Até aqui a bola rolou em 21 rodadas para 126 jogos. A rede balançou 355 vezes, a média de gols é de 2,8 por jogo. Foram 65 vitórias dos mandantes, 38 dos visitantes e 23 empates. Doze times entraram na disputa pelas quatro vagas nas fase seguinte, três chegam na última rodada garantidos, outros dois disputam a última vaga. Outros três clubes lutam para não cair.
O Vitória chega na última rodada como líder do campeonato com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado. O time rubro negro teve durante a competição três treinadores, Vágner Mancini, Mauro Fernandes e Ricardo Silva, e na fase final terá um quarto comandante, Paulo Cesar Carpegiani. O time da Toca do Leão tem o ataque mais positivo do Campeonato com 54 gols marcados, uma média de 2,57 gols por jogo. Também é do Vitória, o artilheiro da competição, Neto Baiano, com 14 gols.
Com a primeira colocação garantida, o Vitória tem a vantagem de decidir a vaga na final contra o quarto colocado jogando por dois resultados iguais e com a segunda partida sendo realizada no Barradão, vantagem que o time também leva para a final, caso se classifique. O Leão tem ainda a zaga menos vazada, tendo sofrido apenas 11 gols, o que dá ao time de Ricardo Silva a impressionante marca de 43 gols de saldo.
O Bahia é o time de segunda melhor campanha, tendo marcado 41 e sofrido 18 gols, porém o time tricolor ainda não tem o segundo lugar garantido, uma vez que o Flu de Feira, dono de uma brilhante campanha nesse Baianão, ainda pode ultrapassar o tricolor. Para isso, basta que o Flu vença o seu jogo e o Bahia não vença o seu. 
Abriga pela última vaga envolve Atlético de Alagoinhas e Vitória da Conquista. O Carcará que se manteve invicto da 7ª até a 19ª rodada tinha a vaga praticamente assegurada, porém perdeu as duas últimas partidas e viu o Bode de Conquista encostar na tabela.

Já o Conquista, de quem muito se esperava depois do Baianão do ano passado, não fez um bom começo de campeonato e terminou vacilando em momentos cruciais, porém com os tropeços do Atlético nas últimas rodadas, voltou a ter chances de classificação. Para isto o Bode jogará tudo contra o já classificado Fluminense e ficará na torcida por um tropeço do Atlético diante do Vitória. O dono da quarta vaga será também o adversário do time do Barradão nas semifinais.
Itabuna, Ipitanga, Madre de Deus e Colo Colo apenas cumprem tabela nesta última rodada. Já os outros três times vão entrar em campo com a faca entre os dentes, jogando tudo para continuar na elite do Baianão em 2010.
A missão mais complicada é a do Feirense, que apesar de jogar em casa, vai a campo carregando o peso da lanterna e tendo a obrigação de vencer o Madre de Deus para escapar da Segundona. Já o caçula do Baianão que vem de uma heroica vitória sobre o Bahia, não corre mais risco de cair, já que mesmo que perca seu jogo, não poderá ser alcançado por todos os adversários da parte de baixo da tabela.
O Colo Colo apesar da pífia pontução não tem mais chances de rebaixamento pelo mesmo motivo que o Madre de Deus, ainda que perca seu jogo só poderá ser alcançado por dois dos três adversários que lutam para não cair.

Prefiro não comentar sobre o jogo, a não ser que se os titulares do Bahia já não são lá isso tudo, imaginem os reservas, e o pior, os reservas dos reservas. Quem é Cadu? Thiago Carpini? Juninho?. Vale lembrar também que o único titular em campo, o goleiro Marcelo, falhou duas vezes. Além de Gallo que teima em inventar nas suas substituições. Será que o Bahia não tem um zagueiro reserva? Gallo preferiu tirar um e colocar um volnate, recuando outro volante para a zaga. Mas vou parar por aqui, por que quem melhor definiu o time tricolor foi o narrado Expedito Magrini, do jeito que só ele sabe dizer: HORROROSO!

4º colocado no Campeonato Baiano. 



Depois disso, o jogo ficou ensebado, Gallo mudou mal, sacando Léo Medeiros - substituido de forma acertada, Patrício e Elton, para as entradas de Helton Luiz, Rogério e Paulo Roberto. O erro, em minha opinião foi o fato de tirar do jogo Patrício, que apesar de qualquer coisa é infinitamente superior a todas as outras tentativas frustadas do treinador na posição. Vide Ananias e o jogo de hoje, simplesmente horroso! Mas ai quem resolveu aparecer foi o arbitro Paulo Jorge Figueira, do Rio Grande do Norte. Arbitragem sofrível, lances cabais não marcados. Duas penalidades para o Bahia, no segundo, Paulo Roberto praticamente levou um ipon do adversário, assim como o atacante Ariel, que sofreu uma das faltas mais claras da minha vida e não marcada pela arbitragem, aliás duas, sendo que a primeira foi dentro da área. Penalidade clara, desta vez para o Coritiba. E que o senhor Paulo Jorge Figueira de péssimo domínio do apito, não marcou.
Até então, com pista seca, mas com o circuito rodeado de nuvens dignas de causar inveja aos soteropolitanos que esperam desesperadamente por umas gotas de chuva. Já na saída, Nico Rosberg surpreendeu e pulou de quarto para primeiro enquanto Jenson Button, Jarno Trulli e Fernando Alonso brigavam pela segunda posição. Ainda na primeira volta, Button repassou Alonso rapidamente. Rubens Barrichello pulou para quinto na largada, e ficou preso atrás do espanhol bicampeão, que tinha um carro bastante pesado com o tanque cheio de combustível. Após a primeira rodada de pit stops, a dupla da Brawn colocou as asas de fora, o inglês assumiu a liderança e o brasileiro colou no italiano Jarno Trulli da Toyota.
Na volta 18, a Ferrari trocou prematuramente os pneus de Raikkonen, prejudicando o finlandês. Porém algumas voltou depois a chuva caiu com muita força e todos os pilotos tiveram de entrar nos boxes. Apenas Glock optou pelos pneus intermediários, e se deu bem, chegando a assumir a liderança quando Button parou para colocar os intermediários. O vencedor da primeira corrida parou e voltou na frente do alemão no retorno dos boxes.

Na minha vida futebolística, semeada durante os anos 90, sempre tive uma admiração ímpar pelo futebol gaúcho. Sempre vi ali algo que mistura o raça uruguaia, a paixão argentina e o talento brasileiro, por isso sempre vi no futebol do Rio Grande, um futebol a se espelhar. Nesse período o time do sul que me encantava era um tricolor, o Grêmio. Time de Scolari, Dinho, Adilson, Paulo Nunes, Arilson, Jardel e tantos outros.




A fórmula do sucesso:



Gallo disse que o baixo rendimento é fruto da sequência de jogos e que assim que os jogadores entrarem em seus níveis técnicos ideais, o tricolor voltará a jogar um futebol que agrade o seu torcedor. Torcedor este que mais uma vez vaiou o time ao final da partida. O time que se acostumou a só deixar o campo após cumprimentar a torcida, sob aplausos ao final de cada jogo, agora desce rapidinho para os vestiários. Com as partidas decisivas se aproximando, tudo o que o torcedor espera é que o time reencontre logo, o bom futebol. Quanto a partida de ontem, o Bahia encontrou muitas dificuldades, diante de um frágil, porém valente Camaçari. O tricolor balançou a rede pela primeira vez aos 27 minutos, com um belo gol marcado por Marcone.
Pelo que diziam os comentaristas das partidas na TV, o primeiro tempo havia sido bom. Bom no caso quer dizer: Bem melhor do que diante do Equador. O placar já era de 2 a 0. Um gol de pênalti e outro ilegal, ambos de Luis Fabiano. Veio o segundo tempo e o time de Dunga não convenceu, talvez com freio de mão puxado em virtude do placar já favorável. Porém a torcida gaúcha cobrava, queria mais. Merecia mais. E o Brasil infinitamente superior que o Peru tinha obrigação de oferecer mais. No entanto muito pouco foi oferecido, pouco futebol e um gol de Felipe Melo em uma boa e atrapalhada arrancada, concluída com categoria. A seleção venceu, goleou e todo mundo ficou aparentemente feliz. Mas eu tirei outras conclusões do momento:
Quando Felipe Melo arrancou no lance do gol, ele dividiu uma bola com um jogadore peruano e Kaká. No momento eu temi que pela forma que o ex-flamenguista foi na bola, achando que ele poderia machucar Kaká. Ainda bem que isso não ocorreu e pra melhorar, na sequência do lance, ele marcou com categoria um belo gol. Eu até gostei da entrevista dele ao final do jogo, falando sobre a necessidade de absorver as críticas construtivas e a emoção de marcar pela seleção com a presença da família. Me pareceu ser um menino que hoje tem a cabeça no lugar, religioso e grato. O abraço afetivo dado no auxiliar Jorginho depois do gol, foi bem legal de se ver, mas....eu nem vou dizer que Felipe e seu companheiro de marcação Gilberto Silva, não conseguem acertar um passe de dois metros. Só vou dizer que ver os dois em campo sabendo que Anderson, Lucas, Ramires e Hernanes (!!) estão de fora assistindo é dose. Sinceramente na minha opinião, Felipe Melo é mais uma invenção de Dunga, como foi Afonso Alves. É quase um Leomar da era Leão. Gilberto Silva é outro. Não dá mais.
Kaká dispensa comentários. É um líder nato, conhece futebol, sabe das coisas. Gosta de se cuidar, não exibe barriguinha sexy (?!). É tudo que Dunga e qualquer time ou seleção do mundo precisa. Com ele vamos mais longe a qualquer lugar.
Mas era injusto com o Equador que pressionava a seleção pentacampeã (!!) do mundo. Seleção que tinha no comando dentro das quatro linhas, Ronaldinho Gaúcho (eu juro que ele entrou em campo!), que há poucos anos atrás era o melhor do mundo. O Brasil só se defendia, assistia ao show de Júlio César que assistia à ineficiência de Gilberto Silva, Felipe Melo (?!), Elano e é claro Ronaldinho Gaúcho. Robinho também não apareceu e nem mandou lembranças, já Luis Fabiano se esforçou como sempre. Maicon deixou o campo contudindo, dando lugar a Daniel Alves, que assim como Marcelo, deixou a desejar. A dupla de zaga, Lúcio e Luisão não passou a melhor das impressões, afinal a toda hora Júlio César tinha que se virar.
Mas, eis que aos 44 minutos do injusto segundo tempo, Júlio César faz mais um milagre, daqueles que nos deixam boquiabertos, pois assim ficaram os defensores brasileiros. Ninguém da zaga afastou a bola defendida pelo goleiro brasileiro, e Noboa ficou na boa (confesso que hoje o Galvão fez piadas prontas geniais!) para colocar justiça no placar, que foi injusto.
A justiça momentânea se deu porque o Equador não merecia a derrota, mas a injustiça se deu com o time de Dunga, que comportou-se como quem pede para perder, ou seja, os rapazer de azul não mereciam sair de Quito com outro resultado que não fosse a derrota.
Esteticamente, a Fórmula-1 perdeu um certo charme. Não consegui engolir aquele aerofólio traseiro miúdo, encolhido, como algo que tomou chuva e não secou direito. Parecem os carros da GP2 equipados com o turbo do Top Gear 2000. Quem já jogou com certeza fez a ligação entre o aditivo de velocidade do game e o novo recurso da F-1 que aumenta em oitenta cavalos a potência dos carros em menos de seis segundos.
- É esquisito ver um carro branco, limpo de patrocínios, receber a bandeirada da vitória num esporte tão dominado e cobiçado pelas mais famosas marcas do mundo. Aliás, essa cor inspira os grandes gênios: O Álbum Branco dos Beatles; O livro Branco do Humor, de Millôr Fernandes; O carro branco de Ross Braw!




