domingo, 25 de outubro de 2009

Galo forte, Leão brigador

O de cima sobe e o de baixo desce

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não me pega!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O caldeirão ferve o sonho


Vitória 3 x 1 Naútico. Mais uma vez o caldeirão ferveu e o sonho do G4 permanece vivo. Próxima rodada o rubronegro tem um jogo de gente grande e que vale muito contra o Galo no Mineirão. Uma vitória contra o vice-líder será o suficiente para provar que a luta pelo G4 é mais que uma grata surpresa e uma bela realidade, uma derrota, que não será nenhum fim do mundo, pode deixar o time distante da briga, por isso o jogo é decisivo para ambos. O certo é que a campanha do Vitória é fantástica e melhor, o time joga um futebol que convence e faz do Barradão um verdadeiro caldeirão. Se nas últimas rodadas, o Leão beliscar algo fora de casa, o santuário será peça fundamental na busca da sonhada participação na Libertadores!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pouco tempo e muito assunto


Senhores e senhoras, é tempo de #tcc, muita correria e pouco tempo, por isso a ausência. Vontade de escrever não falta, mas entre escrever aqui e mais algumas linhas do #tcc, não tenho muita escolha. Mas a cobertura da dupla BaVi e dos pitacos pelo mundo, continuam - sempre que der!Aquele abraço!

Copa é com eles!


domingo, 4 de outubro de 2009

Aceitável, mas fora dos planos


Nada vi de Vitória e Santo André, além do gol, mas o resultado não foi nada bom para as pretensões rubronegras. O gol aos 30 segundos do primeiro tempo, segundo Mancini parece ter deixado o time desnorteado e cometendo vários erros. Enfim, após três triunfos seguidos na busca pelo G4, a derrota para o mais fraco dos quatro últimos adversários com certeza não estava nos planos. Mas não pode ser superestimada, é hora de levantar a cabeça e corrigir os erros. Na próxima rodada tem uma parada dura diante do Flamengo, adversário direto para uma sonhada vaga no G4. O jogo será às 21h50 no Barradão, promessa de grande espetáculo em campo.

Em queda livre


O Bahia perdeu mais uma. Desta vez para o Figueirense no Orlando Scarpelli, por 2 a 0. Agora são inacreditáveis sete jogos sem vencer. O tricolor permanece na 17ª posição, no G4 do mal. Apesar da estreia do treinador Bonamigo e suas mudanças técnico e táticas, na prática pouco mudou. O Bahia é o mesmo sem qualidade, sem anseios, sem espírito de quem vai conseguir alguma coisa. A situação é preocupante, o presidente da mudança fruto do continuísmo garante que não há crise. Eu garanto que esgotei meu vocabulário com o Bahia. É esperar pra ver. Sexta o adversário é o América de Natal, um dos 3 times que estão atrás do Bahia na classificação. Um derrota para o time potiguar pode jogar o tricolor ainda mais para o fundo do poço, uma vez que os vermelhos de Natal ultrapassam os baianos em caso de vitória. O Bahia faz força pra cair, vejamos se vai dar certo, ou se tudo terminará com uma - hoje injusta - absolvição.

sábado, 3 de outubro de 2009

E agora?



O grande pênalti


Olhar pra frente. E olhar pra trás.Agora que o papel picado já começa a ser recolhido nas ruas, e o sol já se pôs atrás da redentor acima da cidade, é tempo de entender o tamanho do que o Brasil conquistou. Na próxima década, uma planetária lupa se aproximará do país - mais especificamente do Rio de Janeiro. Uma final de Copa do Mundo. Os Jogos Olímpicos. O que o COI fez nesta sexta-feira de outubro em Copenhague foi marcar pênalti a favor do Brasil. Um imenso e impensável pênalti. Um pênalti claríssimo. É esse pênalti que o Brasil tem agora sete anos para cobrar. O problema é o goleiro. Quem é o goleiro?Nelson Rodrigues escreveu certa vez que o brasileiro é um narciso às avessas - pois adora cuspir em sua própria própria imagem.

Quem se acostumou a freqüentar o Maracanã nos anos 80 e 90 – e a patinar pelos rios de urina que corriam no anel de arquibancadas, entende profundamente a frase. O brasileiro é assim – adora reclamar do Brasil. Mas… na hora de melhorá-lo, bom, quem nunca furou um sinal (ou farol) vermelho?A ironia é que o brasileiro é assim mesmo – adora falar mal do Brasil, e adora ser brasileiro. Vê alguém furando fila? Se indigna. Chega atrasado e tem uma brecha? Ah, só hoje. No fundo, odiamos e amamos essa malandragem ao mesmo tempo. E amamos porque acreditamos que ela nos traz uma vantagem ímpar. Ninguém sabe driblar como o brasileiro… ninguém sabe resolver as coisas difíceis como o brasileiro. Devíamos ter patenteado o jeitinho há 500 anos, claro.

Como sabemos profundamente que somos assim… no dia em que conquistamos o direito de sediar uma Olimpíada, o brasileiro está feliz… e cético. Está comemorando, mas dizendo que “vão meter muito a mão”. Está orgulhoso, mas com pé atrás. É justo. Basta olhar para o passado recente. Os céticos dirão – não sem razão – que somos especialistas em superfaturamento com vara, em orçamento à distância, em 110m sem algemas e esportes afins. Dirão sobretudo que o não-legado do Pan de 2007 lança enormes nuvens sobre os jogos que virão. É verdade. Muito verdade.

Quando o Rio ganhou o direito ao Pan, promessas foram lançadas ao léu. E quase nada se cumpriu. A cidade ganhou dois ou três equipamentos de primeiro nível, alguma infra-estrutra em segurança, fez jogos sem violência… e só. Não houve despoluição da Baía da Guanabara. Não houve metrô para a Barra da Tijuca (nem para o nunca). Não houve TransPan. Houve, sim, uma denúncia de sobrepreço atrás da outra. O carioca se sentiu traído.

Perto de uma Olimpíada, o Pan custa um troco. A previsão brasileira para 2016 é, hoje, de R$ 25 bilhões de gastos. A experiência mostra que esse é apenas o ponto de partida. E é exatamente aqui que devemos parar. Parar e olhar, nacionalmente, para a frente.

Há 15, 20 anos seria impensável ver o Brasil sediando os dois maiores eventos esportivos do planeta. Mais que impensável, seria risível. O Brasil tinha uma democracia infantil, inflação galopante e pouca projeção planetária. Era uma terra exótica de onde veio o Pelé, repleta de traseiros, macacos e cobras. A capital se chamava Buenos Aires, o carnaval era um barato… e pegando um táxi em Ipanema você desembarcava na Amazônia.

A vitória de hoje mostra que algo mudou. Hoje, o mundo já ouviu falar de São Paulo. Já ouviu falar de Brasília. Já não enxerga o Brasil como aquele nanico curioso que sabe jogar futebol. O proverbial pais do futuro começa a olhar pra frente com confiança. Mas, para que isso funcione, é preciso – como diria Roberto Carlos – é preciso saber viver.

Sim, porque a corrupção continua saltitante e ululante. Assim como o jeitinho e seu subproduto mais vil – a impunidade. E decerto, em corredores e subterrâneos, há sinistras ratazanas salivando diante das oportunidades à frente. Mas esses bichos existem desde sempre – e existiram em todos os países. A questão, para o Brasil, é outra.

O Brasil precisa mudar por dentro. Precisa abolir suas regras surdas – precisa deixar de achar que conchavo e conversinha resolvem os grandes problemas. Precisa, em resumo, abolir o malandro. Do futebol à política, o Brasil valoriza a ginga e o drible. Mas quando um dribla… outro é driblado. Todo malandro precisa de um otário. E, nesse particular caso, poucos são malandros, quase 180 milhões são otários.

Então, é uma proposta singela. Precisamos revogar a lei de Gerson, parar de acreditar que o jeitinho é legal. É uma diferença sutil - a ginga é bacana, enganar o próximo não. Devemos endurecer como Che , sem perder a ternura - pois a ternura é nossa maior identidade. Essa sutileza - a fronteira entre tolerância e impunidade - é que precisamos entender. Aprender a punir quem precisa ser punido sem deixar de gostar de festa - taí nossa missão para os próximos sete anos. Não é tarefa fácil – pois rebeldia e malandragem fazem parte de nossa identidade há cinco séculos.

Temos, pois, sete anos para aproveitar a oportunidade e transformar o Brasil. Não roubar, e não deixar roubar. Fiscalizar – e se indignar. Participar – e cobrar. São verbos bonitos hoje – mas chatos quando o tempo passa, dão trabalho. Se não aprendermos a conjugá-los, se deixarmos pra lá, se acharmos que é com os outros… é bem possível que tenhamos um belo evento esportivo daqui a sete anos – como tivemos em 2007. E isso, obviamente, será perder uma chance única.

É esse o pênalti que o Brasil precisa cobrar. Perdê-lo… será deixar passar o mais encilhado cavalo desta história tropical.


Artes: GloboEsporte.com(1) e Raimundo Gomes (2)

Segura o pepino Elizeu!

Não tive a honra de ver em campo o Bahia nos seus (longos) anos dourados, mas muito aprendi sobre os grandes que vestiram a camisa do tricolor com meu saudoso avô, velho companheiro de Fonte Nova. Entre as façanhas daquele time de 59, com Nadinho, Marito, Alencar, Biriba ou dos anos 70/80 com Dadá, Claúdio Adão, Beijoca, tinha sempre espaço pra mais craques. Me falava sobre Douglas Franklin, para ele o maior de todos. Já no fim da vida, quando via em campo uma zaga com Valdomiro recorria à memória e os brilhavam falando de Roberto Rebouças e Sapatão. Aprendi que se você não nasceu craque pode ao menos honrar a camisa que veste, como bem fazia Nildo Birro Doido, que três dias antes do histórico Vasco e Santos de 69 no Maracanã, impediu o milésimo gol de Pelé na Fonte Nova - para desespero de dirigentes e torcedores tricolores. Mas um nome que sempre aparecia naquele saudoso Bahia era o de Elizeu Vinagre de Godoy.
Mesmo Elizeu que comandou por cerca de 20 anos um dos mais competentes programas esportivos da TV baiana e há alguns anos passou a condição de um dos mais lúcidos comentaristas esportivos das bandas de cá. Mesmo Elizeu que surpreendeu a todos ao ser anunciado nesta semana como novo superintendente de futebol do Bahia. Apenas um dia depois do diretor de futebol Paulo Carneiro ser demitido e do treinador Sérgio Guedes entregar o cargo. Elizeu, segundo a assessoria do Bahia não vai ocupar a vaga de PC, seu cargoserá um elo entre o presidente - que vive em Brasília - e os atletas.

Publicada no dia 1º de outubro, a matéria assinada pelo jornalista Daniel Dórea, diz muito sobre a chegada de Elizeu. "Há pouco tempo, se tinha uma certeza. Quem sintonizasse a TV ou o rádio para ouvir os comentários de Elizeu Godoy deveria estar preparado para uma avalanche de críticas ácidas à diretoria do Bahia.
Ex-jogador do Esquadrão, ele nunca perdoou as falhas de planejamento das cúpulas tricolores e, agora, vai ter chance de participar dele. Como superintendente de futebol, cargo criado pelo presidente Marcelo Guimarães Filho, Elizeu faz parte do grupo que sempre apedrejou.
“Nunca usei microfone para atacar ninguém. Aqui, estarei muito acessível a críticas construtivas”, afirmou em coletiva na manhã desta quinta-feira, dia 1º, no Fazendão, que ele diz estar de cara nova.
“Está muito bonito e isso é mérito de Paulo Carneiro. Os jogadores precisam de estrutura para trabalhar”, disse ele, que também elogiou a qualidade do elenco formado, mas condenou a disciplina tática dos jogadores.
Segundo Elizeu, sua função no Bahia será “agregar a rapaziada”. Ele estará diariamente no Fazendão e viajando para os jogos fora de casa. A rotina já começa na partida deste sábado, 3, em Floripa, contra o Figueirense.
Sem papas - Apesar de agora estar no mesmo barco, o novo dirigente ainda não perdeu totalmente as papas na língua. “A principal falha do Bahia foi ter feito o planejamento muito em cima da hora. Além do mais, não pode ficar ouvindo empresário, contratando jogador por DVD, por nome. Tem que ser feita uma avaliação”, disparou Godoy, que defende a contratação de um atleta de referência e lamentou o fato de a diretoria não ter apostado em Ramon.
Teve também crítica direta ao trabalho de Paulo Carneiro. “Quando ele foi anunciado, aprovei no rádio. Mas não deu certo, talvez o método de trabalho não funcionou. Não sei como era o relacionamento, mas alguma coisa não estava certa”.
Marcelo Filho fez questão de lembrar que o cargo de Elizeu não está ligado a resultados e espera que ele fique até o final de sua gestão. Para o lugar de Carneiro, o cartola está à procura de um nome, provavelmente de fora do Estado."

Só posso desejar toda a sorte do mundo a Elizeu, figura que aprendi desde cedo como tricolor e como futuro integrante da imprensa esportiva, a admirar. Não sei se dará certo, as expectativas podem não ser as melhores, mas pela sua história e coragem de assumir em tal momento, merece todos os votos de sucesso.

PS: Em tempo foi anunciado o quarto técnico tricolor do ano, Paulo Bonamigo. Não me pega! Até dezembro sofrimento não vai faltar!

domingo, 27 de setembro de 2009

O G4 é logo ali: No Vacilão 2009, sonhar é permitido

Ai, ah que saudade eu tenho do Bahia


Nesta segunda, 28 de setembro de 2009, o inédito hepta campeonato do Bahia (73-79) completa 30 anos. Bom quem viveu aquela época. Sorte de quem viu Sapatão, Fito, Baiaco, Roberto Rebouças e aquele que meu avô me apresentou como o maior jogador da história do Bahia, Douglas Franklin. Mas nem tudo está perdido. O futebolmultimidia.com e o maravilhoso acervo de Albino Brandão pelos youtubes e dvds pirateados da vida dão oportunidade a gente como eu de ver lances históricos, partidas inesquecíveis e um Bahia grande. Não apenas porque conquistava feitos como o inédito hepta - sendo que hoje é octa negativo, já que há oito anos não ganha um estadual - mas por ser um time do qual o torcedor tinha orgulho de ver em campo. Coisas que não voltam mais. Talvez um dia o Bahia volte a ser grande e vencedor, mas não sei se voltará a ter

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pecado no Centenário

Após assistir a bela apresentação do time de Mancini no último sábado no Barradão, criei boas expectativas para o jogo desta terça no Uruguai. Não me recordo qual a última vez que o Vitória jogou fora das divisas brasileiras, a última que me vem a mente foi contra o Real Madrid em 97, em uma excursão na Espanha, que foi excelente para o time rubronegro e para o futebol brasileiro, pois a partir dela passamos a conhecer o sérvio Petckovic, então jogador do time B do Madrid que naquela oportunidade enfrentou o Leão baiano, para onde viria pouco tempo depois.


Porém para o jogo de ontem diante do River Plate genérico, o do Uruguai, o time de Canabrava entrou em campo até muito bem, porém rapidamente levou o gol, ainda aos 7 minutos do primeiro tempo. Porém o time se impôs e mostrou que assim como havia enfrentado de igual pra igual, inclusive derrotando, os líderes do Brasileirão nas últimas apresentações também poderia mostrar sua força em terras uruguaias. O time criou boas chances, mas não conseguiu converter em gols. Leandro Domingues teve pelo menos duas chances claras, assim como Neto Berola, que após grande jogada, colocou pra fora uma grande oportunidade. As boas chances davam a entender que o empate rubronegro era uma questão de tempo, porém veio o segundo tempo e o time de Mancini se perdeu no jogo. O time uruguaio chegou ao segundo gol após uma boa troca de passes no lado direito da defesa do Vitória. Córdoba chutou forte e fez o seu segundo na partida. O Vitória ainda permaneceu vivo na partida e voltou de uma vez por todas ao marcar um gol importante com Wallace, aproveitando desvio de Roger na cobrança de escanteio. Pouco antes, Leandro Domingues já havia perdido outra boa oportunidade, mostrando que o Vitória apesar do
resultado era sim superior tecnicamente ao River. O gol deu a impressão de que o time baiano poderia ter uma melhor sorte, no entanto 16 minutos depois do gol de Wallace, o time uruguaio marcou o terceiro, novamente pela avenida que virou o lado direito da defesa do Vitória. O brasileiro Andrezinho fez boa jogada e com liberdade foi entrando até bater para o gol. A bola ainda desviou em Wallace, matando Viáfara. River 3 a 1. O quarto veio no minuto seguinte, Rodriguez entrou pelo mesmo lado e com a mesma liberdade. O gol foi quase uma repetição do segundo, complicando de vez a situação do Vitória, que após levar o quarto gol sentiu o peso do Centenário e com pouco tempo restando para o fim do jogo, pouco pode fazer.


O resultado que não mostrou o que foi o jogo, terminou sendo muito ruim para o time de Mancini que agora terá que vencer por 3 a 0, ou por 4 gols de diferença no caso de sofrer gols, para ficar com a vaga. O resultado de 4 a 1 para o rubronegro leva a partida para as penalidades. A situação é muito complicada, porém não impossível, logo apesar do estrago é preciso tentar e o time do River Plate já mostrou que não é lá grande coisa. Na próxima quarta-feira o torcedor rubronegro deverá fazer do Manoel Barradas um verdadeiro caldeirão, recebendo um grande público - coisa que o Centenário não viu na noite de ontem - para apoiar o time na complicada missão. Se metade das chances criadas na noite de ontem, se repetirem e forem convertidas, as chances crescem significativamente. Sinceramente, acho que dá.

E tome sofrimento!


Vi muito pouco de Ipatinga e Bahia já que acompanhei o Vitória em solo uruguaio no entanto pelo pouco que vi pude perceber que mais uma vez o time não rendeu o esperado e perdeu um boa chance de voltar de Minas Gerais com três pontos. O resultado que não foi nenhum absurdo pode ser considerado um avanço se levarmos em conta que o time vinha de quatro derrotas consecutivas. Porém considero muito pouco para as pretensões da segunda maior folha salarial - atrasada há dois meses - da série B. Pior, o resultado pode ser considerado péssimo a partir de uma analise da continuação da rodada. O América que enfrenta o rival ABC em Natal, pode ultrapassar o tricolor. O mesmo serve para o Duque de Caxias, que para sorte tricolor, pega o Vasco no Maracanã, porém em caso de zebra (?!) com vitória do Duque, combinada a uma vitória da Mecão no clássico do Rio Grande do Norte, o Bahia pode dormir no próximo sábado na zona do mal, o z4. Neste caso só resta ao torcedor secar os rivais e esperar pelo despertar do eternamente adormecido gigante tricolor. O próximo jogo é na terça em Pituaçu, contra um concorrente direto na briga pra não cair, o Duque.

sábado, 19 de setembro de 2009

O Carimbador Maluco

Jogão de bola no Barradão. Daqueles que valeu a pena pagar o ingresso pra ver. O Leão encarou de igual pra igual o poderoso Inter, que se quer ganhar algo não pode depender tanto da lentidão de Andrezinho. Ramon jogou demais. Bom ver o Reizinho fazendo tanto quando já era dado com ex-jogador em atividade. Vitória maiúscula do time de Mancini, que vai marcando pontos no Vacilão 2009 - créditos à Mauricio Noriega - e o melhor, vai carimbando quem chega, seja líder, vice-líder, enfim, será duro tirar pontos do time vermelho e preto no Barradão, quando jogar da mesma forma que diante do Inter. E neste bolo doido que virou o campeonato, porque não tentar uma regularidade fora de casa e até sonhar um pouco mais? O G4 é logo ali. Com tantos vacilos, não custa nada ficar a espera de mais um vacilo e tentar uma vaguinha.



Volta, Bahia!


O motorista que me guia em Salvador é tricolor. Antonino adora o Tricolor de Aço. Vibra com um amistoso a ser disputado dia 13 de dezembro, na Arena de Pituaçu, entre os times do Bahia e do Internacional, finalistas do Brasileirão-1988 e vencido pelos baianos. O reencontro com os veteranos ajudará a consolar uma torcida espetacular, cansada de sofrer e esperar por dias melhores. O Bahia, tão grande, tão apaixonado e tão vencedor, não precisava desse hiato na sua história.

Ontem, em plena Arena de Pituaçu, o Bahia perdeu seu quarto jogo seguido na Série B. O Brasiliense venceu por 2 a 1 e fez os tricolores amargarem mais uma decepção. Sergio Guedes mexe e remexe no time e não acontece. Jogadores não param de chegar e nada acontece. O Bahia precisa voltar a acontecer. Nesse momento, o Bahia é o 12º colocado, mas está a apenas três pontos do Duque de Caxias, instalado há algum tempo na zona da degola.

O Bahia, a Bahia e os baianos não mereciam esse momento.

”Bora, Bahêa!”.

Acorda que ainda dá tempo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Valeu Barrica!

Talvez o campeão do mundo volte a ser brasileiro nesta temporada, talvez não. Mas de qualquer modo só temos que agradecer. As manhãs de domingo voltaram a ficar muito divertidas! #tamojunto #GoRubens!







Diante do líder, um imponente Leão


Festa bonita no Barradão. Público de 26.464. Muitos palmeirenses e principalmente muitos rubronegros. Bom ver o Santuário vermelho e preto assim, como deve ser. Empurrando o time os time os 90 minutos. Em campo, a molecada correspondeu. Neto Berola fez um excelente primeiro tempo, mas perdeu um gol daqueles que não se pode perder. Redimiu-se no segundo tempo, marcando o segundo. Antes, Uellington tinha marcado. O terceiro foi marcado pelo estreante Derlei. Pelo Palmeiras marcou Robert, duas vezes.O próximo confronto é no sábado, contra o Internacional no Barradão. Jogo daqueles que valem a pena de se ver in loco. E o melhor, com a expectativa de mais uma vez, casa cheia.

sábado, 12 de setembro de 2009

Uma ode a Berola

No Campeonato Baiano de 2009, uma jovem revelação do time do Itabuna, da cidade de mesmo nome localizada ao sul do estado, chamou a atenção do torcedor do baiano. Mas não foi só o bom futebol do garoto Neto que deixou o torcedor de cabelo em pé. O seu sobrenome no mínimo estranho logo tornou-se alvo de boas piadas. Mas engana-se quem pensa que o garoto que vi num chuvoso (mais um!) 15 de maio em Pituaçu detonar a zaga do Bahia, é o único ser pelas bandas de cá com sobrenome, digamos, esquisito.

Após "twittadas" com o amigo Leonardo Macario, fã do sobrenome do itabunense, decidi listar outros atletas com nomes escalafobéticos que disputaram o Baianão 2009, 1ª e 2ª divisão, não sem antes tentar investigar de onde vem o Berola do garoto Neto. Por hora, o único registro encontrado na internet se refere à Confeitaria Berola, no Rio Grande do Sul. "A Confeitaria Berola surgiu a 20 anos em homenagem a doceira mais famosa de Pelotas, Sra. Berolina Luschke Bammann (conhecida como Dona Berola)" pelo visto não tem nada a ver com o garoto Sosthenes José Santos Salles (isso mesmo, Berola é na verdade SosthenesJosé - aqui pra nós, sou muito mais Berola!) . De qualquer forma, prometo que numa próxima ida ao CT Manuel Tanajura, onde se localiza o estádio do Barradão, tentarei obter diretamente do jogador tal informação.

Por fim, segue a esperada lista dos nomes mais estranhos que desfilaram pelos gramados baianos em 2009. Apreciem com moderação e por favor, não pensem em usar de forma alguma, nas futuras gerações:

André Cabeça
Arlisson
Sylvestre (Bahia de Feira)

Tom Baraúna
Gelvane
Glicério
Sadrak
Josa
Nildo Fofão
Wencley
Timbó
Caetité
Deon(Flu de Feira)

Borgel
Havengar
Berola (Itabuna)

Belo
Pena
Andinho
Mantena
Fransuele (Madre de Deus)

Juleone
Juá
Mucarbel
Bode
Mica
Tatu
Jack Jones (Vit.Conquista)

Kleuber (Camaçariense)

Fumaça (Guanambi)

Cuinha (Juazeiro)

Caindo na real...

O Bahia levou uma lavada da Lusa neste sábado em Pituaçu. Bahia 1 x 4 Portuguesa para 15.792 pag antes. Público bom para o campeonato, talvez decepcionante para a conhecida força do torcida do Tricolor baiano. A gripe e a promessa de chuva fizeram com que eu não colocasse os pés em Pituaçu - a chuva de Brasil e Chile foi suficiente e deu a todos os m eus companheiros de estádio (que não foram ver a seleção) a impressão de que sou eu, o tal cabeça de chuva. O Bahia fez uma partida de mediana para fraca, daqueles jogos que você não está bem e quando tem a chance jogando em casa, tem que matar o jogo, como fez o Vasco, por exemplo, ontem em São Januário diante do Paraná. Mas Lima, sempre ele, substituindo o suspenso Jael, conseguiu a proeza de dentro da pequena área, perder um gol incrível e para pior deixou o campo no intervalo esbravejando, dizendo que não é obrigado a dar explicações à imprensa e muito menos ao torcedor que o vaiou ao final da primeira etapa. Como não é de hoje que questiono este rapaz, não vou falar do ocorrido, pulo.

Pulo e venho direto ao segundo tempo, e nem bem a bola rolou a Lusa tratou de fazer 1x0 com Kempes aos 17 segundos. A Portuguesa ampliou com Zé Carlos aos 7. Logo em seguida aos 11, Nadson, um dos poucos tricolores que demonstravam ao menos uma vontade maior em campo, diminuiu, dando a impressão de que um heróico empate poderia ocorrer. Puro engano, porque em um lance de bola parada, a defesa mais uma vez cochilou e o zagueiro Tiago se antecipou a Rubens Cardoso e fez o terceiro praticamente definindo a partida. Porém quem deu números finais ao jogo foi Everton, fazendo um belo gol, encobrindo Fernando e fazendo o Bahia sofrer pela primeira vez mais de três gols em Pituaçu - por sinal não lembro se sofreu mais de dois, desde a reinauguração do estádio.

Por fim, o resultado serviu para de uma vez por todas sepultar o sonho, a utopia de vero Bahia brigando entre os quatro que sobrem até o as últimas rodadas. A intenção agora é terminar de forma honrosa a competição. Pouco para a grandeza do Bahia, justo pelas trapalhadas da temporada.

Festa, chuva, gols e é claro, pitadas de desorganização



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

10 dias depois....

Desde o último post pós compra dos ingressos para Brasil e Chile em Pituaçu se passaram 10 dias. O sumiço deste blogueiro pode ser explicado pela excursão feita por este ao sul da país, mais precisamente até Curitiba, capital paranaense. De lá, das frias terras sulistas, fiquei sabendo dos resultados de Ceará 2x1 Bahia, pelo amigo e jornalista, Robson Carneiro. Segundo ele, o resultado teria sido injusto. Informação confirmada posteriormente por todos os membros da imprensa que acompanharam a partida. No mesmo dia, o Vitória arrancou um belo empate diante do Grêmio, no estádio Olímpico. 1x1. Bom resultado, apesar de que o fato de ter sofrido o empate aos 41 do segundo tempo, deve ter deixado em alguns rubronegros um gostinho de derrota.

Ainda no sábado, em uma tv dos anos 60 (?!) acompanhei Argentina e Brasil. Não é necessário comentar o chocolate de Rosário, visto por todo o planeta. Fico apenas a pensar, como Maradona pode ter reiventado figuras do naipe de Sebá e insistir com Heinze, enfim, neste momento, eu (e creio que a maioria dos amantes do bom futebol hermano) temo seriamente que a Argentina fique de fora da Copa.
Rivalidades a parte,sem eles a coisa perde um tanto do seu brilho. Mas a melhor experiência futebolística de Curitiba, foi ter conhecido a sensacional Arena da Baixada. O jogo foi medonho, Furacão x Flamengo, empataram em um 0x0 tosco. Porém me apaixonei pela espetacular Arena da Baixada. O lado ruim, foi não ter conseguido ir ao Alto da Glória, no Couto Pereira, devido as fortes chuvas que caíram na capital paranaense no meu último dia de passeio.

Além do deslumbramento com o estádio Joaquim Américo, a linda Arena da Baixada, trouxe de Curitiba, a alegria de ter conhecido o grupo de estudos sobre o mundo dos esportes dentro das Universidades. Descoberta que me deixou muito feliz. Muito bom saber que existe gente nas academias estudando esta paixão que é o esporte.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Para entrar no clima....

Fila para a compra de ingressos para o jogo Brasil X Chile pelas Eliminatórias da Copa de 2014. Os tricolores da fila ditam o ritmo. Assim foi em todos os postos e deve ser no estádio. O único perigo é que com tanta festa azul, vermelha e branca, os chilenos se sintam em casa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Uma patriótica falta de respeito

Como é de conhecimento de todos - ou quase todos - a seleção brasileira enfrenta a chilena no dia 09, às 22h, no estádio de Pituaçu em Salvador. A venda de ingressos começou (e terminou) neste domingo, 30 de agosto. Pois bem, a venda de ingressos para qualquer grande evento na Bahia sempre foi desorganizada (salvo raras exceções), para futebol então, nem se fala, o sempre maltratado torcedor do Bahia, que o diga. Citando alguns exemplos, no dia 26 de julho, passei exatas 4 horas na fila para comprar um ingresso para a partida entre Bahia e Vasco, que foi disputado no mesmo estádio onde a seleção estará em campo pelas Eliminatórias para a Copa da África do Sul. Outro caso aconteceu no ano passado e não teve nada a ver com futebol. Foram exatas 14horas de fila para comprar ingressos para o show de João Gilberto, em mais um show de desorganização, onde milhares de pessoas que passaram a madrugada na fila, não conseguiram ingressos.


Mas vamos ao que interessa, dia 30 de agosto de 2009, o dia D para quem desejou ver a seleção brasileira após 11 anos de ausência em palcos baianos. A CBF divulgou antecipadamente, no dia 18 de agosto, os seguintes pontos de venda.

Estádio Roberto Santos - Pituaçu
Av. Luis Viana Filho, s/n - Paralela

Ginásio Antonio Balbino - Balbininho
Ladeira da Fonte das Pedras, s/n - Nazaré

Shopping Salvador
Av. Tancredo Neves, 2.915 - Caminho das Árvores

Shopping Barra
Av. Centenário, 2992 – Bairro – Chame-Chame

Shopping Paralela
Av. Luis Viana Filho, 8.544 - Bairro - Paralela

Pela internet: FutebolCard - www.futebolcard.com

Porém, um dia antes da venda, tomei conhecimento que a pedido do diretor técnico da CBF, Virgilio Elisio, mais dois pontos de venda seriam implantados. Ambos em bairros populares, um na sede do bloco afro Ilê Ayê, na Liberdade e outro no Clube Periperi, no bairro de Periperi, subúrbio da cidade. Apesar de não divulgado antecipadamente, vale destacar a ótima iniciativa de colocar a venda nesses bairros – apesar dos preços nada atrativos.


Mas o que precisa ficar claro é que era esperada uma grande disputa por ingressos, enormes fila e etc. Porém, o que não era esperado (mesmo com o histórico de desorganização) era a falta de respeito com o torcedor. Seriam comercializados pouco mais de 27 mil ingressos, uma vez que os outros 4 mil são reservados para a CBF, torcida chilena, patrocinadores e afins. Portanto, também era de esperar que muita gente ficasse sem ingresso. Afinal em situações como esta é normal a procura ser maior do que a oferta. Portando a reclamação é contra a forma com que o torcedor foi tratado. Em qualquer país civilizado do mundo, em no máximo duas horas, pelo tamanho da procura, os ingressos já estariam esgotados e os que infelizmente não conseguissem, voltariam para casa (de certo que contrariados), porém teriam perdido "apenas" duas horas, tempo já absurdo, mas digamos que um pouco compreensível.

Mas ai começa a sessão de atrapalhos. Ponto 1, apesar de marcada a venda para o bairro da Liberdade, que por ser um bairro próximo da região central, poderia desafogar os super lotados shoppings Barra e Salvador, não aconteceu. Liguei por volta de 10h para a sede do bloco Ilê, que fica a poucos quilômetros da minha casa. Fui informado de que a venda aconteceria a partir das 11h e que cerca de 50 torcedores já estavam no local (uma das menores filas, entre os pontos de venda). Uma nova ligação, por volta do 12h, e a informação de que a venda havia sido cancelada. Apesar da presença de funcionários da Secretaria do Trabalho e Esporte, que auxiliariam a venda, a empresa Outplan, responsável pela confecção dos ingressos, não levou para o local as impressoras.

Vale lembrar que a Outplan era a mesma empresa que durante o campeonato baiano e começo da série B, vendeu os ingressos para os jogos do Bahia. Inúmeros foram os problemas, inclusive citados neste blog. Relembre um aqui. Outro ponto é que o senhor Robson Oliveira, diretor- sócio da Outplan, responsável pela logística da venda dos ingressos, disse a reportagem do jornal A Tarde que havia disponibilizado 50 máquinas em 7 pontos de vendas, mas, na prática, eram apenas 5 pontos, já que além da sede do Ilê que não vendeu, o Balbininho apresentou problemas e suspendeu as vendas. Além disso NUNCA 50 máquinas estiveram em funcionamento. No Salvador Shopping por exemplo, eram apenas três guichês normais e um com acesso prioritário, sendo que por boa parte do tempo, apenas dois guichês normais funcionavam. Levando em conta, o mesmo número para os Shoppings Barra e Paralela, mais o Clube de Periperi, local onde a venda foi mais tranquila, teríamos 16 e supondo que 20 guichês em Pituaçu, que era o local ais preparado para a venda, chegamos a 36, o que duvido muito que tenha ocorrido. Não acredito que sequer 30 guichês no total funcionaram.

Vale ressaltar também que fui um dos maiores críticos da briga Esporte Clube Bahia/BWA contra Sudesb/Outplan, entendendo que a diretoria do Bahia agia de forma errada, mas depois de mais uma da Outplan, reconheço aqui o mérito de Marcelo Guimarães Filho em romper com a incompetente empresa.

Ponto 2. Nas primeiras horas da manhã, fui informado pelo colega jornalista Yuri Barreto, que percorria os pontos de venda, também na epopéia em busca de um ingresso, de que o Balbininho era o local de fila mais convidativa. Contudo fui informado mais tarde, já na fila do Salvador Shopping, de que a venda no Ginásio havia sido interrompida por problemas técnicos nas máquinas da Outplan. Isso depois do torcedor levar toda a chuva providenciada por São Pedro para o domingo soteropolitano.

Ponto 3. A grande reclamação: Confesso que de tão maltratado na tentativa de comparecer a grandes eventos em Salvador (e olhe que raramente temos grandes eventos) já não esperava muito do tratamento dado ao torcedor disposto a para R$100 reais (valor da inteira) para ver a seleção. Mas o do Salvador Shopping surpreendeu. Fora o número de guichês que hora eram três, outras (poucas) eram quatro, é preciso que se destaque a genial idéia de ‘girico’ de realizar a venda no estacionamento do shopping. Se a direção não queria as pessoas (que consumiram e muito no estabelecimento) dentro do seu shopping, que encontrasse um outro disposto (como fez o Shopping Paralela, que também teve longas filas, mas que tratou muito bem o público), porém colocar a multidão que buscava um ingresso dentro do abafado estacionamento com o agradabilíssimo ar puro gerado pelos automóveis, foi realmente um grande achado.

Para piorar, sequer uma ala do local foi isolada, ou seja, a todo momento carros circulavam cortando a fila e colocando em risco a vida das pessoas, inclusive as muitas crianças ali presentes. Que a sessão de absurdos tenha terminado junto com os ingressos, que por volta de 22h se esgotaram. Pouco antes disso, após 7horas de fila, consegui comprar o meu. No entanto, outras centenas de pessoas, não conseguiram. Encontrei no blog Colando Pixel um post sobre a decepção de não ter conseguido e recebi por e-mail um texto de Mario Jorge Bonfim, chamado Brasil x Chile - O gol do absurdo, vale a pena ler o desabafo de quem passou tanto tempo na fila e não conseguiu.

Vale destacar que não houve tumulto, ou qualquer tipo de hostilidade para com funcionários do Futebol Card que trabalharam na venda. A única confusão presenciada por mim no Salvador Shopping, foi entre duas mulheres, mas segundo informações foi provocada por ciúmes. A se destacar além da paciência o bom humor do povo baiano - é claro do que conseguiu ingressos - que apesar das sete horas de fila, ao menos de hora em hora cantarolava com adesão de boa parte da fila, varias músicas, entre as mais pedidas estava um hit bem comum em Pituaçu e que deve ser muito ouvido mesmo no dia do jogo da seleção, o hino do Bahia. Agora aos aventureiros felizardos se encontram no dia 09 para ver o time de Dunga e seus comandados.

PS: Vale aqui o carinho e um muito obrigado a Fernanda Varela, amiga, sócia, 'tricolora' e parceira de fila.

Nota do Jornal A Tarde: Até quem preferiu a comodidade da internet sofreu. A venda pelo site futebolcard.com não começou no horário estipulado, às 9h. Para piorar, às 11h, o endereço eletrônico saiu do ar, reflexo do número de acessos estimado em mais de 300 mil. A situação só voltou a ser regularizada cerca de 20 minutos depois. Por volta das 13h, todos os bilhetes de arquibancada (ao preço único de R$100), lá, já haviam sido vendidas.

Nota pós notas: A Sudesb divulgou nota onde diz APENAS que as vendas foram um sucesso. Sobre os problemas sequer uma linha. Já a Outplan disse em nota que o torcedor foi tratado com o devido respeito. Se a forma de tratar o torcedor foi considerada por eles respeitosa, imaginem então o que eles consideram falta de respeito.

Fotos: A Tarde, Uol e Colandopixel.com

Bom (e justo) pelas cirscunstâncias

O Vitória não merecia deixar o Barradão, na chuvosa noite de domingo em Salvador, com uma derrota. Não, porque apesar do jogo bem disputado, o time de Canabrava este sempre mais perto do gol e criando melhores chances. O Cruzeiro não é bobo e apesar da posição na tabela, tinha time para estar brigando na parte de cima, o que enaltece ainda mais a partida rubronegra. O Cruzeiro abriu o placar, logo aos 3 minutos do primeiro tempo, como Gilberto. O Vitória criou várias chances, sempre esbarrando no bom goleiro Andrey.

No segundo tempo, o Vitória continuou criando e Neto berola, quase empatou após driblar o goleiro, porém desequilibrado, não conseguiu concluir. O castigo veio aos 18, após pênalti de Vanderson e Thiago Ribeiro. Gilberto cobrou e fez o seu segundo na partida. Cruzeiro 2 a 0. Porém, dois minutos depois, Roger, aproveitando falta bem batida por Ramon, diminuiu.

O Leão foi pra cima, porém em um contra golpe rápido, contando com a falha dos zagueiros, Anderson Martins, que desnecessariamente dava uma de atacante e do fraquíssimo Fábio Ferreira, que não alcançou a bola, a Raposa chegou ao terceiro gol com Thiago Ribeiro, livre de marcação, aos 31. Minutos depois, com a chuva apertando, o Cruzeiro perdeu o zagueiro Tiago Heleno expulso. O Vitória que continuava bem em campo, apesar do resultado, foi pra cima e Mancini colocou mais dois atacantes em campo, o garoto Elkeson e Leandrão.

Com um jogador a menos, o Cruzeiro não resistiu às investidas do tricampeão baiano, e Ramon diminuiu aos 40. Em seguida o time se lançou de vez ao ataque e empurrado pelos 7.338 torcedores foi em busca do empate e conseguiu com um belo gol marcado por Roger, aos 43. O resultado considerado bom diante das cirscunstâncias, só não foi melhor porque a virada historica não aconteceu, porém por muito pouco, já que no último lance, o próprio Roger quase desempata a partida.

Os rubronegros deixaram o gramado comerando o resultado e aplaudidos pela torcida, uma vez que a entrega foi nítida. Em termos de classificação, a noite não foi das melhores, porém para quem perdia por 3 a 1, jogando em casa até os 40 da etapa final, creio ter sido sim um bom resultado. A próxima partida é diante do Grêmio, sábado às 18h30, no Olímpico, jogo díficil, mas que em caso de triunfo, deixará o rubronegro com o mesmo número de pontos que o time de Paulo Autuori. Portanto a idéia é não se acovardar.

Em tempo: Com os dois gols marcados, Roger chegou à artilharia do campeonato, ao lado de Marcelinho Paraíba e Val Baiano (!!) com 11 gols.

sábado, 29 de agosto de 2009

Faltam 11!

Após o apito final, seguido do abraço nos companheiros de arquibancada, a primeira fase dita foi: "Faltam 11!". É justamente este o espírito. O time evoluiu sensívelmente, a melhora é visível. É justamente ela que dá ao torcedor uma dose extra de esperança. O acesso é difícil, mas não parece impossível. Pela primeira vez no campeonato o Bahia chegou a três vitórias consecutivas, por isso, o contagiante grito de "meu tricolor" e a euforia do torcedor é aceitável. Mas os jogadores devem entrar em campo nas outras vezes como hoje, como se jogassem o jogo das suas vidas, focados em vencer.

Vamos ao jogo. Com o escelente público de 30.390 torcedores, o Bahia entrou em campo com a obrigação de manter viva a esperança do acesso e continuar com a recuperação. E assim fez desde o começo da partida. Bem postado em campo, o time tocava bem a bola no meio campo, mas tinha dificuldades na conclusão, sempre interceptada pela defesa do Azulão.

O primeiro gol veio de um escanteio, aos 18 da primeira etapa. Helton Luiz cruzou e Jael, de cabeça (como sempre!) abriu o placar. O segundo veio ao 24, em uma boa trama do ataque tricolor, Jael puxou o contra ataque e passou para Juninho que serviu Nadson, o camisa 9, cortou dois zagueiros, se atrapalhou com a bola, mas ainda assim, conseguiu jogar no fundo. Bahia 2 a 0 e festa nas arquibancadas de Pituaçu. A alegria ficou completa no segundo tempo, após a marcação de uma penalidade inexistente em cima de Rubens Cardoso. Todo o estádio viu o zagueiro tocar primeiro a bola, mas o sergipano Antônio Hora Filho marcou pênalti. Nadson cobrou e fez o seu segundo no jogo para a loucura do torcedor tricolor. Bom ver que Nadson parece ter recuperado a alegria de jogar. O sorriso no rosto do atacante ao ouvir o "uh terror, Nadgol é matador" pode ser um sinal de que a boa fase voltou.

O São Caetano ainda diminuiu com um gol contra de Bebeto e depois disso tentou sem sucesso, encostar no placar, parando nas boas defesas de Fernando, ou na bem postada dupla de zaga, Nem e Evaldo (quem diria!), o contestado zagueiro tricolor, por sinal salvou mais uma em cima da linha, como já havia feito diante do Vasco, também em Pituaçu.

No geral, o tricolor fez um de suas melhores apresentações, vencendo e convencendo. A defesa esteve segura e merece elogios, desde o sempre criticado aqui, Evaldo, ao agora também contestado garoto Bebeto, na lateral direita, que errou muitos cruzamentos, mas foi bem defensivamente. O meio campo com Leandro, que fez excelente partida, Elton, Juninho e Helton Luiz, se apresentou muito bem, municiando assim o ataque que parece enfim ter encontrado a dupla ideal, com Nadson e Jael.


A missão tricolor continua muito difícil, para se ter uma idéia, ainda que vencendo os próximos dois jogo - o que totaizaria cinco vitórias seguidas - o tricolor ainda não entra no G4. Porém, não é impossível. O próximo jogo é diante do Ceará. Um derrota pode acabar de vez com qualquer chance, uma vez que o time cearense abriria 10 pontos de vantagem sobre o tricolor, porém, um fundamenta triunfo, diminuiria a distância para o bom time cearense, para quatro pontos e embolaria de vez a série B, com o tricolor de uma vez por todas, de volta à briga. Por isso, o clássico das multidões no próximo sábado, promete fortes emoções. Que São Guedes do Acesso Difícil continue a operar milagres.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

A noite do acarajé em Curitiba

A noite desta terça-feira pode ser resumida por menos de 140 caracteres, como bem fez meu o amigo e jornalista tricolor João Eça. "Rivalidades de lado, hoje tem festa baiana no Paraná! Um dia de glória para o sofrido futebol baiano." Pois bem, não me recordo qual foi a última vez em que Bahia e Vitória conquistaram em uma mesma ocasião, triunfos longe do território baiano.Pois bem, nesta terça, foram nos gramados da fria e bonita Curitiba que o turma do acarajé a festa.

Na Vila Capanema, o Bahia começo muito mal, os dois meias, Paulo Isidoro e Juninho não faziam boas apresentações e o time de Sérgio Guedes, já chamado pela torcida de São Guedes do Acesso Difícil, rifava a bola da defesa diretamente para o ataque, prejudicando assim, as investidas de Nadson e Jael. O Paraná era o mesmo fraco time que veio até Pituaçu na largada da série B e precisa se cuidar se quiser permanecer na Segundona. Porém, foi o tricolor paranaense quem abriu o placar com um belo gol.O time de Vila Capanema poderia ter matado o jogo em várias oportunidades, mas não o fez. Veio o segundo tempo, novas chances e nada, até que Sérgio Guedes mudou o Bahia e equilibrou as coisas, com Helton Luiz no lugar do apagado Paulo Isidoro. E em duas bolas cruzadas na área, o tricolor virou o jogo, com dois gols de Jael.


O torcedor começa a ter razões para acreditar. A confiança está voltando. Sérgio Guedes pediu um Pituaçu lotado no próximo sábado e deve ser atendido.O tricolor está a sete pontos da zona de classificação e com o bolo doido que está a série B e por ser o clube que é, termina sendo sim candidato a no mínimo a quarta colocação. Sábado estarei de volta à Pituaçu para ver presencialmente mais uma festa da torcida e quem sabe a confirmação da arrancada do acesso.




Já há poucas qaudras da Vila, no Couto Pereira, Coritiba e Vitória duelaram. O Vitória voltou a perder nos 90 minutos. 2 a 0 Coxa, resultado que levou o jogo para as penalidades, e ai o Vitória como de praxe neste ano, voltou a vencer cobrando pênaltis. Pouco vi do jogo, porém digo que mais uma vez, o Leão passa por situações de riscos desnecessários.

Mas, o importante terminou sendo a vaga. Agora a trupe do Barradão vai conhecer o Uruguai, o adversário será o River Plate, genérico, e não o famoso River da Argentina. Bom teste para o rubronegro, que pode sim, porque não, ser feliz nesta competição, quem sabe até rugindo mais alto do que todos e se tornando um Leão internacional.

domingo, 23 de agosto de 2009

Leão meeiro

Nada vi de Sport e Vitória, além dos gols. No primeiro falha feia do bom Gléguer. No segundo, há quem diga que ele também falhou ao sair errado, eu diria que foi uma falha coletiva. Não dá pra aceitar o atacante subir sozinho no primeiro pau. Enfim, o Leão segue meeiro, ali no meio da tabela, como quem já se conforma que esta deve ser sua posição até o final. Uma pena, sinceramente cheguei a pensar que dava pra sonhar com algo mais.