Na minha vida futebolística, semeada durante os anos 90, sempre tive uma admiração ímpar pelo futebol gaúcho. Sempre vi ali algo que mistura o raça uruguaia, a paixão argentina e o talento brasileiro, por isso sempre vi no futebol do Rio Grande, um futebol a se espelhar. Nesse período o time do sul que me encantava era um tricolor, o Grêmio. Time de Scolari, Dinho, Adilson, Paulo Nunes, Arilson, Jardel e tantos outros.
Porém o time de camisas vermelhas sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha, não sabia ao certo o porque, já que não havia visto este ser campeão muitas vezes. A maior ligação devia ser mesmo o fato de ter sido o Internacional, o adversário do Bahia na final do Campeonato Brasileiro de 88. A final mais distante de todos os Brasileiros. Um time do sul e um do nordeste, separados por mais de 3 mil quilômetros, mas unidos pela paixão pela bola.
Mas o tempo passou, e assim me tornei muito mais um torcedor do futebol do que um time em si. As histórias dos clubes me encantavam, independente do fato de serem rivais ou não. E as poucos fui conhecendo a história do Sport Club Internacional. O Inter de Porto Alegre.Como já disse neste blog anteriormente, me encantei pela história do clube que tem como um dos grandes ídolos um tal de Valdomiro, que sabia marcar gols como ninguém. Ainda Figueroa e Falcão. E o melhor, uma torcida que se orgulha de ser a do “Planeta dos Macacos”, a do time do povo e um mascote que é a cara do Brasil. E foi este time que aprendi a admirar. E na metade da primeira década do século, o Colorado passou a ser verdadeiramente Internacional.
Em 2006 o time de Fernandão e Abel Braga, conquistou a América e nos pés de Gabiru tingiu o mundo de vermelho diante do imponente Barcelona. Daí em diante, eles não se cansaram, se tornaram campeões de tudo(!) e conquistaram ainda mais admiração pelo Brasil e pelo mundo. O Inter deixava de ser uma paixão de metade do Rio Grande do Sul para ser um patrimônio e orgulho do Brasil.É preciso ser grande para receber no centenário homenagens tão belas vindas de todo o país, inclusive do maior rival. A festa do Inter tornou-se a festa do Brasil e de todos os brasileiros, que tem nas veias a marca colorada.
O centenário do Inter comemorado de forma tão linda e justa para a grandeza do clube, me deixou com uma sensação de alegria pelo sucesso de uma grande clube. Um clube que apostou no profissionalismo e traçou metas. Um clube que mostrou ser possível fazer a paixão maior do brasileiro com planejamento.
A festa deste sábado com a presença de muitos dos grandes heróis do clube foi uma mostra da paixão e do profissionalismo. Foi emocionante ver Falcão, Figueroa, Valdomiro, Claudiomiro e quem diria, alguém não muito querido até um certo jogo em dezembro de 2006, Adriano Gabiru, serem ovacionados pela torcida colorada em um momento único.O Inter merece todos os parabéns do mundo pela grandeza, pela força, pelos títulos, pela torcida apaixonada (e educada como poucas!), pelo profissionalismo e acima de tudo por ser uma realidade e um exemplo a se seguir. "Vamu vamu Inter!"
A fórmula do sucesso:Nesta semana de comemorações coloradas, conversei por telefone com o vice presidente de Marketing do clube gaúcho, Jorge André Avancini. O dirigente falou sobre a expectativa para as comemorações, o que mudou para que o clube se transforma-se numa máquina de conquistar títulos, além da possibilidade de ver Bahia e Vitória com o mesmo grau de profissionalismo. Confira o bate papo e saiba os segredos de um clube trilegal que se tornou um dos maiores do mundo.

ELC- Como é que está a expectativa para a festa do centenário?
Jorge André Avancini - A expectativa é grande e a melhor possível. São cem anos de um clube vitorioso, campeão de tudo. E pra nós é uma honra, porque poucas instituições conseguem chegar aos cem anos da forma que nós chegamos.
ELC- O Inter de hoje, campeão de tudo, deixou de ser um clube grande do Brasil para se tornar uma força mundial. A partir de que momento começou essa mudança?
Jorge André Avancini - Olha, como em muitas mudanças, a nossa começou em um momento de crise. Em 2002, o Inter quase foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Então, o nosso presidente Fernando Carvalho disse que não queria mais aquilo pro Internacional, era algo que não cabia a um clube como o Inter. Então foi feita uma profissionalização, com a inserção de conceitos modernos de administração. E que passou a dar resultados. Tinhamos no planejamento a meta de em 2009 conquistarmos um título internacional e este veio três anos antes, em 2006. Isso a partir de um planejamento como é feito em qualquer empresa.
ELC- Qual foi a principal mudança dentro da estrutura do clube, a partir desse momento da profissionalização?
Jorge André Avancini -Mudou o conceito. A forma do clube passar a ser visto de um clube sem planejamento para um clube que se planeja. Um clube com torcedores sócios e com colaboradores que possuem experiência no que fazer. Todos os diretores do Inter hoje são pessoas do ramo, então tudo isso mudou. Temos um quadro de funcionários que é muito forte.
ELC- E o projeto de 100mil sócios, qual a importância dele no clube?
Jorge André Avancini - A importância é o fortalecimento do quadro social do clube. Um quadro social forte, competente. São 80 mil sócios. Temos o segundo maior número de sócios na América Latina e o sétimo do mundo. Para se ter da importância desse quadro social, na última eleição em dezembro de 2008, tinhamos 25mil sócios aptos a votar, então o projeto fortalece o quadro social, ajuda a democracia dentro do clube.
ELC- Em relação ao tratamento dado aos ex-jogadores do clube, os ídolos como é o tratamento dado a eles?
Jorge André Avancini - O Inter sabe tratar seus ídolos com a atenção que merecem, até porque eles são parte desta história. E muitos deles estarão presentes na festa do dia 04 de abril. Fizemos questão de convidar esses ex-jogadores, e aqueles que tem disponibilidade estarão conosco na festa. Figueroa, Falcão, Carpegiani, Dadá, Valdomiro, Claudiomiro e tantos outros, que fazem parte da história do Internacional estarão conosco.

ELC- Ao mesmo tempo em que o Inter cresce nas conquistas, cresce também a torcida. Como vocês pretendem assimilar o crescimento da torcida colorada no Brasil?
Jorge André Avancini - Essa é justamente a nossa intenção, de fazer do Inter o segundo clube no coração do brasileiro. Hoje temos sócios não só por todo o Brasil, mas na California, na Nova Zelândia, no Chile. E tudo isso é um função de um trabalho democrático. O Inter é um cluber inovador. Foi o primeiro clube no Brasil há instituir eleição para presidente e quadro social,isso há quatro gestões. Hoje temos 25 mil sócios aptos para votar. O verdadeiro dono do clube é o sócio, nós somos instrumentos desse torcedor. Tudo isso é feito para o sócio, para o torcedor colorado.
ELC - O marketing do clube lançou no ano passado um boneco do jogador Guinazu, que teve uma grande identificação com a torcida, como é que foi a aceitação do torcedor?
Jorge André Avancini - O Guinazu é um atleta que tem uma grande identificação com o clube, e apostamos no projeto, que foi muito bem recebido pelo torcedor. Já estamos trabalhando com as marcas do D'alessandro e do Nilmar. Pra que se faça um boneco daquele, somente o processo de modelagem, de deixar ele pronto dura de quatro a seis meses, mas é um projeto muito bem recebido e que continuaremos.
ELC- Agora trazendo esse crescimento da instituição Internacional para as realidades dos clubes baianos, a partir desta profissionalização que ocorreu no Inter, você acredita ser possível trazer esta realidade para clubes como Bahia e Vitória? Qual seria a dica?
Jorge André Avancini - Com certeza é possível. A Bahia assim como aqui no Rio Grande, tem uma rivalidade fantástica. A questão é o profissionalismo, é planejamento, e também aceditar no torcedor. Futebol é feito de paixão, não é um produto que quando você não quer mais, você descarta. Você não deixa de ser Bahia ou de ser Vitória, então é preciso despertar essa paixão. Dirigentes de Bahia e Vitória já estiveram aqui conosco, nos visitando para conhecer o modelo de profissionalismo do Inter, e pra que a gente passasse um pouco da experiência que foi profissionalizar o Inter. Então é possível sim.
ELC- E os demais planos para o centenário em 2009?
Jorge André Avancini - O plano é a consolidação da posição do Colorado no cenário nacional, estamos fazendo um trabalho de exposição da imagem do clube no exterior. Temos a intenção de vencer os seis campeonatos que estaremos disputando neste ano. Já somos campeões do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, e fazer deste ano um grande ano para o Internacional.
A entrevista foi publicada originalmente no Portal Itapoan Online.
Em tempo: O Internacional confirmou nesta sexta (03/04) que a cantora baiana Ivete Sangalo fará parte da comemoração do centenário do clube. A baiana fará um show no dia 17 de dezembro no Beira Rio, ao lado de Zeca Pagodinho e Martinho da Vila.


Gallo disse que o baixo rendimento é fruto da sequência de jogos e que assim que os jogadores entrarem em seus níveis técnicos ideais, o tricolor voltará a jogar um futebol que agrade o seu torcedor. Torcedor este que mais uma vez vaiou o time ao final da partida. O time que se acostumou a só deixar o campo após cumprimentar a torcida, sob aplausos ao final de cada jogo, agora desce rapidinho para os vestiários. Com as partidas decisivas se aproximando, tudo o que o torcedor espera é que o time reencontre logo, o bom futebol. Quanto a partida de ontem, o Bahia encontrou muitas dificuldades, diante de um frágil, porém valente Camaçari. O tricolor balançou a rede pela primeira vez aos 27 minutos, com um belo gol marcado por Marcone.
Pelo que diziam os comentaristas das partidas na TV, o primeiro tempo havia sido bom. Bom no caso quer dizer: Bem melhor do que diante do Equador. O placar já era de 2 a 0. Um gol de pênalti e outro ilegal, ambos de Luis Fabiano. Veio o segundo tempo e o time de Dunga não convenceu, talvez com freio de mão puxado em virtude do placar já favorável. Porém a torcida gaúcha cobrava, queria mais. Merecia mais. E o Brasil infinitamente superior que o Peru tinha obrigação de oferecer mais. No entanto muito pouco foi oferecido, pouco futebol e um gol de Felipe Melo em uma boa e atrapalhada arrancada, concluída com categoria. A seleção venceu, goleou e todo mundo ficou aparentemente feliz. Mas eu tirei outras conclusões do momento:
Quando Felipe Melo arrancou no lance do gol, ele dividiu uma bola com um jogadore peruano e Kaká. No momento eu temi que pela forma que o ex-flamenguista foi na bola, achando que ele poderia machucar Kaká. Ainda bem que isso não ocorreu e pra melhorar, na sequência do lance, ele marcou com categoria um belo gol. Eu até gostei da entrevista dele ao final do jogo, falando sobre a necessidade de absorver as críticas construtivas e a emoção de marcar pela seleção com a presença da família. Me pareceu ser um menino que hoje tem a cabeça no lugar, religioso e grato. O abraço afetivo dado no auxiliar Jorginho depois do gol, foi bem legal de se ver, mas....eu nem vou dizer que Felipe e seu companheiro de marcação Gilberto Silva, não conseguem acertar um passe de dois metros. Só vou dizer que ver os dois em campo sabendo que Anderson, Lucas, Ramires e Hernanes (!!) estão de fora assistindo é dose. Sinceramente na minha opinião, Felipe Melo é mais uma invenção de Dunga, como foi Afonso Alves. É quase um Leomar da era Leão. Gilberto Silva é outro. Não dá mais.
Kaká dispensa comentários. É um líder nato, conhece futebol, sabe das coisas. Gosta de se cuidar, não exibe barriguinha sexy (?!). É tudo que Dunga e qualquer time ou seleção do mundo precisa. Com ele vamos mais longe a qualquer lugar.
Mas era injusto com o Equador que pressionava a seleção pentacampeã (!!) do mundo. Seleção que tinha no comando dentro das quatro linhas, Ronaldinho Gaúcho (eu juro que ele entrou em campo!), que há poucos anos atrás era o melhor do mundo. O Brasil só se defendia, assistia ao show de Júlio César que assistia à ineficiência de Gilberto Silva, Felipe Melo (?!), Elano e é claro Ronaldinho Gaúcho. Robinho também não apareceu e nem mandou lembranças, já Luis Fabiano se esforçou como sempre. Maicon deixou o campo contudindo, dando lugar a Daniel Alves, que assim como Marcelo, deixou a desejar. A dupla de zaga, Lúcio e Luisão não passou a melhor das impressões, afinal a toda hora Júlio César tinha que se virar.
Mas, eis que aos 44 minutos do injusto segundo tempo, Júlio César faz mais um milagre, daqueles que nos deixam boquiabertos, pois assim ficaram os defensores brasileiros. Ninguém da zaga afastou a bola defendida pelo goleiro brasileiro, e Noboa ficou na boa (confesso que hoje o Galvão fez piadas prontas geniais!) para colocar justiça no placar, que foi injusto.
A justiça momentânea se deu porque o Equador não merecia a derrota, mas a injustiça se deu com o time de Dunga, que comportou-se como quem pede para perder, ou seja, os rapazer de azul não mereciam sair de Quito com outro resultado que não fosse a derrota.
Esteticamente, a Fórmula-1 perdeu um certo charme. Não consegui engolir aquele aerofólio traseiro miúdo, encolhido, como algo que tomou chuva e não secou direito. Parecem os carros da GP2 equipados com o turbo do Top Gear 2000. Quem já jogou com certeza fez a ligação entre o aditivo de velocidade do game e o novo recurso da F-1 que aumenta em oitenta cavalos a potência dos carros em menos de seis segundos.
- É esquisito ver um carro branco, limpo de patrocínios, receber a bandeirada da vitória num esporte tão dominado e cobiçado pelas mais famosas marcas do mundo. Aliás, essa cor inspira os grandes gênios: O Álbum Branco dos Beatles; O livro Branco do Humor, de Millôr Fernandes; O carro branco de Ross Braw!





Entrada tranqüila, com excelente trabalho da Polícia Militar, que obviamente que com raras exceções, fez um brilhante trabalho, evitando qualquer tipo de confronto entre os vândalos, que como sempre, marcaram presença.











O segundo nasceu de uma cobrança de falta feita através de uma jogada ensaiada que deu errado. Léo Medeiros desfez o erro mandando com categoria no fundo das redes. O terceiro só saiu no segundo tempo, Élton, outro gigante em campo, fez um linda jogada, passou por três (ou quatro?!) adversários e bateu, o goleiro Alan fez outra grande defesa, na sequência Alagoano tentou e Alan pegou de novo, mas no rebote não teve jeito. Beto marcou. E foi o mesmo Beto que fez o quarto, batendo com estilo para encobrir o goleiro do Bode. Alessandro Azevedo diminuiu de falta, num belo gol, para o time do sudoeste. O placar fez o Bahia voltar a viver a lua de mel com o torcedor. Nem na defesa, Élton e Léo Medeiros no meio campo e Beto no ataque, estiveram praticamente perfeitos.
O próximo compromisso do tricolor é na quarta-feira, dia 11, em Feira de Santana, contra o Feirense. Já o Vitória da Conquista vai tentar a reabilitação em casa, no mesmo dia, diante do Colo Colo. Ambos pela 14ª rodada do Campeonato Baiano.

Com o resultado positivo e a com a derrota do Bahia diante do Colo-Colo, o Vitória é o novo líder do Baianão, apesar do tricolor seguir com um jogo a menos. Na próxima rodada o Leão pega o lanterna Camaçari no Armando Oliveira, antes joga pela Copa do Brasil, contra o ASA, nesta quarta-feira (04/03). Já o Itabuna pega o Fluminense no Jóia da Princesa.