas antes que a torcida ficasse apreensiva, Júnior tratou de marcar mais um, bem ao seu estilo. O Vasco ainda diminuiu com Fumagalli cobrando falta, nos acréscimos.

Com o resultado, o Vitória foi a 37 pontos, deixou a zona de rebaixamento e está em 14º. O Vasco segue com 42 pontos, em 12º. O time rubro-negro volta a campo na quarta-feira (3), para encarar o Santos, na Vila Belmiro.


Subindo!



Update: Com a derrota do Coxa neste sábado, o jogo desta terça-feira (2), vale a liderança da Série B. A hora chegou!

domingo, 24 de outubro de 2010

Nas contas do Delegado

Por mais estranho que possa parecer, Lopes disse que ao Vitória resta vencer os jogos em casa, os quatro que restam, e assim, escapar da degola. Por isso, a derrota deste sábado para o Botafogo praticamente estava nos planos (?!). Mas se não deu tempo de comemorar a vitória contra o Prudente, não dá pra chorar a derrota diante do Fogão. Resta ao torcedor rubronegro neste domingo, secar o Galo mineiro que enfrenta e o Cruzeiro, e em caso de triunfo, joga o Vitória na zona de rebaixamento. Depois é pensar no Vasco e a obrigação dos três pontos. O Vitória tinha escolha e preferiu um final com emoção. Nos resta acompanhar.

sábado, 23 de outubro de 2010

Receita caseira


O apagão que afetou o Bahia na última rodada, diante do Figueirense, deixou o torcedor baiano com uma pulga atrás da orelha. A diferença para o 5º colocado caiu e a euforia deu lugar à preocupação, mas nada que uma velha receita não resolvesse. O Bahia precisava voltar a vencer, convencer e passar a seu torcedor novamente tranquilidade. Mas, faltava combinar com o adversário, e o perigoso ASA parecia disposto a estragar a festa neste sábado em Pituaçu. O time alagoano sentia a falta do artilheiro Ciel, ainda assim levava muito perigo ao gol do Bahia. O tricolor tinha maior posse de bola, mas não conseguia converter esta superioridade em gols.

Quando em uma falha, do zagueiro Luisão, o ASA parou nas mãos do inspirado Fernando, a receita caseira tricolor ameaçou desandar, mas aí coube a Ávine, símbolo do renascimento atual do Bahia dentro de campo, fazer uma linda jogada individual e abrir o placar. O gol marcado no final do primeiro tempo foi sentido pelo time alagoano e fez o Bahia se tornar o dono do jogo. Na etapa final, o ASA voltou sem a mesma pegada, e o meio campo Didira já não fazia a mesma apresentação que preocupou tricolores na primeira etapa. E a falta de apetite do ASA era justamente o ingrediente que faltava para o Bahia se consolidar em campo.

E o Bahia ainda contava com um mestre cuca, que costuma brilhar aos sábados em Pituaçu, Adriano Michael Jackson. Como no último sábado, o artilheiro tricolor marcou três vezes. O primeiro escorando cruzamento de Arilton, o segundo após jogada individual com uma linda conclusão encobrindo o goleiro Jorge Miguel, e o terceiro de cabeça após cruzamento da esquerda. O segundo hat-trick em sete dias, fez Adriano incendiar as arquibancadas de Pituaçu. Os mais de 22 mil torcedores ainda comemoraram o quarto gol, quando o ASA diminuiu aproveitando uma bobeira do goleiro tricolor, que distraído ainda festejava. Cheio de créditos na casa, Fernando apesar do vacilo foi aplaudido pela torcida. Com a sua tradicional serenidade Márcio Araújo comemorava o feito tricolor.

Por fim, ainda teve tempo, do ídolo e artilheiro do time Rodrigo Gral cobrar um pênalti e de cavadinha marcar o quinto do Bahia, que com o resultado assumiu a terceira posição, com o mesmo número de pontos que vice-líder Figueirense, e cinco a frente do quinto colocado, Sport. O acesso fica cada vez mais perto, a união e comprometimento do grupo fica evidente a cada vitória. Torcida e time parecem um só, tanto na vibração e vontade em campo, como nos momentos de fé e agradecimento após o jogo. Receita pronta e quase servida. O Bahia tem a faca, o queijo e outros ingredientes em mãos. Desta vez, o tricolor não parece disposto a perder a grande oportunidade, sua apaixonada torcida agradece.

sábado, 16 de outubro de 2010

O Bahia da coletividade

Eric Luis Carvalho e Jéssica Maciel

A diferença entre Bahia e Náutico esteve a mostras mesmo antes da bola rolar em Pituaçu. Quando entrou em campo carregando uma faixa em homenagem ao volante Bruno Octávio, que machucou o joelho e está fora do campeonato, o time do Bahia demonstrou união. Sentimento que há muito tempo não era visto pelas bandas do tricolor baiano. O Náutico, que até começou a partida jogando bem, foi na maior parte do tempo, um time individualista. Prova disso foi a expulsão de Tinga – terceira dele no campeonato -, antes da metade do primeiro tempo, em uma atitude que prejudicou o time pernambucano, desmanchando o esquema de Roberto Fernandes. E diante de um adversário qualificado, jogando em casa, com mais de 27 mil torcedores em Pituaçu, e lutando pelo acesso, o individualismo custou caro para o Timbu.

Até mesmo quando usou o talento individual, o Bahia soube jogar em equipe. Vivendo um dos melhores da sua carreira, o lateral Ávine mostrou mais uma vez porque é um dos grandes nomes desta Série B. Os três gols do Bahia passaram pelos pés do camisa 6. No primeiro, um lançamento primoroso para Morais, que também vive uma grande fase, o meia cruzou para Adriano “Michael Jackson” escorar e fazer o primeiro gol do jogo. O Náutico tentou reagir de forma imediata, mas parou no goleiro Fernando. E então dos pés de Ávine saiu uma passe para Hélder que cruzou na cabeça de Adriano. Bahia 2 x 0. Sentindo o golpe, o Timbu praticamente se entregou em campo.

Sem Jancarlos, que deixou o campo machucado, Márcio Araújo precisou improvisar na lateral direita, colocando um volante e liberou ainda mais Ávine para avançar. E foi o lateral esquerdo quem deu um belo passe, em profundidade, para mais uma vez, Adriano marcar. Desta vez, o atacante que nas comemorações dança como o rei do pop, foi rei no quesito frieza. Corte no goleiro, gol aberto, golaço. Hat-trick e festa em Pituaçu.

O Náutico que deixou Alexandre Gallo no meio do caminho, agora deixa com Roberto Fernandes a missão de juntar os cacos. Para isso, precisa de uma dosagem de comprometimento - que deve começar na diretoria e se estender até as arquibancadas. Fernandes que deu esperança de recuperação aos alvirrubros, ao vencer o América-MG nos Aflitos, mas não conseguiu engrenar uma sequência de vitórias, tem condições de fazer um trabalho que permita ao Náutico terminar o ano ao menos de forma digna e sem nenhum tipo de susto.

Enquanto do lado do Bahia, o torcedor que por anos reclamou da falta de um elenco qualificado, hoje comemora ter no gol Fernando, enquanto não pode contar com Renê. Comemora a boa fase de Morais, que assumiu a condição de camisa 10, com as sombras do garoto Vander e de Rogerinho. No Bahia que caminha a passos largos para enfim voltar a Série A, a união parece fazer a força deste grupo. A cada gol, festa dos reservas, dos relacionados, da torcida. A serenidade de Márcio Araújo jogou para escanteio a desconfiança que o torcedor nunca escondeu sentir dele. Restando nove jogos, o Bahia abriu seis pontos sobre o 5º colocado e vê o sonho cada vez mais perto. E sem tirar os pés do chão, o coletivo tricolor parte para as últimas paradas. O momento atual dá mostras que o futuro próximo será de muita alegria.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A matemática do acesso

Além da confiança do torcedor e do bom futebol jogado, principalmente longe de Salvador, o Bahia tem mais um fator para manter forte a confiança no acesso para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, a vantagem do 4° colocado (Bahia, 48) para o 5° (Sport, 43) é de cinco pontos. Pode parecer pouco, mas a história da Série B mostra que é muito. Desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos, em 2006, esta é a maior distância entre o G4 e a 5ª posição da história da Série B. Nunca uma diferença tão grande foi tirada nessa fase do campeonato. A maior foi conseguida pelo Grêmio Barueri, em 2008, e era de apenas dois pontos.

Naquela ocasião, o hoje Grêmio Prudente, tinha 45 pontos, era 5º, enquanto o Avaí era 4º com 47, no final do Campeonato, o time paulista conseguiu o acesso e o time catarinense permaneceu na Série B. Em 2007, o Vitória também chegou a esta fase da competição fora do G4, porém naquela ocasião, o rubro-negro tinha apenas um ponto a menos que o quarto colocado Criciúma. Por isso, o atual G4, formado por Coritiba, América-MG, Figueirense e Bahia, demonstra neste momento da competição que tem todas as possibilidades de permanecer da mesma forma, até o final do campeonato.

Mas levando em conta, o equilíbrio da atual competição, é importante manter as “barbas de molho”, e os times fora do G4 também buscam nos anos anteriores inspiração para buscar o acesso. Com exceção do ano passado, sempre um clube que não figurava entre os quatro primeiros depois de 27 partidas conseguiu uma das vagas. O problema atual é justamente a grande diferença de pontos. Outro fator que pode beneficiar ainda mais a turma da frente, é que nesta terça-feira (12), o 5º colocado, Sport, enfrenta o 6º, a Ponte Preta, um resultado de empate no jogo de Campinas, combinado a vitórias dos integrantes do G4 pode elevar a vantagem do grupo sobre os principais adversários a uma das vagas para até sete pontos.

A matemática do acesso
Na teoria, o líder Coritiba precisaria de mais quatro vitórias para garantir uma das vagas, enquanto o vice-líder America-MG precisaria de cinco vitórias e um empate, enquanto a Figueirense e Bahia restariam a necessidade de mais cinco triunfos, mas na prática, a depender da pontuação dos adversários, estes números ainda podem mudar.

domingo, 10 de outubro de 2010

A importância do dever de casa

O Bahia venceu o Guarantiguetá, neste sábado (9), em Pituaçu, por 2 a 1 e se manteve firme na luta pelo acesso para a Série A. O Bahia criou boas chances já no começo do jogo, mostrando muita vontade. O veloz ataque tricolor deu trabalho à defesa do time paulista. Everton teve uma grande chance após ser lançado em boas condições por Adriano, mas na hora do chute, a defesa do Guará se recuperou e fez o corte. Na sequência, após grande jogada de Ávine, Adriano ficou na cara do gol e mandou na trave.

Dominando a partida, não demorou muito para o tricolor abrir vantagem. Aos 8 minutos, Marcone começou a jogada e passou para Morais, que achou Adriano entre os zagueiros. Livre de marcação, desta vez o atacante tricolor não desperdiçou e marcou o primeiro do Bahia.

Logo após o gol, o Bahia continuou em cima do Guará, e Jancarlos cobrando falta, quase ampliou. No entanto, quando o time paulista resolveu sair para o jogo, levou perigo ao gol de Fernando, sempre nos contra-ataques. O Bahia voltou a ter chances de ampliar, após jogada de Jancarlos, Adriano perdeu livre, embaixo do gol, uma chances incrível. No final do primeiro tempo, o Bahia voltou a diminuir o ritmo.

Bahia amplia no começo e leva pressão no final

Márcio Araújo voltou do intervalo com o mesmo time e logo no começo da etapa final, o Bahia chegou a seu segundo gol. Aos 3 minutos, Avine foi derrubado na área e juiz marcou pênalti. Morais cobrou com categoria no canto direito, o goleiro Jaílson ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir o gol do tricolor.

Precisando correr atrás do placar, o Guará saiu para o jogo. Em uma das boas oportunidades criadas, Leo Silva fez uma boa jogada e bateu de longe para boa defesa de Fernando. Outra boa oportunidade do time paulista foi com Jonh, que obrigou Fernando a fazer outra grande defesa. Em seguida o Bahia, voltou a tomar as rédeas do jogo e passou a segurar a administrar o resultado.

Mas aos 35, Nem cometeu um pênalti bobo. Guaru cobrou e Fernando fez a defesa, mas no rebote, o mesmo Guaru diminuiu para o Guaratinguetá. No lance, Nem recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o São Caetano, na próxima rodada. Após o gol, o Guará e o Bahia passou a levar sufoco. Para piorar, Morais foi expulso, após se jogar pedindo falta. O final ficou nervoso e o Guará chegou a marcar um gol, mas a arbitragem anulou corretamente marcando impedimento. Apesar do sufoco, o Bahia conseguiu segurar a pressão e conquistou importantes três pontos na luta pelo acesso, para a alegria da torcida tricolor. O Bahia volta a campo na próxima terça-feira (12), contra o São Caetano, às 21h, no estádio Anacleto Campenella, em São Caetano do Sul.